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“Guanabara” anuncia milhares de demissões e “Extra” fechará sua loja em Santa Cruz

DESEMPREGO EM ALTA

Sindicato aciona delegacia do trabalho contra ” Guanabara” por jornada e demissões de até 4000 mil pessoas.

Com o Brasil cada vez mais em crise financeira, rede de supermercados já não mais funciona aos domingos. Supermercados “Extra” também fecharão algumas lojas e várias demissões são previstas.

Depois de anunciar o fechamentos das lojas nos domingos, segundo o Sindicato dos Comentários do Rio de Janeiro, o Guanabara informou que pretende demitir 3.500 a 4 mil trabalhadores nos próximos meses. Além disso, a empresa já apresentou em negociação a intenção de implementar a jornada 12×36, banco de horas e o contrato por jornada intermitente.

O Sindicato dos Comerciários do Rio abriu negociação com o objetivo de encontrar saídas para que não ocorram essas demissões e participou de uma mesa redonda na Delegacia Regional do Trabalho com a participação da empresa para tratar desta questão.

O Sindicato já disse que não concorda com mudanças de jornada que não estejam na convenção coletiva e que espera da empresa uma proposta concreta para evitar um número tão grande de demissões. Nesta terça-feira, dia 11, haverá nova reunião na Superintendência Regional do Trabalho com o Guanabara.

Para piorar, sem dar qualquer informação para seus funcionários, o supermercado cortou o adicional de 100% de quem trabalha nos feriados. Os trabalhadores só ficaram sabendo na hora que receberam o contracheque. Essas mudanças atingem duramente os ganhos mensais dos comerciários, que contam com este ganho extra para completar os salários.

Assembleia com os trabalhadores

A partir do momento que o supermercado apresentar uma proposta concreta, o Sindicato convocará os trabalhadores para uma assembleia que analise e decida sobre o resultado das negociações.

Para o Sindicato, no momento o mais importante é preservar o emprego de milhares de trabalhadores e garantir o cumprimento da Convenção Coletiva.

Uma pesquisa do iDados, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, mostrou que um trabalhador com ensino fundamental demora, em média, 13,1 meses para conseguir um novo emprego. Atualmente, o país vive uma crise, com mais de 12 milhões de trabalhadores desempregados.

“Em um momento tão ruim para a economia do país, com alto índice de desemprego, nosso objetivo tem sido a manutenção dos empregos. Estamos negociando com o Guanabara alternativas para evitar uma demissão em massa, mantendo as garantias da nossa convenção coletiva. Além disso, muitos trabalhadores estão preocupados com a diminuição da renda a partir do fim do adicional de feriado, estamos cobrando da empresa uma alternativa para isso”, declara Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários.

Fim do adicional

O adicional deixou de ser obrigatório desde 2017, com o decreto do então presidente Temer, quando os supermercados passaram a ser considerados serviço essencial. Com isso, domingos e feriados tornaram-se dias normais de trabalho e o adicional deixou de ser obrigatório. O Sindicato foi pra luta e, mesmo com o decreto, alguns supermercados mantiveram o adicional de 100%, entre eles o Guanabara, garantindo esse importante benefício aos trabalhadores.

“O decreto de 2017 foi um duro golpe para os trabalhadores de supermercados. Temer atendeu ao desejo dos patrões, que querem cada vez mais aumentar seus lucros. Recentemente o Brasil piorou muito para os trabalhadores, o atual governo insiste em medidas que retiram direitos e desvalorizam os trabalhadores. No ano passado, fechamos uma negociação salarial muito difícil, com tentativas de cortar mais direitos, porém fomos firmes. Precisamos agora defender nossa convenção coletiva e impedir mais retrocessos”, afirma Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários

Supermercados “Extra”

A rede de supermercados “Extra” também fecharão algumas lojas devido a crise financeira. O Extra de Santa Cruz no Rio de Janeiro é uma dessas que não mais existirão. No local as prateleiras já estão quase todas vazias. Trabalhadores que ainda restam e atuam na jornada de 12×36, já se preparam para serem demitidos. Alguns poderão ser aproveitados em outras lojas, mas a maioria estarão desempregados em breve. A crise também atinge outras lojas no Estado do Rio de Janeiro.

Demissões em massa agravam saúde em Itaguaí

Vários servidores contratados foram demitidos do único hospital da cidade

A grave crise na saúde de Itaguaí parece não ter fim. Além da já precária situação, agora vários servidores do hospital São Francisco Xavier foram demitidos. Segundo os ex funcionários, foram demissões sumárias e sem maiores explicações por parte da prefeitura. Muitos Técnicos de enfermagem, alguns com mais de vinte anos de atuação, enfermeiros e auxiliares também não mais fazem parte do quadro do hospital. Essas demissões podem ocasionar o fechamento da emergência do hospital, relata ao blog uma das enfermeiras demitida.

“Venho por meio desta comunicar a minha indignação. Fomos todos contratados exonerados agora sem nenhuma explicação. Correndo o risco de fechar a emergência. Fico triste pois falo por mim. Amo o que faço.  Ajudar a quem precisa e o pior fui na administração e não  tem explicação. E agora o que será da população?  Cadê os vereadores ?cadê  os governantes?Pois na hora da eleição  todos prometem”, disse uma enfermeira demitida do hospital.

No grupo BOCA NO TROMBONE Itaguaí no Facebook, uma moça relatou a demissão de sua mãe que atuou como Técnica de enfermagem durante 26 anos.

 

Tomógrafo

O local também sofre para a realização de exames. Alguns que poderiam ser feitos de forma rápida e na cidade, são feitos em lugares distantes pela não instalação de um tomógrafo comprado ainda em 2015.

O equipamento que foi adquirido através de uma contrapartida social da Marinha do Brasil, está no Hospital São Francisco Xavier (HMSFX), possui 16 canais, permitindo a realização de exames ambulatoriais e emergenciais de alta precisão. Seu uso auxiliaria os médicos no diagnóstico de problemas, como câncer de pulmão, apendicite, cálculo de vesícula, pedra nos rins e rompimento de baço, por exemplo. Com o tomógrafo em operação, o morador de Itaguaí não iria precisar esperar na fila do sistema estadual para a realização de exames. Cerca de 200 pacientes por mês podem ser atendidos com o equipamento. No entanto com ele parado e encaixotado, o sofrimento dos pacientes continua.

Em janeiro, a atual gestão relatou que o tomógrafo comprado há mais de um ano ainda estava encaixotado. As obras para instalação do equipamento foram paralisadas ainda em 2016, na gestão de Weslei Pereira. Cenário esse que ainda permanece nos dias de hoje.

A Câmara da cidade abriu uma CPI em maio deste ano para investigar denúncia de que uma empresa teria recebido pela instalação do tomógrafo em 2016 sem que o serviço fosse feito. Em sessão de 16 de maio,o vereador André Amorim (PR) contou que chegou ao seu conhecimento de que essa obra teria ficado orçada no valor de 600 mil reais. Contudo, a casa legislativa não mais se pronunciou sobre o andamento dessa investigação.

Também em janeiro, a unidade não estava realizando exames laboratoriais por falta de insumos. Houveram cancelamentos de cirurgias sendo atendidos apenas casos de emergência. Na época, o estado de precariedade encontrado no hospital foi o motivo para estas paralisações. Segundo a prefeitura, no começo desta gestão, das quatro salas de cirurgia, três estavam desativadas por conta de infiltrações e equipamentos danificados.

Além das demissões, a crise não se limita ao hospital. Os postos de saúde sofrem com falta de medicamentos e até pela falta de fitas para medir glicose.

 

Guardas municipais também sofreram com demissões

Há um mês atrás, vários guardas municipais foram demitidos também nas mesmas condições. EM uma suposta conversa do vice prefeito Abelard Goulart, via aplicativo Whatsapp, com um ex guarda, onde ele teria dito que era necessário procurar algum vereador para que o ex funcionário voltasse as atividades, foi desmentido pelo vice prefeito. Em contato, Abelard Goulart disse ao blog Boca no Trombone, que desconhece esse diálogo divulgado nas redes sociais.

Entramos em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura na última quarta e ontem. No entanto, não fomos respondidos sobre as demissões no hospital até o fechamento desta matéria.

 

 

Veja mais:

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/01/18/hospital-de-itaguai-cancela-cirurgias-eletivas-e-atende-so-emergencia/

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/05/24/camara-abre-cpi-para-investigar-empresa-que-teria-recebido-sem-instalar-o-tomografo-na-cidade/

https://bocanotromboneitaguai.com/2016/08/31/tomografo-parado-em-hospital-de-itaguai/

A marcação de exames é algo também que testa a paciência dos usuários.

https://bocanotromboneitaguai.com/2015/12/03/itaguai-ganha-seu-primeiro-tomografo-computadorizado/

CSN – Sindicalistas discutem com Pezão alternativas a demissões em siderúrgica

Em encontro fechado, os presidentes da Força Sindical, Miguel Torres, e do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Silvio Campos, discutiram nesta segunda-feira (11) com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, alternativas para evitar a demissão de 3 mil operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que tem uma usina, a Presidente Vargas, localizada no município de Volta Redonda, no sul do estado.

Torres considerou proveitoso o encontro com o governador, que, segundo ele, mostrou-se preocupado com a situação dos trabalhadores ameaçados de dispensa e com o aumento do desemprego no país, de um modo geral. “Ele [Pezão] ligou de pronto para a empresa, pedindo a abertura de diálogo e o uso de ferramentas que não sejam as demissões.” Para Torres, o posicionamento do governador foi importante porque a Força Sindical também está trabalhando a questão em outras frentes, com o governo federal. Torres disse que a central fará o que for possível para evitar as demissões e que, se as dispensas forem efetivadas, terá de “fazer muito barulho”.

De acordo com Silvio Campos, Pezão disse que está tentando um canal de negociação com o diretor financeiro da CSN, Paulo Caffarelli. Campos lembrou que outras empresas instaladas na região, entre as quais as montadoras Nissan, Volkswagen e Peugeot, e o grupo Votorantim, encontraram alternativas para driblar a crise, sem demitir. “A CSN quer partir direto para a demissão sumária”, afirmou o dirigente sindical. Ele acrescentou que na última sexta-feira (8) e também ontem (11) a CSN fez demissões. “Não sabemos o número exato porque, como a companhia tem dez dias para fazer a homologação, não fala quantas pessoas demitiu”. Silvio Campos estima, entretanto, que os demitidos desde o dia 8 já passam de 300.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense destacou que a demissão de 3 mil trabalhadores equivaleria ao corte de 30% dos 10,8 mil operários da companhia. Segundo Campos, as demissões estariam vinculadas à paralisação do Alto-Forno 2 da usina, responsável por 30% da produção da CSN. “Se ela [CSN] perder o [Alto-Forno] 2, quando essa crise passar, vai fazer muita falta para ela.”

A assessoria de imprensa da CSN informou que a parada do Alto-Forno 2 não está acertada ainda, nem se o objetivo seria fechar para manutenção ou para reforma. “Depende da análise do mercado. Não há uma posição fechada sobre o desligamento do alto-forno”. Também não há data estabelecida para que isso ocorra. Para Campos, a reforma do alto-forn, que dura de seis meses a um ano, seria o mais recomendável no momento e. nesse caso, o sindicato negociaria a recontratação dos demitidos após a conclusão da obra.

Segundo Campos, a CSN “finge que está negociando”, mas deveria convocar o sindicato para uma negociação mais séria e concreta. “Ela está completamente abstrata.”

Com a conversa dos sindicalistas com Pezão, a assembleia programada para esta terça(12), na porta da CSN, em Volta Redonda, poderá ser adiada para quinta-feira (14), “para aguardar se o governador vai ter uma resposta (da companhia)”. A assembleia vai debater as medidas que poderão ser tomadas para evitar as 3 mil demissões.