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Botafogo é campeão Carioca 2018

Vasco é vice de novo e único time grande do Rio a não levantar taça nenhuma em 2018, sendo o grande derrotado do campeonato

 

Há coisas que só acontecem com o Botafogo. E quem disse que o clichê só vale para momentos ruins? Com pênalti não marcado, sofrimento até o último minuto e dois heróis estrangeiros, o Glorioso despachou o Vasco neste domingo, no Maracanã, e se sagrou campeão carioca em grande estilo. Joel Carli, aos 49 minutos do segundo tempo, garantiu o 1 a 0 no tempo normal e levou a decisão para os pênaltis. Aí, um roteiro que o torcedor alvinegro já se acostumou se repetiu: Gatito Fernandéz garantiu o troféu ao defender as cobranças de Werley e Henrique.

DESTAQUE

O ESPECIALISTA

Mais do que o alívio pelo gol de Carli no minuto final do tempo normal, o torcedor do Botafogo foi para a decisão por pênaltis confiante. Com Gatito Fernandez, havia quase que uma certeza de ao menos uma defesa na série contra o Vasco. E assim foi! Herói na Libertadores de 2017, o goleiro paraguaio manteve a média e defendeu as cobranças de Werley e Henrique, garantindo o troféu. Agora, são impressionantes dez defesas em 19 pênaltis com a camisa alvinegra.

A PRIMEIRA VEZ…

O título carioca foi ainda mais especial para Joel Carli. E não somente pelo gol decisivo marcado no lance final da partida. O troféu erguido no Maracanã foi o primeiro da carreira do zagueiro argentino de 31 anos. Antes de chegar ao Botafogo, ele tinha passado por Aldosivi, Deportivo Morón, Gimnasia La Plata e Quilmes, todos de seu país.

CUSTOU CARO

Com a vantagem do empate, o Vasco começou melhor a partida diante de um Botafogo ansioso, desperdiçou chance clara com Riascos, parecia ditar o ritmo, mas viu tudo mudar com a expulsão de Fabrício. Aos 36 do primeiro tempo, o lateral fez falta em Luiz Fernando e recebeu o vermelho direito, forçando sua equipe a praticamente só se defender nos 55 minutos seguintes. Zé Ricardo fechou o time, terminou o jogo com quatro zagueiros, mas foi castigado no minuto final.

PRIMEIRO TEMPO

Intensidade, expulsão e casa cheia. Vasco e Botafogo não primaram pela técnica, mas não faltaram ingredientes para valorizar o clima de final no Maracanã. Os primeiros 45 minutos foram marcados por equipes que se mandaram para o ataque como podiam. Em desvantagem, o Glorioso tentava adiantar a marcação e pressionar, oferecendo espaços para um adversário que entrou em campo com quatro laterais de ofício, abrindo o campo para explorar a velocidade dos contragolpes. Com a obrigação de fazer um gol, o Botafogo se mostrou ansioso em alguns lances, enquanto o Vasco criava as melhores oportunidades.

 

Riascos desperdiçou chance clara após vacilo de Gatito em chute de fora da área de Pikachu. Bem postado, os vascaínos conseguiam ditar o ritmo do jogo. Até que o panorama mudou com a expulsão de Fabrício. O lateral recebeu o vermelho direto após falta em Luiz Fernando, que teve que sair da partida, aos 36. Foi quando o Glorioso passou a encontrar mais espaços, principalmente pelos lados, mas faltou criatividade.

SEGUNDO TEMPO

Com um a mais, Alberto colocou o time no ataque: sacou Marcelo e apostou em Kieza. Na base do abafa, o Glorioso esboçou uma pressão, mas faltava criatividade. A solução foi apelar para o chuveirinho, mesmo diante de um adversário que terminou a partida com quatro zagueiros em campo. Quando os botafoguenses conseguiam finalizar, esbarravam em Martín Silva. O uruguaio interceptou cruzamentos e fez boas defesas em conclusões de Brenner e Kieza.

 

Em uma das bolas alçadas na área, polêmica: Galhardo puxou Carli pela camisa e o impediu de disputar a jogada. Muita reclamação dos alvinegros, mas nada marcado. Para Arnaldo Cézar Coelho, comentarista da TV Globo, pênalti claro. O Botafogo não desistia e seguia com bolas aéreas. E assim foi recompensado quando a torcida do Vasco já ameaçava gritos de campeão. Aos 49, após a expulsão de Valencia, bate-rebate na área culminou na finalização de Carli. Gol! E o título carioca foi para decisão por pênaltis.

Taças do Rio

Com o campeonato Carioca conquistado após um torneio confuso por seu regulamento, o Glorioso levantou a taça mais importante do estado. Antes, o Flamengo foi campeão da Taça Guanabara e o Fluminense campeão da Taça Rio. Restou ao Vasco ser o único time grande do Rio a terminar o Carioca de mãos vazias, sem sequer vencer um turno. Dos grandes o Vasco foi o grande perdedor este ano.

 

COMO FICA?

O Botafogo volta a ser campeão carioca depois de cinco anos e agora acumula 21 títulos da competição. Com 34, o Flamengo é o maior vencedor, seguido por Fluminense (31) e Vasco (24).

QUE VENHA O BRASILEIRÃO!

Campeão carioca, o Botafogo estreia no Campeonato Brasileiro na segunda-feira, dia 16, diante do Palmeiras, no Engenhão, às 20h (de Brasília) – antes, encara o Audax Italiano, quinta-feira, às 19h15, em Santiago, pela Copa Sul-Americana. Domingo, o Vasco recebe o Atlético-MG, às 16h, em São Januário.

Com Globoesporte.com

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MPF pede condenação de Pezão por improbidade quando era prefeito de Piraí

Agência Brasil

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O Ministério Público Federal (MPF) quer a condenação do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, por improbidade administrativa praticada por ele quando era prefeito de Piraí, município do Vale do Paraíba, entre 1997 e 2004.

 

O pedido consta de recurso especial apresentado pelo procurador Carlos Alberto Aguiar, da Procuradoria Regional da 2ª Região (PRR2) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

Na ação, que também acusa o ex-secretário municipal de administração, Paulo Maurício Carvalho de Souza, o procurador aponta a compra por licitação, sem tomada de preços de mercado, de um veículo adaptado em ambulância. Para o procurador, a operação causou prejuízo de R$ 14,2 mil em valores da época, ainda sem atualização monetária.

 

“[A compra] envolvia verbas do SUS [Sistema Único de Saúde] que foram repassadas para o município para aquisição da ambulância. Houve o repasse da verba que permitiria a compra da ambulância e essa ambulância foi comprada seguindo uma licitação inapropriada. Isso gerou um superfaturamento, um pagamento a mais e, por conta disso, o Ministério Público interpôs a ação de improbidade”, disse Aguiar.

 

Revisão da sentença

 

Segundo o procurador, a decisão de entrar no STJ veio após a absolvição parcial de Pezão na primeira instância e no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Aguiar espera que o STJ reforme a decisão na ação de improbidade proposta pelo MPF, que pede o pagamento pelo dano e a cassação dos direitos políticos do governador.

 

“O processo impôs apenas a multa pecuniária, que é o ressarcimento ao erário, e em relação aos outros pedidos julgou improcedente. O Ministério Público recorreu, o tribunal é que absolveu por completo. Essa decisão, ao nosso entender, deu interpretação indevida à lei de improbidade e por isso interpusemos o recurso especial”, disse.

 

Antes de chegar ao STJ, o TRF2 vai analisar se o recurso especial pode ser admitido. Segundo Aguiar, não é possível afirmar em quanto tempo o STJ decidirá sobre o caso, mas, segundo ele, se o recurso especial for atendido com a alteração das sentenças anteriores, Pezão pode ter os direitos políticos suspensos. “Se houver esta reforma é possível sim que ele seja compelido a pagar, e é possível também, que ele perca dos direitos políticos”.

 

Defesa

 

O governo do Rio de Janeiro informou que Luiz Fernando Pezão está internado para tratar de um câncer do sistema linfático, que interfere na defesa do organismo, e não vai se manifestar sobre o recurso do MPF contra ele.

 

Pezão está no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, zona sul do Rio, sem previsão de alta.