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Gastos com Expo contradizem situação pública em Itaguaí

Sindicato teve acatada denúncia contra gastos com festa ao invés de investimentos em áreas emergenciais. Clique nos trechos do texto em destaque e veja várias matérias sobre os temas citados.

Festa, confraternização pelos 200 anos de Itaguaí é super válida. Desde que, houvesse investimentos em setores que estão completamente abandonados pelo governo Charlinho (MDB). A área da saúde e educação da cidade é catastrófica. Alunos não tem uniformes escolares e ainda veem os que estavam armazenados em um galpão, serem incinerados a custo de quase 9 mil reais. Além claro das escolas terem seus prédios com graves problemas estruturais, como vazamentos, rachaduras entre outros. Para se ter uma idéia, muitas salas em especial nas creches, há berçários interditados devido ao mofo e pelas infiltrações. Problemas com a merenda escolar que é fracionada e falta de muitos alimentos que já foram comprovados, mesmo a prefeitura tentando fingir que está tudo normal. Já na saúde o hospital da cidade é um reservatório de lixo, armazenado inadequadamente, infiltrações com mofos, falta de materiais básicos como álcool, gazes, esparadrapos, dentre vários outros que são essenciais para um atendimento básico. Se formos mais a fundo, vemos um tomógrafo encaixaotado desde 2015 no hospital, sem ser instalado, em uma cidade que não tem esse aparelho em funcionamento. Se chegarmos aos servidores, eles tiveram direitos sendo retirados, como o auxílio alimentação, redução em 50% no auxilio transporte (esses dois auxílios criados pelo próprio prefeito atual às vésperas de sair da prefeitura, para obrigar o recente prefeito eleito na época a ter gastos acima do esperado), criação de leis municipais que violando a Constituição da República, congelaram por 24 meses a revisão anual dos servidores, algo obrigatorio, os tratamentos nada humanos que pressionam os trabalhadores diariamente, com ordens expressas aos chefes imediatos de punir e abrir processos com relatórios que prejudiquem os funcionários e atrasos em vencimentos como as férias de 2017, 2018, os dissídios de 2016, 2017, 2018, redução brusca nos valores mensais que atingiram 30% do salário dos trabalhadores e insegurança diante de constantes assaltos que tem deixado-os em pânico e com pertences frequentemente roubados.

Slide2Hospital com lixo armazenado de forma inadequada, causando riscos de contaminações e atrações para ratos e baratas, além de poder causar infecções hospitalares em pacientes

 

36222538_10212934334014893_8007759256860229632_nBerçario interditado na creche 26 de dezembro devido ao mofo no berçário. Cenário que se mantem e piora desde o começo de 2017

 

O descaso é tão vergonhoso, que o prefeito os seus secretários em especial o da saúde, sequer se dirigem à população para dar satisfações. Verbas oriundas do governo federal chegaram aos cofres do governo. Só que ninguém sabe e ninguém viu para onde foi tanto dinheiro. Mas, a Expo vem aí. Para a festa há verbas e dispensa de licitações. Só com segurança particular, a prefeitura vai gastar mais de 1 milhão de reais do bolso do contribuinte. Com banheiros químicos mais de 300 mil e com os cantores quase outro milhão. Fora os valores que ainda não foram divulgados. Há uma estimativa de gastos possíveis em torno de pelo menos 5 milhões de reais com a festa da controvérsia.

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Gasto de quase R$ 1 milhão para contratações de shows

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Mais de 1 milhão de reais com gastos em segurança privada para a Expo 2018. Município tem apenas 9 guardas municipais

Mais de 300 mil reais gastos com banheiros químicos

chequeParlamentar Alexandre Valle (PR), entregando cheque de 2 milhões de reais ao secretário de saúde de Itaguaí  Carlos José Guimarães Graça

 

Diante deste cenário, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos (Muspi), fez denúncia no Ministério Público e a teve acolhida, instalando mais um inquérito civil contra o governo de Carlos Bussato Júnior que acumula dezenas de tantos outros. Outras ações de parlamentares, conselhos e sociedade civil, também rumam para mais inquéritos em um governo marcado por problemas com a justiça.

 

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Cabe ressaltar que Charlinho já foi condenado em segunda instância por participação na operação denominada “máfia das sanguessugas”, que desviaram milhões dos cofres públicos com o superfaturamento nos valores de ambulâncias.

 

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Mesmo fechada UPA de Itaguaí recebeu verbas milionárias em 2017

Emendas parlamentares e repasse do governo federal foram repassados à cidade em 2017

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaguaí recebeu valores consideráveis em 2017. Com a emenda do parlamentar Alexandre Valle (PR) no valor de R$ 2 milhões que foram creditadas e comprovadas que chegaram ao município de Itaguaí e os recursos federais enviados pelo Ministério da Saúde no valor de R$ 3 milhões, o ano de 2017 contou com recursos para uma unidade de saúde que permanece fechada desde 2016. Tais valores repassados dariam para investir de forma considerável na saúde municipal, na própria UPA, caso fosse reaberta ou no hospital da cidade. O curioso é que para tais repasses continuarem a vir para Itaguaí, mesmo com a UPA sem uso, é uma clara demonstração que o município não comunicou ao Ministério da Saúde em Brasília o seu fechamento.

                                                               Emenda Parlamentar de R$ 2 milhões

 

                                                                Verbas de R$ 3 milhões destinadas a UPA

 

 

Mas não para por aí, somente com o atendimento de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar para atendimento a população, Itaguaí receberá em 2018 mais de R$ 16 milhões de reais do Ministério da Saúde. Com esses valores, é possível fazer um prognostico de que a cidade terá pelo menos R$ 25 milhões este ano, já que os repasses para o atendimento móvel emergencial (SAMU) ultrapassaram em 2017 os R$ 680 mil, mais os valores da UPA que apesar de fechada continuam a chegar, as verbas de menor complexidade e de alta complexidade que permanecem vindas do governo federal, as emendas parlamentares, além dos valores oriundos de impostos municipais que obrigatoriamente devem ser investidos.

 

 Emendas parlamentares

                              Saúde de Itaguaí R$2.500.000,00(dois milhões e meio de reais)

 

          R$1.500.000,00(um milhão e meio de reais),conforme o número da emenda acima.Este ainda não foi liberado.

 

         Nota de empenho de R$1.000.000,00(um milhão de reais conforme o número da emenda acima.Recurso já depositado na conta da PMI.

 

  Extrato da ordem bancária em favor da saúde da cidade Itaguaí. Abaixo:


 

 

 

R$190.000,00,para compra de VAN para transporte de pacientes

R$240.000,00,para compra de 3 ambulâncias do Tipo “A

R$160.000,00,para compra de 2 ambulâncias do Tipo “A R$25.000,00,para aquisição de 1 gabinete odontológico.

 

Atendimento de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar para atendimento a população

Valores superiores a R$ 6,5 milhões até maio deste ano. Prognóstico de pelo menos R$ 15 milhões até dezembro.

 

Verbas para o serviço de atendimento móvel SAMU valores superiores a  R$ 554 mil reais

Verbas para o serviço de atendimento móvel SAMU valores superiores a R$ 139 mil. Com a soma das últimas quatro imagens chegamos com verbas apenas para o SAMU, num total de quase R$ 700 mil reais apenas no ano de 2017. O que nos leva a crer que valores similares serão destinados também em 2018.

Com essas verbas para o SAMU, mais os valores para aquisições de ambulâncias, porque Itaguaí continua tendo veiculos de emergencias sucateados e/ou parados por problemas mecânicos?

Se foram destinados R$190.000,00,para compra de VAN para transporte de pacientes, porque pessoas que precisam fazer hemodiálise fora da cidade, na maioria das vezes ficam sem o transporte?

E por fim. Com verbas nesses valores, porque o hospital municipal tem problemas graves como falta de gaze, alcool e todos os insumos de uso continuo?

Pensando que a secretaria de saúde e a prefeitura de Itaguaí tivessem as respostas, nosso blog procurou a assessoria de imprensa do governo de Itaguaí. Mas, não tivemos sucesso.

Onde estão as comissões de educação e saúde da Câmara de Itaguaí?

 Assaltos em creches e escolas, vandalismo, ameaças a servidores, hospital com atendimento precário, falta de ambulâncias entre outros problemas, será que passam despercebido por estas comissões? Veja quais vereadores fazem parte

O blog Boca no Trombone Itaguaí, resolveu cobrar da Câmara dos Vereadores, ações através de suas comissões, melhorias e acima de tudo vistorias na educação e saúde da cidade. A competência da Comissão de Educação e Cultura da Câmara é opinar sobre todas as matérias relativas à educação, ao ensino, a convênios escolares, às artes, ao patrimônio histórico, à comunicação, denominação de logradouros públicos, como também participar das conferências municipais de educação e de cultura. Além de receber reclamações para encaminhá-las aos órgãos competentes, promover audiências públicas, emitir pareceres e adotar as medidas cabíveis na sua esfera de atribuição. Ou seja, se mover e buscar através de pesquisa de campo (ir aos locais), soluções e diálogo com a população e com a prefeitura a fim de cobrar melhorias para o setor. Nosso blog ainda não viu uma manifestação desta comissão com os assaltos que ocorreram em duas creches neste ano, bem como não vimos qualquer outro sobre as ameaças que os servidores do Ciep 300 têm sofrido. Além disso, não se vê nenhuma publicação sobre as ações de tal comissão, sobre buscas para melhorias na educação como se via por exemplo, em 2017, quando a comissão era formada por outros vereadores, que faziam visitas as unidades e cobravam melhorias junto ao executivo municipal entre outras ações.

   Os vereadores que formam a “Comissão de Educação e Cultura” são:

Presidente: Noel Pedrosa de Mello

Membro: Vinícius Alves de Moura Brito

Membro: Haroldo Rodrigues Jesus Neto

1º Suplente: Alexandro Valença de Paula

2º Suplente: Sérgio Fukamati

 

Comissão da Saúde

Outra comissão importante e que há muito tempo não dá transparência as suas ações, se é que estão fazendo algo, é a Comissão de Saúde. Com gravíssimos problemas no hospital municipal, nos postos de saúde e a absurda falta de ambulâncias na cidade, os nobres vereadores pertencentes a tal comissão não dão nenhuma satisfação á população, e o pior, sequer cobram da prefeitura melhorias. A comissão da saúde tem a obrigação de opinar sobre higiene, profilaxia sanitária, campanhas de saúde, ações e serviços de saúde pública, erradicação de doenças endêmicas e vigilância epidemiológica. Além óbvio de sair da Câmara e ir buscar soluções após vistas nas unidades de saúde municipais.

Comissão da Saúde

Presidente: Gilberto Chediac Leitão Tores

Membro: Vinicius Alves De Moura Brito

Membro: Carlos Eduardo Carneiro Zóia

1º Suplente: Sérgio Fukamati

2º Suplente: Fernando Stein Kuchenbecker Junior

 

Cobrança

O blog Boca no Trombone Itaguaí enviou um email para a assessoria da Câmara cobrando as ações dessas comissões. Até o momento estamos no aguardo das respostas de tais questionamentos.

Ligue para cada vereador e cobre dele o que ele já deveria saber. Aqueles que parecem ignorar o povo, merecem ouvir o povo.

Tel: (21) 2688 1136 / 2688 1236 após ligar disque o número do ramal do vereador escolhido

Rubem Viera de
Souza (PTN)
Presidente

(21) 2688 1136 / 2688 1236
Ramal:213
presidencia@camaraitaguai.rj.gov.br

 Ivan Charles Jesus
Fonseca IVANZINHO (PSB)

2º Secretário
Ramal:237
vereadorivanzinho@camaraitaguai.rj.gov.br

Waldemar José de
Ávila Neto (PHS)

1º Secretário
Ramal:236
gabinete@waldemaravila.com.br

 

André Luís Reis de
Amorim (PR)

Vice-Presidente
Ramal:228
vereadorandreamorim@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Vinicius Alves de
Moura Brito (PRB)

3º Vice-Presidente
Ramal:217
vereadorviniciusalves@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Gilberto Chediac Leitão
Torres GIL TORRES (PTN)

2º Vice-Presidente
Ramal:227
vereadorgiltorres@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Carlos Eduardo Kifer
Moreira Ribeiro (PP)
Ramal:240
vereadorckifer@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Genildo Ferreira
Gandra (PDT)
Ramal:216
vereadorgenildo@camaritaguai.rj.gov.br

 

Haroldo Rodrigues
Jesus Neto / HAROLDINHO (PSDB)

Ramal:235
haroldojesus@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Fernando Stein
Kuchenbecker Júnior /  JÚNIOR BUMERANGUE (PV)

Ramal:242/226
juniorbumerangue@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Sergio Fukamati (PSD)
Ramal:203
minorufukamati@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Carlos Eduardo
Carneiro Zóia (PSD)
drzoiavereador@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Noel Pedrosa de
Mello / NOEL DA SOS (PT do B)
Ramal:217
vereadornoel@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Roberto Lúcio Espolador
Guimaraes / ROBERTINHO(PMDB)

Ramal:219
vereadorrobertinho@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Alexandro Valença de
Paula / SANDRO DA HERMÍNIO (PT do B)

Ramal:202
vereadorsandro@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Willian Cezar de
Castro Padela (PSB)
Ramal:239
vereadorwilliancezar@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Eliezer Lage Bento / ZEZÉ
(PRTB)

Ramal:241
vereadorzeze@camaraitaguai.rj.gov.br

 

Acesse o site da Câmara e tenha acesso ao Whatsapp que está registrado lá como sendo dos vereadores

Site da Câmara clique aqui

 

 

Opinião do Boca

O que nos causa estranheza é  que a comissão de educação por exemplo, que era composta por vereadores opositores ao governo e que eram presentes em suas atribuições, foram substituidos por outros legisladores (bajuladores) em votação da própria Casa. Ninguém aqui é ingênuo e muito menos “burro”, para ver que o Legislativo permanece idêntico ao de sempre, é apenas um interesseiro aos desejos do Executivo. Pessoas que ultrapassam a incompetência e a falta de conhecimento da real atribuição de um vereador, chegando a má fé, ao desrespeito, a desumanidade, ao oportunismo e a total falta de ética e caráter para com a população que os elegeu. Algo que tem sido característico da maioria dos vereadores há anos e que mesmo tendo sido renovada, permanece com grosseiros e patifes em sua grande maioria.

Júlio Andrade / Blog Boca no Trombone Itaguaí

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Mãe relata detalhes do assalto na Creche Estrela do Céu

 

Mãe relata drama vivido em creche assaltada em Itaguaí

Blitz da Saúde movimenta terminal rodoviário de Itaguaí

Usuários puderam fazer exames de câncer bucal e de hanseníase

 

A Secretaria de Saúde de Itaguaí fez uma atividade no Terminal Rodoviário de Itaguaí, nesta sexta-feira (2/2), oferecendo aos usuários a possibilidade de fazerem exames rápidos para detectar sinais de câncer bucal e de hanseníase. Aqueles que eram detectados sinais de uma das doenças eram orientados e encaminhados para uma unidade de saúde da rede municipal. Durante a ação foram distribuídos folhetos explicativos aos passageiros e de preservativos masculino e feminino.

 

A procura pelos serviços foi grande por parte dos usuários, que adiaram o embarque em um dos ônibus que fazem ponto no local, para serem avaliados pelos profissionais de saúde.  A diretora de Atenção Básica do município, Márcia Vieira, destacou a importância do trabalho realizado, até porque ambas as doenças são silenciosas. Ou seja, a pessoa só sabe quando estão em estágio avançado.

 

“É importante termos vindo para a rua, porque são doenças silenciosas e na maioria dos casos, são descobertas pelos profissionais e tratadas. A hanseníase, por exemplo, a cidade tem um programa de atendimento que funciona na sede da Vigilância em Saúde, no Centro, que atende as pessoas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e através do tratamento a possibilidade de cura é grande. A população deve sempre procurar um profissional de saúde para maiores esclarecimentos”, explica Márcia Vieira.

 

Hanseníase e problemas bucais

 

Uma das doenças mais antigas da história da humanidade, a hanseníase (popularmente conhecida como lepra), afeta anualmente milhares de pessoas no país. Aliás, o Brasil ocupa a vice-liderança de casos na América Latina. Segundo a médica Marinéia Moreira, hanseníase pode deixar sequelas, se o paciente não tratar a tempo.

 

“É uma doença que na maioria dos casos tem cura, desde que a pessoa siga corretamente as orientações do médico. O Brasil é um dos países com o maior índice de registro da doença, por isso a importância desta ação que está sendo feita”, diz a médica.

 

A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, e é considerada uma das mais antigas da história da humanidade, havendo relatos dela mil anos antes de Cristo, no entanto, o registro oficial aconteceu somente em 1873, pelo médico norueguês Gerhard Armauer Hansen, responsável pela identificação do bacilo causador da doença.

 

Entre os principais sintomas são manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, caroços, mãos e pés dormentes entre outros.  A transmissão de uma pessoa portadora da doença é através das vias aéreas, fala e espirros.

 

Enquanto um grupo de frequentadores do terminal eram avaliados para detectar casos de da doença, outros foram examinados pela equipe da Saúde Bucal do município. Mesmo quem pretendia embarcar para uma das praias da região, aproveitou a oportunidade para saber que a não havia qualquer problema.

 

Foi o caso Fabrício Melo que foi avaliado por um dos dentistas que participaram da blitz da saúde. “Achei ótimo terem feito isso aqui no terminal. Fiquei mais tranquilo, recebi várias orientações do dentista. Aproveitei para pegar os preservativos, afinal está chegando o carnaval, e é bom estar prevenido”, comenta.

 

Para o dentista Alexandre Giannini a blitz deixa um saldo positivo. “O câncer bucal é o quarto câncer com maior incidência na região Sudeste. Por isso, é importante este tipo de atividade, até porque é uma doença de alta gravidade e quando diagnosticada a tempo, tem tratamento”, concluiu.

Foto: Divulgação / Prefeitura de Itaguaí

Fonte: Prefeitura de Itaguai

Saúde e educação perdem R$ 472 milhões para campanhas

Fundo bilionário criado pelo Congresso Nacional para bancar candidatos retira ainda neste ano R$ 828 milhões das áreas de infraestrutura, segurança e agricultura

Felipe Frazão, O Estado de S. Paulo 

O fundo eleitoral bilionário criado para bancar as campanhas políticas com recursos públicos retirou R$ 472,3 milhões originalmente destinados pelos parlamentares para educação e saúde neste ano. Deputados federais e senadores, quando aprovaram a destinação de verbas para as eleições, haviam prometido poupar as duas áreas sociais de perdas.

Levantamento feito pelo Estado mostra que o fundo receberá R$ 121,8 milhões remanejados da educação e R$ 350,5 milhões da saúde. O valor corresponde à transferência de dinheiro das emendas de bancadas – que seria destinado a esses setores – para gastos com as campanhas eleitorais deste ano.

O fundo, aprovado em 4 de outubro do ano passado, é uma alternativa à proibição das doações empresariais e receberá, no total, R$ 1,75 bilhão. Desse montante, R$ 1,3 bilhão sairá das emendas de bancada, cujo pagamento é obrigatório pelo governo, e R$ 450 milhões da isenção fiscal que seria concedida a rádios e TVs para veicular programas partidários.

O dinheiro será distribuído aos partidos de acordo com o tamanho de suas bancadas na Câmara e no Senado. A criação do fundo é contestada por ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria da ministra Rosa Weber. Ela decidiu levar o caso ao plenário da Corte e ainda não há data para o julgamento.

A verba retirada da saúde para abastecer o caixa das campanhas seria suficiente, por exemplo, para arcar com a construção de 159 novas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), com sete leitos, dois médicos e atendimento médio de 150 pacientes por dia ou financiar 859 Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Os recursos que deixaram de ser aplicados em educação equivalem a 34% de todos os pagamentos que o governo realizou no ano passado no Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância): R$ 355 milhões, conforme dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O dinheiro serve para construir e equipar creches.

A Secretaria Estadual da Saúde do Espírito Santo perdeu, por exemplo, R$ 15,7 milhões para a compra de ambulâncias. Em Goiás, o programa Caminho da Escola, que compra ônibus e bicicletas para transporte escolar em núcleos rurais e periféricos, não terá R$ 18,7 milhões.

Os principais articuladores da reforma política, quando a proposta tramitou no Congresso Nacional, afirmaram que as duas áreas não seriam prejudicadas. “Não aceito que mexa um centavo de saúde e educação”, disse à época o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Um dos idealizadores do uso das emendas como fonte de recursos, o senador Romero Jucá (MDB-RR), líder do governo Michel Temer, também rechaçou as perdas: “A proposta que eu fiz não tira dinheiro da educação, da saúde, de lugar nenhum”. Procurados, eles não foram encontrados para comentar o assunto.

Outras áreas. Além das verbas de saúde e educação, R$ 828 milhões foram retirados de áreas como segurança pública, infraestrutura, obras contra a seca e agricultura.

Com o remanejamento de emendas de outras áreas, deixarão de ser comprados equipamentos operacionais e viaturas para a Polícia Militar do Rio (R$ 24,3 milhões). Serão retirados também R$ 33,6 milhões destinados para a construção de batalhões da PM e do Instituto Médico-Legal (IML) no Distrito Federal. No Nordeste, a construção do sistema adutor do Rio Piancó pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) teve R$ 10 milhões retirados. A obra deve levar água da transposição do Rio São Francisco para 18 municípios paraibanos.

O ensino superior também foi afetado. A Universidade Federal do Acre (UFAC) teve R$ 6 milhões transferidos e a Universidade Federal do Amapá (Unifap) ficou sem a emenda que previa R$ 27 milhões para a conclusão das obras do Hospital Universitário. A expansão dos câmpus da Universidade Federal do Espírito Santos (UFES) perdeu R$ 33 milhões.

Impositivas. De acordo com o governo, as emendas são impositivas, ou seja, após aprovadas, têm de ser pagas. A definição sobre seu destino, no entanto, cabe ao Congresso, e o governo não se pronuncia sobre o assunto. O Orçamento dos ministérios não muda com o fundo. Em reportagem publicada no domingo, o Estado mostrou que, desde 2014, o valor liberado de emendas parlamentares foi o maior em 2017.

VERBA BANCA ELEIÇÕES

  1. O que é o fundo eleitoral?

Abastecido com recursos públicos, foi criado em 2017 para financiar as eleições. É constituído por pelo menos 30% do total da verba destinada a emendas e o restante pela compensação fiscal que emissoras de rádio e TV teriam para transmitir o programa partidário. Para este ano, está previsto R$ 1,75 bi.

  1. O que são emendas?

É o instrumento pelo qual o parlamentar indica onde o governo vai gastar parte do Orçamento. Podem ser individuais ou coletivas. Neste ano, cada bancada apontou R$ 162,4 milhões e cada parlamentar, R$ 14,7 milhões.

  1. Como é definida a aplicação desses recursos?

O destino dos recursos das emendas individuais é definido pelos parlamentares. Metade dos recursos deve ser enviada para ações e serviços de saúde. As emendas de bancada são discutidas em reuniões conjuntas.

  1. Como é o pagamento?

Parte das emendas é impositiva, isto é, de pagamento obrigatório pelo governo. Aprovadas, as emendas passam a fazer parte do Orçamento dos órgãos públicos.

 

Deputado pede investigação de verbas para a saúde de Itaguaí

Alexandre Valle (PR) pediu para que PGR investigue recursos enviados em 2016 e 2017 para a cidade

ESTAMOS DE OLHO – O deputado federal Alexandre Valle (PR), enviou um ofício a Procuradoria Geral da República em Brasília, para que o órgão investigue os recursos enviados para a cidade de Itaguaí visando a aquisição de insumos hospitalares e material de consumo para o hospital São Francisco Xavier. Tais verbas enviadas em 2016 e 2017 totalizam R$ 8 milhões e eram fundamentais para que o único hospital do local pudesse atender de modo digno seus pacientes.

 

No entanto, o cenário é bem diferente. Há uma semana, o hospital fechou as portas por uma noite devido a falta, justamente, de insumos e materiais básicos para o atendimento. Só se recebia pacientes para emergências pediátricas e obstétricas.  Os profissionais que estão com salários atrasados, chegaram a dar entrada na delegacia da cidade relatando todo o ocorrido. No dia seguinte, o atendimento foi normalizado. Contudo, no local falta de tudo. Água, ambulâncias, seringas, algodão, lençóis, remédios entre dezenas de outras carências. É um estado de calamidade e cenário de guerra toda a estrutura do hospital.

Essa situação poderia ser minimizada caso a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), da cidade estivesse funcionando. A unidade fechada em 2016, também recebeu verbas de emendas, mas, continua sem previsão de retorno de suas atividades.

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Moradores fazem protesto contra possíveis mudanças em posto 24 horas em Chaperó

 

Moradores de Chaperó realizaram na última quarta – feira (02), um manifesto em frente à Unidade Básica de Saúde do bairro, UBS Chaperó. Segundo eles, chegaram informações de que haveriam alterações no funcionamento da unidade de saúde, entre estas o fim do atendimento 24h.

A localidade distante do Centro, depende do posto, já que todo o transporte de um paciente custaria tempo e dependendo da gravidade contribuir muito com um óbito até.

Segundo a equipe do jornal ATUAL, durante a manifestação, foram constatados três fatos relacionados ao atendimento na UBS Chaperó:

– O médico saiu por volta das 16h, porém o horário informado de atendimento do clínico geral seria até às 17h; um homem que chegou às pressas na unidade de saúde, em busca do primeiro atendimento para um corte na mão, teve inicialmente o atendimento recusado, porém observando a presença da equipe do ATUAL no local, chamaram o senhor de volta e o levaram para o interior da unidade. Ele estaria sendo atendido por um médico ginecologista segundo moradores; e, por fim, observamos uma mãe que chegou com o filho a procura de um pediatra, mas não conseguiu o atendimento.

Uma das pessoas que se manifestaram, na tarde de ontem, era a cozinheira Quele Pasquale Dias, mãe de uma criança portadora de deficiência. “Minha filha é deficiente visual, ela tem convulsões frequentes. Já teve casos de ela ter convulsão à noite e ser atendida aqui. Com essas alterações na UBS, a gente corre o risco de ela passar mal e não dar tempo de chegar lá no centro com ela. Sem contar que de dia eles só atendem quem está com horário marcado”, destacou a manifestante.

Segundo os moradores, as alterações começaram a ser aplicadas na unidade de saúde a partir do dia 20 de julho. “Eles tiraram o atendimento 24h e agora só fica aí uma ambulância, que não é UTI móvel, e uma enfermeira à noite. Não tem condição! Se a gente passar mal e o trem estiver passando, o que vamos fazer?”, questionou a cozinheira Quele Pasquale.

Um dos moradores de Chaperó e líder comunitário, Wagner Franklin, afirmou que já havia protocolado vários ofícios na prefeitura sobre a UBS, mas não adiantou. “Nós temos passado por grandes problemas nesse posto. Já aconteceram casos de faltar médico aqui e eu ir à secretaria de saúde. Oito meses atrás morreu o Bruno Oliveira, eu ajudei a trazer ele aqui. Ele teve um problema cardíaco, não tinha desfibrilador, a ambulância não tinha UTI móvel, era uma ambulância comum e ele não resistiu”, relembrou o líder comunitário.

 

Resposta da prefeitura

O blog Boca no Trombone Itaguaí entrou em contato através de email com a prefeitura. A assessoria de imprensa relatou que a Secretaria de Saúde de Itaguaí esclarece que a Unidade Básica de Saúde (UBS) Chaperó funciona 24 horas. O modelo adotado para o posto daquela localidade foi definido por uma equipe técnica que levou em conta as necessidades da população da região. Vale ressaltar que a UBS Chaperó conta ambulância, informou a nota.

Fonte: Jornal Atual com edições de matéria pelo blog Boca no Trombone Itaguaí