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Câmara aprova lei que institui o programa municipal de equoterapia

Pais temem por suspensão do tratamento

Com quórum completo a 21ª sessão ordinária do ano de 2017, que aconteceu no último dia 13 de junho, teve a aprovação de um projeto que trará qualidade de vida para muitos munícipes. Foi aprovado em discussão final a lei número 3.506, de autoria do vereador Gil Torres (PTN), que institui o programa municipal de equoterapia como opção terapêutica de saúde pública voltado para crianças e adultos portadores de deficiência física, mental, distúrbio comportamental ou vítimas de acidentes.

O vereador Gil Torres foi parabenizado pelos colegas, e a lei aprovada por unanimidade.

Pais alertam para possível suspensão do tratamento

A mãe de um dos alunos Cíntia Arielle, fez um desabafo através de um vídeo compartilhado em nossa página no Facebook.

“Sr. Prefeito de Itaguaí,

Precisamos da continuidade da EQUOTERAPIA no Horto de Itaguaí, nesse espaço são atendidas 60 pessoas com deficiência. Nossos filhos tiveram melhoras significativas, pois são atendidos por uma equipe multidisciplinar qualificada sem nenhum custo da prefeitura de Itaguaí, pois o PORTO mantém o projeto e o custo. Da prefeitura precisamos apenas do espaço e do transporte.

Como ficarão nossos filhos sem a equoterapia?

Muitas crianças começaram a andar depois que iniciaram o tratamento na equoterapia, a ter menos quedas, a falar e conseguiu a socialização já que muitos tinham dificuldades de se socializar.

Não ceder o Horto de Itaguaí e o transporte você como prefeito estará excluindo essas crianças da sociedade e deixando de dar qualidade de vida a quem mais precisa.

COMPARTILHEM, O ÚLTIMO DIA DE ATENDIMENTO SERÁ DIA 29/06/2017 SE O PREFEITO DE ITAGUAÍ NÃO LIBERAR O HORTO E O TRANSPORTE NÃO TERÁ MAIS ATENDIMENTO PARA AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.”

Veja o vídeo:

 

Resposta da Prefeitura de Itaguaí 

Entramos em contato com a prefeitura para falar sobre o tema e o governo relatou que o projeto de equoterapia é da empresa Qualivida- Fisioterapia e Reabilitação- com a empresa Porto Sudeste do Brasil S/A, sendo a atividade desenvolvida em uma área
próxima ao Horto Municipal.

Disse ainda que, é  importante destacar que as crianças que participam do projeto da
Qualivida sempre receberam apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que funciona no Horto Municipal, cedendo os sanitários e o espaço para confraternizações.

A prefeitura de Itaguaí finalizou dizendo que não há nenhum contrato ou convênio de ambas as empresas com a Prefeitura de Itaguaí e em relação ao transporte das crianças que participam do projeto, o
serviço é de responsabilidade da empresa Qualivida.

Veja a nota na íntegra:

“A Prefeitura Municipal de Itaguaí esclarece que o projeto de equoterapia é da empresa Qualivida- Fisioterapia e Reabilitação- com a empresa Porto Sudeste do Brasil S/A, sendo a atividade desenvolvida em uma área próxima ao Horto Municipal.
É importante destacar que as crianças que participam do projeto da Qualivida sempre receberam apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que funciona no Horto Municipal, cedendo os sanitários e o espaço para confraternizações.
Vale ressaltar que não há nenhum contrato ou convênio de ambas as empresas com a Prefeitura de Itaguaí.
Em relação ao transporte das crianças que participam do projeto, o
serviço é de responsabilidade da empresa Qualivida.”

Morte por Febre Amarela é confirmada em Itaperuna, no Rio

Vítima, cujo nome não foi divulgado, é um homem de 33 anos

 

Agência Brasil

A Secretaria Municipal de Saúde de Itaperuna, cidade localizada no Noroeste fluminense, confirmou nesta terça-feira (4) a morte de uma pessoa por febre amarela. A vítima, cujo nome não foi divulgado, é um homem de 33 anos, que morreu em 26 de fevereiro.

Segundo nota da secretaria, exames coletados durante a internação e liberados nesta segunda-feira (3) pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen) confirmaram como causa da morte a febre amarela.

Na nota, o secretário municipal de Saúde de Itaperuna, Alexandre Martins, tranquiliza a população da cidade informando que, no momento, não existe nenhum caso suspeito da doença na cidade.

Meningite, o que é? Como tratar dessa doença que foi mencionada em Itaguaí nesta semana.

Após uma semana de reclamações de possíveis casos de Meningite em Itaguaí, dúvidas pairam sobre o tratamento e o diagnóstico da doença

Secretaria de saúde da cidade afirma que último caso foi em outubro

Entenda o que é a doença

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro. Existem diversos tipos de meningite, e para cada um deles há causa e sintomas específicos.

Tipos

A maioria dos casos de meningite é provocada por vírus ou bactérias, mas a doença também pode ser transmitida via fungos. Outros fatores também podem desencadear num quadro de meningite, como alergias a determinados medicamentos, alguns tipos de câncer e também inflamações.

Conheça os principais tipos de meningite existentes:

  • Meningite viral
  • Meningite bacteriana
  • Meningite fúngica.

Esses três tipos podem levar a um quadro de meningite crônica.

Causas

A causa da meningite varia de acordo com o tipo. A mais comum das meningites é aquela causada por vírus, mas há casos também da doença provocada por bactérias. Menos comum, a meningite causada por fungos também pode surgir.

A meningite viral pode ser causada por diversos tipos de vírus e é a forma mais comum e menos perigosa de meningite, pois muitas vezes nem exige tratamento. Os vírus causadores da meningite podem ser transmitidos via alimentos, água e objetos contaminados e são mais comuns entre o fim do verão e o começo do outono.

Meningite bacteriana é a mais grave de todas. Ela ocorre geralmente quando a bactéria entra na corrente sanguínea e migra até o cérebro. Pode acontecer, também, de a doença ser desencadeada após uma infecção no ouvido, fratura ou, mais raramente, após alguma cirurgia. Existe mais de uma bactéria capaz de transmitir a doença. Conheça:

Streptococcus pneumoniae (pneumococo)

Essa é a mais comum entre todas as bactérias que transmitem meningite. Ela também pode causar infecções no ouvido e até pneumonia. Existe uma vacina disponível para reduzir a ocorrência da infecção por essa bactéria.

Neisseria meningitidis

Outra bactéria bastante comum, essa se espalha pela corrente sanguínea após uma infecção no trato respiratório e é extremamente contagiosa. Afeta principalmente adolescentes e jovens adultos.

Haemophilus influenzae

Esta bactéria costumava ser a principal causa de meningite em crianças. Hoje, no entanto, sua ocorrência foi controlada e reduzida por meio de vacinas. No Brasil, a vacina contra a meningite causada por essa bactéria faz parte da cartilha obrigatória de vacinação na infância. Quando não prevenida, tanto crianças quanto adultos podem apresentar a doença, que se desenvolve a partir de uma infecção no trato respiratório.

Listeria monocytogenes

A maioria das pessoas expostas a essa bactéria não manifestam sintomas, mas mulheres grávidas, pessoas com imunidade comprometida, recém-nascidos e idosos são mais suscetíveis à esse tipo de meningite.

Já a meningite fúngica, apesar de ser a menos comum, pode levar ao quadro crônico da doença. Às vezes seus efeitos podem ser similares ou até idênticos aos da meningite bacteriana, por isso inspira cuidados, mas não é contagiosa de pessoa para pessoa.

Em casos mais raros ainda, meningite pode ser resultado de causas não-infecciosas, como reações químicas, alergia a alguns medicamentos e alguns tipos de câncer também.

Fatores de risco

Alguns fatores são considerados de risco para a meningite. Confira:

  • Idade: meningite viral costuma afetar crianças de até cinco anos, mas a forma bacteriana da doença geralmente atinge adultos na casa dos 20. Na verdade, o grupo de risco, quando é classificado pela idade, varia de acordo com a causa da doença. Meningite causada pela bactéria Listeria monocytogenes costuma vitimizar muitos idosos também
  • Viver em grandes centros urbanos e frequentar ambientes fechados e cheios de pessoas também podem aumentar os riscos de contrair meningite. Se uma pessoa vive em alguma base militar, orfanato ou albergue, as chances de ela apresentar a doença são maiores também
  • Gravidez: mulheres grávidas têm maiores chances de contrair listeriose e também a meningite bacteriana causada por Listeria monocytogenes
  • Sistema imunológico comprometido: pessoas com baixa imunidade correm maiores riscos de apresentar meningite também, a exemplo de portadores de Aids ou diabetes e usuários de drogas injetáveis.

Sintomas de Meningite

Os primeiros sinais de meningite, quando manifestados, são facilmente confundidos com os sintomas típicos da gripe. Eles geralmente aparecem de algumas horas até dois dias após a infecção.

Os sintomas mais comuns da meningite são:

Bebês recém-nascidos portadores de meningite também podem apresentar febre, dor de cabeça, vômitos, confusão, rigidez corporal, moleira tensa ou elevada e inquietação. Às vezes, apenas irritabilidade em crianças ou choro fácil, diferente do normal, pode ser um indício de uma meningite.

Na consulta médica

Dependendo da causa, meningite pode levar a complicações mais grave e pode, inclusive, levar o paciente à morte. Por isso, é muito importante que, ao primeiro sinal da doença, você procure um especialista para que ele possa fazer o diagnóstico. Se confirmada a doença, o tratamento deve começar imediatamente.

Na consulta, descreva todos os seus sintomas e tire todas as suas dúvidas. Esteja preparado, também, para responder às perguntas do médico. Veja alguns exemplos:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Você teve contato com alguém que estivesse com meningite?
  • Você tomou todas as vacinas indicadas?
  • Você faz uso de medicamentos imunossupressor?

Diagnóstico de Meningite

O diagnóstico de meningite pode ser feito pelo especialista tendo como base o histórico do paciente, um exame físico e alguns exames específicos, como:

  • Cultura de sangue, em que uma amostra de sangue do paciente é enviada para laboratório, onde é realizada uma cultura de microrganismos, em especial de bactérias
  • Exames de imagem, como raio-X e tomografias, procurarão por sinais de infecção pelo corpo

Tratamento de Meningite

O tratamento de meningite depende da causa.

Para meningite viral muitas vezes o tratamento é dispensável, pois a doença costuma desaparecer sozinha após algumas semanas. Geralmente, os únicos meios de terapia indicados pelo médico são repouso, ingestão de muita água e o uso de medicamentos para aliviar as dores. Em casos específicos, o médico pode receitar também um antiviral.

Já para casos de meningite bacteriana, o tratamento deve ser imediato por meio de antibióticos intravenosos e medicamentos de cortisona, para reduzir o risco de futuras complicações. O antibiótico que o médico receitará depende do tipo de meningite que o paciente tem, ou seja, da bactéria causadora da doença.

Mesmo quando as causas da meningite não estão esclarecidas, os médicos podem ministrar medicamentos antivirais e antibióticos para o paciente, já que meningites causadas por vírus e bactérias são os tipos mais frequentes da doença.

Quando o caso é de meningite fúngica, o tratamento é feito via fungicidas. No entanto, esses medicamentos podem apresentar diversos efeitos colaterais. Por isso, eles só serão receitados ao paciente quando a causa por comprovadamente infecção por fungos. Para tratar meningite crônica, o tratamento indicado é o mesmo do de meningite fúngica, já que esta é a única forma de meningite que pode levar ao quadro crônico da doença.

Os medicamentos de cortisona são mais indicados para casos em que a meningite é causada por razões não-infecciosas, como reações químicas, alergias a medicamentos e alguns tipos de câncer.

Medicamentos para Meningite

Os medicamentos mais usados para o tratamento de meningite são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo/ Prognóstico

Algumas medidas ajudam a lidar bem com a meningite. Veja:

  • Avisem à escola se seu filho estiver com meningite
  • Após a alta do paciente não existe mais perigo de contaminação, portanto crianças podem voltar a frequentar a escola normalmente
  • Não há necessidade de fechar escolas ou creches quando ocorre um caso de meningite entre os alunos, professores ou funcionários da escola, pois o agente causador da doença não sobrevive no ar ou nos objetos
  • A limpeza e a higiene devem ser as habituais. Não há necessidade de inutilizar ou desinfetar objetos de uso pessoal do doente
  • Tome muita água durante todo o dia para evitar a desidratação
  • Faça uso de medicamentos e analgésicos para aliviar os sintomas de dor relativos à meningite, se necessário.

Complicações possíveis

As complicações causadas por meningite não tratada podem ser graves, por isso o tratamento imediato é necessário e essencial. Confira:

  • Perda de memória
  • Dificuldade em aprender
  • Danos permanentes ao cérebro
  • Problemas de reprodução
  • Convulsões
  • Falência dos rins
  • Acidente vascular cerebral (AVC)
  • Morte

Prevenção

Meningite é geralmente resultado de contágio entre duas pessoas. Vírus e bactérias causadores da doença podem ser transmitidos via tosse, espirro, beijo ou compartilhamento de itens pessoais. Por isso, é importante evitar ficar muito próximo a pessoas portadoras de meningite.

Além disso, seguir algumas medidas básicas ajudam a prevenir a doença. Veja:

 

Lave sempre as mãos. Elas são a principal porta de entrada para muitas doenças

Não compartilhe itens de uso pessoal com outras pessoas, como cigarro, copos ou escovas de dente

Permaneça sempre saudável, com sistema imunológico funcionando corretamente

Ao tossir ou espirrar, cubra a boca

fontes e referências

Revisado por: André Felício, neurologista- CRM: 109665

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Neuropsicologia

 

Após reclamações de alguns moradores, a secretaria de saúde de Itaguaí emite nota

A Secretaria Municipal de Saúde vem a público esclarecer à população em relação às notícias publicadas sobre meningite em nosso Município.

1- A meningite é a inflamação das meninges, que são as membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por meningococos, estreptococos, pneumococos, estafilococos e outros microrganismos.

2- A meningite meningocócica, ou doença meningocócica, é uma doença aguda. Seu início é súbito, e os sintomas nas crianças maiores e adultos são os seguintes: febre, dor de cabeça, náuseas e vômitos com jatos, rigidez na nuca. Nas crianças menores nota-se irritação, choro constante e abaulamento da fontanela (moleira alta).

3- A PRIMEIRA COISA A FAZER É PROCURAR UM MÉDICO, NA UNIDADE PRÓXIMA DE SUA RESIDÊNCIA. NÃO SE DEVE PERDER TEMPO. É importante diagnosticar a doença o mais rápido possível e iniciar o tratamento imediatamente. Quanto mais cedo, maiores as chances de cura. A grande maioria dos casos tem cura sem deixar sequelas.

4- O meningococos vive no nariz e na garganta das pessoas. A doença é transmitida principalmente pelos portadores assintomáticos, que representam parte importante da população.

5- A transmissão direta pode ser através de um contato intimo, como beijo, ou através de secreções expelidas pela fala, tosse ou espirro.

6- A transmissão indireta, por intermédio do ar ou de objetos, praticamente não existe. O meningococos não resiste à humidade, ao oxigênio e às mudanças de temperatura, e não sobrevive mais do que alguns minutos fora do organismo. Por isso, não é necessário desinfetar ou interditar o local. Sendo suficiente mantê-lo arejado.

7- Quando surge um caso de meningite meningocócica a Secretaria de Saúde fornece medicamentos contra o meningococos às pessoas que convivem com o doente, já que elas podem ser portadoras assintomáticas. Não há necessidade de dar medicamento a toda a população.

8- A meningite meningocócica é contagiosa e pode causar epidemias. Mas, a princípio, é uma doença endêmica, isto é, sempre existem casos. Só que o número de casos é maior durante o inverno e o início da primavera.

9- O fato de ocorrer um caso de meningite numa escola, não quer dizer que o transmissor foi um aluno. Pode ter sido qualquer pessoa que teve contato com o doente. Quando houver um caso de meningite na escola, deve-se agir da seguinte maneira:

  • Não há necessidade de fechar a escola, suspender as aulas, nem interromper outras atividades do dia a dia.
  • É fundamental evitar o pânico entre os professores, alunos, pais e responsáveis. E solicitar a presença de um profissional de saúde para esclarecimentos necessários.

10- A secretaria de Saúde acompanha diariamente e com estrita vigilância a evolução e distribuição de casos de meningite no Estado e no Município estando preparada para adotar as providencias necessárias, caso o quadro de ocorrências da doença assim o exija.

  • Não há surto de meningite em nosso Município.
  • A vacina só é necessária em casos em casos de epidemia ou surtos, o que não ocorre em Itaguaí.
  • O bloqueio dos contatos se faz com medicamentos e não com vacinas.
  • Os medicamento quando necessários são fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, obedecendo e critérios técnicos.
  • Após o último caso (início de outubro/2015) de meningite, não apareceram novos casos, o que mostra a eficácia das condutas adotadas.