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Bolsonaro diz que Witzel lhe contou no dia 9 de outubro sobre o envolvimento no caso Marielle

O que Itaguaí tem a ver com as investigações do assassinato de Marielle Franco citação à Jair Bolsonaro e Wilson Witzel? Entenda…

No dia do crime, um dos suspeitos da morte da vereadora, Elcio Queiroz, visitou outro suspeito, Ronnie Lessa, que mora no mesmo condomínio de Bolsonaro. Porteiro relatou à polícia que o visitante disse que iria à casa do então deputado. A Câmara dos Deputados registrou que Bolsonaro estava em Brasília nesse dia.

Por G1

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quarta-feira (30) que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), contou a ele em 9 de outubro que o porteiro do Condomínio Vivendas da Barra citou o nome do presidente da República em depoimento nas investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Bolsonaro tem casa no condomínio onde mora Ronnie Lessa, suspeito dos assassinatos.

O Jornal Nacional revelou, na terça (29), que o porteiro contou à polícia que horas antes do crime, em 14 de março, outro suspeito, Elcio Vieira de Queiroz, disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. O porteiro ligou para a casa de Bolsonaro e obteve autorização para a entrada de Elcio. Ele confirmou em dois depoimentos que identificou a voz de quem atendeu como sendo a do “Seu Jair”.

Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro estava em Brasília no dia. Como o nome do presidente foi citado, a lei obriga que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise o caso.

Ainda na noite de terça-feira (29), horas após a revelação feita pelo JN, Bolsonaro culpou Witzel por repassar as informações à imprensa, o que o governador nega. A Polícia Civil divulgou nota negando que Witzel tenha tido acesso ao processo (veja íntegra mais abaixo).

Na manhã desta quarta, em entrevista a jornalistas em Riad (Arábia Saudita), o presidente voltou fazer a afirmação, e disse que o governador do Rio de Janeiro já havia lhe contado sobre o depoimento do porteiro, em um evento no Clube Naval do Rio de Janeiro, há 21 dias.

“Deixar bem claro também: dia 9 de outubro, às 21h, eu estava no Clube Naval no Rio de Janeiro, quando chegou o governador Witzel […]. Chegou perto de mim e falou o seguinte: ‘O processo tá no Supremo’. Eu falei: ‘que processo?’ ‘O processo da Marielle.’ ‘Que que eu tenho a ver com a Marielle?’ ‘O porteiro citou teu nome.’ Ou seja, Witzel sabia do processo, que estava em segredo de Justiça. Comentou comigo”, afirmou o presidente.

“Vem de encontro aqui o que fala o Robson Bonin, do Radar da ‘Veja’. No meu entendimento, o senhor Witzel estava conduzindo o processo com o delegado da Polícia Civil pra tentar me incriminar ou pelo menos manchar o meu nome com essa falsa acusação, que eu poderia estar envolvido na morte da senhora Marielle.”

O evento no Clube Naval citado por Bolsonaro não consta da agenda oficial do presidente. Naquele dia, a agenda previa uma reunião às 17h30 com os ministros e, por volta das 21h, ele deixou um evento no Clube do Exército em Brasília.
A agenda pública de Wilson não está disponível no site do governo do RJ. Bolsonaro e Witzel estiveram juntos em um evento da Marinha dois dias depois, na tarde de 11 de outubro em Itaguaí, no estado do Rio.

Na noite de terça, Witzel já havia divulgado uma nota negando interferência política nas investigações (veja íntegra mais abaixo). Nesta quarta, o governador voltou a falar sobre o caso:

“Jamais vazei qualquer tipo de informação, seja como magistrado, seja como governador. Eu lamento que o presidente tenha, no momento, talvez de descontrole emocional, no momento em que ele está numa viagem, não está, talvez, no seu estado normal, tenha feito acusações contra a minha atividade como governador.”

Witzel disse ainda que não manipula o Ministério Público ou a Polícia Civil, e chamou as acusações contra ele de “levianas”. Também negou ter tido acesso a documentos do processo e que, se há suspeita de vazamento, quem deve tomar as providências é a Polícia Federal. “Desafio quem quer que seja a provar que eu vazei qualquer tipo de documento […]. Peço à PF que investigue, porque se houve vazamento, certamente, em absoluto, não foi da minha parte”, disse o governador.

Novos ataques à Globo

Algumas horas após a divulgação da reportagem do Jornal Nacional, Bolsonaro ofendeu a TV Globo em uma transmissão pela internet. Nesta quarta, a repórter Delis Ortiz, da TV Globo, questionou o presidente sobre o assunto: “Quando o senhor recebe essa notícia mostrando a contradição de que o senhor estava em Brasília, embora o porteiro dissesse que estava sendo chamado pela pessoa que foi pro condomínio, isso não é equilibrado?”
“O porteiro ou se equivocou, ou não leu o que assinou”, respondeu Bolsonaro. “Pode o delegado ter feito… tomado a termo… escrito o que bem entendeu ali, e o porteiro, uma pessoa humilde, né, acabou assinando embaixo. Isso pode ter acontecido”, disse.
“Estou conversando com o ministro da Justiça o que pode ser feito para tomar, via Polícia Federal, o depoimento novamente desse porteiro. Agora pela PF, para esclarecer de fato. De modo que esse fantasma que querem botar no meu colo como possível mentor da morte de Marielle seja enterrado de vez.”

A repórter Delis Ortiz insiste na pergunta: “Presidente, o que eu quero me referir é que a matéria dá exatamente essa contradição do depoimento. Isso não é um texto equilibrado, na medida em que mostra a incoerência do depoimento?”
“Primeiro, a TV Globo teve acesso a um processo que tá em segredo de justiça. Ponto final. A Globo diz que teve acesso à papeleta que diz lá do horário que as pessoas entraram no condomínio. Mentira da Globo. Teve acesso ao processo. Isso está dentro do processo. Resolveram se resguardar dizendo que teve acesso à planilha apenas. Ou seja, não é de hoje que o sistema Globo me persegue, persegue a minha família, persegue aqueles que tão do meu lado. É isso que vem acontecendo. A Globo quer destruir Jair Bolsonaro, que acabou com a mamata da TV Globo de faturar bilhões por ano com propaganda oficial do governo.”

Em relação aos novos ataques do presidente à Globo, a emissora divulgou nova nota:

“A Globo reitera que teve acesso ao livro da portaria e, como deixa claro a reportagem, informou-se com múltiplas fontes sobre o conteúdo do depoimento do porteiro. Não mentiu. Dada a relevância dos fatos, a Globo cumpriu a sua obrigação de informar o público, revelando o que disse o porteiro e todas as suas contradições, que ela própria apurou. A Globo não tem nenhum objetivo de destruir quem quer que seja, mas é independente para informar com serenidade todos os fatos, mesmo aqueles que possam irritar as autoridades. E assim pode agir, justamente porque não depende nem nunca dependeu de verbas de governos, embora a propaganda oficial seja legítima e legal.”

Nota da Polícia Civil do RJ

Veja íntegra da nota da Polícia Civil do Rio de Janeiro, divulgada na manhã desta quarta:
“A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro é uma instituição de estado, não de governo, com 211 anos de serviços prestados à sociedade fluminense. Todas as investigações são conduzidas com absoluta imparcialidade, técnica e observância à legislação em vigor.
O governador Wilson Witzel não interfere na apuração dos homicídios de Marielle e Anderson nem teve acesso aos documentos do procedimento investigativo, assim como em quaisquer outras investigações.
A Polícia Civil reafirma que a investigação desse caso é conduzida com sigilo, isenção e rigor técnico pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), sempre em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.”

Nota de Witzel

Mais cedo, governo do RJ enviou a seguinte nota:
“Lamento profundamente a manifestação intempestiva do presidente Jair Bolsonaro. Ressalto que jamais houve qualquer tipo de interferência política nas investigações conduzidas pelo Ministério Público e a cargo da Polícia Civil. Em meu governo, as instituições funcionam plenamente e o respeito à lei rege todas nossas ações. Não transitamos no terreno da ilegalidade, não compactuo com vazamentos à imprensa. Não farei como fizeram comigo, prejulgar e condenar sem provas”, diz a nota.

“Hoje, fui atacado injustamente. Ainda assim, defenderei, como fiz durante os anos em que exerci a Magistratura, o equilíbrio e o bom senso nas relações pessoais e institucionais. Fui eleito sob a bandeira da ética, da moralidade e do combate à corrupção. E deste caminho não me afastarei”, continua a nota de Witzel.

G1. Foto de capa evento de entrega de submarino em Itaguaí em 11 de outubro de 2019.

Citação a Bolsonaro pode levar caso Marielle ao STF

Segundo Jornal Nacional, um dos envolvidos na morte da vereadora anunciou na portaria que iria para casa de Bolsonaro, mas foi para a de Ronnie Lessa

A Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso ao caderno de visitas do condomínio Vivendas da Barra, na Zona Oeste do Rio, onde têm casa o presidente Jair Bolsonaro e o ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado da morte da vereadora Marielle Franco. No dia 14 março de 2018, horas antes do crime, o ex-PM Élcio Queiroz, outro suspeito do crime, anunciou na portaria do condomínio que iria visitar Jair Bolsonaro e acabou indo até a casa de Lessa, informou o Jornal Nacional nesta terça-feira.

O caderno de registros do condomínio informa que, às 17h10 no dia do crime, uma pessoa de nome Élcio com um Logan cor prata anunciou que iria até a casa número 58, que pertence ao presidente Jair Bolsonaro. No condomínio, também mora o filho Carlos Bolsonaro na casa 36.

À polícia, o porteiro declarou que ligou para a casa 58. E que uma pessoa que se identificou como “seu Jair” liberou a entrada de Queiroz. O suspeito, no entanto, foi até a casa 66, onde mora Ronnie Lessa. O porteiro, então, telefonou novamente, e o mesmo “Seu Jair” anunciou que sabia para onde ele estava indo.

Lessa é acusado pela polícia de ser o autor dos disparos que mataram Marielle e Queiroz, de ser o motorista do carro que levava o matador.

Segundo o jornal, a citação a Bolsonaro pode levar a investigação da morte de Marielle ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo fato de o presidente ter foro privilegiado – na época, ele era deputado federal.

Conforme a reportagem, no dia da visita, Bolsonaro estava em Brasília e não em sua casa no Rio de Janeiro. Ele registrou a presença em duas votações.

Fonte: Revista Veja

Juiz nega pedido de tutela da prefeitura para afastar presidente do Fundeb Itaguaí

Charlinho queria afastar presidente do Conselho que mais fiscaliza as mazelas da educação da cidade

EXCLUSIVO

Mais uma para envergonhar – O governo de Carlo Busatto Júnior, o Charlinho MDB, mais uma vez tem problemas judiciais. Dessa vez o governo pediu na justiça o afastamento da presidente do Conselho do Fundeb Itaguaí, a conselheira Anna Paula Sales. Anna é conhecida por denunciar as mazelas da cidade à frente do Fundeb e representando os pais de alunos da educação da cidade, que enfrenta uma das maiores crises de sua historia.

Na decisão, o Juiz Adolfo Vladimir Silva da Rocha, da Primeira Vara Civil da Comarca de Itaguaí, negou o pedido de tutela do governo que pedia o afastamento da presidente de suas funções, baseado apenas em um relatório elaborado por uma ex secretária do conselho e que não é uma servidora efetiva da rede. Na decisão, o Magistrado definiu resumindo que a alegação governamental era fraca e sem consistência.

A prefeitura tentou responsabilizar Anna por possíveis omissões na função de presidente. Algo que parece bem contraditorio, já que Anna além de eleita de forma democrática por outros pais de alunos tem sido bem atuante, tendo ampla divulgação de seu trabalho, inclusive com várias matérias na grande mídia televisa e escrita dos principais veículos de comunicação do Estado.

Milhares de uniformes seriam queimados em Itaguaí e intervenção do Fundeb foi fundamental

Escolas seriam fechadas e intervenção dos pais de alunos na justiça impediram tal maldade

Falta de uniformes escolares em 2018. Assista clicando na foto abaixo:

O que de fato tem ocorrido é que até agora só ficaram evidenciados a inoperância e as mazelas causadas pela má gestão das verbas federais do governo de Charlinho com chancela jurídica inábil.

Opinião do blog. Pelo visto o que incomoda o governo não tem nada a ver com omissão e sim com qualquer atuação regular, que logo mostra os graves problemas de conduta da gestão atual em Itaguaí.

Quem deve Temer?

Presidente instala “misturador de voz” para evitar gravações no gabinete presidencial

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) instalou no gabinete do presidente Michel Temer um dispositivo que dificulta a compreensão de áudios captados por gravadores. O “misturador de voz”, como é conhecido, foi instalado há três semanas, e emite sinais sonoros não captados pelo ouvido humano, que interferem na gravação do som ambiente.

Temer teve conversas gravadas pelo empresário Joesley Batista, da JBS, em encontro no Palácio do Jaburu. O teor da conversa serviu como base para a denúncia de corrupção passiva, apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente. Um telefone protegido por criptografia também teria sido instalado no gabinete presidencial.

Defesa de Temer quer ter acesso a gravações periciadas pela Polícia Federal

Os advogados de defesa do presidente Michel Temer enviaram nesta quarta-feira (19) um pedido à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, solicitando acesso a sete gravações recuperadas pela Polícia Federal (PF) na perícia feita no áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista com o presidente, em março, no Palácio do Jaburu.

A defesa de Temer alega que sete gravações não foram juntadas ao inquérito contra o presidente após o trabalho pericial. Para Antônio Claudio Mariz, representante do peemedebista, as gravações são necessárias para compor a defesa durante a votação na Câmara dos Deputados. No dia 2 de agosto, os deputados decidem se dão aval ou não para que a denúncia contra Temer prossiga no Supremo.

“Requer-se à Vossa Excelência seja oficiado o Instituto Nacional de Criminalista (INC) a fim de que possa fornecer, diretamente à defesa, os sete arquivos recuperados dos gravadores, conforme informados na Tabela 07 de seu parecer, pelo meio mais expedito, como garantia à ampla defesa que se pretende praticar junto ao plenário da Câmara dos Deputados no dia 02/08.”, diz a defesa.

Fonte: JB

Temer diz que acusações são “ilações” e que está em curso um “atentado contra o país”

Presidente partiu para o enfrentamento com Janot, citando ex-procurador que trabalha para a JBS

 

“Tenho orgulho de ser o presidente. Não sei como Deus me colocou aqui”

O presidente Michel Temer fez um pronunciamento nesta terça-feira (26), no qual rebateu as acusações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e afirmou que a denúncia contra ele são “ilações”. “Nesse momento em que colocamos o país nos trilhos, somos vítimas dessa infâmia de natureza politica”, disparou, acrescentando. “Há um atentado contra nosso país.”

 

Temer menosprezou o aspecto jurídico da acusação. “Reinventaram o código penal e incluíram uma nova categoria: a denúncia por ilação. Se alguém cometeu um crime, e eu o conheço, logo a relação é que eu sou também criminoso. Abriu-se portanto um precedente perigosíssimo. Esse tipo de trabalho trôpego permite as mais variadas conclusões sobre pessoas de bem e honestas”, disse.

Temer partiu para o enfrentamento com Janot, citando inclusive o caso do ex-procurador Marcelo Miller, que deixou a força-tarefa da Lava Jato em março deste ano e passou a trabalhar no escritório de advocacia que negociou os termos da leniência do grupo JBS com a Procuradoria-Geral da República.

 

“Esta ilação permitiria construir a seguinte hipótese: um assessor próximo ao procurador-geral da República, e dou seu nome, porque meu nome foi usado deslavadamente, inúmeras vezes na denúncia, havia até o desejo de ressaltar meu nome, dou o nome de Marcelo Miller, da mais restrita confiança de Procuradoria-Geral da República. Ele saiu e já foi trabalhar para esta empresa. E ganhou verdadeiros milhões em poucos meses. O que talvez levaria décadas para poupar. Garantiu ao seu novo patrão um acordo benevolente, que o tira das garras da Justiça, e gera uma impunidade nunca antes vista. Ninguém saiu com tanta imunidade, e tudo ratificado, assegurado pelo procurador-geral da República. Pelas novas leis da ilação, poderíamos concluir que os milhões de honorários recebidos não seriam para ele”, disse, prosseguindo: “Mas tenho responsabilidade, não farei ilações. Tenho a mais absoluta convicção que não posso denunciar sem provas. E no caso do senhor grampeador [referindo-se a Joesley Batista, dono da JBS], o desespero de se safar da cadeia moveu ele e seus capangas para, depois, haver a delação e o prêmio da impunidade.”

 

Temer afirmou que as acusações contra ele não têm fundamentos jurídicos. “Sou da área jurídica. Não me impressiono com fundamentos ou, quem sabe, até com a falta de fundamentos jurídicos, porque advoguei por muitos anos. Sei quando uma matéria tem fundamentos jurídicos e quando não tem. Sob o foco jurídico, minha preocupação é minima”, afirmou.

 

O presidente prosseguiu destacando que seu esclarecimento era em função da repercussão política da acusação. “É um ataque injurioso, indigno, infamante à minha pessoa. Tive uma vida limpa e produtiva. Nesse momento em que colocamos o país nos trilhos, somos vítimas dessa infâmia de natureza política. Fui denunciado por corrupção passiva a esta altura da vida, sem jamais ter recebido valores. Nunca vi dinheiro e não participei de acordos para receber ilícitos. Onde estão as provas concretas de recebimento de valores? Inexistem.”

 

Temer continuou afirmando que a denúncia era uma “ficção”, e que devia uma explicação aos brasileiros e especialmente à sua família e amigos. “Não posso criar falsos fatos para atingir objetivos subalternos. Eu acredito na justiça. Tentaram imputar a mim um ato criminoso que não existe. Quem deveria estar na cadeia está solto, para voar e voltar ao país para criar uma nova história. Ele foi trazido até de boné para se disfarçar. Eu não preciso me disfarçar. Ele foi preparado, treinado para fazer provas induzidas”, afirmou, se referindo ao retorno de Joesley ao Brasil para prestar novos depoimentos.

“Me criticaram por ter recebido tarde da noite o Joesley. Recebi naquela oportunidade o maior produtor de carne do Brasil e, quem sabe, do mundo. Conheci o bandido confesso quando ele revelou os crimes cometidos ao Ministério Público, sem nenhuma punição. O produto dessa conversa é uma prova ilícita”, afirmou, acrescentando ainda que quando usou a expressão “mantenha isso”, no momento em que Joesley falava de seu acordo com o deputado cassado Eduardo Cunha, falava em manter a amizade.

 

Temer afirmou ainda que está sendo vítima de uma “revanche, destruição e vingança”, destacando a tendência, ainda não concretizada, de que as denúncias contra ele sejam apresentadas em etapas. “Ainda se fatiam as denúncias para fabricar atos semanais. Querem parar o país com denúncias frágeis, e atingem a Presidência da República. É preciso ter provas comprovadas para atingir esta instituição. Tem que ter provas concretas. Há um atentado contra nosso país”, afirmou.

 

O presidente destacou ainda as medidas econômicas que seu governo tem tomado, e disse que estava se pronunciando em defesa da instituição Presidência da República e da sua honra. “Tenho orgulho de ser o presidente. Convenhamos, é uma coisa extraordinária. Para mim, é algo tocante. É algo que não sei como Deus me colocou aqui”, disse, prosseguindo: “Não permitirei que me acusem de crimes que nunca cometi. Quero continuar a trabalhar pelo Brasil. Não fugirei das batalhas nem da guerra que temos pela frente. Minha disposição não diminuirá com ataques irresponsáveis”, concluiu.

 

Fonte: JB

PF faz 84 perguntas a Temer

Questionamentos fazem parte do inquérito da Operação Patmos, que investiga presidente por suspeita de corrupção passiva e obstrução da Justiça no caso JBS. Presidente pode deixar respostas em branco

Estadão

 

A Polícia Federal enviou um rol de 84 perguntas ao presidente Michel Temer no inquérito da Operação Patmos – investigação que põe sob suspeita o peemedebista no caso JBS. Na semana passada, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deu 24 horas para o presidente responder às indagações dos investigadores.

+ Rocha Loures é pessoa da estrita confiança de Vossa Excelência?, indaga PF a Temer

As perguntas foram entregues a um advogado do peemedebista.

A Polícia Federal questionou o presidente sobre as razões que o levaram a receber no Palácio do Jaburu, na noite de 7 de março, o empresário Joesley Batista, da JBS – a quem o próprio Temer, em declaração pública, classificou de ‘conhecido falastrão’.

 

Dias depois do estouro da Operação Patmos, em que veio a público o áudio da conversa que teve com Joesley, o presidente declarou publicamente que seu visitante no Jaburu ‘é um conhecido falastrão’. O presidente afirmou que o áudio foi ‘manipulado, adulterado’.

No questionamento ao presidente, a PF indaga ‘qual o motivo, então, para tê-lo (Joesley) recebido em sua residência, em horário não usual, em compromisso extraoficial e sem que o empresário tivesse sido devidamente cadastrado quando ingressou às instalações do Palácio’.

+ Por que Vossa Excelência recebeu ‘conhecido falastrão’ em sua residência?, questiona PF a Temer

+ Fachin afasta tese de ilegalidade do áudio Joesley-Temer

Temer mergulhou em sua pior crise política após ser gravado na noite de 7 de março pelo empresário Joesley Batista, da JBS, no Palácio do Jaburu. O conteúdo do áudio é peça chave do inquérito da Polícia Federal que põe o presidente sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

Joesley fez a gravação às escondidas – o presidente não sabia que sua visita no Jaburu estava munida de um gravador.

Nessa conversa, Joesley narrou a Temer uma rotina de crimes, como o pagamento de contribuição de R$ 50 mil mensais ao procurador da República Ângelo Goulart e mesada milionária da Eduardo Cunha, em troca do silêncio do ex-presidente da Câmara, preso desde outubro de 2016 na Operação Lava Jato.

 

OUÇA O ÁUDIO

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/pf-faz-84-perguntas-a-temer/

 

Segundo os investigadores, a reunião serviu para Temer ‘escalar’ Rocha Loures como seu interlocutor com a JBS para tratar dos interesses do grupo no governo.

Temer alega que o áudio foi ‘manipulado, adulterado’. O áudio está sendo submetido a uma perícia no Instituto Nacional de Criminalística, braço da Polícia Federal.

Matéria completa:

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/pf-faz-84-perguntas-a-temer/

Resultado das eleições nos Estados Unidos leva Donald Trump à presidência

Novo presidente foi acusado de estuprar uma menor, durante a campanha mostrou ser contra imigrantes, disse que construiria um muro na fronteira com o México e criou polêmicas cos homossexuais

As eleições presidenciais nos Estados Unidos ocorreram nesta terça-feira, dia 8 de novembro, após uma longa e virulenta campanha eleitoral e a noite acabou com uma vitória do republicano Donald Trump. O magnata sem experiência política, que representa um salto no escuro, ganhou de Hillary Clinton, veterana na política, que ainda não fez um pronunciamento de reconhecimento da vitória de Trump, mas, segundo o presidente eleito, telefonou para parabenizá-lo.

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Quando entrou o número de delegados do estado de Wisconsin na conta da AP, Trump alcançou 276 delegados, ultrapassando o limite de 270 necessários para ser o vencedor no Colégio Eleitoral. A imprensa americana informou minutos depois que Hillary ligou para o rival e admitiu a derrota. “Eu a cumprimentei pela campanha muito disputada”, disse Trump em seguida, em seu discurso da vitória.

Ao falar aos seus simpatizantes, Trump defendeu a união do país após a disputa eleitoral, ao afirmar que será presidente para “todos os americanos”.

“Todos os americanos terão a oportunidade de perceber seu potencial. Os homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos”, discursou. Trump disse ainda que o plano do país deve ser refeito. “Vamos sonhar com coisas para nosso país, coisas bonitas e de sucesso novamente.”

 

Disputa

 

A democrata Hillary, de 69 anos, e o republicano Trump, de 70, protagonizaram uma disputada e agressiva campanha de quase dois anos, marcada por ofensas e ataques pessoais.

Durante a noite, enquanto a apuração avançava, Trump conquistou vitórias surpreendentes sobre Hillary em estados-chave para a definição, abrindo o caminho para a Casa Branca e abalando os mercados globais que contavam com uma vitória da democrata.

A maré começou a virar a favor de Trump após as vitórias na Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Iowa. Além disso, contrariando sondagens e projeções, Michigan, Wisconsin e Pensilvânia votaram em um republicano pela primeira vez desde os anos 1980.

Esta foi a capa do New York Times desta quarta-feira.

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O medo tomou conta dos mercados. Com os primeiros sinais da vitória de Trump, o peso mexicano despencou. Há ainda houve uma forte queda das Bolsas asiáticas. Boa parte do mercado futuro dos EUA foram suspensos após cair 5%.

Os democratas contavam com votos dos estados do Centro-Oeste, por causa do tradicional apoio dos negros e dos trabalhadores brancos. Mas muitos dos brancos dessa região, especialmente sem formação universitária, decidiram votar em Trump. A importância dessa classe para os democratas tinha sido subestimada em projeções feitas antes do pleito, segundo o jornal “The New York Times”. Analistas dizem o apoio desses trabalhadores a Obama já tinha sido menor em 2012, principalmente pelo receio de perder o emprego para outros países.

Os trabalhadores rurais de estados centrais e do Norte também escolheram em peso o republicano e fizeram diferença no resultado.

A demora na definição de alguns estados, onde os números de Hillary e Trump ficaram muito próximos, fez com que a primeira projeção sobre sua vitória tenha saído apenas às 5h32, muito mais tarde do que nas eleições anteriores. Em 2012, por exemplo, o resultado já era conhecido antes das 2h30 da quarta.

Entre os estados considerados decisivos para o resultado, Trump conquistou a Flórida, onde Hillary chegou a liderar por uma pequena margem durante grande parte da apuração e onde Obama ganhou em suas duas eleições.

Segundo análise do “New York Times”, o número de votos de eleitores brancos e com maior renda foi suficiente para que ele abrisse uma margem capaz de compensar o eleitorado latino do estado, que em sua grande maioria votou em Hillary.

Já antes de sair a projeção da vitória de Trump, o chefe da campanha de Hillary, John Podesta, disse que ela não falará durante a noite. Ele pediu que os simpatizantes da candidata voltassem para casa.

Com discursos centrados nas frustrações e inseguranças dos americanos num mundo em mutação, Donald Trump tornou-se a voz da mudança para milhões deles.

Trajetória

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Nascido em 14 de junho de 1946 no bairro nova-iorquino do Queens, Trump é o quarto dos cinco filhos de Fred Trump, um construtor de origem alemã, e Mary MacLeod, uma dona de casa de procedência escocesa.

Desde criança ele mostrava um comportamento rebelde, tanto que seu pai teve que tirá-lo da escola aos 13 anos, onde havia agredido um professor, e interná-lo na Academia Militar de Nova York, com a esperança de que a disciplina militar corrigisse a atitude de seu filho.

Trump graduou-se em 1964 na academia, onde alcançou a patente de capitão e vislumbrava seu destino: “Um dia, serei muito famoso”, comentou então ao cadete Jeff Ortenau.

 

Em 1968, o hoje magnata formou-se em Economia na Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia, e se transformou no favorito para suceder seu pai no comando da empresa familiar, Elisabeth Trump & Son, dedicada ao aluguel de imóveis de classe média nos bairros nova-iorquinos de Brooklyn, Queens e Staten Island.

Trump assumiu em 1971 as rédeas da companhia, rebatizada como The Trump Organization, e se mudou para a Manhattan. Enquanto seu pai construía casas para a classe média, ele optou pelas torres luxuosas, hotéis, casinos e campos de golfe. Trump gosta de dizer que começou seus próprios negócios modestamente, com “um pequeno empréstimo de US$ 1 milhão” de seu pai.

Já nos anos 1980, tinha em construção diversos empreendimentos na cidade, incluindo a Trump tower, o Trump Plaza, além de cassinos em Atlantic City, em Nova Jersey. Casou-se pela primeira vez em 1977, com a modelo tcheca Ivana Zelníčková, com quem tem três filhos, e pela segunda vez em 1993, com a atriz Marla Maples, com quem tem uma filha.

Em 2011, se casou com sua atual mulher, Melania Knauss, ex-modelo eslovena de 46 anos que cria seu filho Barron, de 10 anos. Ela foi colocada longe dos holofotes durante a campanha. Já seus filhos adultos, Ivanka, Donald Jr., Eric Tiffany participam da corrida eleitoral. Trump tem sete netos.

 

Na começo da década de 90, três dos seus cassinos entraram em falência por causa de dívidas, na tentativa de reestruturá-las. Em 1996, comprou os direitos dos concursos Miss USA, Miss Universo e Miss Teen, tornando-se seu produtor executivo.

Oito anos mais tarde, tornaria-se figura pública ainda mais conhecida ao virar apresentador do programa “The Apprentice”, em que tinha o poder de demitir os participantes.

Apesar de afirmar ter US$ 10 bilhões, sua fortuna foi estimada em US$ 4,5 bilhões pela Forbes. Em 2014, o Partido Republicano sugeriu que concorresse ao governo de Nova York, mas Trump disse que o cargo não lhe interessava.

Trump mora em um triplex no topo da Torre Trump em Nova York, e viaja em seu Boeing 757 privado, que serve regularmente como pano de fundo para seus comícios.

Cabelo tingido de loiro, impecavelmente vestido, ele fascina e horroriza. Quando uma dúzia de mulheres o acusaram de assédio e gestos sexuais impróprios, ele tratou todas de mentirosas.

Trump não é dos mais fiéis a ideologia: foi democrata até 1987 e, em seguida, republicano (1987-1999), membro do partido da Reforma (1999-2001), democrata (2001-2009), e republicano novamente. Durante a sua carreira foi alvo de dezenas de processos civis relacionados aos seus negócios.

Recusou-se a publicar seu imposto de renda – uma tradição para os candidatos à Casa Branca – e reconheceu que não tinha pago impostos federais durante anos, depois de informar enormes perdas de US$ 916 milhões em 1995. “Isto faz de mim uma pessoa inteligente”, disse ele, mais uma vez causando enorme polêmica.

Acusado de estupro e pedofilia

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Um caso que corre nos tribunais dos Estados Unidos alega que o candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, estuprou uma jovem de 13 anos durante uma festa em 1994. O suposto crime teria acontecido em um apartamento em Nova York, cujo dono é Jeffrey Epstein — um investidor bilionário condenado por pedofilia.

De acordo com os documentos judiciais, a acusação alega que Trump e Epstein abusaram sexualmente da mulher em quatro festas diferentes — e que, na quarta, Trump a estuprou.

 

10 frases polêmicas do novo presidente:

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1) Los hermanos mexicanos

 

Trump sugeriu que o México deveria pagar por uma muralha que o separe dos EUA e evite a imigração ilegal, um discurso bem sintonizado com a intenção dos republicanos de atrair o eleitorado latino.

 

“Quando o México manda seu povo [aos EUA], mandam pessoas que têm um monte de problemas e trazem estes problemas para nós. Eles trazem as drogas, trazem o crime, são estupradores. E alguns deles, eu confesso, são boas pessoas”.

 

A frase provocou protestos do governo do vizinho do sul. O secretário de Governo mexicano, Miguel Ángel Osorio Chong, disse que as declarações são preconceituosas e absurdas e têm mais a intenção de atrair a imprensa que de mostrar um projeto.

 

2) Mão de ferro contra a China

 

No mesmo discurso, criticou a China, um dos principais mercados dos americanos, por “roubar empregos dos americanos” e defendeu que sejam aplicadas sanções ao país, como uma forma de minar a influência de Pequim nos Estados Unidos.

 

“É tempo de sermos mais duros com os chineses devido à manipulação de sua moeda e à espionagem. A China será taxada por cada mau passo, e se eles continuarem vamos taxá-los ainda mais.”

 

Em resposta, a Chancelaria chinesa disse que os países têm uma relação de troca. “É uma situação em que ambos ganham. A relação comercial realmente deu aos dois lados grandes benefícios.”

3) #ryca

 

Como dito anteriormente, a fortuna de Trump poderia financiar nove campanhas como a feita pelo republicano Mitt Romney em 2012, quando foi derrotado pelo presidente democrata Barack Obama.

 

E o magnata não se fez de rogado: “Estou usando meu próprio dinheiro [na campanha]. Sou realmente rico.”

 

Ele disse ainda que sua fortuna é um exemplo de que ele é capaz de assumir a Casa Branca. O protagonista da série “House of Cards”, Frank Underwood (Kevin Spacey), certamente discordaria.

 

“O dinheiro é uma mansão em Sarasota [cidade de classe alta na Flórida] que começa a cair aos pedaços em dez anos. O poder é uma velha construção de pedra que fica de pé por séculos”, disse Underwood.

 

4) O petróleo é nosso 1

 

Ao comentar sobre a intervenção militar da Otan na Líbia em 2011, durante a revolta que levou à queda do ditador Muammar Gaddafi, Trump disse: “Só estou interessado na Líbia se nós ficarmos com o petróleo. Se não, não tenho interesse”.

 

5) O petróleo é nosso 2

 

Em seminário da União Conservadora Americana (CPAC), em 2013, principal associação ligada ao Partido Republicano, ele disse que o Iraque deveria ceder o petróleo aos Estados Unidos devido à invasão ao país, iniciada em 2003.

 

“Funcionários de alto nível do governo me contaram que, antes da invasão do Iraque, os EUA estavam indo ao país atrás de petróleo. O problema é que o país não conseguiu petróleo algum. Qual é a solução? Devemos capturar a reserva de petróleo deles e recuperar nossos gastos”.

 

6) O fim do Estado Islâmico 1 (ou O petróleo é nosso 3)

 

Em entrevista ao jornalista Bill O’Reilly, do canal conservador Fox News, horas após anunciar sua candidatura, ele disse ter um plano infalível para derrotar a milícia: tirar todo o seu petróleo e, obviamente, entregá-lo aos EUA.

 

“Eu digo que temos que derrotar o EI tirando sua riqueza. Retiremos todo o seu petróleo. Assim que alguém for lá e recolher todo aquele petróleo, eles não terão mais nada. Você os bombardeia até mandá-los ao inferno, cerca-os e então você entra. E deixe que entrem lá a Mobil e nossas grandes empresas de petróleo.”

 

7) O fim do Estado Islâmico 2

 

Para Trump, o ditador Saddam Hussein, deposto pelos Estados Unidos em 2003, daria cabo da milícia radical que domina a Síria e o Iraque há mais de um ano de forma rápida.

 

“Ele os mataria em dois segundos. E, francamente, nós estaríamos bem melhor agora com ele que com a situação que temos agora.”

 

8) Terrorista bom é terrorista morto

 

No dia do atentado ao jornal satírico “Charlie Hebdo”, ele considerou que o número de mortes no ataque foi alto porque não havia ninguém armado na redação do semanário devido às fortes leis de controles de armas na França.

 

“Se as pessoas que foram mortas em Paris tivessem armas, pelo menos eles teriam uma chance de lutar. Não é interessante que a esta tragédia tenha ocorrido em um dos países com uma das leis de armas mais duras do mundo? Lembrem-se: onde ter armas é um delito, só os delinquentes as possuem”.

 

9) Casamento gay = golfe (????)

 

Não, Trump não fez qualquer relação com buracos ou tacos com intenção de duplo sentido (ou será que não?). O magnata quis comparar o matrimônio homossexual com um novo tipo de tacos usados pelos jogadores de golfe mais novos.

 

“É como no golf. Muitas pessoas estão começando a usar estes tacos maiores, que são pouco atrativos. É estranho. Você vê grandes jogadores com esses tacos enormes porque eles não conseguem mais tirar uma bola da terra com um taco comum. E eu odeio isso. Sou um tradicionalista. Tenho vários amigos fabulosos que vieram a ser gays, mas sou um tradicionalista.”

 

10) Obama queniano

 

O empresário foi uma das figuras públicas americanas a aderir ao boato que o presidente Barack Obama seria queniano, como seu pai. A acusação foi feita em entrevista à Fox News em 2011, um ano antes da reeleição do democrata.

 

A insistência no assunto fez com que a Casa Branca revelasse as páginas da certidão de nascimento do mandatário, dando conta de que ele era natural do Havaí. Mas Trump não ficou convencido e achou que o certificado era falso.

 

Com o assunto saindo da discussão entre os americanos, ele tentou outras formas de atingir o mandatário. Em 2012, disse que haveria uma revolução se Obama vencesse na contagem dos distritos eleitorais, mas não na maioria dos votos.

 

No ano passado, questionou a saúde mental do presidente após a permissão de entrada para os pacientes com ebola. “Há alguma coisa muito errada com a saúde mental do presidente. Ele está completamente louco.”

Fonte: EL PAIS, G1 e FOLHA DE SÃO PAULO