Arquivo da tag: posto de Saúde

Posto de Saúde Central de Itaguaí é assaltado pela quinta vez este ano

Assista o vídeo feito por uma paciente, onde ela desabafa sobre a situação de Itaguaí. Sala para exames íntimos femininos (colposcopia), foi destruída

Itaguaí é uma vergonha administrativa generalizada. A saúde que já é um caos pela desastrosa administração municipal, acarreta com mais um local público assaltado. Segundo o Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Itaguaí (Muspi), o posto Central e principal posto da cidade, foi assaltado pela quinta vez em menos de vinte dias. Os bandidos entraram no final de semana, quando o local estava vazio e destruiram a sala de colposcopia e o aparelho, inviabilizando o exame preventivo de milhares de mulheres. O exame de colposcopia, é um exame realizado pelo ginecologista (ou a mando dele) para avaliar a vulva, vagina e colo do útero de maneira detalhada. Nele, é utilizado o colposcópio, uma espécie de binóculo que ilumina e amplia a visão da região.

Não há nenhum sistema interno de vigilância, bem como nenhum segurança no local. As câmeras que existiam, assim como em diversos outros setores públicos da cidade, não mais funcionam pela simples falta de manutenção.

Segundo o Muspi, a prefeitura pretende tercerizar a segurança publica se aproveitando da suposta onda de furtos nas estruturas publicas. Ainda segundo o sindicato 3 equipamentos públicos foram saqueados só nesse final de semana.
Centro de Referência Especializado à População em Situação de Rua, ( Centro Pop), saqueado pela 3°vez este ano, Caps Ad saqueado, além do
Posto do Centro saqueado pela 5°vez

Enviamos um email para a assessoria de imprensa da prefeitura de Itaguaí para falar sobre o caso, mas, como tem ocorrido em todos os acontecimentos relacionados a assaltos nas repartições públicas da cidade, não tivemos retorno.

Franquia do crime: Posto de saúde em Itaguaí foi usado como ‘farmácia’ de milicianos

Retirada de remédios para a milícia foi registrada em livro de controle de unidade. Em denúncia, promotor diz que grupo criminoso ‘inferniza’ o município há mais de três anos.

O Globo

Um posto de saúde de Itaguaí, na Baixada Fluminense, foi usado como “farmácia” de integrantes de uma milícia, que tinham direito a atendimento preferencial na retirada de remédios. O município, a 69 km da capital, é um dos principais territórios para onde esses grupos criminosos têm avançado, coagindo a população local a pagar por serviços irregulares.

 

As circunstâncias desse esquema são apresentadas pelo G1 nesta segunda reportagem da série Franquia do Crime, que detalha a expansão de grupos de milicianos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Os sucessivos desvios no posto médico no bairro Chaperó eram até registrados no livro de ocorrências da unidade, no qual anotações indicam as entregas de medicamentos sem receita feitas a milicianos ou seus parentes. Por causa das irregularidades, no ano passado três pessoas foram denunciadas à Justiça — entre elas, a coordenadora da Unidade Básica de Saúde (UBS), Cintia Pereira Machado.

 

“Essa ocorrência do posto de saúde de Chaperó está inserida num contexto de mais de um ano de ação de milicianos em vários bairros de Itaguaí. Eles têm paióis e bases lá. Apareceram pessoas com medo das ameaças que ocorreram”, diz o promotor Jorge Furquim, do Grupo de Atuação Especializada e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do RJ

 

“A autoridade policial instaurou inquérito e o que se constatou é algo inédito: influência dos milicianos em um serviço municipal de saúde”, afirma o promotor, que está à frente da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Itaguaí.

 

O G1 teve acesso à denúncia na qual o promotor ressalta que a milícia que atua na região “inferniza a comarca” há mais de três anos. Segundo ele, o grupo que domina áreas do município veio de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, e se instalou em junho de 2014. O miliciano Wallace Batista de Oliveira, o “Magnum”, é apontado pelo MP como chefe da quadrilha que domina os bairros Chaperó e Ponte Preta.

(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Para o promotor, Itaguaí vive uma “catástrofe particular” quando se trata do domínio silencioso desses criminosos. Conhecido como cidade dos portos, o município tem pouco mais de 120 mil habitantes e 27 estabelecimentos de saúde, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Um deles é a UBS de Chaperó, onde o atendimento — que deveria ser exclusivo a pacientes — foi preferencialmente dado a milicianos durante vários meses em 2017.

Livre acesso

De acordo com o MP, a coordenadora da unidade, Cíntia Pereira Machado, é suspeita de ter determinado a funcionários da farmácia que atendessem “preferencial e extraordinariamente” membros da milícia local. Segundo a denúncia, a relação com milicianos era usada para fazer ameaças à equipe.

 

“Essa coordenadora fazia ameaças, segundo testemunhas, e causava temor da ligação dela com os milicianos da região. Os milicianos tinham livre acesso à unidade, sem precisar passar pelos exames médicos. Foi perguntado à pessoa que denunciou, e ela disse: tem anotações no livro. Há pelo menos cinco lançamentos de entregas de medicamentos”, relata o promotor Furquim.

Após as denúncias anônimas, a investigação conduzida pela polícia levou o Ministério Público a pedir a prisão preventiva de Magnum e acusar de peculato a coordenadora e uma outra funcionária. O MP também pede que a responsável pela unidade perca o cargo público. Cíntia prestou depoimento em novembro de 2017 e negou ter conhecimento sobre as irregularidades.

 

Essa funcionária que aparece no documento, moradora da comunidade, é apontada como o elo entre Cíntia e Magnum. Segundo o MP, era essa mulher quem passava recados ou articulava novas visitas do miliciano à unidade e também desviava os medicamentos.

 

Outro trecho da denúncia do MP relata que funcionários da unidade disseram que Magnum esteve no posto de saúde em novembro de 2017. Além disso, os depoimentos indicam que ele era recebido por Cíntia na sala dela. Na 50ª DP (Itaguaí), outros testemunhos citam conversas entre a diretora e a funcionária para que chamassem milicianos para “assustar” uma outra servidora.

Lista de remédios

Entre junho e outubro de 2017, dezenas de remédios foram disponibilizados a milicianos e parentes dos criminosos. De acordo com o MP, a certeza da impunidade era tamanha que os criminosos faziam questão de que a retirada dos insumos ficasse registrada no livro de controle da unidade.

“ISSO MOSTRA QUE O WALLACE, COMO REPRESENTANTE DA MILÍCIA, TINHA INGERÊNCIA NO POSTO, E TINHA CONTATO ÍNTIMO COM A DENUNCIADA CÍNTIA, A PONTO DE DEFINIREM A FORMA COMO A QUAL A MILÍCIA PODERIA TER LIVRE ACESSO A MEDICAMENTOS”, DIZFURQUIM.

 

Entre os remédios entregues aos criminosos e pessoas ligadas a eles estão dezenas de comprimidos de Cefalexina, Ibuprofeno e Sulfadiazina de prata, no dia 24 de junho de 2017; seis tubos de pomada de óxido de zinco em 14 de julho de 2017; e dezenas de comprimidos de omeprazol em 11 de setembro.

 

Outras dezenas de comprimidos de Ibuprofeno, Dipirona e Captopril foram entregues em 27 de setembro; e mais dezenas de comprimidos de Dipirona no dia 19 de outubro.

 

Cefalexina: antibiótico para infecção de garganta, ouvido, infecção urinária, na pele ou nos músculos.

Ibuprofeno: anti-inflamatório para dor, febre e inflamação

Sulfadiazina de prata: Creme para queimaduras de 2º e 3º graus

Óxido de zinco: creme para assaduras (utilizado em recém nascidos)

Omeprazol: remédio para gastrite e úlceras gástricas

Dipirona: analgésico utilizado para dores e febre

Captopril: remédio para combate à hipertensão e insuficiência cardíaca

O G1 teve acesso a um dos livros de controle da farmácia da unidade. Num deles, no dia 27 de setembro, está escrito: “Dispensados 60 comprimidos de dipirona e 60 comprimidos de Ibiprofeno para a milícia. A enfermeira solicitou uma cartela de Captopril 25 mg para a milícia”.

 

Em outra anotação, no dia 19 de outubro, 20 comprimidos de Dipirona foram dados ao pai de um miliciano. Na anotação, o funcionário ressalta que o homem foi “prontamente atendido”.

 

Diretora afastada

De acordo com o Ministério Público, o esquema parou depois de a coordenadora Cíntia ter sido interrogada na 50ª DP. No depoimento, em novembro do ano passado, ela disse que não tem conhecimento de saída de medicamentos para milicianos e negou que tenha sido ameaçada por quem quer que seja para entregar medicamentos.

 

A diretora disse que, devido à greve de servidores municipais da saúde em Itaguaí, vinha cobrando que funcionárias da farmácia da unidade trabalhassem normalmente. Ao saber por redes sociais que havia uma ocorrência aberta contra ela por ameaça, foi até a delegacia. Lá, ela também afirmou que pede para que todos remédios sejam entregues com prescrição médica, e que possui um livro de ocorrências próprio, ao qual apenas ela e outra funcionária têm acesso.

 

Os funcionários que denunciaram o esquema conseguiram realocação.

 

Em nota enviada ao G1, a Secretaria de Saúde de Itaguaí informou que afastou a coordenadora da unidade e instaurou uma sindicância para apurar os fatos.

 

Atualmente, Magnum responde a ação penal por porte ilegal de arma de fogo e receptação de veículo clonado. Segundo o MP, o criminoso ascendeu na hierarquia do grupo em Itaguaí a partir das prisões de outros chefes da quadrilha.

 

Rondas armadas

A ocupação dos milicianos não se restringe a Chaperó. Numa foto obtida pelo G1, criminosos aparecem armados, à luz do dia, em frente a outro posto de saúde, em outro bairro de Itaguaí em que exercem influência: Vila Margarida. O registro foi feito em fevereiro de 2018.

 

Na área onde foi feita a foto, os milicianos ainda não ocupam o bairro todo, mas já praticam cobrança de comerciantes em vários pontos da região. Segundo Furquim, os milicianos se sentem “muito à vontade” no município.

“ELES TÊM BASE EM CHAPERÓ E MANGUEIRA. NOS OUTROS BAIRROS, ELES PASSAM PARA FAZER COBRANÇAS, E PASSAM OSTENSIVAMENTE PARA MOSTRAR PODER. ELES VARIAM DIAS, MAS FAZEM RONDAS. AQUILO ALI É UMA RONDA. A FOTO É ALI EM VILA MARGARIDA”, DIZ O PROMOTOR.

 

O representante do MP diz que houve mudanças no policiamento, mas os bandidos ainda circulam sossegados por vários outros bairros, como Coroa Grande, Piranema e Mangueira.

 

“As pessoas, por temor, simplesmente já não fazem mais queixas”, afirma o promotor.

Milicianos, com fuzis à mostra, no bairro Vila Margarida, em Itaguaí: (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

 

Morador denuncia mau atendimento em posto de saúde em Chaperó Itaguaí

Um morador do bairro Gleba B em Chaperó /Itaguaí, relatou em vídeo postado no grupo BOCA NO TROMBONE no Facebbok, o mau atendimento realizado em um posto do local a seu sobrinho menor de idade. O rapaz, que se cortou em frente a sua casa, localizada próxima ao posto, estava com ferimentos nas duas pernas na altura das coxas. Segundo Rodrigo Máximo, autor do vídeo e tio do paciente, os profissionais do local fizeram apenas um curativo. Alegaram que não podiam fazer sutura (conhecida popularmente como pontos cirúrgicos), pois o local não tinha materiais necessários para o serviço e nem ambulância para o transporte até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, liberando assim o paciente sem que o atendimento fosse finalizado.

Ainda segundo o morador, existem falta de médicos no posto, e no momento em que gravava o vídeo, alegou ter visto a única médica do local naquele momento, mandar dizer através de outros funcionários, que não estava no posto.

O paciente teve que ser levado ao UPA, por um veiculo da família.

Slide4

Devido a ser ponto facultativo nas repartições públicas da cidade, não conseguimos entrar em contato com a secretaria de saúde para esclarecimentos do fato. Faremos isso no próximo dia útil e já deixamos o espaço aberto para a prefeitura de Itaguaí.

Defesa Civil realiza ação na Ilha da Madeira

Moradores serão orientados como agir em situações de emergência

 

A Defesa Civil Municipal realiza no sábado (29/8) evento na Ilha da Madeira, das 9h às 14h, com a intenção de disseminar conceitos de prevenção de riscos para os moradores da comunidade, como também preparar a população sobre como agir em situações de emergência. Na ocasião, a subsecretaria vai distribuir cartilhas e passar vídeos que expliquem seus serviços.

 

O órgão vai também realizar o cadastro das famílias da Ilha da Madeira a fim de enviar mensagens que notifiquem a população sobre possíveis eventualidades, como chuvas fortes e possibilidade de deslizamento. Durante toda semana, agentes do posto de Estratégia de Saúde da Família (ESF) do Bairro fizeram o trabalho de divulgação. No dia da ação, o posto de Saúde vai oferecer serviços de aferição de pressão e medição da glicose.

 

Esta ação não se limita apenas à comunidade da Ilha da Madeira, barcos da Prefeitura de Itaguaí vão realizar o transporte gratuito da população da Ilha dos Martins e da praia de Quatiquara, na Ilha de Itacuruçá. A implantação de um pluviômetro, no Colégio Municipal Elmo Batista, também no bairro, vai somar forças à prevenção da localidade ao fazer a medição do volume de chuva.

 

A prevenção será realizada até o mês de outubro em mais quatro pontos de risco da cidade. São eles: Itimirim, Coroa Grande, Somel e a Serra do Caçador. Em casos de emergência, o contato com a Defesa Civil pode ser realizado pelo telefone: 199.

 

Foto: Divulgação

Equipe da Defesa Civil divulga evento na Ilha da Madeira

Fonte: Prefeitura de Itaguaí