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Falta de organização e segurança contrastam com bons shows na Expo de Itaguaí

Cantores foram a parte positiva  do evento marcado pela falta de organização e desrespeito com os frequentadores

 

Principio de incêndio em um dos telões do palco, relatos de assaltos dentro do evento e muita confusão na entrada principalmente no sábado e no domingo, acabaram ofuscando o entusiasmo dos cantores que se apresentaram na Expo Itaguaí 2017.

A maior festa da cidade de Itaguaí e que comemora anualmente o aniversário da cidade, pelo visto foi uma responsabilidade acima da capacidade da empresa responsável pela organização do evento. A prefeitura de Itaguaí, tradicional organizadora da festa, concedeu a uma empresa privada a condução do evento. Do primeiro ao último dia, dezenas de relatos deram conta de problemas dentro e na entrada da mais badalada festa da região.

No primeiro dia, uma frequentadora testemunhou que 20 pessoas foram assaltadas, sendo 3 seus amigos e a segurança do evento responsabilizava a polícia militar que por sua vez fazia o mesmo com a segurança do evento segundo ela.

https://m.facebook.com/expoitaguai2017/posts/1476048162456827?pnref=story

Ainda no primeiro dia, a justiça havia proibido a entrada de menores de 18 anos. Para se chegar ao veredito, a juíza Bianca Paes Noto do cartório da Vara de Família, infância e juventude e do idoso da Comarca de Itaguaí, levou em consideração a precariedade da saúde pública do município, em especial do hospital municipal São Francisco Xavier. Segundo a juíza, no pedido de alvará de autorização para entrada e permanência de crianças e adolescentes durante o evento, a empresa MRC ENTRETENIMENTO E EVENTOS LTDA, de nome fantasia VIVERE, responsável pela organização da festa, não ofereceu no requerimento onde pedia essa autorização, as condições mínimas sobre as medidas que seriam adotadas para manter a integridade física dos participantes. A justiça, mencionou que tal evento realizado anualmente e divulgado amplamente nas mídias, requer um forte aparato de segurança e a manifestação dos órgãos de segurança são imprescindíveis para analise e o deferimento deste alvará. Algo não apresentado de forma consistente pela organizadora do evento.

Contudo, os organizadores conseguiram tal autorização no dia seguinte e os menores puderem entrar. Com o acesso garantido, se viu muitos adolescentes com bebidas alcoólicas e a falta de uma fiscalização sobre isso e demais assuntos pertinentes aos menores foi evidenciada.

Os dias que se sucederem não foram muito diferente. Muitos frequentadores relataram nas redes sociais que foram assaltados dentro do parque de eventos e nas imediações da festa. No sábado, uma fila gigantesca na entrada fez com que muitas pessoas desistissem de entrar. Faltando ainda duas horas para o horário marcado limite para a entrada gratuita, grades foram postas para dificultar o acesso. O mesmo ocorreu no domingo e de forma ainda mais desrespeitosa. A entrada para a área que levava ao acesso ao portão principal, media menos de 2 metros de largura para um contingente de  quase mil pessoas a cada meia hora que se aglomeravam e se espremiam sem ter como voltar caso quisessem e há relatos de alguns pisoteamentos. Também no domingo sem maiores explicações, a organizadora do evento resolveu antecipar em uma hora o horário limite para a entrada  gratuita pegando todos de surpresa. Aliás, os valores dos ingressos subiram de forma espantosa.

Aglomeração ocasionou empurrões e temor logo na entrada

Entrada à direita da foto, era um funil de menos de 2 metros. Frequentadores levaram em média 40 minutos para entrar, após sofrerem com empurrões e tumulto

Muitos frequentadores reclamaram nas redes sociais

“Absurdo!!!
Entrada para “expo” era gratuita até às 18:00. Antes das 17:00 ninguém entrava sem ingresso, e isso é valor de ingresso ?
E os pais que querem levar as crianças no parque e não querem ver o show?” Um comentário referente a antecipação do horário limite de entrada gratuita.

Foi possível notar claramente, a falta de um contingente maior de funcionários para organizarem todo o processo de entrada no Parque, em especial antes do portão principal. Os poucos que ali estavam, mostraram muita educação e profissionalismo. No entanto, a demanda carecia de um grupo bem maior.

Mas, o que entristeceu muitos frequentadores, foi a festa de exposição não ter exposição.  A festa tem a tradição de exposição de animais e de várias obras artesanais, além claro do rodeio entre outros, algo inexistente este ano.

 

Os shows

Os cantores foram a parte positiva da Expo Itaguaí. Todos eles se esforçaram e com entusiasmo conquistaram o público. Contudo, o show mais esperado, o das cantoras sertanejas  Maiara e Maraisa realizado no domingo, foi alvo de um incidente. Um princípio de incêndio atingiu uma parte da estrutura do palco na parte superior de um dos telões. O show, usa muitos efeitos pirotécnicos e as chamas começaram justamente no local onde saíram alguns pequenos artefatos. Os seguranças das cantoras apagaram o princípio de incêndio.

Cantora pede calma ao público para que o incidente seja resolvido

Vídeo mostra cantora pedindo ajuda aos Bombeiros e ao publico presente para que se afastasse do local

Falando em telões, foi no mínimo frustrante a falta de bom senso dos organizadores de ao invés de exibirem os shows nos telões, afinal, são milhares de pessoas e a visão para o palco não contempla à todos, ter usado o espaço apenas para propagandas incessantes de seus patrocinadores. Foi sem dúvidas a pior exibição de shows da história.

A falta de segurança no município é algo cada vez mais grave e a Expo 2017 foi apenas mais uma forma de delitos para ações de bandidos que tomam conta de toda a cidade. No sábado, dois policiais ficaram desaparecidos em uma favela da cidade após trocarem tiros com bandidos. Após centenas de policiais serem mobilizados, os dois foram resgatados com vida.

 

Veja mais:

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/07/05/expo-de-itaguai-proibida-para-menores-de-18-anos/

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/07/09/apos-sumico-policiais-sao-resgatados-em-favela-de-itaguai/

 

Protesto no Rio termina em confronto em frente à Central do Brasil

O protesto contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro terminou em confronto entre alguns manifestantes e a Polícia Militar (PM) ontem (8), na Central do Brasil, centro da capital fluminense.

A confusão começou no fim da tarde e a entrada da Central chegou a ser fechada por alguns minutos. Por volta das 21h, o cenário do lado de fora da estação era de guerra, com objetos queimados e novo confronto entre a cavalaria da PM e manifestantes. Alguns participantes do protesto foram detidos.

O tumulto começou quando bombas caseiras foram atiradas por manifestantes na Avenida Presidente Vargas. Eles também jogaram pedras nas instalações da Guarda Municipal e nos guardas que estavam no interior do prédio, que fica em frente à estação de trens. A polícia respondeu com bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio.

Passageiros e manifestantes correram para dentro da central de trens para fugir da fumaça. Apenas uma das entradas da Central do Brasil permanece aberta.

Protesto pacífico

A manifestação começou pacífica, com milhares de pessoas reunidas por volta das 18h na Cinelândia. A multidão seguiu até a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e de lá decidiu ir para a Central do Brasil.

O gestor ambiental Carlos de Oliveira, 34 anos, foi para o protesto de bicicleta. “Uso a bicicleta para trabalhar, mas infelizmente tenho que pagar passagem, porque moro em Niterói e preciso das barcas. E a passagem vai subir para $5,90. É um absurdo. Não vou ter como vir”, disse.

O estudante Gabriel Gomes,18 anos, chegou cedo com um grupo de amigos do movimento punk. “Vim aqui para lutar pelos nossos direitos, porque aumentar a passagem é uma violação do bolso do trabalhador, porque a população fica à deriva, não vê as melhorias”.

O ajuste tarifário das passagens não foi o único tema abordado no protesto. A defesa do direito de manifestação, os gastos públicos com as Olimpíadas e a violência policial também foram assuntos criticados em cartazes, músicas e palavras de ordem durante a manifestação.

Prestes a completar 90 anos na semana que vem, o fotógrafo aposentado José Galhassi de Oliveira se juntou ao grupo para protestar contra a corrupção. “A corrupção atinge os três poderes. A única solução para o Brasil é uma revolução, porque votar em qualquer deputado hoje é ser cúmplice do roubo que ele cometerá”, defendeu ele, que já foi preso e torturado durante a ditadura militar por ser contra o regime.

Reportagem: Agência Brasil

Em São Paulo o clima também foi tenso

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                                   Foto: NILTON FUKUDA / ESTADÃO CONTEÚDO

O ato contra o aumento das passagens de transporte coletivo em São Paulo foi marcado por tumulto no centro da capital paulista, onde manifestantes e policiais militares se enfrentaram. Manifestação foi dispersada por voltas das 19h30min. A chamada “tropa do braço”, da Polícia Militar (PM), escoltou os black blocs. Os jovens vestidos de preto receberam orientações para ficarem juntos do ato para não serem presos.

— Eles querem envelopar o black bloc, pegar todo mundo. Por isso, não podemos desgarrar. Se a PM pegar um, vai ter briga e é tudo que a polícia quer para aparecer na televisão — afirmou um deles, que usa um rádio para se comunicar com outros integrantes do ato.

Com o slogan “R$ 3,80 o povo não aguenta” em frente ao Teatro Municipal, no centro de São Paulo, o Movimento Passe Livre (MPL), coletivos estudantis, secundaristas que participaram das ocupações em escolas, juventude de partidos políticos de esquerda e o Sindicato dos Metroviários iniciaram, às 17h desta sexta-feira, o ato contra os reajustes nas tarifas de ônibus, trens e metrô.

A Polícia Militar levou três ônibus cheios de policiais para o Viaduto do Chá, no Vale do Anhangabaú. Segundo Vitor dos Santos, porta-voz do MPL, o foco da manifestação é a revogação dos novos preços que começam a valer neste sábado.

— Os políticos falam que a decisão é técnica, mas beneficia mais os empresários do que a população. Eles têm que tirar dinheiro dos ricos, não do povo que faz girar essa cidade. É o rico que tem que financiar o transporte e não o contrário.

Ao menos um policial militar e um manifestante ficaram feridos. O PM tinha o rosto ensaguentado, enquanto o manifestante foi aparado por colegas aparentemente com um ferimento na barriga.

A confusão começou na confluência da Avenida Tiradentes com a Avenida 23 de maio, sob o Terminal Bandeira, exatamente quando manifestantes ocuparam a Tiradentes no sentido da Zona Norte. Não se sabe ainda o que causou a confusão, mas a Polícia Militar jogou bombas de efeito moral. Um carro da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foi destruído por mascarados. O para-brisa foi quebrado e o retrovisor esquerdo foi arrancado a chutes. Um veículo ficou no meio da passeata, começou a dar ré entre os manifestantes e a polícia partiu pra cima quando eles pularam a mureta.

A confusão se espalhou pela Ladeira da Memória e nas entradas no Metrô Anhangabaú e do Terminal Bandeira. Várias pessoas se protegeram na entrada dos terminais. Policias militares usaram bombas de efeito moral e bombas de gás lacrimogêneo, enquanto manifestantes mascarados responderam com garrafas e pedras. Orelhão em frente ao Terminal Bandeira foi depredado.

* Agência Estado

Trânsito intenso, tumulto, insegurança e medo marcam o penúltimo dia da Expo Itaguaí 2015

O penúltimo dia da maior festa Country do Rio de Janeiro, também foi um dos piores momentos para muitos frequentadores do evento. Os organizadores parecem não ter imaginado a quantidade de pessoas que poderiam comparecer a festa e não estavam nitidamente preparados para a superlotação que ocorrera.

Todos os anos, a Expo Itaguaí, tem seu maior público notadamente aos sábados. Já presenciamos em alguns anos uma lotação ao evento nesses dias. Mas na noite de sábado para domingo deste ano foi uma das maiores da história. Pessoas passando mal, roubos de celulares e carteiras,  pessoas perdidas foi o que mais se viu nessa noite. O tumulto se intensificou entre meia noite e uma e meia da manhã. Para piorar, a segurança e revista feita na entrada do evento e o controle da entrada de menores como de praxe, não estava sendo feito nesse horário como nos dias anteriores.  Qualquer um poderia entrar armado que ninguém revistaria. Possivelmente foi isso que ocorreu, pois muitas pessoas reclamaram nas redes sociais que foram assaltadas tendo seus pertences levados. Pudemos presenciar pessoas passando mal por conta da superlotação, brigas e um principio de  incêndio em um problema elétrico em uma das barracas.  Vimos também muitos pais irresponsáveis entrando com crianças menores, algumas delas em carrinhos de bebê. Já outros, tentavam sair e não conseguiam, muitos com crianças, pois foram mais cedo já imaginando a lotação. As pessoas não conseguiam sequer usar seus aparelhos de celular, pois nenhuma das operadoras estava funcionando adequadamente, tornando ainda mais difícil achar alguém perdido na festa.

O que mais nos preocupa, além da suspensão da segurança na entrada do evento, foi a falta de policiamento nesse local, onde há o afunilamento de pessoas. A sensação era de que a qualquer momento algo muito grave iria ocorrer. O pânico tomou conta de muita gente, que quando viu o tamanho do problema, deu meia volta e retornou para casa. Já para outros que não tiveram escolha, ficaram espremidos e levaram mais de 2 horas para sair do local.

Mais cedo, presenciamos o congestionamento da Rio – Santos e em outras vias que dão acesso a cidade, pois muitas pessoas se deslocavam para a festa.

As perguntas que ficam no ar são… A segurança que estava ocorrendo nos outros dias na entrada do evento, foi retirada no pior dia e horário de movimentação de pessoas por qual motivo? E, se a segurança foi retirada, porque não havia nenhuma viatura policial na entrada da festa?

Aguardamos respostas dos órgãos competentes…

Foto de capa extraída das redes sociais.