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Marinha encontra 9º corpo após naufrágios em Itaguaí

Duas vítimas foram encontradas neste domingo; três pessoas ainda estão desaparecidas. Dois barcos com 21 tripulantes afundaram na madrugada de sexta-feira na Baía de Sepetiba

G1 – Mais uma vítima dos naufrágios na Baía de Sepetiba, perto do Porto de Itaguaí, foi encontrada pela Marinha. Com os dois corpos achados neste domingo (10), chega a nove o número de mortos no acidente com duas embarcações, na madrugada de sexta-feira (8).

Três pessoas ainda estão desaparecidas, segundo a Marinha. Outras nove foram resgatadas com vida e estão fora de perigo.

As buscas foram realizada com o auxílio de um aparelho sonar (Side Scan). A nova vítima foi achada a cerca 300 metros de distância da embarcação naufragada Lucas Mar, achada no sábado, com auxílio de pescadores, a uma profundidade de 8 metros na área da Baía de Sepetiba. A outra embarcação naufragada, a Milemar, foi localizada ainda na sexta-feira.

“A Marinha se solidariza com os familiares das vítimas e continua envidando esforços nas buscas dos desaparecidos, atuando com cinco embarcações, uma aeronave, mergulhadores, equipamento de busca sonar e com o navio-patrulha Guaporé”, diz nota enviada pelos militares no fim da tarde de domingo.

As causas da ocorrência e as responsabilidades dos envolvidos serão apuradas em inquérito já instaurado pela Marinha do Brasil.

Fonte: G1

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Polícia vai investigar caso de corpos armazenados inadequadamente no Rocha Faria

Agência Brasil

A Polícia Civil vai investigar o caso envolvendo 63 corpos encontrados em condições inadequadas no necrotério do Hospital Municipal Rocha Faria, durante investigação realizada no último dia 10, pela Ministério Público do Rio de Janeiro. Entre os 63 corpos encontrados 36 eram de bebês.

Segundo informações da Polícia Civil, a 35ª Delegacia Policial (Campo Grande) já instaurou procedimento para apurar o caso. Segundo a assessoria de imprensa da polícia, oficialmente a corporação não recebeu nenhuma informação, admitindo que tomou conhecimento do caso pela imprensa.

Na avaliação da Polícia Civil, “pode ter havido alguma responsabilidade criminal, mas também pode ser um caso de responsabilidade apenas administrativa. O Ministério Público é quem vai definir pela responsabilidade criminal, a tipificação”

Neste final de semana, a Secretaria de Saúde do Município começou a enterrar os corpos, que estariam abandonados e em condições de higiene precárias. Procurada pela Agência Brasil, a secretaria não comentou o assunto até a publicação do texto.

Vistoria

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Capital instaurou inquérito civil com o objetivo de apurar “supostas deficiências na prestação de serviços de saúde” pelo Hospital Municipal Rocha Faria.

Na vistoria realizada no último dia 10 no necrotério do Rocha Faria foram constatadas diversas irregularidades, como péssimas condições de higiene e limpeza do necrotério, que apresentava forte odor; a existência de câmara frigorífica com nove portas funcionando precariamente; corpos armazenados por um período de tempo inexplicavelmente longo, sendo o mais antigo com óbito de 2011, apesar de terem sido expedidas guias de sepultamento para 14 destes corpos, que ainda estariam sem previsão de sepultamento.

A vistoria do MP constatou que os 36 corpos de fetos encontrados “estavam mal acondicionados nas câmaras frigorificas, muitos deles em meio líquido devido ao deficiente funcionamento das câmaras frigoríficas, inadequadamente identificados e com partes moles amorfas, alguns datados no período de 2012 a 2015”.

O Ministério Público determinou que a Secretaria Municipal de Saúde busque, “com urgência, em contato com o Gate-Saúde, obter e juntar cópias de todas as informações técnicas referentes às vistorias realizadas no Rocha Faria e deu prazo de cinco dias para que o Secretário Municipal de Saúde informe o que pretende fazer com a gestão do Hospital e que medidas tomará com relação às informações constatadas pelo MP.

 

Perícia identifica 11 corpos em acidente em Paraty

G1

A perícia identificou onze corpos das vítimas do acidente de ônibus em Paraty, no sul do Rio de Janeiro. A tragédia deixou 15 mortos e feriu mais de 60.

Foram identificados os corpos da doméstica Vanilda Santana Moura, de 62 anos; da estudante de Direito Juliana Rocha Medeiros dos Santos, de 26 anos; de Thalita Amâncio, que chegou a ser levada para um hospital para passar por uma operação, mas não resistiu; da estudante de publicidade Gabriele Matheus de Macedo, de 21 anos; de Bruno Mariani da Silva, de 26 anos; da estudante de pedagogia Kathlynn Fernandes Xavier, de 18 anos; e do casal Robson Antunes Braga, de 52 anos, e Cláudia Maria Arruda, de 54 anos.

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Sobreviventes falaram sobre o acidente: “O ônibus estava bastante cheio, tinha bastante gente em pé. Ele começou a correr naquele momento. Eu percebi que ele estava com uma velocidade alta demais para fazer curva ali, que ele não ia dar conta de fazer. Mas no momento que eu percebi que a velocidade dele estava alta, ele já tombou”, afirmou Silvio Jui.

“Pneu careca. Eu desci pelo lado da roda e vi que estava careca. Não tinha freio. Na primeira descida que ele pegou, ele perdeu. Ele gritou ainda que não tinha freio, três vezes ele disse. Ele falou: ‘não tem freio, não tem freio’. Então, talvez ele tenha feito essa opção de jogar o carro para o lado direito que era um barranco. Se fosse para o esquerdo, era um abismo. Aí iam morrer todos”, contou Sandra Landi, que também estava no ônibus.

Parentes e amigos foram até o Instituto Médico Legal para reconhecer as vítimas.

“Meu filho deixou dois filhos: uma criança de três meses e um menino de seis meses. O filho dele está para ser operado agora dia 17 e meu filho está ali dentro. Você entende a noção de  ver meu filho, um rapaz de 26 anos, que tinha sonhos na vida, de conhecer Trindade, como todo mundo tem o sonho de conhecer Trindade, e sair daqui dentro de um caixão?”, lamentou Iara Cristina da Silva, mãe de Bruno Mariani da Silva.

“Feriado prolongado, ela sempre vinha. Dessa vez aconteceu isso. Eu estava desesperado, mas pensando que não ia ser ela. Minha filha única, estava se formando em Direito. Eu não sei o que fazer”, disse Valdemar Medeiros, pai de Juliana Rocha Medeiros.

O acidente aconteceu no fim da manhã desse domingo (6). O ônibus saía de Paraty e ia em direção a Trindade. O veículo tombou em um trecho conhecido como “Deus me livre”. O delegado que comandou o início da investigação, Márcio Teixeira de Melo, disse que todos os equipamentos encontrados no ônibus serão periciados, inclusive o contador, o aparelho que conta quantas pessoas entraram no ônibus. Ele afirmou que havia um excesso no número de passageiros, já que o documento do ônibus mostrava que a capacidade máxima era de 45 pessoas e o veículo circulava com 81.

A investigação é comandada agora pelo delegado João Dias, de Paraty, que disse que o laudo com a perícia deve ficar pronto em até 30 dias. Ele disse que vai intimar os sobreviventes para esclarecer o que aconteceu.