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MEC apresenta base curricular comum para ensino infantil e fundamental

O Ministério da Educação apresentou nesta quinta-feira (6), com mais de seis meses de atraso, a terceira e última versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino infantil e fundamental, deixando de fora do documento o ensino médio.

O BNCC, que define linhas gerais do aprendizado de alunos das 186 mil escolas do país, precisa ainda ser aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM). A partir disso, os estados e municípios reelaboram seus currículos com base nas diretrizes do documento e ele passa a ser aplicado em sala de aula em 2019, conforme prazo estabelecido pelo MEC.

A versão para o ensino médio está prevista para ser encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) no segundo semestre e vai passar antes por revisão, já que o projeto de reforma foi aprovado em fevereiro pelo Congresso Nacional.

A primeira versão e a segunda versão da BNCC foram apresentadas em setembro de 2015 e maio de 2016 sob as gestões dos ministros Renato Janine Ribeiro e Aloizio Mercadante, respectivamente.

A BNCC foi criada para padronizar o ensino no país. Antes, as escolas públicas e privadas estabeleciam o ensino em sala de aula com base em diretrizes estaduais e municipais e em livros didáticos. Com a proposta, 60% do conteúdo abordado será definido pelo base curricular do MEC.

Conheça alguns dos pontos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino infantil e fundamental:

Ensino religioso: Antes, aparecia no conteúdo como “oferta obrigatório”, apesar de ter “matrícula facultativa”. Agora, passa a ser optativo, cabendo a estados e municípios a oferta ou não da área;

Língua inglesa: O ensino passa a ser obrigatório. Na versão anterior, as escolas definiam a língua estrangeira de acordo com as realidades locais (escolas em regiões povoadas e/ou que fizessem fronteira com comunidades indígenas e/ou com países de língua espanhola);

Conceito de gênero: Foi excluído sob o argumento de que as escolas devem trabalhar com o conceito de pluralidade, “inclusive do ponto de vista de gênero, de raça, de sexo”. O MEC argumenta que o documento respeita a “pluralidade”;

Ensino de História: Segundo o MEC, o conteúdo no ensino de História não necessariamente era apresentado aos alunos na ordem cronológica. Agora, a BNCC estabelece que a ordem dos fatos deve ser apresentada cronologicamente;

Alfabetização: O Aluno deve estar plenamente alfabetizado até o fim do segundo ano do ensino fundamental (criança com 7 anos). Na versão anterior, o prazo era o terceiro ano de ensino.

Fonte: JB

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Estado abrirá mais vagas para ensino médio em período integral

Vagas serão disponibilizadas em 36 colégios; Dois em Itaguaí. Matrículas vão até o  dia 9 de janeiro

 

O Governo do Estado do Rio de Janeiro deu um grande passo na área de Educação. Através de parceria da Secretaria de Estado de Educação com o Ministério da Educação (MEC). A partir de 2017, 36 escolas em 26 municípios, sendo 25 delas CIEPs (Brizolões), ofertarão Ensino Médio em tempo integral, que estarão vocacionadas ao ensino do Empreendedorismo. As matrículas deverão ser feitas, entre os dias 26 de dezembro e 9 de janeiro, nas próprias escolas.

“O anúncio está sendo feito hoje à tarde pelo MEC, em Brasília, e essas escolas ofertarão ensino profissional em tempo integral. Nessas unidades que se juntam a outras unidades da rede estadual que já oferecem o ensino integral, os alunos terão carga horária adicional de disciplinas como Matemática, Português e Inglês, além de ter em sua matriz curricular disciplinas vocacionadas ao Empreendedorismo, que contribuirão, ainda, para a vida profissional dos estudantes”, disse o secretário  de Educação, Wagner Victer.

Entre as 36 unidades de ensino contempladas com o Programa, nos colégios estaduais Chico Anysio, Brigadeiro Castrioto, Chequer Jorge, Almirante Barão de Teffé, e os Cieps Professor Haroldo Teixeira Valladão e Dom Martinho Schlude, que já ofertam Ensino Médio em horário integral, as inscrições terminam no próximo dia 22, por meio do site Matrícula Fácil (www.matriculafacil.rj.gov.br). Nas 30 demais, as matrículas deverão ser feitas entre os dias 26 de dezembro e 9 de janeiro, nas próprias escolas.

Confira as novas unidades que farão parte do programa de fomento à implementação de escolas em tempo integral por região:

Baixada Fluminense

Ciep 208 – Alceu Amoroso Lima – Duque de Caxias, bairro Jardim Primavera

Ciep 031 – Lírio do Laguna – Duque de Caxias, bairro Laguna e Dourados

Ciep 356 – Augusto Ruschi – Nova Iguaçu, bairro Jardim Paraíso

Ciep 200 – Recanto dos Colibris – Nova Iguaçu, bairro Jardim Boa Esperança

Ciep 317 – Aurélio Buarque de Holanda – Nova Iguaçu, bairro Caioaba

Ciep 324 – Mahatma Gandhi – Nova Iguaçu, bairro Aliança

Ciep 383 – Máximo Gorki – Nova Iguaçu, bairro Marapicu

Colégio Estadual Armando Dias – Japeri, bairro Nova Belém

Colégio Estadual Marechal Zenóbio da Costa – Nilópolis, bairro Olinda

Colégio Estadual Joaquim Leitão – Magé, bairro Santo Aleixo

Ciep 329 – Juan Martinho Carrasco – Itaguaí, bairro Brisamar

Ciep 498 – Irmã Dulce – Itaguaí, bairro Chaperó

Ciep 500 – Antônio Botelho – Paracambi, bairro BNH

São Gonçalo

Colégio Estadual Ministro José de Moura e Silva – São Gonçalo, bairro Rocha

Ciep 240 – Professor Haroldo Teixeira Valladão – São Gonçalo, bairro Almerinda

Itaboraí

Ciep 129 – José Maria Nanci – Itaboraí, bairro Venda das Pedras

Ciep 426 – Eduardo Ribeiro de Carvalho – Itaboraí, bairro Quissamã

Ciep 424 – Pedro Amorim – Itaboraí, bairro Visconde de Itaboraí

Rio de Janeiro

Colégio Estadual Chico Anysio – Rio de Janeiro, bairro Andaraí

Niterói

Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto – Niterói, bairro São Lourenço

Região do Médio Paraíba/Sul

Ciep 310 – Professora Alice Aiex – Barra do Piraí, bairro Parque São Joaquim

Ciep 292 – Professora Jandyra Reis de Oliveira – Barra Mansa, bairro Ano Bom

Ciep 484 – Toninho Marques – Volta Redonda, bairro Belmonte

Ciep 296 – Presidente Benes – Rio Claro, bairro Lídice

Colégio Estadual Antonina Ramos Freire – Resende, bairro Alegria

Ciep 291 – Dom Martinho Schlude – Pinheiral, Centro

Região Norte

Colégio Estadual Nelson Pereira Rebel – Campos dos Goytacazes, bairro Travessão

Ciep 47 0 – Celso Martins Cordeiro – São Francisco de Itabapoana, Centro

Ciep 271 – José Bonifácio Tassara – Conceição de Macabu, bairro Garapa

Região Noroeste

Colégio Estadual Chequer Jorge – Itaperuna, bairro Vinhosa

Colégio Estadual Almirante Barão de Teffé – Santo Antônio de Pádua, Centro

Região Serrana

Ciep 137 – Cecília Meireles – Petrópolis, bairro Correas

Ciep 281 – Gabriela Mistral – Petrópolis, bairro Posse

Região dos Lagos

Ciep 258 – Astrogildo Pereira – Saquarema, Bacaxá

Ciep 262 – Curvelina Dias Curvello – São Pedro da Aldeia, bairro Porto do Carro

Região Centro-Sul

Colégio Estadual José Fonseca – Valença, bairro Morro Grande

 

Governo lança reforma do ensino médio; veja destaques

Conteúdo obrigatório básico deve ter metade da carga horária total. Apesar de já estar em vigor, MP precisa ser discutida e votada no Congresso em até 120 dias.

O governo federal apresentou nesta quinta-feira (22) a medida provisória (MP) sobre a reforma do ensino médio. As mudanças afetam conteúdo e formato das aulas, e também a elaboração dos vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A proposta terá de ser aprovada em até 120 dias pela Câmara e pelo Senado, caso contrário, perderá o efeito. A previsão do Ministério da Educação (MEC) é que turmas iniciadas em 2018 já possam se beneficiar das mudanças. Até lá, as redes estaduais poderão fazer adaptações preliminares, já que o Ministério da Educação condiciona a implementação de pontos da reforma à conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O ministro disse que a BNCC só deve ser concluída em “meados” de 2017.

A primeira mudança importante determinada pela medida provisória é que o conteúdo obrigatório será diminuído para privilegiar cinco áreas de concentração: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.

 

O objetivo do governo federal é incentivar que as redes de ensino ofereçam ao aluno a chance de dar ênfase em alguma dessas cinco áreas. Já entre os conteúdos que deixam de ser obrigatórios nesta fase de ensino estão artes, educação física, filosofia e sociologia. Entretanto, o conteúdo dessas disciplinas não será propriamente eliminado, mas o que será ensinado de cada uma delas dependerá do que estiver dentro do conteúdo obrigatório previsto na futura Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

 

O segundo destaque da reforma será o aumento da carga horária. Ela deve ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800, de acordo com o MEC. Com a medida, a intenção do Ministério da Educação é incentivar o ensino em tempo integral, e para isso prevê programa específico com R$ 1,5 bilhão para incentivar que escolas adotem o ensino em tempo integral.

22-1

Fonte: G1