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Delegacia tem dificuldades para prender crimonos por falta de identificação pelas vítimas

A vítima só precisa reconhecer por foto os bandidos que realizaram contra eles atos criminosos

A 50° DP, bem como as demais delegacias estão enfrentando dificuldades para incriminar bandidos que praticam assaltos. Tudo isso porque as vítimas não vão a delegacia registrar a ocorrência e fazer o reconhecimento através de fotos. Diversos autores de roubos identificados na delegacia são capturados, mas quando as vítimas são chamadas para ir a delegacia realizar o reconhecimento, por fotografia, estas se recusam a ir ou dizem que não querem reconhecer.

“Assim, não é possível imputar os crimes a estes autores, que vão continuar livres praticando crimes.

Vamos ajudar precisamos da população nesse trabalho de conscientização

Se você foi ou conhece alguma vítima oriente-a a comparecer a delegacia de polícia civil 50aDP em Itaguaí.” Diz o policial Andrade presidente do Conselho de Segurança em Itaguaí.

Sabem que tem ‘escudo”, diz juíza sobre uso de Whatsapp pelo tráfico

Ao G1, magistrada que bloqueou app diz que objetivo é monitorar conversas. ‘Linha-dura’, magistrada condenou Thor e coibiu regalias em presídio da PM.

Do G1

A juíza Daniela Barbosa Assunção, responsável pela decisão que determinou o bloqueio do Whatsappnesta terça-feira (19), disse em entrevista ao G1 que o objetivo da Justiça é que o aplicativo permita que conversas de investigados sejam monitoradas em tempo real. Segundo a magistrada, conhecida por ser linha-dura, o crime organizado parou de usar o telefone, mais facilmente “grampeado”, para se comunicar via mensagens criptografadas no Whatsapp.

“Eles não falam mais ao telefone, só usam o ‘zap’ porque sabem que tem escudo. Recentemente, tive uma audiência que envolvia uma organização criminosa onde, nos aúdios que os traficantes mandavam, pediam o ‘zap’ do chefe da comunidade. E, nessa última decisão, tem lá no processo que os criminosos falam: ‘Olha o zap que te mandei’.”

A entrevista da juíza foi dada após aJustiça do Rio determinar o bloqueio do app de mensagens em todo o Brasil;veja reportagem da GloboNews no vídeo acima. No fim da tarde, a decisão foi suspensa pelo STF.

“O que estamos pedindo não são gravações ou conteúdos passados, o que queremos é a interceptação em tempo real junto com a inteligência, como se faz nas ligações telefônicas. Queremos o desvio em tempo real do fluxo de dados”, revelou Daniela. 

A magistrada atacou a postura da empresa em relação aos pedidos da Justiça. Segundo ela, foram três tentativa de acessar as informações.

“Eles se colocam acima das leis do Brasil. O país está no segundo lugar no ranking de maior usuários no Whats no mundo inteiro. Então eles oferecem o serviço, lucram com isso e querem ficar às margens das nossas leis?”, indagou.

A juíza conta ainda que técnicos das polícias Federal e Civil afirmam que podem fazer esse desvio antes da criptografia utilizada no Whatsapp.

“Isso seria muito mais fácil, entretanto, a empresa alega que não é possível fazer isso. Se eles querem oferecer o serviço, tem que ter tecnologia para realizar o que pedimos e cumprir a decisão judicial, porque, se não fizer, isso é obstrução à Justiça.”

Sem dar detalhes da investigação, Daniela disse que a investigação em questão é sobre uma organização criminosa que age em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

“Temos que investigar o comando, porque a gente prende soldado do crime e em cinco minutos tem outro no lugar. Se não formos nos líderes, não contribuimos em nada para a segurança pública”, ressaltou.

A sociedade tem pensamento egoísta. Eu também uso o Whatsapp, mas as pessoas só pensam: ‘Como eu vou ficar sem meu zap?’. Elas têm que entender que as investigações são feitas para proteger a sociedade, que é a grande vítima desses crimes”

Daniela Barbosa,

Antes da decisão do bloqueio ser efetivada, foram feitas três notificações à empresa Facebook, responsável também pelo WhatsApp. “O primeiro comunicado foi destinado à empresa que representa o Facebook no Brasil, depois, duas intimações foram pessoais, na sede do Facebook, em São Paulo”, indicou Daniela. 

As reclamações dos usuários do aplicativo não fizeram a juíza se arrepender. “A sociedade tem pensamento egoísta. Eu também uso o Whatsapp, mas as pessoas só pensam: ‘Como eu vou ficar sem meu zap?’. Elas têm que entender que as investigações são feitas para proteger a sociedade, que é a grande vítima.”

Linha-dura
A fama de durona de Daniela lhe rendeu o apelido de Kate Mahoney, policial protagonista da série de TV “Dama de Ouro”, como informou a revista “Época”. Em outubro do ano passado, a juíza foi agredida durante uma fiscalização no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na Zona Norte do Rio (veja no vídeo acima reportagem da GloboNews da época).

Na ocasião, a magistrada teve a blusa rasgada, perdeu os óculos e os sapatos. Ela ainda foi impedida por um grupo de policiais presos de fazer a revista em uma das alas do setor E. Em suas visitas, ela verificou e proibia regalias aos detentos. O BEP foi fechado e transferido para outra cadeia, em Niterói.

Foi Daniela também quem condenou Thor Batista a pagar R$ 1 milhão pela morte de um ciclista no Rio. O filho de Eike Batista teve que prestar serviços comunitários e ficar sem dirigir por dois anos após ser condenado pelo atropelamento, que aconteceu em março de 2012, na Rio-Petrópolis.

Outro caso que teve resolução nas mãos da magistrada foi a cassação do ex-prefeito de Teresópolis Mario Tricano, após ele fraudar regras de campanha. Na época, ela era juíza de Fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral. Mário também ficou inelegível por abuso de poder econômico após um embate com Daniela.

Professora é morta a tiros ao deixar escola em Caxias

A professora Marta Ribeiro dos Santos Alves foi assassinada quando deixava a Escola Municipal Fuzileiro Naval Eduardo Gomes de Oliveira em Duque de Caxias na noite de terça-feira (26).

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O crime aconteceu por volta das 20h e a polícia investiga se foi tentativa de assalto ou os criminosos passaram atirando pelo local. O caso está com a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que realizou a perícia no local.

Pelas redes sociais, colegas de profissão lamentaram a trágica morte de Marta Ribeiro. “O coração de nós professores hoje está em luto! Especialmente da Rede Municipal de Duque de Caxias pelo assassinato de uma colega de profissão na saída da escola em que trabalhava”. “Os tiros que nesta noite acertaram uma professora que lecionava há 20 anos na única escola do bairro, feriram a toda uma sociedade. Cada morador, cada aluno, ex-aluno, cada pai e mãe, sentiram estes mesmos tiros”.

Uma ex-aluna da vítima também usou a rede social para comentar o assassinato da noite de terça-feira em Duque de Caxias. “Estou arrasada. Ela já me deu aula e não acredito que logo ela, um amor de pessoa”, lamenta.

 

Criminosos ateiam fogo a carros de PMs na Zona Norte

Ao todo, três veículos foram incendiados na madrugada deste domingo

 

Na madrugada deste domingo (23), por volta de 1h30, policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista/Méier, na Zona Norte do Rio, e criminosos entraram em confronto. Como resultado, três carros particulares de policiais militares foram incendiados.

De acordo com o comando da UPP, até o momento não há registro de feridos. O policiamento foi intensificado e buscas estão sendo realizadas à procura dos suspeitos.

O caso foi registrado no 25º Departamento de Polícia, no Engenho Novo. A UPP Camarista/Méier foi instalada na região em dezembro de 2013, mas moradores ainda convivem com confrontos frequentes.