Ministro do STF nega seguimento para possível liminar de ex-vice-prefeito de Itaguaí

Barroso dispensou mais informações da defesa de Abeilard e da Procuradoria Geral da República. Segundo o Ministro as informações que ele tinha já eram suficientes para negar a continuidade para possível limimar. Além de mais essa derrota judicial, o ex-prefeito Charlinho pode ter a prisão como destino em outra possível irregularidade apontada em nova Comissão Processante

Em 27 de julho de 2020

Brasília – O Ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, negou prosseguimento de reclamação e descartou a continuidade do pedido da defesa de Abeilard Goulart de Sousa (Patriotas), que visava anular a decisão da Câmara Municipal de Itaguaí que afastou o ex-vice-prefeito e o ex-prefeito de Itaguaí Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB) por irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo na cidade. Barroso foi claro que todas informações a ele apresentadas já eram suficientes para barrar a continuidade do pedido e barrou qualquer chance de liminar por parte do ex-governantes.

“Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como a manifestação da Procuradoria-Geral da República, diante do caráter reiterado da matéria (RI/STF, art. 52, parágrafo único). (…) Com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação, prejudicado o pedido liminar. Publique-se. Comunique-se. Brasília, 27 de julho de 2020.”

MIN. ROBERTO BARROSO

Barroso que agora negou o prosseguimento da reclamação de Abeilardinho, já havia concedido em março uma outra a Charlinho e Abeilardinho que os fizeram regressar as cadeiras de prefeito e vice-prefeito, após serem cassados por Nepotismo. Na época um erro no sistema de votação da Câmara que violava a Constituição, permitiu tal concessão. O que desta vez não ocorreu.

Derrotas judiciais se acumulam

Não somente a decisão de hoje do STF foi revés na vida dos ex-políticos. O Ministério Público já havia opinado em sua decisão ser contrário ao pedido de liminar feito pela defesa de Charlinho que visava o retorno do cassado ao posto de prefeito. Em sua decisão, o MP deixou claro que não compete ao órgão entrar no mérito da decisão dos vereadores e que mesmo tendo poder de anular o processo, não vislumbrou em primeiro momento qualquer ilegalidade praticada no processo administrativo que cassou o mandato de Charlinho. O MP enviou ao juízo a sua opinião contrária e o pedido de indeferimento à liminar da defesa do ex-prefeito.

Na semana passada o ex-vice-prefeito Abeilard Goulart de Sousa (Patriotas), também sofreu nova derrota judicial na busca pelo ex-cargo. Em sua decisão, a Desembargadora Ana Maria Pereira de Oliveira, da Vigésima Sexta Câmara Cível, negou em segunda instância o Agravo de Instrumento impetrado pela defesa do ex-vice-prefeito contra a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que já havia negado o pedido de Abeilardinho de voltar ao poder. A Desembargadora os pedidos já haviam sido analisados pelo TJRJ e na visão dela os argumentos da defesa do ex-vice-prefeito não procedem.

Mais Comissões podem agravar ainda mais a situação do cassados e culminar em prisão de Charlinho

Além da Comissão Processante que cassou o mandato dos ex-governantes e os tornou inelegíveis por oito anos por irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo da cidade, onde o terreno da empresa estava em nome da sogra do ex-vice-prefeito, mais duas comissões além de ratificar as cassações podem render até prisão, em especial para Charlinho.

Uma delas é sobre o excesso de gastos de verba pública com nomeações de apadrinhados políticos. Já a outra e mais grave, o ex-prefeito é acusado de supostas irregularidades em processo licitatório de contratação de Organização Social para gerir a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaguaí. Essa pode render prisão ao ex-governante.

Dupla derrota na justiça

Charlinho e Abeilardinho tiveram derrotas significativas em tentativa de retorno aos cargos

Em 27 de julho de 2020

Itaguaí – O ex-prefeito de Itaguaí, Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB), teve nova derrota na justiça. Afastado por irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo da cidade, o ex-prefeito tentou através de uma liminar junto ao Ministério Púbico Estadual retornar ao poder. Na liminar, Charlinho buscava uma decisão do órgão contra a decisão da Câmara Municipal que o cassou pela prática ilegal. A intenção era anular seu Impeachment.

No entanto, o MP opinou em sua decisão ser contrário ao pedido e deixou claro que não compete ao órgão entrar no mérito da decisão dos vereadores e que mesmo tendo poder de anular o processo, não vislumbrou em primeiro momento qualquer ilegalidade praticada no processo administrativo que cassou o mandato de Charlinho. O MP enviou ao juízo a sua opinião contrária e o pedido de indeferimento à liminar da defesa do ex-prefeito.

Na semana passada o ex-vice-prefeito Abeilard Goulart de Sousa, também sofreu nova derrota judicial na busca pelo ex-cargo. Em sua decisão, a Desembargadora Ana Maria Pereira de Oliveira, da Vigésima Sexta Câmara Cível, negou em segunda instância o Agravo de Instrumento impetrado pela defesa do ex-vice-prefeito contra a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que já havia negado o pedido de Abeilardinho de voltar ao poder. A Desembargadora os pedidos já haviam sido analisados pelo TJRJ e na visão dela os argumentos da defesa do ex-vice-prefeito não procedem.

Prefeito de Itaguaí relata que não haverá 14 subprefeituras na cidade

Em entrevista ao RJ1, Rubem Vieira confirma que um projeto de lei do governo foi enviado à Câmara para revogar a criação dessa subprefeituras

Em 27 de julho de 2020

Itaguaí – O prefeito de Itaguaí Rubem Vieira (Podemos), afirmou em entrevista ao RJ1 da Rede Globo, que não somente não vai criar novos cargos efetivamente, como já mandou um projeto de lei para ser aprovado na Câmara da cidade que revoga tais criações.

Segundo o prefeito, essa lei que foi criada em março deste ano e não havia sido publicada anteriormente, visava descentralizar as ações dentro do prédio da prefeitura. A intenção segundo ele era evitar que houvessem aglomerações dentro da sede do governo devido a pandemia de Coronavirus. Rubem relatou que tal lei precisava ser publicada até mesmo para que futuramente fosse revogada e não houvesse a omissão do ato, já que a referida lei de autoria do Poder Executivo foi aprovada pela Câmara. O prefeito informou que agora a efetivação dessas criações não mais é necessária, já que os casos da doença na cidade tem baixado.

A referida lei foi baseada em lei criada em 2012, pelo ex-prefeito Carlo Busatto Júnior (MDB) em seu segundo mandato. Na ocasião eram 10 subprefeituras criadas sob a lei 3.032 de 2.012 e em março deste ano com recente publicação no jornal oficial 837 passaram a ser 14 ao todo, com mais 04 criações.

Rubem Vieira assumiu a prefeitura após a cassação do mandato de Charlinho e Abeilardinho por irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo da cidade, onde a sogra do ex-vice-prefeito era proprietária do terreno dado como sede da empresa. Em março Rubem também atuou à frente da prefeitura quando Charlinho e Abeilardinho foram afastados por práticas de nepotismo.

Veja a matéria completa do RJ1 no link abaixo:

Assista no Globoplay:
https://globoplay.globo.com/v/8729266

Bombeiros controlam incêndio ao lado de garagem de ônibus que ameaçava atingir também posto de gasolina em Itaguaí

Fogo começou em terreno baldio na manhã deste sábado, não houve vítimas. Assista ao vídeo

Em 25 de julho de 2020

Itaguaí – Um incêndio que começou em um terreno baldio atrás da garagem da empresa rodoviária Expresso, que fica na avenida Deputado Octávio Cabral, assustou moradores por volta do meio-dia deste sábado (25). Além do perigo das chamas atingirem vários veículos estacionados no pátio, um posto de gasolina próximo também aumentava o risco de um desastre ainda maior.

Vídeo enviado ao nosso Whatsapp

LEIA A MATÉRIA COMPLETA DO JORNAL O DIA NO LINK ABAIXO:

Incêndio que ameaçou garagem da Expresso e posto de gasolina em Itaguaí foi controlado

PROEIS informa pagamento do mês de JUNHO que estava em atraso pela prefeitura de Itaguaí

Atraso era referente aos serviços prestados no mês de junho. Novo governo em Itaguaí assumiu à prefeitura no dia 10 de julho

Em 23 de julho de 2020

Itaguaí – A Coordenadoria do Programa Estadual de Integração na Segurança – CPROEIS informou em sua página na rede social Facebook na manhã desta quinta-feira 23 que o pagamento em atrasoe que foi comunicado publicamente pelo órgão ontem 22 de julho, já foi quitado pela prefeitura de Itaguaí.

O atraso era referente ao mês de junho, mês em que o prefeito ainda era Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB) e que foi cassado no dia 09 de julho por irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo na cidade, tomando posse no dia 10 de julho o atual prefeito Rubem Ribeiro (Podemos).

O PROEIS e a prefeitura de Itaguaí mantém um convênio firmado na gestão do ex-prefeito de Itaguaí que visa aumentar a segurança na cidade. Os policiais recebem valores extras para atuarem de forma ainda mais intensa no patrulhamento. A Coordenadoria do PROEIS, a CPROEIS, oferece vagas para que os policiais militares se interessados, possam realizar esse serviço extra e que não implica em seus plantões rotineiros.

O blog Boca no Trombone Itaguaí pôde verificar hoje na parte da manhã a segurança em vários locais públicos, em especial no Parque de Eventos da cidade, a Área da Expo.

Organizadora de concurso público em Itaguaí emite nota sobre o certame

O Ceperj orienta os candidatos

A Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), organizadora do concurso público para o município de Itaguaí, orientou os candidatos sobre o certame durante a pandemia de Covid-19.

Leia a nota na íntegra abaixo:

Por conta da pandemia da COVID-19, tivemos que adiar as datas das provas para o Concurso Público – Itaguaí 2020. Temos recebido muitos contatos com dúvidas sobre um novo cronograma de provas. Informamos que, diante das medidas preventivas, que ainda se encontram em vigor, ainda estamos aguardando um novo posicionamento dos órgãos de saúde para que possamos divulgar novas datas para o certame. Contamos com a colaboração de todos e lembramos que, nesse momento, nossa prioridade é a saúde e o bem-estar de todos.”

Para dúvidas e mais informações estamos à disposição.

#fundacaoceperj
#concursospublicos
#govrj #prefeituradeitaguai #concursoitaguai

Câmara aprova PEC do novo Fundeb em 2º turno e amplia verba federal na educação básica

Partido Novo havia proposto o uso de apenas 70% para o salário dos profissionais de educação no Brasil, mas foi derrubada a ideia do partido. O valor mínimo então subiu de 60% para 70% a ser investido nos salários. Antes era 60% e só contemplava os salários do Magistério, agora serão 70% de valor mínimo contemplando todos os educadores e não somente os professores

Em 22 de julho de 2020

Brasília – A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (21), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/15, que torna permanente o Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) e eleva a participação da União no financiamento da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio.

O texto-base da proposta foi aprovado em segundo turno por 492 votos a 6, além de 1 abstenção. Foram contrários ao Fundeb no segundo turno os deputados:

1 – Bia Kicis (PSL-DF)

2 – Chris Tonietto (PSL-RJ

3 – Dr Zacharias Calil (DEM – GO)
4 – Filipe Barros (PSL-PR)
5 – Junio Amaral (PSL-MG)
6 – Paulo Martins (PSC-PR)

Pouco antes, no primeiro turno, o placar da votação foi de 499 votos a 7. Votaram no primeiro turno contra o Fundeb osdeputados :

1 – Bia Kicis (PSL-DF)
2 – Chris Tonietto (PSL-RJ)
3 – Filipe Barros (PSL-PR)
4 – Junio Amaral (PSL-MG)
5 – Luiz P. O.Bragança (PSL-SP)
6 – Márcio Labre (PSL-RJ)
7 – Paulo Martins (PSC-PR)

A PEC seguirá para o Senado.

Segundo o parecer da relatora, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), a contribuição da União para o Fundeb crescerá de forma gradativa de 2021 a 2026, de forma a substituir o modelo cuja vigência acaba em dezembro.

Nos próximos seis anos, a parcela da União deverá passar dos atuais 10% para 23% do total do Fundeb, por meio de acréscimos anuais. Assim, em 2021 começará com 12%; passando para 15% em 2022; 17% em 2023; 19% em 2024; 21% em 2025; e 23% em 2026.

Os valores colocados pelo governo federal continuarão a ser distribuídos para os entes federativos que não alcançarem o valor anual mínimo aplicado por aluno na educação. Da mesma forma, o fundo continuará recebendo o equivalente a 20% dos impostos municipais e estaduais e das transferências constitucionais de parte dos tributos federais.

Em 2019, o Fundeb distribuiu R$ 156,3 bilhões para a rede pública. Atualmente, o fundo garante dois terços dos recursos que os municípios investem em educação. Os repasses da União, que representam 10% do fundo, não entram no teto de gastos (Emenda Constitucional 95/16).

Desigualdades regionais

Dos 13 pontos percentuais a mais que a União deverá colocar no Fundeb, 10,5 pontos deverão complementar cada rede de ensino municipal, distrital ou estadual sempre que o valor anual total por aluno (VAAT) não atingir o mínimo definido nacionalmente. A intenção é diminuir desigualdades regionais no recebimento do apoio.

Após acordo com o governo, pelo menos metade do dinheiro deverá ser destinado à educação básica ‒ se for o caso, inclusive para escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas. Segundo a relatora, a medida terá grande impacto, já que a educação infantil concentra a maior demanda não atendida pela rede pública no País.

Além do montante colocado por estados e municípios no Fundeb, o cálculo do VAAT deverá levar em conta os outros recursos direcionados à educação, as cotas estaduais e municipais de arrecadação do salário-educação e o complemento da União segundo os critérios atuais (valor anual por aluno).

Lei futura deverá definir vários detalhes sobre o Fundeb, inclusive o cálculo do VAAT, para o qual a PEC já define parâmetros. Outra regra determina que, no mínimo, 70% dos recursos extras poderão pagar salários dos profissionais da educação ‒ hoje, esse piso é de 60% e só beneficia professores ‒, e pelo menos 15% terão de custear investimentos nas escolas.

Ainda em relação aos professores, uma lei específica definirá o piso salarial nacional para a educação básica pública. A partir da vigência da futura emenda constitucional, fica explícito que o dinheiro do Fundeb não poderá ser usado para pagar aposentadorias e pensões.

Gestão e qualidade

Os outros 2,5 pontos percentuais que a União deverá colocar a mais no Fundeb serão distribuídos às redes públicas que cumprirem requisitos de melhoria na gestão previstos em lei e atingirem indicadores de aprendizagem com redução das desigualdades, nos termos do sistema nacional de avaliação da educação básica.

Entretanto, conforme o texto aprovado, essa parte do repasse extra da União começará apenas em 2023 (no equivalente a 0,75 ponto), será ampliada ano a ano e atingirá a integralidade dos 2,5 pontos a partir de 2026.

Os entes federativos deverão usar os recursos do Fundeb exclusivamente em sua atuação prioritária definida na Constituição: os municípios cuidam da educação infantil e do ensino fundamental; e os estados, do ensino fundamental e médio. Assim, o dinheiro não poderá ser aplicado, por exemplo, em universidades.

Para cumprirem o montante mínimo de 25% dos impostos investidos anualmente em educação, também conforme a Constituição, estados e municípios poderão contar somente com 30% do total repassado pela União. Nenhum ente federativo poderá reter os repasses vinculados ao Fundeb, sob pena de crime de responsabilidade.

Em relação aos tributos de estados e municípios que compõem as fontes do Fundeb, foi aprovado destaque, apresentado por nove partidos, que alterou o parecer da deputada Professora Dorinha. Assim, continuam de fora os recursos oriundos da compensação da União pela desoneração das exportações prevista na Lei Kandir (Lei Complementar 87/96).

Regulamentação

A lei que regulamentará o novo Fundeb deverá levar em conta as metas do plano nacional de educação; o valor anual por aluno investido em cada etapa e modalidade; a transparência e o controle social dos fundos; e o conteúdo e a periodicidade da avaliação dos indicadores de qualidade.

Esse regulamento definirá ponderações relativas ao nível socioeconômico dos estudantes e à disponibilidade de recursos vinculados à educação e o potencial de arrecadação de cada ente federativo.

Quanto ao padrão mínimo de qualidade do ensino, a referência será o custo aluno qualidade, constante no Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/14), com o objetivo de encontrar o financiamento necessário por estudante para a melhoria da qualidade da educação no Brasil.

Dados centralizados

O substitutivo da deputada Professora Dorinha determina a centralização dos dados contábeis, orçamentários e fiscais da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O objetivo é garantir a rastreabilidade e a comparação dos dados para divulgá-los ao público.

No caso de uma reforma tributária, o texto prevê que deve ser garantida, em cada exercício financeiro, a aplicação dos montantes mínimos em educação por estados, municípios e União equivalentes à média aritmética dos últimos três anos, independentemente da extinção ou substituição de tributos.

Uma lei deverá regulamentar a fiscalização, a avaliação e o controle das despesas com educação nas esferas estadual, distrital e municipal.

A partir da publicação da futura emenda constitucional, os estados terão dois anos para vincular parte dos repasses do ICMS para os municípios a indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade.

Atualmente, os estados repassam parte do ICMS arrecadado (25%) às cidades. A PEC diminui o total repassado proporcionalmente às operações realizadas no território de cada município e aumenta o mesmo tanto no repasse que nova lei estadual deverá vincular às melhorias na educação.

Princípios

No artigo da Constituição que define os princípios do ensino, a PEC inclui a garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Deputados aprovam PEC do novo Fundeb em 1º turno, com repasse maior da União

Ainda serão votados destaques que podem alterar o texto. Dos sete votos contrários ao novo Fundeb como diz o relatório, SEIS são deputados do PSL e um do PSC. Veja os nomes

Em 21 de julho de 2020

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno, por 499 votos a 7, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/15, que torna permanente o Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e aumenta a participação da União no financiamento da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio. Falta analisar destaques que podem alterar o texto. Dos SETE deputados que votaram contra o relatório seis são deputados do PSL e um do PSC.

1 – Bia Kicis (PSL-DF)
2 – Chris Tonietto (PSL-RJ)
3 – Filipe Barros (PSL-PR)
4 – Junio Amaral (PSL-MG)
5 – Luiz P. O.Bragança (PSL-SP)
6 – Márcio Labre (PSL-RJ)
7 – Paulo Martins (PSC-PR)

Segundo o substitutivo da relatora, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), a complementação da União para o Fundeb crescerá de forma gradativa ao longo de seis anos, de 2021 a 2026, passando dos atuais 10% do total para 23%.

Pelo menos metade do dinheiro extra deverá ser destinado à educação básica, conforme negociado com o governo. Segundo a relatora, a medida terá grande impacto, já que a educação infantil concentra a maior demanda não atendida pela rede pública no País.

MAIS INFORMAÇÕES EM INSTANTES…

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Vereador fala em gabinete do ódio, fake news e perseguições de ex-governo a servidores em Itaguaí

Mentiras espalhadas, ódio divulgado e ameaças de demissões e perdas de cargos por parte de membros do ex-governo Charlinho

Em 21 de julho de 2020

O vereador Willian Cézar (PL) relatou em dois vídeos em seu perfil na rede social Facebook, sobre o comportamento de membros ligados ao ex-governo de Charlinho cassado por irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo na cidade.

Em um dos vídeos divulgados na semana passada, Willian que também é professor, relata que servidores contratados e comissionados o procuraram alegando que estavam sendo ameaçados por seus ex-chefes, todos ligados ao governo cassado. Segundo as denúncias, os servidores tinham que se demitir, pois se não o fizessem em caso de volta de Charlinho ao poder todos seriam demitidos. Nosso blog já havia denunciado tal prática e recebeu vários depoimentos e provas dessas ameaças. Alguns servidores relataram ao nosso blog que irão entrar na justiça contra essas pessoas que ameaçaram. Mas, mesmo com toda a divulgação das ameaças, muitos servidores por medo pediram exoneração. Apostando numa volta de um ex – governo que parece que não somente ameaça, como também mente mais uma vez.

Em outro vídeo, o parlamentar Willian Cézar fala sobre boatos que ligam o nome dele à secretaria de educação. Willian também relatou que há um gabinete do ódio em Itaguaí, que propaga mentiras e tenta tumultuar.

Governo do estado congela contagem de tempo para pagamento de adicionais

Lei de socorro a estados e municípios do governo federal exige a contrapartida do Estado para que servidores não tenham nenhuma valorização até 2022

Extra em 21 de julho de 2020

A Secretaria estadual de Planejamento divulgou, no dia 15 de julho, uma circular na qual regulamenta no estado o trecho da Lei Complementar 173/2020, que garantiu o socorro da União para os estados e municípios por causa da crise gerada pela pandemia e que congelou até 2021, além dos salários, a contagem do tempo de serviço dos servidores para o pagamento de adicionais de tempo de serviço como o triênio, quinquênio e também a licença-prêmio. O EXTRA abordou a questão na reportagem do dia 10 de junho.

Na publicação assinada pelo secretário da pasta, Bruno Schettini, o texto diz que a contagem de tempo foi suspensa desde o dia 28 de maio de 2020 e que o bloqueio vai contemplar o período aquisitivo para novas concessões, ou seja, o servidor que já tem o tempo necessário para concessão do direito não será atingido pelo bloqueio e poderá usufruir do período aquisitivo já computado.

Ainda há dúvidas, por parte do governo do estado, em relação à contagem para progressão e promoção funcionais, porque além da contagem de tempo, a evolução profissional do servidor também envolve outros quesitos como avaliação de desempenho, aproveitamento em cursos, capacitações,treinamentos, titulação e existência de vaga na classe superior. Schettini diz na circular que a Procuradoria Geral do Estado está avaliando a questão e, até que não tenha uma conclusão, “o bloqueio sistêmico não incidiu sob o cômputo de período aquisitivo de progressões e promoções em geral”, explicou o secretário no documento.

A pedido do EXTRA, o especialista em Direito Público e professor universitário Marcelo Queiroz comentou que é um equívoco o governo dizer que está aplicando diretamente a lei federal num tema de competência estadual, já que esses direitos suspensos são previstos em leis estaduais próprias, tanto dos servidores públicos quanto dos militares, e não podem ser afastadas por um simples ofício.

— Faltou combinar com os russos. Primeiro porque o Brasil é uma federação e não um Estado unitário. Não se trata de hierarquia da União sobre estados e municípios, mas sim uma questão de competência estabelecida na Constituição da República. Logo, dizer que está aplicando diretamente a lei federal em um tema de competência estadual, é um grande equívoco.

O especialista também comentou que, ao estabelecer a suspensão por ofício, o governo pode estar ferindo o princípio de separação dos poderes, porque a medida não passou pelo processo legislativo, através de aprovação de lei.

— Se o Executivo deseja seguir a orientação do governo federal, para manter Regime de Recuperação Fiscal e outros acordos, é legítimo, mas que o faça dentro do jogo constitucional e democrático, submetendo sua posição através de iniciativa de lei encaminhado formalmente a Alerj, com os argumentos que entender — opinou Queiroz, que acredita que a suspensão do direito dos servidores será questionado pelas entidades de classes.

Jornal Extra

%d blogueiros gostam disto: