Arquivo da tag: doença

Febre Maculosa pode atingir bairro em Itaguaí

Bairro Carioca/ Ibituporanga se tornou área de risco da doença. Sintomas são febre de moderada a alta, fortes dores de cabeça, dor no corpo, calafrios e edema dos olhos e conjuntiva. Doença já matou algumas pessoas na região. Nosso blog entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Itaguaí desde a última sexta-feira, mas sequer fomos respondidos

A Divisão de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Piraí alertou os moradores do Município desde 2019, principalmente aqueles que residem ou trabalham na área rural para o perigo de contágio com a Febre Maculosa, devido ao aumento da proliferação dos carrapatos. Entre eles locais vizinhos ao bairro Carioca/Ibituporanga em Itaguaí. Ao longo do Rio que passa pelos dois municípios é uma das áreas com maior grau de risco, justamente onde fica o bairro itaguaiense.

A chefe da Divisão de Vigilância em Saúde, Ana Cristina de Souza Braga, explicou que a doença é causada por uma bactéria com o nome Rickettsia transmitida por carrapatos e pulgas infectados, que tem sua proliferação aumentada consideravelmente no período de seca.“É importante que as pessoas que moram, trabalham ou tenham atividades em áreas rurais ou próximos às matas fiquem atentos. Estudos provam que o tempo é crucial para a transmissão da doença, assim o quanto mais rápido o carrapato for retirado do corpo menos risco de contágio”, destacou Ana Cristina de Souza Braga.

Em Barra do Piraí vizinho à Itaguaí houveram duas mortes no ano passado. Vítimas tinham 38 e 62 anos e moravam nos bairros Lago Azul e Santana. Em junho três pessoas foram internadas com suspeita de Febre Maculosa em Valença, após participarem de uma pescaria na área rural. Em janeiro de 2019 Piraí registrou um caso de Febre Maculosa na localidade da Cacaria. Moradores do bairro localizado em Itaguaí nos disseram que algumas mortes com esses sintomas já ocorreram no local, ou seja, em Itaguaí. Mas a secretaria de saúde como não faz nenhum trabalho sobre o assunto fica inviável o conhecimento estatístico.

Os sintomas mais característicos da Febre maculosa são febre demoderada a alta, fortes dores de cabeça, dor no corpo, calafrios e edema dos olhos e conjuntiva. A doença pode provocar paralisia, que normalmente se inicia nas pernas e pode subir pelo corpo parando outros órgãos vitais como rins e pulmões, causando a morte do paciente. Ana Cristina de Souza Braga explicou que ao manifestar esses sintomas a pessoa deve procurar imediatamente o atendimento médico e informar que foi picada pelo carrapato.

Entramos em contato com a prefeitura de Itaguaí para solicitar informações dos procedimentos que estão sendo adotados pela secretaria de saúde sobre o assunto. Mas parece que a secretaria de saúde da cidade além de não estar tomando nenhuma providência sobre o assunto sequer se importa em retornar o contato.

Conheça mais sobre a Febre Maculosa

Clique aqui

Testes da vacina contra zika em camundongos foram bem-sucedidos

A vacina contra a zika que está sendo desenvolvida por cientistas do Instituto Evandro Chagas, em parceria com a Universidade do Texas em Galveston, nos Estados Unidos, mostrou resultados animadores em testes com camundongos, de acordo com um artigo científico publicado na última segunda-feira, 10, pelo grupo na revista Nature Medicine.

De acordo com o diretor do Instituto Evandro Chagas, o virologista Pedro Vasconcelos, que é um dos coordenadores do estudo, a vacina produzida com o vírus vivo atenuado, com apenas uma dose, foi capaz de induzir o organismo dos camundongos a produzir anticorpos neutralizantes, protegendo-os da infecção.

“É a primeira vez que se tem uma vacina com vírus vivo atenuado desenvolvida. Os experimentos com camundongos com mosquitos mostraram o que esperávamos: além de proteger os roedores contra uma infecção letal pelo vírus zika selvagem, ela não é capaz de infectar o Aedes aegypti – o que é muito importante para impedir que a doença seja transmitida por via vacinal”, disse Vasconcelos à reportagem.

Diversos outros grupos estão desenvolvendo vacinas, mas todas elas se baseiam na utilização do vírus inativado, ou de fragmentos de DNA do vírus. Segundo Vasconcelos, uma das vantagens de se utilizar o vírus vivo atenuado é que isso possibilita uma imunização eficaz com apenas uma dose.

“Tomamos a decisão de utilizar o vírus vivo porque, ao contrário das vacinas de DNA e de vírus inativado, ela induz a uma resposta imunológica muito forte, permitindo que uma única dose proteja contra o vírus para o resto da vida”, declarou o virologista. “Isso é importante porque, do ponto de vista da saúde pública, é muito complicado coordenar uma vacinação que necessite de várias doses de reforço.”

De acordo com Vasconcelos, neste momento os cientistas estão finalizando os experimentos com primatas, cujos resultados também serão publicados em um artigo científico. Depois da publicação, terão início os testes em humanos, que deverão durar alguns anos.

“Esperamos que no início de maio, no máximo, já tenhamos o artigo sobre os testes em primatas pronto para a publicação. Esses testes são a última fase antes de iniciar os ensaios clínicos em humanos, que esperamos iniciar já no segundo semestre deste ano”, explicou.

Camundongos

Para avaliar a segurança da vacina, os cientistas realizaram diversas baterias de testes. Na primeira, para descobrir se a vacina produzia a própria doença, eles utilizaram dois grupos de camundongos – um deles foi inoculado com a vacina e outro com o vírus selvagem.

Seis dias depois, os animais infectados com o vírus selvagem apresentaram alta carga viral em todos os órgãos testados. Os que foram inoculados com a vacina não apresentaram nenhuma carga viral nos músculos e no cérebro e uma baixa carga em outros órgãos.

Dez dias após a infecção, os camundongos infectados com o vírus selvagem mantiveram carga viral no rim, cérebro, olho e especialmente nos testículos. Já nos roedores inoculados com a vacina, não havia mais carga viral detectável em nenhum órgão.

A segunda bateria de testes serviu para avaliar se a vacina poderia causar danos ao tecido nervoso dos camundongos recém-nascidos.

Novamente, dois grupos de animais receberam a vacina e o vírus selvagem – mas, desta vez, a inoculação foi feita diretamente no cérebro. Todos os roedores que receberam a injeção com a vacina sobreviveram. Já entre os que receberam a injeção com o vírus selvagem, 25% morreram.

Segundo Vasconcelos, também foram usados camundongos geneticamente modificados para morrerem quando são infectados com o vírus selvagem. Os cientistas inocularam o vírus nesses animais, e todos morreram.

“Um grupo de camundongos vacinados, porém, recebeu 30 dias após a imunização a mesma dose do vírus selvagem que havia sido letal para os animais não vacinados. Nenhum deles morreu, porque já tinham anticorpos. Mostramos que a vacina é inócua e que os animais, além de não morrerem, produziram anticorpos e não tiveram sintomas”, explicou Vasconcelos.

Mosquitos

Na última série de testes, os cientistas fizeram dois experimentos para investigar se o vírus atenuado da vacina é capaz de infectar o mosquito Aedes aegypti, que é o principal transmissor da zika.

Um grupo de animais foi inoculado com o vírus selvagem, e outro com a vacina. Depois eles foram expostos separadamente aos mosquitos, para que eles se alimentassem do sangue. O experimento simulou, portanto, a via natural de infecção.

“Nenhum dos mosquitos que se alimentaram do sangue com a vacina desenvolveu infecção. Enquanto isso, mais da metade dos insetos que se alimentaram do sangue com o vírus selvagem ficaram infectados”, disse Vasconcelos.

No último experimento, os pesquisadores inocularam a vacina de vírus atenuado diretamente nos mosquitos. “Mesmo recebendo o vírus vacinal diretamente, nenhum dos mosquitos ficou infectado. Isso nos deu a certeza de que a vacina não infecta o Aedes aegypti com zika.”

 

286,2 mil meninos devem ser vacinados contra HPV no Estado do Rio

Em todo país, serão imunizados 3,6 milhões de meninos em 2017. A vacinação vai reduzir a propagação do vírus. Economia gerada pela gestão permitiu a inclusão desse público

 

Postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) do Rio de Janeiro já podem vacinar meninos contra HPV. Em todo o estado, 275,5 mil meninos na faixa etária de 12 a 13 anos além de 10,6 mil jovens que vivem com HIV/aids estão aptos a receber a vacina. Até o ano passado, esta imunização era feita apenas em meninas. O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com 9 anos até 13 anos.

 

A expectativa é imunizar em todo país mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, que também passarão a receber as doses. Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu seis milhões de doses, ao custo de R$ 288,4 milhões. Não haverá custos extras para a pasta, já que no ano passado, com a redução de três para duas doses no esquema vacinal das meninas, o quantitativo previsto foi mantido, possibilitando a vacinação dos meninos. Assim, o Ministério continua com a mesma determinação, que é de fazer mais com os mesmos recursos financeiros.

 

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destaca a importância da vacinação nos meninos. “A inclusão dos adolescentes faz parte de um conjunto de ações integradas que o Ministério da Saúde tem realizado com o objetivo de conseguir mais resultados com os recursos financeiros já disponíveis. É muito importante a inclusão dessa faixa-etária. Precisamos estimular esta faixa a participar das mobilizações para vacinação”, afirma o ministro Ricardo Barros.

 

Outra novidade é a inclusão das meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses indicadas. A estimativa é de que 500 mil adolescentes estejam nessa situação. Até o ano passado, a faixa etária para o público feminino era de 9 a 13 anos. Desde a incorporação da vacina no Calendário Nacional, em 2014, já foram imunizadas 5,7 milhões de meninas com a segunda dose, completando o esquema vacinal. Este quantitativo corresponde a 46% do total de brasileiras nesta faixa etária.

 

“É muito importante que os pais tenham a consciência de que a vacinação começa na infância, mas deve continuada na adolescência. Pais e responsáveis devem ter, com os adolescentes, a mesma preocupação que têm com as crianças. A proteção vai ser muito maior se nós ampliarmos, cada vez mais, o calendário de vacinação da nossa população”, ressaltou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

 

HPV PARA MENINOS – O esquema vacinal para os meninos contra HPV é de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Para os que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica.

 

Atualmente, a vacina HPV para meninos é utilizada como estratégia de saúde pública em seis países (Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá). Portanto, o Brasil assegura a sétima posição e a vanguarda na América Latina. A vacina é totalmente segura e aprovada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

A decisão de ampliar a vacinação para o sexo masculino está de acordo com as recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS e do mais importante órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos (Advisory Committee on Imunization Practices). A estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus.

 

A vacina disponibilizada para os meninos é a quadrivalente, que já é oferecida desde 2014 pelo SUS para as meninas. Confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal. Vale ressaltar que os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV.

Confira abaixo como será a oferta de vacinas para meninos por ano:

Ano População-alvo
2017 Meninos de 12 e 13 anos
2018 Meninos de 11 e 12 anos
2019 Meninos de 10 e 11 anos
2020 Meninos de 9 e 10 anos

HPV PARA MENINAS – Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da OMS indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do vírus, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18.  Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 265 mil mulheres morrem devido à doença em todo o mundo, anualmente. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima 16 mil novos casos.

 

Para a produção da vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde promoveu Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o Butantan. A transferência está sendo feita de forma gradual e tem reduzido o preço ano a ano. Até 2018, a produção da vacina HPV deverá ser 100% nacional.

O que é Doença Falciforme?

A doença falciforme é uma alteração genética, caracterizada por um tipo de hemoglobina mutante designada por hemoglobina S (ou Hb S) que provoca a distorção dos eritrócitos, fazendo-os tomar a forma de “foice” ou “meia-lua”. O termo doença falciforme define as hemoglobinopatias nas quais pelo menos uma das hemoglobinas mutantes é a Hb S. As doenças falciformes mais freqüentes são a anemia falciforme (ou Hb SS), a S talassemia ou microdrepanocitose e as duplas heterozigoses Hb SC e Hb SD.

 

Para o diagnóstico seguro de uma das três situações acima é de fundamental importância conhecer a forma de herança da doença falciforme. Na maioria dos casos, os pais de pacientes com doença falciforme são portadores assintomáticos dessa alteração genética. A situação mais comum se verifica quando dois portadores assintomáticos de falciforme, com patrimônio genético representado pela hemoglobina (Hb A) associada à hemoglobina S (Hb S) e cuja representação universal é Hb AS, se unem, constituindo uma prole. O exemplo a seguir mostra a probabilidade deste casal gerar filhos sem a doença falciforme, gerar portadores assintomáticos e com doença falciforme.

slide9

A geração de uma pessoa com doença falciforme do tipo S Beta talassemia ou micro-drepanocitose ocorre na seguinte situação:

slide10

Da mesma forma, a geração de uma pessoa com doença falciforme de dupla heterozigose entre Hb S e um outro tipo de hemoglobina mutante, como por exemplo a Hb C, se verifica conforme situação abaixo:

slide11

O portador assintomático de falciforme, também conhecido por portador do traço de Hb S ou heterozigoto para a Hb S, não é anêmico, não tem anormalidades físicas e tem uma vida normal. Os portadores de doença falciforme, por outro lado, podem apresentar sintomatologia importante e graves complicações. A Hb S tem uma característica química especial que em situações de ausência ou diminuição da tensão de oxigênio provoca a sua polimerização, alterando drasticamente a morfologia do eritrócito que adquire a forma de foice. Estes eritrócitos falcizados dificultam a circulação sangüínea provocando vaso-oclusão e infarto na área afetada. Conseqüentemente, esses problemas resultam em isquemia, dor, necrose e disfunções, bem como danos permanentes aos tecidos e órgãos além da hemólise crônica.

slide12

Este processo fisiopatológico devido à presença de Hb S é observado nas seguintes situações, em ordem decrescente de gravidade: anemia falciforme, Hb S Beta talassemia, Hb SC e Hb SD.

É importante destacar que a freqüência de portadores assintomáticos de falciforme no Brasil é de 2 a 8%, conforme a intensidade da população negra inserida na região. Como se sabe, a Hb S teve origem no continente africano, e sua introdução no Brasil ocorreu notadamente durante o período da escravidão. Dados da Triagem Nacional sinalizam 3.500 nascidos por ano com a doença falciforme e 200.000 com o traço.

Fonte: MedicinaNET

DEPRESSÃO, DOENÇA SÉRIA!

Coluna Boca saúde com Dr Rocindes Berriel

No Brasil, segundo os dados do IBGE, cerca de 11 milhões de pessoas são diagnosticadas com depressão, mais da metade usa medicamentos.
De acordo com o Ministério da Saúde depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. Há nesse caso presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima de forma patológica, esses sintomas aparecem com frequência e podem também se combinar. Fica-se com um estado de humor deprimido, melancólico, a pessoa sente angústia, ansiedade, falta de energia. O indivíduo deprimido nota que seus sentimentos são diferentes de uma tristeza anteriormente vivida. Quando o quadro de depressão é grave a pessoa se isola, perde o interesse por tudo. Tendem a ficar mal humorados, insatisfeitos com tudo, irritados e impacientes.
O Ministério da Saúde classifica a depressão em leve, moderada e grave. No caso leve o indivíduo apresenta alguns sintomas como, humor deprimido, falta de energia, mas não para com as suas funções; já nos casos moderados há além dessas manifestações a dificuldade em executar suas funções. Na grave aparecem os sintomas já citados associados a considerável inquietação e agitação, retardo psicomotor, podendo cursar com delírios e alucinações.
Em geral a pessoa com depressão tem dificuldade em aceitar o diagnóstico. Dentre as manifestações já citadas acima se incluem também:
*Desânimo, cansaço mental, dificuldade de concentração, esquecimento;
* Incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades que antes da depressão eram agradáveis;
*Tendência ao isolamento tanto social como familiar;
*Apatia, desinteresse, falta de motivação;
* Falta de vontade, indecisão;
*Sentimentos de medo, insegurança, desespero, vazio;
* Pessimismo, ideias de culpa, baixa autoestima, falta de sentido na vida, inutilidade, fracasso;
* Ideias de morte e até suicídio;
*Dores e outros sintomas físicos geralmente não justificados por outros problemas médicos, tais como, cefaleias, sintomas gastrintestinais, dores pelo corpo, pressão no peito;
*Alterações do apetite;
*Redução da libido, insônia ou aumento do sono.
O tratamento é basicamente medicamentoso. A terapia não é complexa, não incapacita ou entorpece o paciente. Algumas pessoas podem precisar de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou toda uma vida, na busca de combate a novos episódios depressivos. É importante procurar um especialista para o tratamento adequado.
A psicoterapia ajuda muito no tratamento do paciente, auxilia na reestruturação psicológica da pessoa, aumenta sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que contribui para diminuir o impacto provocado pelo estresse.

Co-autora: Enfermeira Julliane Sobral

Dr. Rocindes Berriel Cirurgião Dentista formado pela UERJ, professor de Educação Física, professor auxiliar de Bioquímica na FABA, especialista no Programa de Saúde da Família (PSF) – UGF, Curso Superior em Empreendedorismo e Inovação – UFF, especialista em planejamento, implementação e gestão em educação à distância – UFF, mestrando em Ciências – PPGEA – UFRRJ, especialista em gênero e sexualidade – IMS/UERJ

Dr. Rocindes Berriel Cirurgião Dentista formado pela UERJ, professor de Educação Física, professor auxiliar de Bioquímica na FABA, especialista no Programa de Saúde da Família (PSF) – UGF, Curso Superior em Empreendedorismo e Inovação – UFF, especialista em planejamento, implementação e gestão em educação à distância – UFF, mestrando em Ciências – PPGEA – UFRRJ, especialista em gênero e sexualidade – IMS/UERJ

A coluna Boca Saúde sai todas às terças- feiras

Epidemia de esporotricose no estado assusta cariocas

Doença que ataca principalmente gatos e humanos, preocupa autoridades de saúde, mas mal tem cura

image

Helena Mourão e sua gata, Ceci, tiveram esporotricose e se curaram

Foto: Divulgação

O Estado do Rio enfrenta uma epidemia de esporotricose, doença que afeta animais, principalmente gatos, transmissível a humanos. Trata-se de micose que provoca lesões profundas na pele, semelhantes à leishmaniose. No gato, pode ser mortal. Já em humanos, tem cura. De acordo com as secretarias de Saúde do estado e do município, os números da enfermidade, causada por um tipo resistente de fungo, o Sporothrix schenckii, são preocupantes.

De acordo com a Vigilância Sanitária, só de janeiro a maio a rede municipal atendeu 1.581 casos de esporotricose em gatos. O número representa quase a metade do total de atendimento do ano passado, que foi de 3.253, o que fez o órgão a lançar a campanha ‘Esporotricose — um risco para seu gato e para você’.

Nos últimos dois anos, a doença já infectou 1.845 pessoas. Só na capital, 622 cariocas foram contaminados entre 2014 e 2015. Não há registro de óbitos humanos. “A situação vem se complicando com o passar do tempo, principalmente nas zonas Norte e Oeste. Mas é preciso deixar claro que a doença é curável e que os donos de gatos não devem abandonar e, muito menos, sacrificar os animais”, pondera a médica veterinária da Vigilância Sanitária Municipal Bárbara Montes. Ela aconselha a quem cria gatos castrar os animais e mantê-los o maior tempo possível em casa para evitar possível contágio nas ruas e quintais.

Segundo Bárbara, a contaminação ocorre através do contato das garras do animal com material orgânico em decomposição, como cascas de árvores, palhas, farpas, espinhos e o solo. “Com o fungo instalado, o gato transmite a doença através de arranhões, mordidas e contato direto com a pele lesionada”, alerta.

Três meses de remédio

A psicóloga Helena Cardoso Mourão, de 38 anos, de Botafogo, contraiu esporotricose quando atuava como voluntária num abrigo de gatos. “Eu cuidava de uma gata, de nome Ceci, que adquiriu o fungo e de quem acabei contraindo a doença. Começou com uma leve lesão nas costas, que aumentou e desencadeou um inchaço lombar”, lembra Helena, ressaltando que teve de tomar antifúngico oral por três meses. “Hoje, eu e a gata não temos nenhum vestígio do mal”, atesta Helena.

Com o aumento do número de casos de esporotricose, a Vigilância Sanitária ampliou o atendimento nas unidades de zoonoses e medicina veterinária. O Instituto de Zoonoses Paulo Dacorso Filho (IPDF, no Largo do Bodegão 150, em Santa Cruz), e o Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (IJV, na Av. Bartolomeu de Gusmão 1.120, São Cristóvão), disponibilizam atendimento gratuito. São feitos encaminhamentos de material para análise em laboratório, medicações, orientações para o tratamento em casa, castração e monitoramento. Além dos animais levados pelos donos, as unidades também tratam daqueles abandonados nas ruas.

Animal deve ser cremado

Para lidar com animais contaminados por esporotricose, é preciso usar luvas; limpar o ambiente com água sanitária; manter os felinos em local seguro e isolado e cremar animais que não resistirem, pois o fungo sobrevive na natureza. Outra recomendação é não fazer curativos locais nem banhar gatos doentes.

Pesquisador em Dermatologia Infecciosa do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, Dayvison Freitas afirma que a esporotricose despontou em 1998. Sua pesquisa adverte grupos específicos que se tornam de risco, em que a esporotricose pode até matar, como gestantes e portadores de dacriocistite, síndrome de Sweet e Aids.

Tratamento é demorado

Dependendo dos estágios da doença, medicamentos antifúngicos orais podem ter que ser administrados por período de tempo prolongado, em alguns casos ultrapassando seis meses. Nos gatos, estágios avançados da doença, com múltiplas e graves lesões, são de difícil tratamento, e esta indicação deve ser avaliada criteriosamente somente por um veterinário.

Estudos já comprovaram que o gato é o animal doméstico mais sensível à esporotricose. O cão raramente adoece, e dificilmente transmite a doença a outros animais. A esporotricose no cão quase sempre se inicia com feridas no focinho, membros ou no corpo, e ocorre após contato com gato doente.

O fungo Sporothrix schenckii, encontrado na natureza, pode se instalar em diversos tipos de animais, mas atinge mais os gatos por conta, segundo estudos, dos hábitos de caça, contato com a terra, com árvores e de disputas por território, por sexo e brigas entre eles, que facilitam a disseminação da doença em virtude de arranhaduras e mordeduras.

GUILLAIN-BARRÉ, MAIS UMA DOENÇA RARA E PERIGOSA COM SURTO POR CONTA DA ZIKA

Coluna Boca Saúde com Dr. Rocindes Berriel

Uma doença rara e pouco conhecida, a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) passou a ser assunto depois que uma pesquisa mostrou que ela pode ser desencadeada pelo vírus Zika. A síndrome pode apresentar diferentes graus de manifestação, apresentando desde leve fraqueza muscular em alguns pacientes ao quadro raro de paralisia total dos quatro membros.

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano, levando a uma inflamação dos nervos que tem como consequência a fraqueza muscular. O que torna a síndrome de Guillain-Barré uma emergência médica é que a fraqueza pode afetar os músculos do tórax responsáveis pela respiração. Se eles são paralisados, o paciente pode morrer por falta de oxigênio.

image

 Causas

O Ministério da Saúde confirmou que a infecção pelo Zika Vírus pode provocar também à Síndrome de Guillain-barré. No Brasil, a ocorrência de síndromes neurológicas relacionadas ao vírus Zika foi confirmada após investigações da Universidade Federal de Pernambuco, a partir da identificação do vírus em amostra de seis pacientes com sintomas neurológicos com histórico de doença exantemática.
Fora a infecção pelo Zika vírus não se sabe o que causa a síndrome de Guillain-Barré. Essa síndrome é incomum em mais de dois-terços dos pacientes, a síndrome de Guillain-Barré ocorre três semanas após uma doença virótica, como um resfriado ou a gripe, ou após uma infecção bacteriana (particularmente a bactéria  chamada Campylobacter jejuni que causa infecções intestinais).

image

 Os sintomas da síndrome de Guillain-Barré variam de pessoa para pessoa e podem ser moderados ou severos. Frequentemente, o primeiro sintoma significativo que a pessoa relata é a fraqueza, que pode piorar de 24 a 48 horas e frequentemente ela é sentida em ambas as pernas. Com o passar do tempo, a fraqueza envolve os braços ou a cabeça, afetando os olhos, os movimentos da cabeça e a fala, depois de ter afetado as pernas em primeiro lugar. A fraqueza pode durar dias, semanas ou meses antes que a reversão do quadro se devolva. O retorno da força semelhante à pré-doença e funcionamento é lento, às vezes dura meses ou anos. A maioria dos pacientes retorna ao normal dentro de meses.
Os sintomas típicos incluem: perda de reflexos em braços e pernas, hipotensão ou baixo controle da pressão arterial.
Outros sintomas podem ser: visão turva,
descoordenação e quedas, dificuldade para mover os músculos do rosto, contrações musculares, palpitações (sentir os batimentos cardíacos).
Esses sintomas podem piorar rapidamente. Os sintomas mais graves podem demorar apenas algumas horas para aparecer, mas a fraqueza que aumenta ao longo de vários dias é normal.

 A Síndrome de Guillain-Barré pode ser difícil de diagnosticar em suas fases mais precoces porque outras patologias podem ter sintomas semelhantes, e porque os sintomas exatos experimentados podem variar de paciente para outro.

O primeiro passo no diagnóstico da doença é colher uma história médica cuidadosa, além disso podem ser feitos dois exames para ajudar no diagnóstico: a punção espinhal (retira-se através de uma agulha o líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal e faz-se a análise do fluido cérebro-espinhal), e a eletromiografia (são colocados eletrodos na pele em cima do nervo a ser testado. Um impulso elétrico é alimentado por um eletrodo, e a velocidade de transmissão do estímulo é acelerada e medida pelos outros eletrodos. Como a síndrome de Guillain-Barré afeta o revestimento de mielina que cobre os nervos, os nervos afetados pela doença mostrarão sinais mais lentos que os nervos não afetados).
 A prevenção da síndrome de Guillain-Barré torna-se difícil já que não há nenhuma maneira conhecida de se prevenir dela.

Não existe cura para a síndrome de Guillain-Barré. Entretanto, há muitos tratamentos disponíveis para ajudar a reduzir os sintomas, tratar as possíveis complicações e acelerar a recuperação do paciente.

Quando os sintomas são graves, a hospitalização será recomendada para dar continuidade a um tipo de tratamento mais específico, que pode incluir aparelhos de respiração artificial.
Nos estágios iniciais da doença, tratamentos que removem ou bloqueiem a ação dos anticorpos que estão atacando as células nervosas podem reduzir a gravidade e a duração dos sintomas da Síndrome de Guillain-Barré.
Recomenda-se procurar um neurologista imediatamente se sentir uma fraqueza em suas pernas ou braços (raramente  nos músculos da cabeça) que piora num prazo de algumas horas.
O prognóstico a longo prazo é geralmente bom. De acordo com Leite, a maioria dos pacientes tem recuperação completa, embora possa levar meses, ou até mesmo anos, para recuperar a força e o movimento anteriores à doença. Aproximadamente 30 por cento dos pacientes ainda permanecem com um pouco de fraqueza até três anos após a melhora da doença. Só aproximadamente 3 por cento de pacientes têm um retorno da fraqueza e do formigamento anos depois. Uma porcentagem muito pequena de pacientes, aproximadamente 3 a 5 por cento, morre, quase sempre porque eles desenvolvem uma paralisia da respiração antes que eles cheguem ao hospital.

Referência e colaboração: Enfermeira Julliane Sobral.

image

Dr. Rocindes Berriel Cirurgião Dentista formado pela UERJ, professor de Educação Física, professor auxiliar de Bioquímica na FABA, especialista no Programa de Saúde da Família (PSF) – UGF, Curso Superior em Empreendedorismo e Inovação – UFF, especialista em planejamento, implementação e gestão em educação à distância – UFF, mestrando em Ciências – PPGEA – UFRRJ, especialista em gênero e sexualidade – IMS/UERJ

A coluna Boca Saúde sai todas às terças- feiras