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Beija-flor é campeã do carnaval Carioca 2018

A voz do povo venceu no carnaval do Rio.Escolas que fizeram críticas a corrupção e ao presidente Temer ficaram respectivamente em primeiro e segundo lugar. Beija-Flor e “os filhos abandonados da pátria que os pariu” levou o título em 2018 com a Tuiuti em segundo que criticou duramente o governo Temer.

A Escola, que levou seu décimo quarto título do carnaval fechou o último dia de desfiles na Sapucaí, levou a intolerância e a corrupção para a avenida. Em uma disputa apertada com Paraíso do Tuiuti, Salgueiro,Portela e Mocidade, a escola de Nilópolis chegou no último quesito samba enredo na briga direta com o Salgueiro e acabou levando a melhor no final da disputa.

Seguindo os passos de outras escolas que politizaram a Sapucaí, como Paraíso do Tuiuiti e Mangueira, na segunda-feira 12 foi a vez da Beija-Flor de Nilópolis fazer a sua crítica à política nacional. Última a cruzar a avenida, a escola optou por fazer um paralelo entre Frankstein, romance de Mary Shelley que completa 200 anos e as mazelas brasileiras.

A partir do samba-enredo “Monstro é aquele que não sabe amar. Os Filhos Abandonados da Pátria que os Pariu”, a escola resgatou o romance, essencialmente o fato de Frankstein ser lançado à própria sorte depois de criado, para questionar quem são os abandonados dessa pátria, quem são os que abandonam os filhos à própria sorte?

As 36 alas buscaram refletir as desigualdades sociais, a falta de respeito e amor com o que é diferente. A ala “Imposto dos Infernos”, por exemplo, trouxe a crítica à taxa cobrada desde o ciclo do ouro e relembrou o Brasil como o país que tem maior a carga tributária. Já a ala “Corte da Mamata – Quadrilha no poder” trouxe os passistas como ratos e abutres para mostrar os interesses dos líderes políticos. A corrupçãotambém foi destaque na avenida, satirizada com colarinhos brancos e caixas de pizza.

A escola também não deixou de lado temas como a violência no Rio de Janeiro, a morte de policiais, a intolerância religiosa e das torcidas de futebol. O carro “A Intolerância”, por exemplo, fez menção a questões como xenofobia, preconceito, discriminação, feminicídio, racismo, rancor e homofobia. A cantora Pablo Vittar representou a luta contra a intolerância de gênero e Jojo Todynho a luta pela intolerância racial e xenofobia.

O desfile da escola agradou a arquibancada, repercutiu positivamente nas redes sociais e agradou os jurados que elegeram a Beija- Flor campeã em 2018.

Paraíso do Tuiuti

Com o enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, a Paraíso do Tuiuti, do carnavalesco Jack Vasconcelos trouxe críticas a reforma trabalhista em seu desfile na madrugada de segunda (12). No último carro, um componente viveu um “presidente vampiro” do neoliberalismo.

O vampiro foi representado pelo professor de história Léo Morais no último carro da escola o navio ‘neo tumbeiro’. Leo trabalha como assistente do carnavalesco Jack Vasconcelos, que o convidou para representar o personagem no desfile. Leo não admite abertamente que o vampiro é o Michel Temer, mas afirma que é a favor dos protestos contra o presidente.

Outra crítica do carnavalesco foi colocar na avenida uma ala com fantasias de ‘manifestantes fantoches’, ironizando manifestantes que pediram impeachment.

1º Beija-Flor – 269,6

2º Paraíso do Tuiuti – 269,5

3º Salgueiro – 269,5

4º Portela – 269,4

5º Mangueira – 269,3

6º Mocidade Independente de Padre Miguel – 269,3

7º Unidos da Tijuca – 269,1

8º Imperatriz – 268,8

9º Vila Isabel – 268,1

10º União da Ilha – 267,3

11º São Clemente – 266,9

12º Grande Rio – 266,8

13º Império Serrano – 265,6

Grande Rio e Império Serrano foram  rebaixadas ao grupo A.

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Diretor da Beija-Flor denuncia armação na apuração do Carnaval

Laíla, da Beija Flor: ‘Graças a Deus a Mangueira venceu’

O Dia

Laíla, braço direito de Anísio Abraão Davi (presidente da Beija Flor), conversou ontem com a coluna e pôs fim ao mistério do não comparecimento de um dos jurados do quesito bateria, Fabiano Rocha. Laíla revelou que foi um áudio que recebera dias antes em que Fabiano dizia que tiraria pontos da Beija Flor, do Salgueiro e da Imperatriz. E o todo-poderoso da escola de Nilópolis não para por aí. Ele ainda garante que existe um esquema de favorecimento da Unidos da Tijuca, comandado, segundo ele, pela ex-jurada Sulamita Trzcina. Confira a entrevista bombástica
As notas mais baixas da Beija Flor vieram em quesitos como enredo. Você considera que foi um erro escolher este enredo sobre Marquês de Sapucaí?
Não considero, acho que foi um enredo que nós contamos a história do palco onde grandes escolas se apresentam, com fundamento fantástico e de uma participação muito grande politicamente lá na época do império até a chegada de hoje, então, para mim, o enredo foi bem escolhido, ele foi mal julgado.

Em bateria, pareceu estranho vocês ganharem 9,8 sendo que o mesmo quesito ganhou o Estandarte de Ouro…
Deixa eu te explicar, teve uma nota 9,9 que a pessoa que julga há não sei quantos anos sempre nos deu dez, que foi o Claudio Mateus, ele deve ter a justificativa dele plausível para a nota. Os outros que entraram novos, a gente sabia que ia acontecer isso,tanto é que teve essa sujeira do cara que esconderam (jurado que não julgou), a sujeira que ele tinha, porque teve a gravação que veio parar em minhas mãos dele falando para determinadas pessoas que as escolas que ele iria pegar seriam a Beija Flor, Imperatriz e Salgueiro, na certa insinuando outras coisas, isso foi levado ao Jorginho (Castanheira, presidente da Liga), que escondeu, mas foi realidade. Descobrimos um, mas sabíamos que tinham julgadores envolvidos e sabíamos o que poderia acontecer conosco. Desde o momento em que eu soube que era a tal da Sulamita (Trzcina, ex-julgadora) que estava escolhendo determinados novos nomes para julgar, eu sabia que a Tijuca estaria brigando o carnaval. Mas ninguém tem coragem de falar o que eu estou falando! Os novos jurados foram indicação dela para o presidente da Liga. Sendo assim, todo mundo sabia que a Tijuca estaria brigando o carnaval. Mas o tiro não saiu totalmente em benefício deles, saiu um pouco pela culatra, porque de repente a Mangueira ganhou por um décimo e os caminhos mudaram.

Fale mais sobre esse suborno que o jurado recebeu para prejudicar três escolas.
Eu não sei se foi suborno, mas a gravação chegou aqui para gente, ele citando exatamente o nome dessas escolas de samba Beija Flor, Salgueiro e Imperatriz. Chegou essa denúncia aqui para gente e o presidente (Anísio) tomou as devidas providências, passando para o presidente da Liga e apresentando para ele e a gente já sabia que ia rolar, e as escolas que ele havia dado dez no ano passado, ele não daria este ano e essa gravação está com o presidente da Liga.

A Mangueira veio simples, compacta, mas arrebatou o coração dos jurados com o enredo sobre Bethânia. Como você avalia a vitória da Mangueira?
Eu não vi a Mangueira, mas eu antes tinha falado para todas as pessoas que a Mangueira tinha um samba enredo belíssimo para desfile, para o carnaval. Se você notar, os caras (jurados) no domingo, eles deram 9,9 para a Beija Flor em tudo, no enredo. A única que ganhou nota dez, naquele dia, foi a Unidos da Tijuca. Tem coisas que a gente precisa ter coragem para tomar atitude , quando mudaram os jurados, eu conversei com o meu presidente, nós fizemos um relatório sobre as pessoas que estavam voltando e das pessoas que possivelmente estariam entrando. Eu fiz um relatório e entreguei a ele, porque essa senhora (Sulamita), com o filho, ela tem um poder dentro da Liga que a gente não entende, eles trocam o bloco de jurados e ela que escolhe, e era uma patota até o ano passado, agora eu quero que me dê uma explicação do porquê trocarem onze jurados. O carnaval do ano passado foi roubado para a Beija Flor? Isso eu quero saber e ninguém sabe explicar. Graças a Deus a Mangueira apareceu, porque senão o campeão seria a Tijuca, você pode ter certeza disso.

O resultado numa visão geral foi justo? Unidos da Tijuca merecia vir à frente da Portela e da Beija Flor? Seu quinto lugar foi merecido?
Tenho certeza que não. Na segunda feira, todo mundo me cumprimentava pelo desfile magnífico que a Beija Flor havia feito e que dificilmente ia aparecer uma escola que iria encostar na Beija Flor. O povo me parabenizando e não citaram em momento nenhum a Tijuca, e aí de repente você vê lá a Tijuca perder para Mangueira por um décimo! Então são coisas que precisam ser revistas, eu acho que a gente tem que brigar pela lisura do Carnaval. Quando a Beija Flor ganha sempre alguém arruma um jeito, ou porque fulano roubou, ou fulano ouviu isso, mas ninguém nunca comprovou nada contra gente. Mas contra esta senhora é tudo bem claro, todo mundo sabe da ligação dela com o Fernando (Horta, presidente da Tijuca). Isso é uma coisa muito ruim para o carnaval, a gente já vai para a avenida pensando que já pode perder o carnaval, as coisas tem que ser pensadas e repensadas, entendeu?

Quais são as propostas de enredo para 2017?
Por enquanto, nenhuma. Eu gostaria de fazer muito a história do meu patrono (Anísio Abraão Davi), daria um desfile belíssimo e mostraria o homem que ele é