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Pabllo Vittar nega “piti” em restaurante

Cantor desabafou sobre rumores de proibir que garçons o olhassem “Vocês são podres,” disse ele em seu perfil no Instagram

 

“Cadê os vídeos? Eu quero vídeo e testemunha”, pediu Pabllo Vittar

Pabllo Vittar usou suas redes sociais, nesta quinta-feira (8), para desmentir os boatos de que teria dado um ‘piti’, em restaurante de São Paulo.  O cantor não gostou nada da notícia que circula na internet e colocou a boca no trombone. Revoltada com o rumor, a drag queen afirmou que a pessoa que divulgou a notícia é “podre”.

“Minhas filhas, ontem, eu estava em alto mar, no navio, e li uma notícia que eu estava em um restaurante aqui em São Paulo dando ‘piti’, que eu proibi os garçons de me olharem enquanto eu fazia pedido”, comentou o cantor.

No relato, a drag queen mandou a jornalista responsável pela matéria “lavar roupa”.

 

E continuou: “Bicha, a senhora está sem pauta, né? Pelo amor de Jesus Cristo, vai lavar uma roupa, mulher”.

 

Irritada, Pabllo pediu imagens para comprovar o momento. “Cadê os vídeos? Eu quero vídeo e testemunha. Bicha, vocês são podres, vão lavar uma roupa!”, finalizou.

 

Performance artística com homem nu ainda causa polêmica

Nas redes sociais e na TV, peça virou alvo de debates

Uma nova manifestação artística está causando polêmica nas redes sociais. Desta vez o motivo foi a interação entre uma criança acompanhada por sua mãe e um coreógrafo completamente nu no palco. A apresentação foi no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Um dos artistas da exposição, Wagner Schwartz, apresentou-se completamente nu em pleno tablado da mostra. Muitas pessoas assistiam à cena. No entanto, o que irritou mesmo os internautas foi o fato de que uma menina, de aparentemente 4 anos, ter tocado o corpo do artista sem roupa.

Em nota, o MAM defendeu o artista e disse que apresentação ocorre a portas fechadas e que havia um anúncio sobre o conteúdo que ali era visto. A garotinha, que não teve o nome identificado, estava ao lado da mãe.

Já internautas, até mesmo alguns de esquerda, acharam tudo exagerado e acreditam que, para evitar polêmica, alguém deveria ter proibido a entrada da família no local, por ali estar um homem nu.

A ideia é que Wagner fosse uma espécie de interpretação da obra Bicho de Lygia Clark, que são esculturas de alumínio com dobradiças que podiam ser manipuladas pelo público.

 

Debates na TV

O programa “Encontro com Fátima Bernardes” desta sexta-feira, 6, apresentado pela substituta oficial da TV Globo, Ana Furtado, retomou o assunto da performance do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM.

Ao abordar o tema, uma senhora da plateia, dona Regina, colocou-se contra a situação. “Eu não sou contra a arte, mas sou contra a exposição da criança ali daquela forma. Eu sou contra a mãe que levou a criança, porque um adulto, tudo bem, mas será que essa criança foi preparada?”, questionou.

 

Convidados do programa, os atores Andreia Horta e Bruno Ferreri ficaram incomodados com a opinião da senhora.  “Prefiro não comentar”, disse a atriz em tom sarcástico.

 

Na sequência, o ator decidiu responder a opinião da senhora. “A criança foi exposta ao quê?”.

 

“Ao nu mesmo e tocando ali [no pé do artista]. Pra quem assistiu não foi legal, pra quem estava em casa, como eu. Entendeu?”, respondeu a aposentada.

 

A partir daí, Bruno preferiu ficar calado, e deu a vez à Andreia responder. “Direito à opinião é liberdade. Todo mundo tem que ter direito a tudo. O que não posso é obrigar você a pensar como eu e nem o contrário. Não estamos conseguindo ter discussões abertas sobre as coisas. As opiniões estão reduzidas às redes sociais. Virou uma arena sangrenta, onde as pessoas ofendem. Eu coloquei minha opinião lá e fui ofendida de todas as maneiras possíveis. O que as pessoas viram, no vídeo, não estava à altura do que estava acontecendo na exposição. A exposição é absolutamente delicada. A performance dele é extremamente delicada, não tinha nada de violento ou pornográfico. Há uma distorção muito grave do que houve ali, tomando proporções inacreditáveis. É terrível que um corpo nu seja um choque, inclusive para o brasileiro”, discursou Andreia.

 

Antes mesmo que a atriz pudesse concluir, a senhora intercedeu e disse: “na criança”.

 

Prontamente, Ana Furtado acrescentou uma frase à fala de dona Regina: “Que estava acompanhada da mãe”, referindo-se à presença de um adulto com a criança.

O TÍTULO DO VÍDEO É SENSACIONALISTA. AS OPINIÕES FORAM CONTRÁRIAS, MAS DENTRO DO RESPEITO MÚTUO.

 

Divergência também no “Altas Horas”

Enquanto falavam sobre museus na França que incentivam crianças a observarem o corpo de pessoas desnudas como continuação da cultura antiga, Claudia Raia trouxe o assunto à tona. A atriz considerou um absurdo as críticas sofridas pelo museu.

 

“A mãe tava levando a criança, e a mãe deixou a criança tocar [no homem]. Você é responsável pelo seu filho, ou você leva ou não leva. Tudo começa de casa, né?” comentou a atriz, que foi interrompida pelo vocalista do grupo Raça Negra, Luiz Carlos.

“Eu, pessoalmente, não concordo que uma instituição como um museu e uma mãe também peguem um homem nu. Eu acho horrível o que ela fez, deixar uma menina de 4 anos de idade tocar esse corpo. E se ela, na inocência dela, vai no órgão sexual?”, disse o cantor.

Claudia rebate: “Sabe o que acontece? Aí é a educação de cada um, né? Como é que você vai interferir e falar para uma mãe: ‘Olha, isso que você tá fazendo é errado’. A gente não sabe como ela foi criada. E se ela foi criada de uma maneira mais livre?”

 

Não é a primeira vez que uma exposição provoca fúria dos internautas. Recentemente, a ‘’Queermuseu’’ foi acusada de pedofilia por trazer obras como a ‘’Criança Viada’’. O banco Santander, que bancava à exposição em Porto Alegre (RS), decidiu tirá-la de cartaz, após os próprios correntistas decidirem cancelar as contas que tinham no banco.

Regimento Interno X Lei Orgânica, Câmara não se entende em Itaguaí

Com plateia entusiasmada, sessão conta com interpretações distintas. Sessão na Câmara de Itaguaí expôs o pouco estudo do Regimento da casa por parte de seu presidente.

“PEDIDO DE URGÊNCIA NÃO SE DISCUTE, SE VOTA” (BASE DO GOVERNO)

“TODA MATÉRIA PARA SER VOTADA ELA TEM QUE SER DISCUTIDA PRIMEIRO” (OPOSIÇÃO)

A sessão da última terça – feira 08, na Câmara Municipal de Itaguaí, foi marcada por um episódio no mínimo opróbrio para o presidente do local, o vereador Rubem Viera de Souza (PTN). Uma matéria do Poder Executivo foi enviada à Câmara horas antes da sessão, feita com dispensa de interstício. Mesmo sendo alertado pelos vereadores André Luís Reis de Amorim (PR), Genildo Ferreira Gandra (PDT) e Willian Cezar de Castro Padela (PSB),  que compõem o grupo denominado  Suprapartidário , que conta também com os vereadores Ivan Charles Jesus Fonseca (PSB), Ivanzinho e Waldemar José de Ávila Neto (PHS), o presidente ignorou o Regimento Interno da Casa, pondo a dispensa de interstício para aprovação. A matéria em questão, era um pedido enviado pelo prefeito Carlo Busatto Júnior , o Charlinho (PMDB), para que seu salário fosse reduzido de R$ 25 para R$ 20 mil mensais. Ocorre que segundo o Regimento, toda matéria a ser discutida e posteriormente votada, deve constar na ordem do dia, com no mínimo um prazo de 24 horas antes das sessões. Além da matéria ter sido posta na pauta, ainda houve dispensa de interstício pelo voto dos vereadores da situação, sem que nenhuma discussão fosse feita previamente.

O vereador André Amorim, usou o plenário para explicar ao presidente que o artigo 210 do Regimento Interno, deixa claro que votação é o ato complementar da discussão. Inclusive,  destacando o parágrafo primeiro que consta que antes da votação se faz necessário a discussão. O legislador ainda alertou que a diminuição do salário do prefeito se ocorresse, não poderia ser mudada até a última sessão do fim do mandato do atual chefe do Executivo. Visto que o pedido de redução por parte do prefeito, era para ter validade até o fim do estado de calamidade financeira, decretado no começo do ano e postergado agora para até o término de 2017. O legislador deixou claro ao presidente, que seguindo as leis municipais, o valor do vencimento do prefeito só poderia ser mudado no fim de seu mandato e que se mudar agora não haveria volta.

O vereador Genildo Gandra (PDT), também se pronunciou e alertou o presidente que ele deveria ler o Regimento da Casa. Pois, em seu artigo 122,  parágrafo 11° é claro quando diz que nenhuma proposição (matéria), poderá ser colocada em discussão sem que tenha sido incluída na pauta da ordem do dia, com antecedência mínima de 24 horas do início da sessão. “Matéria ser votada antes de ser discutida é uma interpretação equivocada. O plenário não está acima do que esta escrito. Tanto que o senhor diz: A matéria está em discussão…e somente após é iniciada a votação,” esbravejou Genildo.

Já o líder do governo na casa, o vereador Alexandro Valença de Paula (PT do B), o Sandro da Hermínio, disse que esse mesmo artigo 122 do R.I, fala sobre matérias postas em discussão e que o caso era uma matéria de urgência e sem necessidade dessa discussão, citando o artigo 79 da Lei Orgânica Municipal que diz que o prefeito poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. O vereador deu destaque ao parágrafo 5° da Lei Orgânica, que em sua redação diz que o plenário da Câmara deliberará por maioria absoluta sobre a urgência ou não da matéria.

O vereador Willian Cézar (PSB), disse que o presidente desrespeitou o regimento.

“Desse jeito, qualquer coisa pode chegar com pedido de urgência e ser votada senhor presidente. Sem que haja uma discussão sobre a matéria. Inclusive contra os servidores”, disse o vereador.

Em seu site, Willian Cézar também se pronunciou…

…”Tudo isso só reforça os boatos na cidade, ou seja, se o governo manda para Câmara algum “pacote de maldade contra o servidor”, será colocado para ser votado sem nenhum aviso e sem o direito de estudarmos ao menos do que realmente se trata a matéria.
Nosso grupo está estudando as medidas que iremos tomar.
Estou aqui para fazer o que acredito ser o certo, pelo bem da nossa cidade e não para servir ao executivo!”

 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) alegou que a matéria sobre a redução do salário do prefeito é inconstitucional, pois desrespeita o Regimento Interno da Câmara.

 

O grupo Suprapartidário se retirou da sessão  após não concordar com a matéria enviada pelo Executivo.

Vereadores de oposição ao governo, André Luís Reis de Amorim (PR), Willian Cezar de Castro Padela (PSB), Ivan Charles Jesus Fonseca (PSB), Ivanzinho e Waldemar José de Ávila Neto (PHS)

 

De costas para o problema

Vereador Haroldo Rodrigues Jesus Neto, Haroldinho (PSDB), deu as costas para a plateia durante a sessão, já o vereador Carlos Eduardo Carneiro Zóia (PSD), foi um dos mais criticados pelos presentes.

 

Leia!

LEI ORGANICA

Clique para acessar o CMI-RJ_lei_organica-2016_TC_web.pdf

REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA

Clique para acessar o CMI-RJ_regimento_interno-2016_TC_web.pdf

 

Secretaria de educação de Itaguaí cobra reposição de aulas a grevistas

No entanto, continua descontando salários e não realizou os pagamentos de dezembro de 2016, décimo terceiro de 2016, férias atrasadas, aumento anual (lei do dissídio) e resíduo do plano de cargos de 2015. Motivos esses pelo começo da greve


A secretaria de educação de Itaguaí, através da resolução de número 03, de 04 de maio de 2017, divulgou os dias de reposição das aulas não ministradas, durante o período de greve, compreendidos entre 13 de fevereiro e 15 de março. No documento, a educação da cidade através da secretária Andreia Busatto, que é mulher do prefeito Carlo Busatto, o Charlinho (PMDB), baseia-se entre outros na Constituição Federal, em seu artigo 208, que garante o acesso à educação pública de qualidade aos alunos. No entanto, essa mesma secretaria, rasga a Constituição Federal, que garante o direito a greve por parte dos servidores e a recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, que entende a legalidade de uma greve quando há atrasos de salários. Esse foi o motivo da greve, os não pagamentos do salário de dezembro de 2016, décimo terceiro salário de 2016 entre outros direitos como férias vencidas.

Na resolução, o governo impõe sem nenhum tipo de negociação com os trabalhadores, que as unidades que atuam em regime integral, deverão “pagar” os dias parados no contraturno de cada ex grevista, entre 15 de maio a 21 de julho. Já para as escolas que funcionam em período parcial, as supostas reposições deverão ser de 24 a 28 de julho e em sábados letivos que se iniciam dia 13 de maio e vão em sequência sem interrupções até 12 de agosto, totalizando 13 sábados seguidos.

 

Contudo, a prefeitura continua realizando descontos nos salários dos agora ex grevistas, referentes a alguns dos dias do período em greve. Isso desobrigaria tais reposições na integra.

Como o governo se nega a conversar e a negociar com seus próprios trabalhadores, muitas dúvidas persistem e as incertezas geram problemas ainda maiores.

Mesmo com o fim da greve, dezenas de escolas que deveriam funcionar em regime integral, estão fechando as portas ao meio dia. As unidades de regime parcial, sofrem com a falta de professores. Em algumas delas, turmas inteiras ficam sem ter as aulas completas durante a semana, sendo em muitos casos, mandadas de volta para casa. Falta de cozinheiras a professores de matemática por exemplo. A prefeitura foi impedida pela justiça de contratar novos servidores, enquanto não quitasse os atrasados. Outro grande problema, é a infraestrutura dos locais de ensino, a falta de manutenção é um risco sério a saúde e a segurança dos estudantes e profissionais de ensino.

 

O SEPE Itaguaí- Sindicato dos Profissionais da Educação, através de assembleia com seus servidores, já havia decidido que só haveria reposições dos dias de greve, após o governo cumprir com suas obrigações de quitar os salários atrasados. Evidentemente, não se pode “pagar” algo que não se deve. Afinal, a dívida é do atual governo municipal para com os trabalhadores, que além dos atrasos de salários, tem desrespeitado leis e recentes decisões judiciais.

 

 

A greve é um direito

 

A Lei 7.783/89 (Lei de Greve),garante o direito a greve aos trabalhadores dos serviços públicos assegurado pela Constituição. Se a greve for levada a julgamento, caberá ao Tribunal decidir sobre o pagamento ou não dos dias de paralisação. Não há espaço para punição de servidor por aderir ao movimento grevista e não poderá haver o corte do ponto nos casos em que a greve for provocada por conduta ilegal do órgão público, como por exemplo, o atraso no pagamento dos salários.. No caso de greve, havendo reposição dos dias não trabalhados é ilegal o ato de registrar as faltas e efetuar o desconto equivalente nos vencimentos,é preciso negociar a reposição dos dias parados, com o reembolso dos descontos, reposição de gratificações ou qualquer outro benefício cortado, além da garantia de não inscrição de falta injustificada no registro funcional do servidor. Esse último cuidado é necessário para evitar retardamento na concessão de licença-prêmio, aposentadoria, ou outro benefício.

 

Entramos em contato com a prefeitura de Itaguaí, mas não houve retorno até o fechamento da matéria.

 

 

LEI 7.783/89 na integra

 

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7783.htm

 

Se informe ainda mais:

 

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-10/stf-valida-corte-de-ponto-de-servidores-publicos-em-greve

 

Não deixe de ler:

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/04/30/prefeitura-de-itaguai-desrespeita-decisao-da-justica-e-desconta-salario-de-grevistas-novamente/

 

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/03/30/em-itaguai-a-greve-continua-e-o-coro-aumenta-apos-relatos-de-corte-de-ponto/

 

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/03/19/prefeitura-de-itaguai-corta-ponto-de-servidores-em-greve-de-forma-ilegal/

Matéria de emissora de TV que fala das verbas públicas que Itaguaí recebeu causa polêmica

Atual prefeito foi citado se defendeu acusou ex governador e citou deputado federal da cidade / Alexandre Valle se pronunciou sobre o tema

 

A emissora de TV SBT ( Sistema Brasileiro de Televisão ), no programa SBT Rio, exibiu uma matéria intitulada “O que deu errado em Itaguaí?” nesta quarta (22/03).  A matéria fala sobre os quase R$ 20 bilhões que a cidade recebeu em obras do Porto Sudeste, a construção de submarino nuclear na Ilha da Madeira e o enriquecimento de 550% do atual prefeito Charlinho (PMDB), de 2008 pra cá. A reportagem também aponta que na contramão da fortuna que a cidade recebeu, serviços básicos à população não são atendidos e sobre o possível envolvimento da cidade na corrupção do presidente da Odebrecht Eike Batista.

 

Itaguaí, virou alvo da operação Lava Jato, após delação de um dos executivos da Odebrecht. A polícia Federal, está investigando tais obras que foram realizadas pela empresa do hoje presidiário Eike Batista e na época do governo do também presidiário Sérgio Cabral.

 

Veja a matéria:

http://www.sbt.com.br/tv/rio/sbtrio/sbtvideos/categoria/0/62743f53db920db69fcc47b356935e1b/O-que-deu-errado-em-Itaguai-parte-1.html

 

 

Prefeito de Itaguaí se defende e acusa ex governador Anthony Garotinho de ser o mentor da matéria e cita deputado federal Alexandre Valle (PR)

 

Resposta do prefeito Charlinho (PMDB)

“A emissora que virou porta voz do ex-governador Chequinho-Garotinho, do mesmo partido, o PR, do candidato que derrotei à Prefeitura, começou uma campanha difamatória contra mim. O SBT Rio diz que a culpa pela decadência econômica da cidade é minha. Todos sabem que Itaguaí saiu dos trilhos depois que eu deixei o governo e por isso o povo foi às urnas pedindo a minha volta. Vejam as repostas que minha assessoria mandou ao SBT e que não foram ao ar na íntegra:

1) A decadência de Itaguaí, a qual a série de reportagens da emissora se refere, se deu a partir do ano em que ele deixou a prefeitura, em 2012. Nesse período, assumiram a administração o prefeito Luciano Mota, afastado em 2014 por denúncias de corrupção, e seu vice Wesley Pereira, que deixou a cidade em 31 de dezembro de 2016 com três meses salários de servidores atrasados e dívidas com fornecedores e prestadores de serviço da ordem de R$ 200 milhões. Desde que assumiu, Charlinho, cuja capacidade como gestor a população mostrou reconhecer, vem buscando arrumar a casa: os salários têm sido pagos em dia e os atrasados serão quitados até junho.
2) Nos oito anos em que Charlinho foi prefeito da cidade, entre 2005 e 2012, Itaguaí deu um salto econômico e social – tanto que Charlinho deixou o governo com mais de 80% de aprovação. Itaguaí ganhou vários prêmios na gestão de Charlinho como prefeito, como o de merenda escolar conferido pelo MEC em (2010, 2011 e 2012); melhor gestor em 2012 (Firjan) e prefeito empreendedor (Sebrae).
3) Charlinho vem de família rica, seu pai já era um bem sucedido empresário. Apesar disso, trabalha desde os 16 anos de idade na iniciativa privada. O crescimento patrimonial é fruto do seu trabalho exercido num período de prosperidade econômica do país como um todo, entre 2002 e 2014. Todo seu patrimônio está declarado em seus Impostos de Renda e ao TSE.
4) Ele nunca teve nenhuma relação comercial com a empresa Lytorânea cujos contatos com a prefeitura foram ganhos como previsto na Lei 8666.
5)- Não houve cessão de áreas públicas para empreendimentos da MMX em sua gestão.
6) A relação que ele tem com o presidente da Alerj é de amizade. As duas famílias são amigas.
7) Por considerar que as matérias pretendem claramente denegrir a sua imagem, sem correspondência com os fatos, o prefeito adianta que vai tomar as medidas judiciais cabíveis, caso se sinta pessoalmente ofendido.”

 

 

Deputado Federal Alexandre Valle (PR) se pronunciou no Grupo BOCA NO TROMBONE ITAGUAÍ no Facebook

Nota Oficial do Dep.Alexandre Valle

“Eu não tenho qualquer relacionamento, profissional ou de amizade, com funcionários do departamento de jornalismo do SBT, portanto, não tive responsabilidade sobre reportagem exibida nesta quarta-feira, no programa SBT Rio, no qual foram relatados os problemas de Itaguaí e denúncias relacionadas ao prefeito Charlinho.

Eu faço política com verdade e ética, por isso repudio que atribuam a mim responsabilidades que não são minhas.

Como único representante de Itaguaí na Câmara dos Deputados, eu venho atuando para Itaguaí receber recursos e investimentos, permitindo assim que a população tenha merecida qualidade de vida.

Comunico que tomarei as medidas cabíveis em casos de boatos, calúnias e difamações, e seguirei lutando em Brasília para que Itaguaí seja beneficiada com investimentos em todas as áreas porque nosso povo honesto e trabalhador está sempre em primeiro lugar.”

Alexandre Valle
Dep.Federal

 

 

 

Em última sessão do ano, Câmara de Itaguaí aprova aumento salarial para secretários municipais e artigo polêmico da LOA

Lei Orçamentária Anual (LOA), foi aprovada na integra, incluindo a emenda do artigo 9º

Na última sessão do ano realizada na quinta-feira (15/12), foi aprovada a Lei Orçamentária Anual (LOA), incluindo o artigo 9º alvo de polêmica entre populares e vereadores e o aumento de salários de secretários municipais.

Na contramão da crise, onde cortar gastos é essencial para equilibrar as finanças e em uma cidade onde os servidores públicos estão com salários atrasados, a casa aprovou um aumento para os futuros secretários municipais, que hoje ganham 15 mil mensais. Segundo dados ainda não confirmados, os vencimentos dos secretários podem variar de 20 a 22 mil reais em 2017. Ainda não foi confirmado se haverá aumento de salário também para o chefe do Executivo. Dentre os vereadores, apenas Willian Cezar(PSB), Vicente Rocha (PMDB) e Genildo Gandra (PDT), foram contra esse aumento.

Artigo da discórdia da LOA

Segundo o artigo polêmico da LOA: “Poderão ser realizados por decretos alterações na estrutura administrativa do Poder Executivo adaptando o orçamento mediante redistribuição de saldos das dotações, unidades orçamentárias da categoria de programação com vista a conferir maior agilidade da máquina administrativa, desde que sem aumento de despesa desta lei para o órgão a qual ocorra a mudança‘. Muitos acham que isso pode retirar direitos do funcionalismo, enquanto outros acham que o artigo é necessário mediante ao rombo que o atual prefeito Weslei Pereira fez nas contas do governo, (no momento o valor seria de R$ 100.000.000,00 (cem milhões)).

Na sessão de 06/12, esse artigo causou polêmica entre os legisladores. O vereador Genildo Gandra (PDT)  relatou que o artigo não cabia dentro do Orçamento, porque trata de uma lei ordinária.

Este artigo teria que ser proposto nesta Casa por uma lei complementar, não por uma lei ordinária. A lei de orçamento é uma lei ordinária, o que é aprovada por maioria absoluta. Já a Lei complementar tem o relevo especial; é de 2/3 — argumentou Genildo.

O vereador Abeilard Goulart (PMDB) endossou a discussão:

Me causa surpresa a solicitação do vereador Genildo porque o próximo governo vai pegar um rombo de mais de R$ 100 milhões no Orçamento. Se ele não tiver condições para trabalhar para cortar cargos e benefícios, como é que ele vai tocar o governo?— acentuou.

Além dos legisladores, muitos servidores temem que este artigo possa retirar direitos conquistados pela categoria.

Reajuste
Na assembleia, os vereadores aprovaram a Lei 3.460 que fixa o subsídio do secretário municipal. O projeto, porém, recebeu três votos contrários, como do vereador Genildo.

— Voto contra. O momento não é pra isso — disse lembrando que havia entendimento que proposta só seria votada na próxima legislatura.

— Quero também declarar meu voto contrário a essa matéria.  O momento não é adequado — comentou o vereador Vicente Rocha (PMDB).

O vereador Eliezer Lage Bento (PRTB), por sua vez, explicou que havia acordo para votar a matéria após a eleição. — Foi combinado na Comissão de Finanças — resumiu ele.

O vereador Abeilard Goulart (PMDB) disse achar estranho um vereador se posicionar contra o salário de secretário. — Mas ele não se opôs em relação ao aumento do próprio salário. É estranho! — alfinetou.

O vereador Silas, entretanto, se mostrou mais otimista. — Acho que a situação do município é difícil, mas ela vai se transformar imediatamente. O que está faltando é gestão. É quem saiba arrecadar. Acho que o secretário tem que ganhar bem, e tem que trabalhar mais — acentuou.

Interstício
A Câmara Municipal aprovou, com dispensa de interstício, a Lei 3.477, que dispõe sobre a prioridade para pagamento de servidores ativos, inativos e pensionistas da Prefeitura e a Lei 3.478 que dispõe sobre a anistia dos servidores municipais em greve e que realizaram movimentos reivindicatórios em virtude do atraso ou falta de pagamento de salários.

Autor das propostas, o vereador Willian disse o seguinte: — O direito a greve é constitucional. O que vem acontecendo, infelizmente, algumas perseguições dentro do nosso município. Tem servidores sendo ameaçado de receber processos administrativos para ser excluso do quadro de efetivos da prefeitura — disse.

Sobre a lei da anistia, Silas Cabral acrescentou: — Anistia se dá após o fato acontecer e nós estamos dando anistia antecipada. Em 40 anos nesta Casa nunca vi se perseguir tanto funcionários — afirmou. — Não pagam e ainda querem obrigar o cara trabalhar —

Ainda com votação imediata, os parlamentares aprovaram a Lei nº 3.474 que dispõe sobre a revisão do Plano Plurianual 2014-2017, instituído pela Lei n° 3.173 de 02 de outubro de 2013.

Veto
O plenário derrubou o veto do Executivo a Lei 3.470 de autoria do Vereador Willian Cezar. O projeto é o que institui a escala de trabalho e define a carga horária dos condutores de ambulância no âmbito do município de Itaguaí.

Veja mais:

https://bocanotromboneitaguai.com/2016/12/13/camara-de-itaguai-pode-aprovar-em-sessao-de-hoje-o-orcamento-para-2017/

Câmara de Itaguaí pode aprovar em sessão de hoje o orçamento para 2017

NÃO HAVERÁ SESSÃO HOJE 13/12/2016 NA CÂMARA MUNICIPAL DE ITAGUAÍ. EXPECTATIVA VIRANDO FRUSTRAÇÃO COM A NÃO REALIZAÇÃO COMO DE PRAXE, DA SESSÃO DE TERÇA-FEIRA.

Artigo 9º da LOA é polêmico e foi proposto pelo Executivo (prefeitura), segundo o Presidente da Câmara

O texto do artigo 9º diz o seguinte: “Poderão ser realizados por decretos alterações na estrutura administrativa do Poder Executivo adaptando o orçamento mediante redistribuição de saldos das dotações, unidades orçamentárias da categoria de programação com vista a conferir maior agilidade da máquina administrativa, desde que sem aumento de despesa desta lei para o órgão a qual ocorra a mudança‘, está dando o que falar. Muitos acham que isso pode retirar direitos do funcionalismo, enquanto outros acham que o artigo é necessário mediante ao rombo que o atual prefeito Weslei Pereira fez nas contas do governo, (no momento o valor seria de R$ 100.000.000,00 (cem milhões)). O artigo causou debate na sessão do último dia 06/12 entre os vereadores. O vereador Genildo Gandra (PDT) pediu dispensa de interstício, porém com exceção do artigo 9º que fora inserido no projeto.   Segundo Genildo, o artigo não cabe dentro do Orçamento, porque trata de uma lei ordinária.

— Este artigo teria que ser proposto nesta Casa por uma lei complementar, não por uma lei ordinária. A lei de orçamento é uma lei ordinária, o que é aprovada por maioria absoluta. Já a Lei complementar tem o relevo especial; é de 2/3 — argumentou Genildo.

O pedido do parlamentar para votar o orçamento na última terça – feira (06/12), foi rejeitado pelo plenário por 13 votos a quatro. — O líder de governo tinha conversado com a bancada e esta matéria não seria votado hoje, só o parecer de Finanças — ressaltou o vereador Márcio Pinto (PMDB).

 

O vereador Abeilard Goulart (PMDB) endossou a discussão:

 

— Me causa surpresa a solicitação do vereador Genildo porque o próximo governo vai pegar um rombo de mais de R$ 100 milhões no Orçamento. Se ele não tiver condições para trabalhar para cortar cargos e benefícios, como é que ele vai tocar o governo?— acentuou.

 

Apoio

O vereador Willian Cezar (PSB) se manifestou a favor do colega Genildo.

 

— Voto com o vereador Genildo. Não sabemos quem propôs esta emenda. Outra coisa, este artigo não foi lido na sessão. Só tenho ciência do que se trata por uma ata. Não posso votar e nem aceitar algo que não foi lido no plenário — comentou.

 

O vereador Carlos Kifer votou contra o interstício do Orçamento. Ele, também, reforçou que “há dúvida quanto a votação desta matéria (o artigo 9) na sessão do dia 22”.

 

—Isso tem que ser revisto. Eu pedi a ata, o funcionário falou que não podia pegá-la no momento. Nós vamos buscar entendimento em reuniões de líderes e bancada. Esta Casa é feita de entendimento, acordo e não de atropelamentos — discursou Kifer.

 

Emendas ao Orçamento

Kifer também falou que não teve acesso ao Orçamento para ter a certeza que as suas emendas foram incluídas no projeto. — Vou acreditar em vossa excelência que minhas emendas foram incluídas no orçamento — afirmou ele direcionando as palavras ao vereador Eliezer Lage (PRTB), presidente da Comissão de Finanças.

 

— Todas as emendas propostas pelos vereadores foram colocadas no dentro do orçamento.  Todas elas — respondeu Zezé que completou: — Não pode passar que o vereador Zezé impediu a colocação de alguma emenda —.

 

Mais debate

A cerca ainda do polêmico artigo 9º, o vereador Genildo indagou o plenário. — Quem é o autor da emenda? — questionou. — Foi o seu prefeito do PSB. Veio da prefeitura assim. O artigo 9º veio da prefeitura assim. Não sei o que estamos discutindo aqui — respondeu o presidente da Casa, vereador Nisan Cesar (PSD).

Contudo isso, a discussão e aprovação ficou para hoje. A sessão que já deve ter sido iniciada às 18 horas promete. Agora são exatamente 18:40 e a sessão não foi iniciada.

Acompanhem: http://www.camaraitaguai.rj.gov.br/

Enquete de Fátima Bernardes causa revolta entre policiais

Apresentadora é alvo de críticas por promover enquete sobre quem deveria ser socorrido primeiro, se policial ou traficante mais gravemente ferido

Uma enquete realizada pelo Encontro com Fátima Bernardes na última quinta-feira suscitou uma polêmica que só fez crescer nas redes sociais neste fim de semana. Motivado pela estreia de Sob Pressão, filme de Andrucha Waddington sobre um médico do sistema público que se vê obrigado a decidir quem vai atender primeiro — e por isso, muitas vezes, quem irá salvar –, o programa quis saber, de seus convidados, quem eles socorreriam antes, se um policial ferido ou um traficante com risco de morte.  No longa, há uma cena em que o médico, vivido por Julio Andrade, precisa tomar essa decisão. Os convidados do programa, Andrade entre eles, escolheram atender primeiro o criminoso. Fátima Bernardes vem sofrendo críticas e ataques de autores identificados como policiais ou simpatizantes da classe, que inundam a internet com críticas ao resultado da enquete.

Neste domingo, o deputado Jair Bolsonaro se lançou ao ataque à apresentadora Fátima Bernardes, jogando álcool na discussão. “Como chegamos a esse estado de coisas?”, questiona Bolsonaro em um vídeo publicado neste d0mingo na internet, referindo-se à morte de policiais de um helicóptero que teria sido abatido pelo crime organizado na favela Cidade de Deus, no Rio, no sábado — ainda não está clara qual a causa da queda da aeronave, porém. Em seguida, ele cita o Encontro com Fátima Bernardes entre as razões para o “estado de coisas” que menciona. “Os motivos, podemos identificar alguns”, diz. “Uma mídia completamente parcial, haja visto a questão agora de Fátima Bernardes, que prefere conduzir o seu programa dando mais atenção a um traficante ferido do que a um policial, um herói a serviço nosso nas ruas.”

O site oficial do programa também tem sido alvo de críticas. Em um texto sobre o ator Stepan Nercessian, que socorreu o pai de Fátima após uma queda na rua, um espectador perguntou. “Se, além do pai de Fátima Bernardes, houvesse um traficante gravemente ferido. Quem ele deveria salvar primeiro?” Outro imagina uma história que envolve os filhos da apresentadora: “Fátima Bernardes e os trigêmeos são sequestrados no carro da família, na fuga o sequestrador bate o carro e fica gravemente ferido, Fátima e o gêmeos ficam levemente feridos! Os policiais chegam no local quem eles devem socorrer primeiro? Mãe Fátima e seus filhos ou o bandido gravemente ferido?”

slide8Convidados do ‘Encontro com Fátima Bernardes’ escolhem socorrer primeiro o traficante, mais gravemente ferido

Deputado Jair Bolsonaro fez criticas a enquete do programa

Em nota, Globo defende Fátima Bernardes: ‘Tem enaltecido PMs’

Em comunicado, emissora também procura ressaltar que programa ‘sempre preza pelo respeito a todos’

Imersa em uma intensa polêmica nas redes sociais por ter promovido uma enquete em seu programa sobre quem deveria ser socorrido primeiro em um caso de emergência, se um policial ou um traficante mais gravemente ferido, a apresentadora Fátima Bernardes teve o seu programa defendido pela Globo na tarde desta segunda-feira. Procurada pelo site de VEJA, a comunicação da emissora enviou um texto em que afirma que o Encontro com Fátima Bernardes “preza sempre pelo respeito a todos”. A enquete foi realizada na última quinta-feira, data da estreia de Sob Pressão, longa-metragem de Andrucha Waddington sobre um médico que se vê com dilemas como o levantado pela atração.

Fonte: Revista Veja

Serviços na prefeitura de Itaguaí, foram paralisados nesta segunda de manhã por falta de luz

Com luz cortada ou por problemas técnicos desde o dia 11, foi necessário aluguel de gerador para dar inicio ao expediente nesta segunda(17) disseram alguns funcionários

Serviços suspensos, pagamentos de servidores e fornecedores atrasados, a falta de energia na sede da prefeitura de Itaguaí, é um dos fatores que só aumentam o fiasco do fim da gestão de Weslei Pereira.

Nesta manha de segunda, quem procurou a prefeitura de Itaguaí para trabalhar ou ter algum tipo de atendimento teve que ter paciência. Com a luz cortada a quase uma semana, o jeito foi improvisar com um gerador na parte da tarde( segundo informações de servidores), para dar seguimento aos trabalhos pendentes. Segundo servidores públicos, a falta de energia foi uma das desculpas do governo para o atraso no pagamento, já que não se tinha acesso aos computadores para realizar o trabalho. Além disso, muitas pessoas que foram ao local, só começaram a ser atendidas na parte da tarde.

Servidores públicos da cidade estão em greve por atarsos nos pagamentos.

Caso

Com cinco meses de atraso, a prefeitura de Itaguaí teve o fornecimento de energia elétrica cortada na última terça – feira dia 11, pela Light. A concessionária afirmou na ocasião que tentou negociar e cumpriu todos os “procedimentos regulatórios anteriores ao corte”, mas não teve retorno.

A prefeitura alega que não houve corte e sim problemas técnicos que culminaram na falta de energia no prédio.

Entenda o que está em jogo (e as polêmicas) com a PEC que limita o gasto público

“A população pobre, que depende mais da seguridade social, da saúde, da educação, vai ser prejudicada. A PEC é o plano de desmonte do gasto social. Vamos ter que reduzir brutalmente os serviços sociais, o que vai jogar o Brasil numa permanente desigualdade.”Diz Pedro Rossi, professor de economia da Unicamp

 

BBC Brasil

Na última segunda-feira(10), o plenário da Câmara aprovou em primeira votação a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, principal aposta do governo Michel Temer para colocar as contas públicas em ordem. A medida, que estabelece um teto para o crescimento das despesas, está causando polêmica por congelar os gastos durante vinte anos e alterar o financiamento da saúde e da educação no Brasil.

Foram 366 votos a favor do texto, 11 contra e duas abstenções. Eram necessários 308 votos favoráveis para que o texto fosse aprovado – 58 a menos do que atingiu. Haverá uma nova votação prevista para o fim deste mês e só depois o projeto segue para o Senado.

De um lado, a PEC é considerada necessária para reduzir a dívida pública do país – que está em 70% do PIB (soma das riquezas produzidas) – e tirá-lo da crise fiscal. Do outro, é vista como muito rígida e criticada por, em tese, ameaçar direitos sociais.

Afinal, o que está em jogo com a aprovação do texto?

A BBC Brasil ouviu economistas para explicar o que diz a proposta e quais são seus pontos mais debatidos.

O que diz a PEC?

A PEC 241 fixa para os três poderes – além do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União – um limite anual de despesas.

Segundo o texto, o teto será válido por vinte anos a partir de 2017 e consiste no valor gasto no ano anterior corrigido pela inflação acumulada nesses doze meses. A inflação, medida pelo indicador IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), é a desvalorização do dinheiro, quanto ele perde poder de compra num determinado período.

Dessa forma, a despesa permitida em 2017 será a de 2016 mais a porcentagem que a inflação “tirou” da moeda naquele ano. Na prática, a PEC congela as despesas, porque o poder de compra do montante será sempre o mesmo.

Caso o teto não seja cumprido, há oito sanções que podem ser aplicadas ao governo, inclusive a proibição de aumento real para o salário mínimo.

Mais do que colocar as contas em ordem, o objetivo da PEC, segundo mencionado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, seria reconquistar a confiança dos investidores. A aposta da equipe econômica é que a medida passe credibilidade e seja um fator importante para a volta dos investimentos no Brasil, favorecendo seu crescimento.

O teto ameaça saúde e educação?

Um dos principais questionamentos é que, ao congelar os gastos, o texto paralisa também os valores repassados às áreas de saúde e educação, além do aplicado em políticas sociais. Para esses setores, a regra começa a valer em 2018, usando o parâmetro de 2017. A mudança foi incluída no relatório feito pelo deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), relator da proposta na comissão especial da Câmara.

Segundo os críticos, tais restrições prejudicariam a qualidade e o alcance da educação e da saúde no país. Hoje, os gastos com esses segmentos podem crescer todo ano. As despesas com saúde, por exemplo, receberam um tratamento diferenciado na Constituição de 1988, a fim de que ficassem protegidas das decisões de diferentes governos.

A regra que vale hoje é que uma porcentagem mínima (e progressiva) da Receita Corrente Líquida da União deve ir para a saúde. Essa porcentagem, de 13,2% neste ano, chegaria a 15% em 2020. Como a expectativa é de que a receita cresça, o valor repassado também aumentaria. No relatório da PEC, esses 15% foram adiantados para 2017 e então ficariam congelados pelo restante dos 20 anos.

Para o professor de economia da Unicamp Pedro Rossi, essas mudanças afetam sobretudo os mais pobres.

“A população pobre, que depende mais da seguridade social, da saúde, da educação, vai ser prejudicada. A PEC é o plano de desmonte do gasto social. Vamos ter que reduzir brutalmente os serviços sociais, o que vai jogar o Brasil numa permanente desigualdade.”

Rossi diz que a medida não faz parte de um sistema de ajuste fiscal, mas de um projeto de país no qual o governo banca menos as necessidades da população.

Além disso, argumenta a professora da PUC-SP Cristina Helena de Mello, é inadequado colocar um teto para os gastos com saúde, porque não dá para prever como os atendimentos vão crescer.

“Você pode ter movimentos migratórios intensos, aumento da violência e das emergências, aumento dos nascimentos. Vai ter hospital superlotado, com dificuldade para atender.”

Segundo a professora, com a PEC, o acesso das próximas gerações a esses serviços públicos fica comprometido: “estamos prejudicando vidas inteiras”

No meio do caminho entre grupos contrários e favoráveis, a professora da FGV Jolanda Battisti diz que entende as posições críticas à PEC, mas pondera que é necessário escolher entre “dois males”.

“Muitas pessoas nesse debate não enxergam o dilema real: se não contermos a crise agora, a inflação vai aumentar muito.”

Ela diz que o país está à beira de uma crise fiscal. Se o governo não consegue aumentar a receita para pagar os juros de sua dívida nem cortar gastos, explica Battisti, ele precisa pressionar o Banco Central a imprimir mais dinheiro – e a inflação sobe.

De acordo com a professora, o tamanho do prejuízo na saúde e na educação vai depender de como os cortes serão feitos. Se eles atacarem a máquina burocrática, e não as escolas, podem ser menos danosos. O importante, diz, é preservar a ponta: a sala de aula.

O que preocupa Battisti é o perfil dos cortes propostos até agora pelo governo.

“Na minha percepção, os congelamentos que estão acontecendo atingem as transferências para a população, como o seguro-desemprego, e não os gastos correntes, como os salários de funcionários públicos. Isso é muito ruim, porque as pessoas precisam dessa garantia para pagar seus compromissos. É uma coisa que numa economia avançada seria impensável.”

No entanto, há quem acredite que os cortes serão feitos da forma correta, melhorando a gestão dessas áreas.

O professor de Economia do Insper João Luiz Mascolo afirma que não é uma questão de quantidade de dinheiro, mas de colocá-lo no lugar certo. Para ele, não faltam recursos, falta boa administração.

O coro é engrossado pelo economista Raul Velloso, para quem “o Brasil sempre gasta mais do que precisa”.

“A gente tem muita gordura no gasto. Se queimar essa gordura, está de bom tamanho. E estamos partindo de uma base que não é assim tão pequena. Numa situação tão complicada, crescer pela inflação, variável constante, não é uma coisa tão apertada.”

Ele argumenta que, no relatório apresentado à comissão especial da Câmara, saúde e educação receberam um tratamento especial, com o teto valendo a partir de 2018. Isso daria uma “folga inicial” na aplicação da regra.

Mesmo se o dinheiro for insuficiente em algum ponto, Velloso e Mascolo dizem que valores podem ser retirados de outros setores para cobrir essas necessidades. Além disso, afirmam, o período de dez anos – depois do qual o presidente pode propor mudança no formato da correção – não seria assim tão longo.

“As pessoas esquecem é que o gasto (afetado) é global. A mensagem central é que o gasto total da união não cresça mais do que a inflação. É uma tentativa de organizar as contas. Tem a possibilidade de alterar em dez anos. É um sinal de que vão conseguir retomar o controle da dívida em uma década”.

Vinte anos é um bom prazo?

Outro ponto de discussão é a duração da PEC. Para uns, ela é uma medida muito rígida para durar tanto tempo, e deveria ser flexível para se adaptar às mudanças do país. Para outros, um período tão extenso passa a mensagem de que o Brasil está comprometido com o equilíbrio das contas.

A professora Cristina de Mello, da PUC-SP, faz parte do primeiro grupo. Ela diz que, se houver uma queda abrupta da arrecadação, por exemplo, a dívida aumentaria, porque os gastos serão congelados em um patamar alto.

Segundo Mello, o argumento de que uma medida de longo prazo passa mais credibilidade é falacioso. Isso porque, se antes do prazo de dez anos, o governo precisar mexer em alguma regra, a PEC gerará desconfiança.

“Se daqui a alguns anos, for necessário fazer um gasto maior e mudar o índice de inflação por outro mais confortável, vai haver descrença. Por que escolheram esse critério e não outro? Pode haver maquiagem de dados.”

Ela afirma que o texto é também uma estratégia para não ter que aprovar o orçamento no Congresso todos os anos, como acontece hoje.

“Imagina se tiver uma catástrofe, uma epidemia de zika, que vai exigir gastos maiores. A sociedade vai pressionar o governo e ele vai se resguardar no teto, podendo cortar outras coisas. É uma estratégia de negociação.”

A BBC Brasil ouviu especialistas na área econômica para analisar os impactos que a PEC pode ter

Ao tirar o Congresso dessas decisões, o professor Pedro Rossi, da Unicamp, considera a medida antidemocrática.

“O Congresso não vai poder moldar o tamanho do orçamento. Por consequência, a sociedade também não.”

Para a Secretaria de Relações Institucionais da Procuradoria-Geral da República, a medida também fere a Constituição. A Secretaria enviou ao Congresso uma nota técnica dizendo que as alterações da PEC são “flagrantemente inconstitucionais, por ofenderem a independência e autonomia dos Poderes Legislativo e Judiciário” e a autonomia do Ministério Público. Segundo a nota, o prazo de vinte anos é “longo o suficiente para limitar, prejudicar, enfraquecer” o desempenho das instituições do Sistema de Justiça. O Planalto respondeu dizendo que o limite será igual para todos os poderes.

Do outro lado, Jolanda Battisti, da FGV, afirma que o prazo representa que o governo está “comprando tempo” para colocar a dívida sob controle.

“É como se uma pessoa endividada que diz que vai te pagar de volta, mas só dez reais por semana, e não em grandes prestações.”

Um plano de longa duração, afirma, substitui ações mais drásticas, como aumentar impostos ou cortar despesas imediatamente, o que poderia agravar o desemprego.

O professor do Insper João Luiz Mascolo argumenta que vai levar alguns anos para que alcancemos o superavit primário (dinheiro que sobra nas contas do governo e serve para pagar os juros da dívida). Hoje, temos deficit primário, ou seja, não sobra dinheiro.

“Ainda vamos ter um pico antes da dívida começar a cair. Por isso a PEC é longa, tem uma inércia nessa conta. Ela não vai trazer o deficit para zero em um ano”

O economista Raul Velloso, ex-secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento (governo Sarney) aposta na revisão desse período do futuro.

“Se chegarmos a conclusão de que é muito longo e a dívida já diminuiu, revemos. Mas agora estamos numa crise muito séria, não podemos arriscar. É um tiro só.”

Havia outras opções?

A necessidade do Brasil de arrecadar mais do que gasta é um consenso entre os economistas. Mas ele discordam sobre a melhor forma de fazê-lo. Haveria alternativas a um teto de 20 anos? Ele é a melhor escolha?

Para Mascolo, do Insper, sim.

Ele diz que já era hora de focar nos gastos do governo. Antes, a situação fiscal era analisada pelo superavit primário (o quanto sobra nas contas para pagar os juros da dívida). Quanto maior o resultado do superavit, melhor a situação fiscal.

“Finalmente o governo decidiu atacar as despesas. A receita fica em aberto, mas a premissa é que a economia vai crescer e você vai arrecadar mais.”

Holandesa, a professora da FGV Jolanda Battisti diz que o teto é uma referência de inovação e é aplicado em países como Holanda, Finlândia e Suécia. No entanto, pondera, lá tem um prazo de três ou quatro anos e é discutido nos ciclos eleitorais, promovendo debates frequentes sobre as contas públicas. No Brasil, esse é um modelo que poderia ser adotado, afirma.

Outra opção à PEC, segundo a professora Cristina de Mello, seria reduzir as despesas com juros, que em 2015 ficaram em R$ 367 bilhões. O número é o mais alto da série histórica da Secretaria do Tesouro Nacional, iniciada em 2004.

Os juros são pagos para as pessoas que compram títulos públicos, uma forma de investimento que serve para o governo arrecadar dinheiro. Quando alguém compra um título, esse valor foi para o governo. Em contrapartida, depois de um tempo, ele paga juros a essa pessoa, o que representa o rendimento do papel.

“Esse gasto não está na PEC. A Alemanha, por exemplo, tem uma dívida muito alta e o esforço que fizeram foi diminuir as despesas com os juros, não com o bem-estar social.”

Para Pedro Rossi, da Unicamp, o aumento dos impostos seria uma forma de aumentar a arrecadação e melhorar as contas. Ele diz que as grandes fortunas não são taxadas e, com a PEC, essa discussão se perde. Rossi nega o argumento de que não haveria um clima favorável para abordar a alta de impostos.

“Há um travamento do debate de maneira autoritária. Você tem ambiente político para destruir gasto social, mas não dá para rever carga tributária?”