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Tiroteio causa pânico no shopping Bangu

Vídeos mostram desespero dos clientes. Policial civil reagiu a roubo e trocou tiros com bandidos. Um cliente foi atingido no pescoço e levado para o Hospital Albert Schweitzer

Bandidos tentaram assaltar uma loja de celulares, no Bangu Shopping, na Zona Oeste do Rio, na tarde desta quarta-feira. De acordo com a PM, um policial civil estava dentro do estabelecimento e reagiu ao roubo. Houve troca de tiros e pânico no local. Um cliente foi atingido no pescoço e levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer.

Os disparos também atingiram as portas do shopping e os vidros das vitrines de outros estabelecimentos. Os bandidos conseguiram fugir. A corporação informou que policiais militares estão fazendo buscas pela região para tentar localizar os criminosos. A ocorrência foi encaminhada para a 34ª DP (Bangu).

Clientes assustados ouvem mais tiros e correm tentando sair do Shopping. Veja vídeo abaixo:

Por meio das redes sociais, testemunhas divulgaram vídeos e fotos mostrando o tumulto no momento do crime. “Bangu está cada vez mais perigoso. Nem ao shopping podemos ir mais”, lamentou um dos internautas. “Onde vamos parar com tanta violência?”, questionou outro.

A assessoria de imprensa do centro comercial destacou que o shopping está à disposição para colaborar com as investigações. A assessoria ressaltou que as lojas já estão funcionando normalmente.

Menino hostilizado por Cabral é hoje agente penitenciário de sua ala em Bangu

Retratos de um país manchado. O mundo dá voltas…

Agência Brasil

Um vídeo que circula na internet há mais de seis anos, que teve milhares de acessos e que provocou, inclusive, ameaças de morte ao autor das imagens mostra quem era Sérgio Cabral já na época em que ele ainda governava o Estado do Rio de Janeiro.

Ao visitar um Complexo Esportivo, Cabral ouve de um adolescente de 16 anos, identificado como Sergio Sandro Sorayo Sarmento da Silva Souza Seabra, algumas reivindicações para melhorar o funcionamento do local para os moradores. O então governador, ao lado de seu vice Luiz Fernando Pezão, hoje governador do estado, hostiliza o adolescente.

Lula e Cabral foram filmados esculachando o menino. Naquela época o vídeo foi parar no Blog do jornalista Ricardo Gama. Após 800 mil pessoas assistirem, o jornalista começou a receber ameaças de morte caso o vídeo não fosse removido.

Com educação e respeito, o rapaz continua a abordagem e segue caminhando ao lado de Cabral. O menino insiste no pedido de melhorias para sua comunidade e reclama da repressão da polícia e do “caveirão” em relação aos moradores da favela. A resposta de Sérgio Cabral é a seguinte: “Deixa de ser otário, rapá! Fazendo discurso de otário”.

 

Humilhado seis anos atrás pelo governador por reivindicar melhorias sociais, o adolescente daquela época tem hoje 22 anos e se tornou agente penitenciário da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Recentemente, Sergio Sandro foi designado para trabalhar no pavilhão onde Sérgio Cabral está preso desde novembro por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha.

 

Menino na época, hoje através de concurso ele é agente penitenciário

“Foi muita coincidência”, sintetiza, agora, o menino, que no passado foi destratado por um governador de estado.

Opinião do blog: Vivemos em um país onde o justo e o certo, são penalizados antes mesmo de serem conhecidos. Enquanto outros que agem de modo escuso, são tratados como “lideres e chefes” de um sistema falido e impudico. Exemplos como esse, servem de lição para que um dia, esse país seja de fato um lugar digno e soberano para àqueles que tem a honestidade e a honra como lemas de vida…

Presa em Bangu: mulher de Cabral é fotografada com uniforme de presidiária na cadeia

Escritório de ex primeira dama advogava à favor da Expresso Mangaratiba e da Super Via, empresas campeãs de reclamações. Adriana Ancelmo foi presa na terça (6) acusada de lavar dinheiro com compra de joias

A advogada Adriana Ancelmo deu entrada na noite de terça-feira (6) no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal.

Como de praxe,a mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral foi fotografada com a camiseta verde usada em Bangu, com inscrição da Seap (Secretaria de Administração Penitenciária).

Ancelmo foi denunciada pelo MPF (Ministério Público Federal) por lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa. A prisão preventiva da advogada Adriana Ancelmo foi decretada pelo juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que aceitou denúncia também contra Cabral.

O juiz cita no despacho que, segundo o MPF, o aprofundamento das investigações revelou que Ancelmo “ocuparia posição central na organização criminosa capitaneada por seu marido, Sérgio Cabral”.

Ainda de acordo com as investigações, a mulher de Cabral seria “uma das principais responsáveis por ocultar recursos recebidos indevidamente por seu marido, valendo-se para tal de seu escritório de advocacia, bem como que teria adquirido ilegalmente verdadeira fortuna em joias de altíssimo valor”.

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O juiz afirma, com base nas investigações do MPF, que a participação criminosa de Ancelmo se dava após a prática de atos de corrupção de Cabral e de outros acusados. Segundo Bretas, “Ancelmo estaria usando sua condição de advogada e a estrutura de seu escritório de advocacia para propiciar o recebimento de valores espúrios pela organização criminosa descrita pelos investigadores”.

Fortuna em joias

As investigações apontam o envolvimento direto de Ancelmo em esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais R$ 6,5 milhões na compra de joias de alto valor entre 2007 e 2016, segundo consta no despacho de Bretas. O valor teria origem no pagamento de propinas de empreiteiras em obras no Estado durante o governo Cabral.

Em 17 de novembro, dia em que a prisão de Sérgio Cabral foi decretada, o juiz negou pedido de prisão de Ancelmo, mas determinou sua condução coercitiva à Superintendência da Polícia Federal do Rio para que prestasse esclarecimentos. Na ocasião, ela disse que “nunca adquiriu joias através de pagamento em espécie”.

No mesmo dia, o juiz autorizou mandado de busca e apreensão na residência do casal, no Leblon, zona sul do Rio, onde foram apreendidas joias. Segundo o despacho, as investigações identificaram em joalherias investigadas que Cabral e Ancelmo compraram ao menos 189 joias desde 2000 — a PF apreendeu no cofre do quarto do casal somente 40 peças.