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Onde está o conselho de alimentação escolar (CAE) de Itaguaí?

Segundo pais de alunos o feijão sumiu dos pratos das crianças até mesmo nas creches e a merenda se baseou no arroz com carne, pois até frango não mais se encontra

Após recebermos várias denúncias e acompanharmos como conselheiro as visitas pelo conselho do Fundeb, pôde se notar que de fato existe a diminuição na oferta da merenda escolar na rede municipal de ensino. Além do desjejum que faz parte do cardápio escolar e que esta sendo quase nulo na grande maioria das escolas e creches, nos deparamos com o fraco cardápio oferecido aos estudantes. Para se ter uma ideia, o feijão é artigo raro hoje nas unidades de ensino e o frango já acabou, incluindo as creches. Mães de alunos nos relataram que seus filhos choram de fome quando chegam em casa. Em algumas unidades as crianças estão sendo dispensadas mais cedo por conta da falta da merenda em alguns dias, nos relatou uma mãe. Entramos em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Itaguaí para falar sobre o problema, mas até agora não houve retorno.

Conselho de Alimentação Escolar, você conhece o de Itaguaí?

A merenda escolar é fiscalizada pelo CAE, Conselho de Alimentação Escolar, que em Itaguaí tem sede própria, localizado ao lado do prédio da secretaria de educação, na sala dos conselhos. Suas reuniões são publicas e nelas se trata de assuntos relacionados a merenda escolar, como por exemplo se ela está sendo adequada aos alunos, se as verbas federais destinadas para este fim estão sendo bem empregadas, se as cozinhas das unidades escolares estão sendo higienizadas adequadamente entre outras atribuições. Tal conselho, também tem obrigação de ir até as escolas para ouvir de pais e estudantes, questionamentos sobre a merenda escolar e agir quando forem encontrados problemas. Além disso, o CAE deve dar transparência aos seus atos, algo que em Itaguaí tem sido nulo, já que este conselho é o único a sequer possuir uma página no Facebook ou similar, para que a população acompanhe seus trabalhos.

Sendo assim, o blog Boca no Trombone Itaguaí verificou as datas das reuniões ordinárias do CAE em que os pais de alunos e estudantes devem acompanhar e fazer denúncias, pois são reuniões públicas conforme a lei federal de criação do Conselho.

LEIA: CHARLINHO EMPOSSA MEMBROS DO CONSELHO MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

Conheça a fundo como é o trabalho do Conselho de Alimentação

Embora pouca gente tenha ouvido falar dele, o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) existe desde 2000 para fiscalizar os recursos federais destinados à merenda escolar e garantir as boas práticas sanitárias e de higiene dos alimentos nas instituições de ensino.

Instituído por medida provisória, posteriormente ele passou a ser previsto pela lei nº 11.947/2009, que regulamenta a Alimentação Escolar. Sua criação está relacionada à descentralização dos repasses do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Ministério de Educação (MEC), que passaram a ser feitos diretamente aos municípios e estados sem a necessidade da realização de convênios e acordos similares, visando dar maior agilidade ao processo.

Composto de representantes da sociedade civil, de trabalhadores da Educação, de pais e de alunos, cabe ao órgão analisar uma série de ações, que incluem desde a produção dos alimentos até a prestação de contas dos gastos relacionados ao assunto. Também é tarefa do CAE emitir um parecer anual sobre o uso desses recursos pela rede de ensino – trabalho que exige precisão, já que é com base nesse relatório que será determinada a continuidade ou a interrupção dos repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a alimentação escolar.

A sua colaboração, gestor, para com o conselho é fundamental para garantir que ele funcione a contento. Se você ainda não teve a oportunidade de conversar com algum integrante do órgão, solicite à Secretaria de Educação o contato do CAE ao qual a sua instituição está vinculada para obter mais informações e divulgá-las na escola. Procure ser receptivo sempre que receber os conselheiros – eles visitam as escolas para observar aspectos como o armazenamento dos gêneros alimentícios e a satisfação dos estudantes em relação aos pratos do cardápio, por exemplo, e podem dar orientações muito úteis para toda a equipe.

Também é importante incentivar a participação da comunidade interna nas reuniões do colegiado. Uma vez incluída, essa população poderá se interessar em fazer parte do órgão – a atuação é voluntária – e, dessa forma, favorecer a maior interação com a escola. Afinal, um conselho efetivo dá à sociedade civil a oportunidade de aprimorar as ações da rede de ensino e garantir uma alimentação escolar saudável. A seguir, saiba mais sobre o seu funcionamento.

Representa a comunidade

O CAE é a instância da área de alimentação escolar mais próxima da sociedade, visto que dos sete membros titulares apenas um é indicado pelo poder legislativo. As outras seis vagas são ocupadas por representantes de pais de alunos, de entidades civis e dos docentes, discentes ou trabalhadores da educação (normalmente, são os professores). Eles são eleitos pelas classes às quais representam, por meio de assembleias específicas, assumindo um mandato de quatro anos, exercido de forma não remunerada. Para a execução do trabalho, a Secretaria de Educação deve disponibilizar toda a infraestrutura necessária, como local adequado para as reuniões (que têm de ocorrer mensalmente) e transporte para deslocamento dos membros.

Visita as escolas

É fundamental que os conselheiros conheçam as cozinhas, as despensas e os refeitórios das escolas para avaliar o gerenciamento de estoque, o cardápio, a higiene na preparação dos ingredientes e o fornecimento dos mesmos. O trabalho in loco permite que eles questionem se os alunos estão satisfeitos com a merenda e observem outras falhas que possam vir a prejudicar o bom andamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar. É importante que o conselho informe à Secretaria de Educação sobre as irregularidades encontradas durante as visitas e, depois, verifique as providências adotadas a respeito.

Fiscaliza os gastos

Analisar as contas relativas ao programa de alimentação escolar de cada município ou estado é, provavelmente, a atribuição do colegiado que exige mais atenção. Isso porque os conselheiros precisam verificar o relatório anual enviado pela Secretaria de Educação que detalha os gastos com a merenda, por meio de extratos bancários, cópias dos editais das licitações realizadas e uma lista com os débitos, as despesas e as notas fiscais. Cabe também ao órgão fazer com que todos cumpram a Lei da Alimentação Escolar no que diz respeito, por exemplo, ao investimento de 30% da verba federal na aquisição de produtos da agricultura familiar, visando estimular a alimentação saudável e promover o crescimento da economia local. Com base no estudo de todos esses aspectos, o CAE elabora um parecer ao FNDE em que informa se os recursos do Pnae estão sendo gastos conforme a lei. Se as contas não forem aprovadas e o FNDE concordar com a opinião do conselho, é aberto um processo para apurar as irregularidades e o repasse é suspenso.

Informa a população

Como a maior parte das pessoas desconhece a existência do colegiado, uma boa estratégia para fortalecê-lo é tornar pública a sua atuação. Para isso, os conselheiros podem preparar informes sobre as transferências e o uso dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar e divulgá-los em locais públicos, como murais de escolas, da Câmara Municipal, de igrejas e de associações e redes sociais. Também é válido sensibilizar comunicadores locais, como radialistas, por exemplo, e promover eventos para debater temas relacionados à merenda. O CAE de Guarulhos, na Grande São Paulo, por exemplo, realiza periodicamente Conferências de Alimentação Escolar e Segurança Alimentar e Nutricional. O evento congrega especialistas e a população da cidade para discutir questões como educação nutricional e agricultura urbana.

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Falta de organização e segurança contrastam com bons shows na Expo de Itaguaí

Cantores foram a parte positiva  do evento marcado pela falta de organização e desrespeito com os frequentadores

 

Principio de incêndio em um dos telões do palco, relatos de assaltos dentro do evento e muita confusão na entrada principalmente no sábado e no domingo, acabaram ofuscando o entusiasmo dos cantores que se apresentaram na Expo Itaguaí 2017.

A maior festa da cidade de Itaguaí e que comemora anualmente o aniversário da cidade, pelo visto foi uma responsabilidade acima da capacidade da empresa responsável pela organização do evento. A prefeitura de Itaguaí, tradicional organizadora da festa, concedeu a uma empresa privada a condução do evento. Do primeiro ao último dia, dezenas de relatos deram conta de problemas dentro e na entrada da mais badalada festa da região.

No primeiro dia, uma frequentadora testemunhou que 20 pessoas foram assaltadas, sendo 3 seus amigos e a segurança do evento responsabilizava a polícia militar que por sua vez fazia o mesmo com a segurança do evento segundo ela.

https://m.facebook.com/expoitaguai2017/posts/1476048162456827?pnref=story

Ainda no primeiro dia, a justiça havia proibido a entrada de menores de 18 anos. Para se chegar ao veredito, a juíza Bianca Paes Noto do cartório da Vara de Família, infância e juventude e do idoso da Comarca de Itaguaí, levou em consideração a precariedade da saúde pública do município, em especial do hospital municipal São Francisco Xavier. Segundo a juíza, no pedido de alvará de autorização para entrada e permanência de crianças e adolescentes durante o evento, a empresa MRC ENTRETENIMENTO E EVENTOS LTDA, de nome fantasia VIVERE, responsável pela organização da festa, não ofereceu no requerimento onde pedia essa autorização, as condições mínimas sobre as medidas que seriam adotadas para manter a integridade física dos participantes. A justiça, mencionou que tal evento realizado anualmente e divulgado amplamente nas mídias, requer um forte aparato de segurança e a manifestação dos órgãos de segurança são imprescindíveis para analise e o deferimento deste alvará. Algo não apresentado de forma consistente pela organizadora do evento.

Contudo, os organizadores conseguiram tal autorização no dia seguinte e os menores puderem entrar. Com o acesso garantido, se viu muitos adolescentes com bebidas alcoólicas e a falta de uma fiscalização sobre isso e demais assuntos pertinentes aos menores foi evidenciada.

Os dias que se sucederem não foram muito diferente. Muitos frequentadores relataram nas redes sociais que foram assaltados dentro do parque de eventos e nas imediações da festa. No sábado, uma fila gigantesca na entrada fez com que muitas pessoas desistissem de entrar. Faltando ainda duas horas para o horário marcado limite para a entrada gratuita, grades foram postas para dificultar o acesso. O mesmo ocorreu no domingo e de forma ainda mais desrespeitosa. A entrada para a área que levava ao acesso ao portão principal, media menos de 2 metros de largura para um contingente de  quase mil pessoas a cada meia hora que se aglomeravam e se espremiam sem ter como voltar caso quisessem e há relatos de alguns pisoteamentos. Também no domingo sem maiores explicações, a organizadora do evento resolveu antecipar em uma hora o horário limite para a entrada  gratuita pegando todos de surpresa. Aliás, os valores dos ingressos subiram de forma espantosa.

Aglomeração ocasionou empurrões e temor logo na entrada

Entrada à direita da foto, era um funil de menos de 2 metros. Frequentadores levaram em média 40 minutos para entrar, após sofrerem com empurrões e tumulto

Muitos frequentadores reclamaram nas redes sociais

“Absurdo!!!
Entrada para “expo” era gratuita até às 18:00. Antes das 17:00 ninguém entrava sem ingresso, e isso é valor de ingresso ?
E os pais que querem levar as crianças no parque e não querem ver o show?” Um comentário referente a antecipação do horário limite de entrada gratuita.

Foi possível notar claramente, a falta de um contingente maior de funcionários para organizarem todo o processo de entrada no Parque, em especial antes do portão principal. Os poucos que ali estavam, mostraram muita educação e profissionalismo. No entanto, a demanda carecia de um grupo bem maior.

Mas, o que entristeceu muitos frequentadores, foi a festa de exposição não ter exposição.  A festa tem a tradição de exposição de animais e de várias obras artesanais, além claro do rodeio entre outros, algo inexistente este ano.

 

Os shows

Os cantores foram a parte positiva da Expo Itaguaí. Todos eles se esforçaram e com entusiasmo conquistaram o público. Contudo, o show mais esperado, o das cantoras sertanejas  Maiara e Maraisa realizado no domingo, foi alvo de um incidente. Um princípio de incêndio atingiu uma parte da estrutura do palco na parte superior de um dos telões. O show, usa muitos efeitos pirotécnicos e as chamas começaram justamente no local onde saíram alguns pequenos artefatos. Os seguranças das cantoras apagaram o princípio de incêndio.

Cantora pede calma ao público para que o incidente seja resolvido

Vídeo mostra cantora pedindo ajuda aos Bombeiros e ao publico presente para que se afastasse do local

Falando em telões, foi no mínimo frustrante a falta de bom senso dos organizadores de ao invés de exibirem os shows nos telões, afinal, são milhares de pessoas e a visão para o palco não contempla à todos, ter usado o espaço apenas para propagandas incessantes de seus patrocinadores. Foi sem dúvidas a pior exibição de shows da história.

A falta de segurança no município é algo cada vez mais grave e a Expo 2017 foi apenas mais uma forma de delitos para ações de bandidos que tomam conta de toda a cidade. No sábado, dois policiais ficaram desaparecidos em uma favela da cidade após trocarem tiros com bandidos. Após centenas de policiais serem mobilizados, os dois foram resgatados com vida.

 

Veja mais:

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/07/05/expo-de-itaguai-proibida-para-menores-de-18-anos/

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/07/09/apos-sumico-policiais-sao-resgatados-em-favela-de-itaguai/

 

Servidores de Itaguaí continuam vivendo o drama de estarem sem pagamento

Novo prefeito Carlo Busatto, o Charlinho, tenta “arrumar a casa”, após graves problemas da gestão de seu antecessor

Sem respostas e sem rumo. Esta tem sido a tônica dos servidores públicos de Itaguaí, que estão com salários atrasados desde novembro de 2016. Essa é apenas uma das heranças malditas deixadas pelo ex prefeito Weslei Pereira (PSB), a seu sucessor Charlinho (PMDB). O novo prefeito, já conseguiu suspender R$ 6,3 milhões que seriam usados para quitar dívidas com fornecedores. A intenção do novo gestor, é quitar a divida com o funcionalismo que em um levantamento parcial seria de R$ 65 milhões. Apesar da intensidade nos trabalhos para se resolver a questão, o dilema para o trabalhador permanece. A falta de uma comunicação oficial sobre as perspectivas de quando poderá ser feito os pagamentos é o que mais incomoda. Um recadastramento dos servidores estará sendo feito nos próximos dias para que se tenha a real noção do total dos servidores que de fato existam.

Charlinho, deverá pagar o que a pior gestão da história de Itaguaí deixou. Funcionários com salários de novembro, décimo terceiro, férias e pagamento dos resíduos do plano de cargos (prometido por Weslei ainda em 2015) atrasados, além do salário de dezembro.

A destruição causada por Weslei é tão grande, que existem fortes indícios de diversos funcionários fantasmas que foram exonerados nos últimos dias de seu mandato, para se tentar maquiar os possíveis crimes contra o erário público. Os valores podem ser tão altos, que possa se explicar um pouco de tantos outros terem “pago o pato”. Além disso, verbas do FUNDEB podem ter sido desviadas, além de outros graves crimes financeiros que estão sendo apurados.

No início de dezembro de 2016, uma decisão em primeira instância do  juiz Adolfo Vladimir Silva da Rocha, da Comarca de Itaguaí, obrigava que o ex prefeito quitasse em até 48 horas a contar da intimação, todos os salários atrasados dos servidores, sobre a acusação de improbidade administrativa. No entanto, o ex prefeito recorreu e o processo está parado. O Ministério Público, havia pedido que Weslei pagasse a multa de  R$ 10.000,00 (dez mil reais) por dia, ou o bloqueio de seus bens por  atrasos ao não cumprimento dos pagamentos. Mas, o juiz passou a possível divida não somente ao prefeito, mas a prefeitura em sua decisão.

O MP, também denunciou que um  funcionário fantasma recebia adicional de mérito que representava 10% de toda folha salarial do município. As evidências que existiam centenas de servidores fantasmas na prefeitura na época de Weslei são cada vez maiores.

Novo  governo identificou diversos outros problemas nas contas públicas. Existem dívidas com previdência, fornecedores, INSS e Light (o prédio principal da prefeitura, o hospital e alguns postos e praças públicas chegaram a ter a energia cortada em novembro por falta de pagamento), que ainda precisam ser contabilizadas.

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Além destes, o ex prefeito fechou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), diversos postos de saúde e deixou a cidade suja devido a falta de pagamentos a empresa responsável pela coleta de lixo.

 

Veja mais:

https://bocanotromboneitaguai.com/2016/12/12/justica-obriga-prefeitura-de-itaguai-a-pagar-salarios-e-13-de-servidores-em-ate-48-horas/

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/01/03/servidores-de-itaguai-devem-ficar-atentos-ao-recadastramento/

RJ Móvel estaciona pela primeira vez em Itaguaí, na Estrada do Chaperó.

RJTV mostra graves problemas enfrentados por moradores de Chaperó, com a poeira e a lama ocasionados pela falta de asfalto na região.

Assista ao vídeo da reportagem clicando na imagem

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Imagens Rede Globo

Hospital em crise tenta se prevenir de denúncias de falta de atendimento

21/12/2015 às 18:34 e atualizada 22/12/2015 às 01:23

A diretoria do Hospital Estadual Albert Schweitzer, na zona oeste do Rio, foi ontem (20) à 33ª Delegacia Policial (Realengo) registrar uma medida assecuratória de direito futuro para tentar se resguardar caso a falta de atendimento ou de insumos na entidade cause problemas mais graves. O diretor-geral da unidade, Dilson da Silva Pereira, e o diretor técnico, Paulo Ricardo Lopes da Costa, prestaram depoimento e a polícia aguarda uma manifestação da Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Nelson Nahon, a medida é preventiva. “Quando você fecha a porta de uma emergência e começa a fazer triagem, por falta de insumos e medicamentos, pode acontecer de um paciente não ser atendido, ir para casa, acontecer uma coisa pior e a família decidir ir à delegacia denunciar omissão de socorro. Ele está dizendo que não está atendendo porque está sem material e sem recursos humanos.

De acordo com Nahon, a medida não impede que o Estado tenha que responder, caso um paciente que não atendido tenha seu estado agravado. “Mas a medida mostra que o que está acontecendo é uma situação de caos, uma situação extremamente grave. Não é só um hospital, é toda uma rede em cidades grande porte”, afirmou. Ele disse que o hospital Albert Schweitzer é uma emergência de grande porte importante para a região.

Com salários atrasados e relatos de falta de material, os funcionários da unidade contam dificuldades. “Estamos trabalhando porque abraçamos a profissão, mas não recebemos nem o salário de novembro nem a segunda parte do décimo terceiro”, revelou uma técnica de enfermagem da unidade, que preferiu não se identificar. Ela disse que tem gente passando por muita dificuldade, com criança pequena, sem poder comprar nem a cesta básica”, disse. Ela disse que não recebeu o salário e que não há previsão para isso.

Com o companheiro internado no hospital há 15 dias, Rosane Barroso, de 60 anos, conta que já teve que comprar fraldas, que estavam em falta no hospital. “Teve uma semana em que, quem limpou o lugar dele foi a acompanhante que eu pago para vê-lo durante o dia. Os funcionários fazem de tudo, mas falta medicamento, falta fralda, falta luva”.

Mãe de uma paciente que está internada desde sábado no hospital, Eliane dos Santos, de 53 anos, reclama da dificuldade para transferi-la. A filha sofreu traumatismo craniano após cair de um ônibus, e precisa ser removida para uma unidade com neurocirurgia. “Conseguimos uma liminar do juiz para fazer a mudança, mas estamos dependendo deles”.

Agredido por três pessoas em uma festa, o comerciante Milton Douglas Barbosa, de 51 anos, foi à emergência do hospital para obter um boletim de atendimento médico para levar à delegacia, mas não conseguiu. “Disseram que só atendem emergência. Pelo visto, meu caso não é emergência”, disse. “Não me fizeram nenhuma pergunta e nenhum médico me viu”.

 

O atendimento mensal na Posse variava de 10 mil a 11 mil pacientes antes da crise. Neste mês a estimativa é de 14 mil pessoas passando pela emergência do hospital. Muitos pacientes chegam em estado grave e, com o fechamento das emergências nos hospitais estaduais dos municípios vizinhos, a demanda cresceu além do esperado. De acordo com o diretor, Joe Castello, o aumento é preocupante. “Desde sexta-feira, cresceu em 40% o número de pessoas a serem consultadas”, disse.

Em reunião nesta segunda-feira, a OS HMTJ-RJ, que administra os hospitais estaduais citados, disse que o problema será resolvido e os servidores serão pagos, mas sem data prevista. Em nota, o Cremerj informou que alguns hospitais estaduais, como Albert Schweitzer, Rocha Faria e Saracuruna, limitaram a emergência e reduziram pela metade os leitos. Até o momento, médicos de 15 UPAs do estado, notificaram o Conselho sobre o atendimento precário e os fechamentos.

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Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que o atendimento no hospital está restrito aos casos mais graves e aos que já estão internados. A secretaria informou que vem reunindo esforços com outras esferas de governo e a iniciativa privada para minimizar os transtornos da crise financeira do estado à população e restabelecer serviços “eventualmente suspensos ou restritos”. Segundo a secretaria, a situação só deve ser normalizada com repasses para o Fundo Estadual de Saúde.

O órgão disse ainda que o registro de ocorrência feito na 33ª DP “relata fatos inerentes à esfera administrativa e não criminal” e afirma que prestará as informações necessárias, caso sejam solicitadas pela polícia.

Diversos problemas marcam eleições para conselheiro tutelar em Itaguaí, no Rio é suspensa por dificuldades técnicas

Filas gigantescas, pessoas levando até 2 horas para votar e muitas desistências, assim foi o dia de votação para conselheiro tutelar em Itaguaí em algumas sessões

Eleitores insatisfeitos foi algo comum na eleição

Eleitores insatisfeitos foi algo comum na eleição

Esta é a primeira vez que as eleições ocorrem de forma unificada em todo o país. Para votar, era preciso apresentar título de eleitor, documento de identidade com foto, comprovante de residência ou o comprovante da última eleição.

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Em diversos locais de votação, um dos maiores problemas apontados por eleitores foi a grande quantidade de votantes e o pouco número de mesários. Com isso a cena mais comum em muitos locais de votação foram filas gigantescas. O Boca no Trombone verificou esse problema no Ciep 496 no bairro Monte Serrat (Reta), onde várias pessoas desistiram de votar mediante aos problemas. Já em outras sessões a votação transcorreu normalmente.

Muita espera e muita desistência em Itaguaí

Muita espera e muita desistência em Itaguaí

Diferentemente das eleições passadas, a de 2015 teve uma boa divulgação, atraindo mais eleitores e isso pode ter surpreendido, a Comissão Eleitoral do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente responsável pela organização.

Denúncias

Muitos relatos, em especial nas redes sociais, davam conta de que muitos candidatos estavam transportando eleitores até as sessões de votação, outros faziam boca de urna e muitas denúncias de que vereadores estavam colaborando de forma direta na campanha de alguns candidatos em troca de possíveis favores futuros.

Vários relatos no grupo BOCA NO TROMBONE no Fcaebook sobre problemas no dia da votação

Vários relatos no grupo BOCA NO TROMBONE no Fcaebook sobre problemas no dia da votação

Denúncias de que candidatos estavam transportando eleitores em Vans e Kombis também foram relatados

Denúncias de que candidatos estavam transportando eleitores em Vans e Kombis também foram relatados

O Boca no Trombone acredita na democracia, mas vivemos em uma cidade onde ainda impera compra de votos, aliciamento eleitoral e interesses políticos e financeiros, coisas que nos envergonham. Porém ficamos também muito satisfeitos, quando vemos a população relatando esses atos condenáveis e hoje já sabemos muitos nomes de pessoas que agem assim há anos.

Os resultados da eleição devem ser divulgados no Jornal Oficial do município após o fornecimento por parte do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente.

 

No Rio de Janeiro a votação foi suspensa

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Enormes filas antes da decisão da suspensão da eleição

A votação para representantes dos conselhos tutelares no Rio de Janeiro foi suspensa, por volta das 13h de hoje (4), por dificuldades técnicas relacionadas à infraestrutura de transmissão de dados no sistema eleitoral. Durante toda a manhã deste domingo, cariocas reclamaram da demora para registrar o voto e longas filas se formaram nos colégios eleitorais. Ao todo, haviam 160 pontos de votação espalhados pela cidade. O processo de escolha de conselheiros no Rio é informatizado e depende da internet para que o voto seja registrado.

Comunicado da suspensão da eleição no município do Rio de Janeiro

Comunicado da suspensão da eleição no município do Rio de Janeiro

A data do novo pleito ainda não foi marcada e, de acordo com o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, José Monteiro Pinto, será definida nesta segunda-feira (5). “As eleições foram suspensas por uma questão de infraestrutura. Nós vamos nos reunir amanhã para marcar uma nova data com outro sistema”, afirmou.

 

O presidente da Associação dos Conselheiros Tutelares do Rio de Janeiro, Juarez Filho, classificou a situação como caótica. “Nós pedimos a suspensão. A logística não estava funcionando. As informações não estavam chegando no processador do sistema. Aí foi este caos. Quando deu meio dia, apenas três mil pessoas haviam votado. A expectativa era de 150 mil votos no processo”, disse Juarez.

Fotos extraídas do grupo BOCA NO TROMBONE no Facebook

Em quase 6 meses de governo, prefeitura de Itaguaí não consegue resolver os problemas da coleta de lixo

Várias reclamações, fotos e vídeos tem aparecido nas redes sociais, sobre os problemas na coleta de lixo em Itaguaí. Porém não é difícil avistar pessoalmente a quantidade de sujeira espalhada pela cidade. Os moradores relatam que a sujeira tem atraído ratos e outras pragas para dentro de suas residências, além do mau cheiro ocasionado pelo problema.

A empresa responsável pela coleta, parece não ter um efetivo suficiente para a demanda, e a espera pela regularização através de licitações se arrastam por longos meses.

Apesar disso, se pode notar os esforços dos trabalhadores para que as coisas mudem. Vários deles mostram seu trabalho nas redes sociais, prestando contas à população, mas seus esforços não estão sendo suficientes para pôr fim na sujeira que hoje se avista por todo o município.

No governo do ex prefeito cassado Luciano Mota, uma outra empresa prestava o serviço. Mas envolvida em graves problemas de corrupção em conjunto com o ex prefeito, ela foi proibida pela justiça de continuar operando na cidade.

Cobramos maior agilidade por parte do governo municipal, pois a sujeira tem que acabar antes da paciência da população.