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Hortão Municipal – alimentação sadia e sem agrotóxico

Projeto recebeu 1.500 mudas orgânicas

Entre os anos de 2005 e 2012, quando o atual prefeito Carlo Busatto Júnior (Charlinho) governou Itaguaí, a cidade recebeu três vezes o prêmio de melhor merenda escolar do Brasil. A premiação levou o Ministério da Educação (MEC), a fazer um vídeo mostrando a qualidade da refeição servida na rede municipal de ensino.  Legumes e verduras vinham da horta municipal, aliás: Hortão Municipal, como é conhecido.

Preocupada em manter a qualidade da alimentação servida aos alunos do município, a secretaria de Meio Ambiente tem investido cada vez mais em oferecer legumes e verduras orgânicas. Ou seja, sem o uso de agrotóxico. Esta semana, a horta municipal recebeu 1.500 mudas, vindas de um produtor de Itaipava, distrito de Petrópolis, para serem plantadas.

Segundo o diretor de Agricultura, Cesare Yukio Iwanaga , as mudas vieram com certificado de garantia, atestando que são  todas orgânicas “O tempo de plantio e colheita, se dá aproximadamente em 30/40 dias. Após a colheita, os legumes e verduras são distribuídos para as escolas e creches da rede municipal de ensino, além do Hospital São Francisco e a APAE, as verduras e legumes, como: inhame, alface, cebolinha, couve, repolho, abóbora, melancia e outros produtos orgânicos plantados no Hortão Municipal” garante.

“Esse projeto do Hortão Municipal foi desativado na gestão passada, mas agora foi retomado. O secretário de Meio Ambiente, Jailson Barbosa, determinou uma atenção especial, e a ampliação da oferta de legumes e verduras”, concluiu Claudio Hayasaka, diretor de Desenvolvimento Sustentável.

Fotos e fonte: Prefeitura de Itaguaí

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Prefeituras unem esforços no combate ao turismo desordenado da Costa Verde

Ônibus e embarcações passarão por fiscalização de controle de acesso à região, que sofre com poluição ambiental

O prefeito Carlo Busatto Júnior, Charlinho, se reuniu na última sexta-feira (13/01), em Mangaratiba, com os prefeitos da região da Costa Verde: Aarão de Moura Brito, de Mangaratiba; Fernando Jordão, de Angra dos Reis; e Carlos José Miranda, Casé, de Paraty. Os prefeitos se comprometeram a atuar de forma conjunta no controle e ordenamento do acesso à região feito por transporte rodoviário e marítimo.

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As autoridades municipais estão preocupadas com o chamado turismo predatório. Muitos veículos, principalmente ônibus e embarcações piratas, chegam à região sem passarem por qualquer fiscalização. Segundo os prefeitos, essa desorganização tem aumentado consideravelmente a poluição ambiental, além da violência nas cidades.

“Precisamos somar esforços. Não podemos permitir que o meio ambiente e os bens naturais da nossa região continuem sendo explorados dessa forma”, destacou Charlinho.

No documento, os prefeitos se comprometem a adotar uma legislação semelhante, com a padronização de taxas e normas de controle de acesso, preservação, segurança e mobilidade turística. Deverão ser realizadas fiscalizações na Rodovia Rio-Santos, Arco Metropolitano e demais vias de acesso à região, assim como deverá ser feito um controle das embarcações marítimas.

As autoridades decidiram também encaminhar ao governador Luiz Fernando Pezão a proposta de criação de um grupo de trabalho para a elaboração de um plano definitivo de segurança pública para a região.

Além dos prefeitos, assinaram o documento representantes da Secretaria de Estado de Turismo, TurisRio, Departamento Estadual de Transportes Rodoviários – Detro, Polícia Rodoviária Federal, Delegacia da Capitania dos Portos em Angra dos Reis, Polícia Militar do Estado do Rio, Instituto Estadual do Ambiente – Inea, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro – ABIH, além de instituições privadas.

Fonte: Prefeitura de Itaguaí

Empresa Samarco, saiba mais sobre o crime cometido por irresponsáveis contra o país

Dê condolências a França mas ajude a fiscalizar e recuperar o Brasil

O maior desastre ambiental da história do Brasil completa hoje 12 dias e suas consequências podem ser ainda maiores. A destruição que o rompimento das barragens causou levará séculos para serem recuperadas e mais duas barragens podem agravar ainda  mais a situação. A irresponsabilidade com o nosso meio ambiente e com as pessoas é algo monstruoso.

 

Veja a matéria feita pelo CQC da Rede Bandeirantes sobre o desastre. Vale a pena.

CLIQUE NOS LINKS ABAIXO:

PARTE 1

http://entretenimento.band.uol.com.br/cqc/2015/video/15679565/proteste-ja—mariana-conheca-os-bastidores-da-tragedia

PARTE 2

http://entretenimento.band.uol.com.br/cqc/2015/video/15679568/proteste-ja—mariana-cqc-e-barrado-em-coletiva-de-imprensa.html

PARTE 3

http://entretenimento.band.uol.com.br/cqc/2015/video/15679544/juliano-dip-fala-sobre-ter-sido-barrado-em-coletiva-em-mariana.html

 

Samarco admite que duas barragens podem se romper em Mariana

 

Representantes da Samarco, mineradora responsável pela barragem que se rompeu em Mariana (MG) no dia 5, disseram na última terça (17) que há riscos de rompimento das represas de Santarém e de Germano, que ficam próximas à primeira. Eles afirmaram ainda que a de Santarém não se rompeu, diferentemente do que a empresa informou.

 

“Tem o risco e nós, para aumentarmos o fator de segurança e reduzirmos o risco, estamos fazendo as ações emergenciais necessárias”, disse o gerente-geral de Projetos Estruturais da Samarco, Germano Lopes.

 

“O monitoramento dessas barragens está sendo feito de forma online. Todos os dias os fatores de seguranças são reportados. A gente não percebeu ainda nenhuma movimentação nessas barragens. Existe uma plano de ação montado [caso haja rompimento da barragem]”, completou o diretor de Operações e Infraestrutura da empresa, Kléber Terra.

Segundo Terra, o fator de segurança na barragem de Santarém é 1,37. Na de Germano, o dique Celinha, uma das estruturas, tem índice de 1,22, o menor em todo o complexo. Esse índice vai de 0 a 2. O nível mínimo de segurança recomendado por lei é 1,5.

 

De acordo com os técnicos, estão sendo feitas obras emergenciais nas duas barragens, com a colocação de blocos de rocha de cima para baixo para reforçar a estrutura. Nesta semana, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais divulgou imagens feitas por drones da corporação que mostram uma rachadura na barragem de Germano.

 

“Nós estamos com aproximadamente 90 dias para transportar todo o material lá pra baixo, fazermos o preenchimento da erosão na margem direita, nivelamento da crista da barragem, de forma a aumentar o nível de segurança da estrutura e permitir o tratamento da água dentro do reservatório de Santarém”, disse o engenheiro e geotécnico da empresa José Bernado.

 

Nesta última terça-feira, os representantes da empresa explicaram que a única barragem que se rompeu foi a de Fundão, diferentemente do que a própria Samarco informava desde o dia da tragédia. A empresa dizia que, além de Fundão, Santarém havia rompido. Segundo os técnicos, 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos desceram, erodindo Santarém.

PREFEITURAS E TRANSPETRO DIVERGEM SOBRE QUANTIDADE DE VAZAMENTO

AMBIENTALISTAS ALERTAM PARA POLUIÇÃO DE MANGUEZAIS POR VAZAMENTO DE ÓLEO

Por Isabela Vieira Edição:Marcos Chagas Fonte:Agência Brasil

O vazamento de um oleoduto da Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras, na sexta (19), na Baía de Sepetiba, pode ser maior do que o estimado. A avaliação é do Instituto Boto Cinza e do presidente da Comissão do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Thiago Pampolha (PTC), que estiveram neste sábado (20) no local.

A Transpetro confirmou preliminarmente um vazamento de 600 litros, já contestado pela prefeitura  de Itaguaí e Mangaratiba,segundo o deputado Pampolha. Técnicos dos municípios acreditam que o volume seja de, no mínimo, 30 mil litros, que escorreram para o mangue, berçário de espécies.

É um a situação bastante preocupante. O óleo já chegou à APA (Área de Proteção Ambiental) de Mangaratiba e o mangue está todo comprometido”, afirmou o deputado, após sobrevoar a área com técnicos da Secretaria Estadual do Ambiente. “A Transpetro fala em 600 litros [de óleo] , mas de cara eu pude perceber que não é verdade. Podem ser 30 mil [alegados pela prefeitura de Mangaratiba], mas podem ser muito mais”, declarou. Procurada pela Agência Brasil, a empresa não comentou o volume do vazamento e não deu novas explicações sobre as ações de mitigação no local.

Com a chegada do óleo ao mangue, ambientalistas alertam para a contaminação de espécies. A coordenadora e bióloga do Instituto Boto Cinza, Kátia Silva, disse que a resposta da Transpetro demorou e pode não ter sido suficiente. A preocupação do instituto é com a espécie que está em risco de extinção, encontrada apenas na Baía de Sepetiba. Outra espécie sob risco é a baleia jubarte que, em fase de reprodução, também pode ser vista esta época, na região.

“Os botos podem morrer por contaminação em contato direto com o óleo ou pela alimentação pois o manguezal, berçário de peixes, mariscos e caranguejos, devido as suas raízes, está sendo uma barreira natural para que óleo não invada de uma vez só o mar”, disse Kátia. “Inclusive, essa contaminação pode chegar até a gente, pois comemos o mesmo que eles”, acrescentou.

Na avaliação do Instituto Boto Cinza, que também monitora o vazamento desde ontem, a quantidade de óleo que saiu da tubulação também está acima da informada. “Para chegar até o mar, como vemos, vazou uma quantidade considerável”, disse a bióloga. “Não temos como precisar quanto, mas, com segurança, foi além dos 600 litros”.

A Transpetro informou que suspeita de furto de combustível no oleoduto como causa do vazamento, mas técnicos do Instituto Boto Cinza que chegaram próximo ao local não identificaram tentativa de invasão, como violação de cerca. A investigação está sendo feita pela Polícia Civil.

Presidida pelo deputado Pampolha, a Comissão de Meio Ambiente da Alerj solicitou laudos à Secretaria Estadual do Ambiente para dimensionar o ocorrido e aguarda informações da polícia. Nas próximas semanas, deve ser feita uma audiência pública para discutir os impactos e mitigações do vazamento com a comunidade local, ambientalistas, técnicos de governos e a Transpetro.

O vazamento do oleoduto foi identificado de madrugada. O óleo escorreu pela Cachoeira Itinguçu e desaguou no mar. A contenção do óleo está sendo feita com o uso de 800 metros de barreira absorvente, 30 metros de barreira de contenção, dois caminhões-vácuo, um caminhão-baú, dois tanques de recolhimento, duas lanchas de apoio, quatro táxis-boat e um helicóptero.

Fonte: Agência Brasil

 

Derramamento de óleo atinge Rio Itinguçu e chega à Baía de Sepetiba atingindo Itaguaí e Mangaratiba

Natureza e pescadores são prejudicados com o vazamento

Um vazamento de óleo, proveniente da empresa Transpetro, na divisa entre os municípios de Itaguaí e Mangaratiba ocorreu nesta sexta-feira (19/06) e atingiu parte do ecossistema da região. O óleo escorreu pelo Rio Itinguçu e chegou ao mar e à ilha de Itacuruçá. O prefeito de Itaguaí, Weslei Pereira, determinou que as secretarias envolvidas acompanhassem de perto as ações da Transpetro na solução do problema, bem como o início do estudo para mensurar a extensão do dano causado ao município.

Óleo atinge lençol d'água em Itaguaí

                                       Óleo atinge lençol d’água em Itaguaí

A Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura de Itaguaí notificou à Transpetro, determinando que a empresa tome todas as medidas de contenção e despoluição. O secretário Hamilton Medeiros ainda destacou os transtornos causados à vida marinha e aos pescadores.

Secretário de Meio Ambiente de Itaguaí Hamilton Medeiros e representante do INEA

Secretário de Meio Ambiente de Itaguaí Hamilton Medeiros e representante do INEA e Transpetro

– O impacto é desastroso. O mangue foi atingido, o óleo já está nas ilhas, e não é a primeira vez. Há pouco tempo aconteceu outro vazamento em Angra dos Reis, com a Transpetro (subsidiária da Petrobrás) e foi até motivo de uma audiência pública no município no dia 29 de maio – afirma Hamilton.

Barreira de contenção foi colocada no Rio Itinguçu

                            Barreira de contenção foi colocada no Rio Itinguçu

O subsecretário de Defesa Civil de Itaguaí, Mêmio Val Passos, falou que esteve na localidade para dar apoio e entender a dimensão do impacto. Ele disse também que há suspeita de que o vazamento possa ser fruto de uma tentativa de roubo de óleo.

Funcionários da Transpetro fecham duto e controlam vazamento

                  Funcionários da Transpetro fecham duto e controlam vazamento

– A estimativa de derramamento de óleo é de 20 a 30 mil litros. Esse óleo já chegou ao mar e parte da Baía de Sepetiba. Apesar disso, a Petrobrás já faz a contenção do produto a fim de minimizar os danos ambientais. A empresa está tomando as medidas possíveis com apoio de aeronaves e embarcações – ressalta Passos.

 

Morador da localidade e Agente de Fiscalização Ambiental, Edson Alves da Silva, disse que o cheiro do vazamento começou por volta de 1h da manhã.

 

– De manhã cedo, não tinha ninguém aqui. Ao chegar em casa, o produto já tinha descido do duto para o rio. Vazou muito óleo e ele atingiu todo o mangue. Realmente, um grande impacto à natureza e aos pescadores – afirma o morador.

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                                           Prefeito de Mangaratiba Dr Ruy Quintalha

Prefeito de Mangaratiba Dr Ruy Quintalha, esteve presente ao local juntamente com a Defesa Civil do município. O prefeito participou ativamente da operação.

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Segundo a Transpetro, cálculos preliminares apontam o derramamento de aproximadamente 600 litros de petróleo. A maior parte desse volume atingiu um córrego próximo, sendo que apenas cerca de 50 litros chegaram ao mar.De acordo com a companhia, foi constatada uma suspeita de violação e tentativa de furto de combustível no oloeduto ORBIG, que liga a cidade de Angra dos Reis à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), em Campos Elísios, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A empresa informou que o vazamento já foi contido, e que equipes de contingência estão trabalhando no local para o recolhimento do produto e para minimizar os impactos ao meio ambiente.

A Transpetro enumerou os equipamentos utilizados na ação de contingência: dois caminhões vácuo, um caminhão baú, dois tanques de recolhimento, um helicóptero, duas lanchas, quatro táxis boat, 800 metros de barreira absorvente e 30 metros de barreira de contenção.

Segundo a Transpetro, as autoridades ambientais foram avisadas assim que o incidente foi detectado. Uma equipe de bombeiros do quartel de Itaguaí foi deslocada para fazer a contenção, em caso de eventual necessidade.

Em nota, a, Petrobras, barreiras, contenção (SEA) relatou que equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizam vistoria no local do acidente.  “Em virtude das condições meteorológicas não houve teto para sobrevoo na região.”Ainda de acordo com a SEA, até o momento, foram observados filmes mostrando o óleo próximo das praias de Coroa Grande e Itacuruça.

Fotos: Italo Dornelles e André Souza