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Gastos com Expo contradizem situação pública em Itaguaí

Sindicato teve acatada denúncia contra gastos com festa ao invés de investimentos em áreas emergenciais. Clique nos trechos do texto em destaque e veja várias matérias sobre os temas citados.

Festa, confraternização pelos 200 anos de Itaguaí é super válida. Desde que, houvesse investimentos em setores que estão completamente abandonados pelo governo Charlinho (MDB). A área da saúde e educação da cidade é catastrófica. Alunos não tem uniformes escolares e ainda veem os que estavam armazenados em um galpão, serem incinerados a custo de quase 9 mil reais. Além claro das escolas terem seus prédios com graves problemas estruturais, como vazamentos, rachaduras entre outros. Para se ter uma idéia, muitas salas em especial nas creches, há berçários interditados devido ao mofo e pelas infiltrações. Problemas com a merenda escolar que é fracionada e falta de muitos alimentos que já foram comprovados, mesmo a prefeitura tentando fingir que está tudo normal. Já na saúde o hospital da cidade é um reservatório de lixo, armazenado inadequadamente, infiltrações com mofos, falta de materiais básicos como álcool, gazes, esparadrapos, dentre vários outros que são essenciais para um atendimento básico. Se formos mais a fundo, vemos um tomógrafo encaixaotado desde 2015 no hospital, sem ser instalado, em uma cidade que não tem esse aparelho em funcionamento. Se chegarmos aos servidores, eles tiveram direitos sendo retirados, como o auxílio alimentação, redução em 50% no auxilio transporte (esses dois auxílios criados pelo próprio prefeito atual às vésperas de sair da prefeitura, para obrigar o recente prefeito eleito na época a ter gastos acima do esperado), criação de leis municipais que violando a Constituição da República, congelaram por 24 meses a revisão anual dos servidores, algo obrigatorio, os tratamentos nada humanos que pressionam os trabalhadores diariamente, com ordens expressas aos chefes imediatos de punir e abrir processos com relatórios que prejudiquem os funcionários e atrasos em vencimentos como as férias de 2017, 2018, os dissídios de 2016, 2017, 2018, redução brusca nos valores mensais que atingiram 30% do salário dos trabalhadores e insegurança diante de constantes assaltos que tem deixado-os em pânico e com pertences frequentemente roubados.

Slide2Hospital com lixo armazenado de forma inadequada, causando riscos de contaminações e atrações para ratos e baratas, além de poder causar infecções hospitalares em pacientes

 

36222538_10212934334014893_8007759256860229632_nBerçario interditado na creche 26 de dezembro devido ao mofo no berçário. Cenário que se mantem e piora desde o começo de 2017

 

O descaso é tão vergonhoso, que o prefeito os seus secretários em especial o da saúde, sequer se dirigem à população para dar satisfações. Verbas oriundas do governo federal chegaram aos cofres do governo. Só que ninguém sabe e ninguém viu para onde foi tanto dinheiro. Mas, a Expo vem aí. Para a festa há verbas e dispensa de licitações. Só com segurança particular, a prefeitura vai gastar mais de 1 milhão de reais do bolso do contribuinte. Com banheiros químicos mais de 300 mil e com os cantores quase outro milhão. Fora os valores que ainda não foram divulgados. Há uma estimativa de gastos possíveis em torno de pelo menos 5 milhões de reais com a festa da controvérsia.

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Gasto de quase R$ 1 milhão para contratações de shows

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Mais de 1 milhão de reais com gastos em segurança privada para a Expo 2018. Município tem apenas 9 guardas municipais

Mais de 300 mil reais gastos com banheiros químicos

chequeParlamentar Alexandre Valle (PR), entregando cheque de 2 milhões de reais ao secretário de saúde de Itaguaí  Carlos José Guimarães Graça

 

Diante deste cenário, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos (Muspi), fez denúncia no Ministério Público e a teve acolhida, instalando mais um inquérito civil contra o governo de Carlos Bussato Júnior que acumula dezenas de tantos outros. Outras ações de parlamentares, conselhos e sociedade civil, também rumam para mais inquéritos em um governo marcado por problemas com a justiça.

 

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Cabe ressaltar que Charlinho já foi condenado em segunda instância por participação na operação denominada “máfia das sanguessugas”, que desviaram milhões dos cofres públicos com o superfaturamento nos valores de ambulâncias.

 

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Milhares de uniformes escolares são descartados para serem incinerados em Itaguaí

Relatório apresentado pela prefeitura não comprova atuação de peritos e nem realização de exames laboratoriais, além de não apresentação a polícia durante diligência sobre possível contaminação. Local foi interditado até que peritos realmente técnicos emitam laudo. MATÉRIA COMPLETA . LEIA TUDO E EM DETALHES COM CONTEÚDOS DE VÍDEOS EXCLUSIVOS DO BOCA

Descaso. A Prefeitura Municipal de Itaguaí, após fazer contrato licitatório com a empresa Loctech, onde a publicação foi feita no jornal oficial de 30 de maio., escolheu está terça-feira 19 de junho, para realizar o trabalho de transporte de milhares de peças de uniformes escolares para serem incinerados no município de Magé. Trabalhadores da empresa estavam jogando dezenas de sacos de lixo tendo dentro deles as peças de uniformes. Entre eles calçados, camisas, bermudas e casacos.

Conselheiros do Fundeb passaram pelo local após pela quinta semana seguida, não terem carro disponibilizado pela secretaria de educação, como rege a lei federal 11.494/07 e decidiram ir a pé até a unidade escolar a ser fiscalizada. No caminho se depararem com a cena. Os conselheiros que tem dentre suas atribuições fiscalizar a distribuição, armazenamento e uso dos uniformes escolares, foram verificar de perto tal ação. Ao indagar os trabalhadores, foi possível dar o flagrante do transporte dos materiais. Os conselheiros então solicitaram falar com o responsável do local e foi comunicado que uma assessora do governo municipal e responsável geral pela casa de confecção, estava se deslocando para o galpão. Ao chegar ela confirmou que os materiais seriam levados para incineração (queima). Contudo, não apresentou nenhum documento comprobatório que atestasse que essa era a melhor solução, apenas que parte do material continha fezes e urina de ratos. Com o acionamento da polícia por parte dos conselheiros e como no local não havia nenhum documento legal para tal ação, todos foram levados para a delegacia. No local as partes foram ouvidas e durante as QUATRO HORAS que permaneceram na delegacia, a representante do governo municipal prometeu que chegaria laudos técnicos que comprovariam que a incineração era a solução. Mas, após todo esse tempo e registro, nenhum laudo foi apresentado. Devido a isso, a polícia enviou homens e viaturas para que o local permanecesse interditado e o material foi apreendido até que uma pericia técnica criminal fosse feita.

Assista ao vídeo completo

Somente no começo da noite, a assessoria da prefeitura de Itaguaí emitiu uma nota, onde nela não há nenhum perito que ateste ser a incineração a única solução para o fim dos uniformes escolares, bem como nenhum exame apresentado que comprove que os materiais estavam contaminados. O relatório simples sem nenhum registro na Anvisa apresentado, foi elaborado por fiscais de saúde pública, sendo um médico, um agente de saúde pública e uma farmacêutica. Em seu site o governo atribuiu a políticos opositores a responsabilidade da divulgação da notícia.

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Para que houvesse tal incineração, o transporte de materiais nocivos deveria ser feito por empresa própria para coleta conforme a Resolução da Diretoria Colegiada, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA – RDC Nº 306, de 7 de dezembro de 2004. A empresa Loctech não é especializada nesse tipo de transporte, por conter caminhões comuns para transporte, adequados para transporte de objetos simples, entre eles entulhos.

Segundo o Engenheiro Agrônomo e Analista Técnico da Insetan, Dhiego Freitas Rocha, as roupas contaminadas por urina e fezes de ratos devem ser lavadas normalmente, utilizando água e sabão. Caso possível, recomenda ainda utilizar uma solução de água sanitária para desinfetar as roupas.

Ele deixa claro que não há necessidade de utilizar nenhum outro tipo produto químico, uma vez que a água sanitária atua como um dos bactericidas mais eficientes que existem e consegue resultados melhores até que o álcool. “Microorganismos ligados às doenças de ratos não sobrevivem por longos períodos fora do corpo do hospedeiro e são mortos pela ação de sabões, detergentes e do hipoclorito de sódio (presente na água sanitária).”, explica. Ver site

Ao todo, o local conta com 2.165 peças, entre elas tênis, camisas, casacos, calças e bermudas usadas para a uniformização de estudantes da cidade de Itaguaí. Quase R$ 9 mil reais foram usados para esse serviço entre prefeitura e Loctech, apenas para esse transporte. Os recursos foram pagos com verbas do FNDE.

REGISTRO DE OCORRÊNCIA NA DELEGACIA

Enquanto isso, alunos da rede municipal de ensino sofrem pela falta de uniformes escolares e não os recebe com frequência há bastante tempo. Vale ressaltar que esse galpão conta com esses materiais pelo menos desde 2015 e a repercussão sobre ele foi gigantesca tamanha quantidade de recursos públicos utilizados e desperdiçados, como parece ser também o cenário atual.

CURIOSIDADES DO BOCA: O que nos deixa no mínimo espantados é que no hospital municipal e nas escolas há fezes de pombos que causam contaminação pelo ar. E nenhuma ação por parte do governo é feita para resolver o problema. Curioso né?

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Alunos sofrem por falta de carteiras escolares e uniformes em Itaguaí

Calor, insegurança, falta de professores e estruturas precárias fazem de 2018 um dos piores anos na vida dos estudantes municipais

Os alunos das escolas do município de Itaguaí estão vivenciando em 2018 um dos piores cenários já vistos na educação da cidade. Chega a ser quase impossível listar na íntegra todos os problemas encontrados. Em quase todas os problemas são comuns como falta de carteiras escolares, falta de uniformes, falta de mesas para professores, falta de segurança, vazamentos com infiltrações no teto de muitas, banheiros em estado precário, mato alto nas escolas entre elas nas de área rural e falta de transporte para muitos alunos, dentre esses estudantes residentes nas ilhas da Quatiquara, Martins e Ilha do Boi, que necessitam do transporte marítimo até a escola Municipal Elmo Batista Coelho na Ilha da Madeira e que não são atendidos pelo transporte desde o ano passado. Os alunos também têm ficado sem aulas, devido à carência de professores de Matemática, Português e outras matérias importantes a serem cursadas e frequentemente tem saído mais cedo ou nem tido aulas por esse motivo.

                                 Alunos fazem as pernas de mesas de apoio para escreverem

                                                  Professora usa caixotes improvisados como mesa

                                Quadro escolar solto e salas de aula sem portas. Cenário tem sido comum

                             Buraco no solo na área externa da Escola Otoni Rocha pode causar acidentes

Carteiras quebradas amontoadas em banheiros da quadra de uma das escolas mostram o cenário de abandono

       Paredes sem ventiladores. Salas de aula tem tido como este algo comum nas unidades de ensino

 

Risco de vida para alunos

As escolas rurais, entre elas Taciano Basílio e Santa Rosa, unidades que o governo queria interromper as atividades neste ano, estão rodeadas de mato alto. Na localidade da Serra do Caçador, bairro Saco da Prata onde funciona a Taciano, existem diversos animais de grande porte, entre eles cobras venenosas, que com o mato alto se aproximam cada vez mais da escola. Os estudantes e servidores são obrigados a conviver com o alto risco de serem vitimados com a picada de uma dessas peçonhentas, já que o acesso a região é dificil e o veneno de uma dessas cobras mata em poucas horas, tempo insuficiente para a busca de tratamento contra esse mal, já que Itaguaí não conta com o soro antiofídico, medicamento para tratar das picadas de cobras venenosas. Para se ter uma ideia, o tempo da escola até o Centro de Itaguaí é de uma hora e meia a duas horas, tempo que seria fatal para uma vitíma

 

Saiba mais sobre o risco de picadas de cobras venenosas e como funciona o tratamento clicando no link abaixo:

https://www.revistaplaneta.com.br/veneno-de-cobra-uma-toxina-que-pode-matar-ou-curar/

 

Falta de segurança

Como se não bastassem todos esses problemas, muitas unidades já sofreram com assaltos em 2017 e começo deste ano. Antes as escolas contavam com guardas municipais em suas dependências, já nos dias atuais eles não mais existem e bandidos tem aproveitado para invadir os locais e roubar alunos e funcionários.

Aluno especial sem atendimento nas unidades regulares

Outro problema é a falta de mediadores para os alunos com alguma deficiência, os nossos alunos especiais. Devido a carência de profissionais na rede, estes não tem atendimento de um professor que lhe conduza enquanto o outro profissional lida com toda a turma. Em salas de aula com cada vez mais alunos, um professor sozinho não consegue lidar com os alunos regulares e com os especiais, comprometendo ainda mais o já precário atendimento educacional.

Busca pelos direitos

Pais de alunos e servidores tem se mobilizado em idas constantes no Ministério Público para denunciar as mazelas da educação de Itaguaí. Diversos processos contra a atual administração estão na justiça, entre eles os de desvalorização dos profissionais que perderam entre direitos e remunerações 30% de seus ganhos em leis que ferem até a Constituição Federal, como o congelamento da revisão salarial anual dos educadores.

 

Resposta da Prefeitura

O Boca no Trombone Itaguaí entrou em contato com a Prefeitura que através da Secretaria de Educação e Cultura, esclareceu que abriu processo de licitação para adquirir novas carteiras e os uniformes para o ano letivo de 2018. No entanto, aguarda a finalização dos trâmites burocráticos. O governo ainda disse estar fazendo todos os esforços no intuito de melhor atender às necessidades das Unidades Escolares do município.

 

 

Secretaria de educação emite nota e atesta que galpão não pertencia a prefeitura de Itaguaí

A secretaria de educação de Itaguaí emitiu nota à imprensa onde nela confirma que o galpão encontrado com diversos materiais escolares não era da prefeitura e nem alugado pela mesma. O dono do local foi identificado, e ouvido pela polícia alegou que desconhecia tal material. Na nota, a estimativa  feita pela Secretaria de Educação, é que o material tenha custado R$ 10 milhões e foi adquirido nos anos de 2012 e 2013. Por determinação do prefeito Weslei Pereira, todo o material em condições será aproveitado e distribuído aos alunos e professores da rede.

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Num galpão de aproximadamente 400 metros quadrados, foram encontrados uniformes escolares, tênis, cadernos com dez matérias, mochilas, material para desenho (compasso, régua, esquadro e lápis) e canetas marca texto. Havia também jogado no local calculadoras, copos, colas e pacotes com folhas.  Ontem, a secretária de Educação, Mara Lúcia Soares, efetuou o boletim de ocorrência na 50ª DP (Itaguaí), recebendo do delegado Alexandre Gusman a autorização para ter acesso ao material e a guarda do produto encontrado.

Novos uniformes da rede de ensino

Ainda de acordo com a nota, os novos uniformes escolares com a predominância da cor verde, serão distribuídos à partir do dia primeiro de junho de 2016. A lei 3. 316 de 23 de junho de 2015, aprovada pela prefeitura e câmara, de autoria dos vereadores Willian Cezar de Castro Padela, Jailson Barbosa Coelho e Noel Pedrosa, instituiu as cores oficiais do município predominante na bandeira da cidade,  em imóveis públicos e particulares usados na administração direta da prefeitura, bem como nos uniformes de servidores e alunos da rede municipal de ensino.

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Os uniformes encontrados no galpão descoberto nesta semana, também serão entregues as escolas e creches da cidade.