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Charlinho a um passo de cumprir pena por corrupção

MPF pede cumprimento imediato da pena por parte do prefeito de Itaguaí. Curiosamente Charlinho saiu de férias dia 12 último

O que faltava não falta mais, o Ministério Público Federal, através do Subprocurador-Geral da República, Francisco Rodrigues dos Santos Sobrinho, requereu junto ao Superior Tribunal de Justiça, que o prefeito de Itaguaí Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB), cumpra a pena por corrupção imposta pelo mesmo tribunal no mês passado. Já foram esgotadas todas as possibilidades de recursos na segunda instância. Por esse motivo, o STJ, através do Ministro João Otávio de Noronha, relator do processo havia negado em maio o agravo da defesa do prefeito. Faltava apenas o pedido do cumprimento da pena por parte do MPF, o que ocorreu no último dia 10 de junho.

A defesa do acusado entrou com novo Agravo no STJ e o MPF também requer ao Colendo Superior Tribunal de Justiça, que negue seguimento ao Agravo, em razão da falta de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Caso assim não entenda, que o STJ negue o provimento ao recurso, mantendo-se a decisão do cumprimento da pena, visto que não há mais possibilidades de adiar a decisão. O MPF, também solicita que seja proferida a sentença e que se oficie, imediatamente, às instâncias inferiores, para imediato cumprimento da pena.

A pena por corrupção passiva no escândalo de compras superfaturadas de ambulâncias conhecido como “Máfia das sanguessugas”, era de 14 anos e 8 meses de prisão. No entanto uma revisão que acrescentou dois anos à pena e os embargos infringentes consideraram que os crimes de fraude em licitação já estavam prescritos. Com isso, resta a Charlinho apenas a condenação por corrupção, de 2 anos e 8 meses o que pode garantir uma pena alternativa.

Tal pedido feito pelo MPF em 10 de junho, pode ter culminado na decisão do prefeito de sair de férias por 5 dias, de 12 a 16 de junho, conforme publicado no Jornal Oficial do município de número 729. O que pode ser uma estratégia da defesa, que caso preso, ele não esteja atuando como chefe do Executivo Municipal, vislumbrando assim uma curta pena alternativa que após cumprida, não impedisse de volta a cadeira de prefeito num futuro próximo.

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MPF pode desmembrar inquérito para prender mulher e filha de Cunha

Parlamentares próximos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já dão como certo um pedido do Ministério Público Federal para que o inquérito contra o deputado, sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, e a filha Danielle seja desmembrado.

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                     Claudia Cordeiro foi jornalista da TV Globo de 1989 a 2001

 

Ela ganhou uma ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 2008, obrigando a empresa da família Marinho a contratá-la com carteira assinada e com todos os direitos trabalhistas.

O caso ganhou notoriedade na imprensa  pelo fato de a jornalista ser mulher de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara e um dos principais articuladores do projeto de lei 4330/04, que regulamenta e autoriza a terceirização para todas as atividades trabalhistas no Brasil. O fato curioso é que, se a terceirização do trabalho fosse válida há 15 anos, a mulher de Cunha não teria vencido a disputa com a Rede Globo.

Com a operação, o processo da mulher e da filha de Eduardo Cunha seria remetido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para primeira instância e poderia cair nas mãos do juiz Sérgio Moro. Como as duas não têm foro privilegiado, haveria grandes chances de prisão preventiva dos familiares do parlamentar.

A possibilidade de que seja essa a estratégia do MPF deixou Eduardo Cunha apreensivo, segundo relatos de deputados aliados. Sob a condição de se manter em anonimato, um parlamentar comentou, ainda, que a mulher do peemedebista está deprimida com a eminente ação da Justiça.

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Parlamentares relataram que presidente da Câmara está apreensivo com desmembramento de processo

 

Assessores do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, buscam indícios de que Eduardo Cunha fez e vem fazendo uso do cargo na Presidência da Câmara para atrapalhar as investigações e os desdobramentos da Lava Jato.

Nesta quinta-feira (22), o relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, atendeu ao pedido da PGR para ordenar o bloqueio e sequestro de R$ 9,6 milhões atribuídos a Cunha e que estão em contas na Suíça.

Antes mesmo que fossem descobertas as contas secretas e a informação fosse comunicada pelo Ministério Público suíço às autoridades brasileiras, a PGR já havia denunciado Eduardo Cunha no STF por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no âmbito das investigações de fraudes na Petrobras.