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Alemanha vai congelar financiamento de R$ 155 milhões para projetos de preservação da Amazônia, diz jornal

Em entrevista para publicação alemã, ministra do Meio Ambiente anunciou que decisão do governo se dá por conta do aumento do desmatamento na região

O Globo

A ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, afirmou que vai congelar o financiamento de cerca de R$ 155 milhões para projetos de proteção da floresta e da biodiversidade na Amazônia brasileira diante do aumento do desmatamento na região. O anúncio foi feito em uma entrevista ao jornal alemão “Tagesspiegel” neste sábado.

Schulze afirmou que “a política do governo brasileiro na Região Amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consequente das taxas de desmatamento”. E que o financiamento poderá retornar caso essa questão seja esclarecida.

De acordo com a reportagem, o primeiro passo do congelamento se refere a um montante de cerca de 35 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 155 milhões.
A iniciativa internacional de mudança climática do ministério alemão, segundo o jornal, forneceu historicamente fundos significativos para projetos no Brasil. De 2008 até o ano passado, de acordo com a pasta, informa o “Tagesspiegel”, cerca de 95 milhões de euros foram repassados.

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Reforma da Previdência acaba com o remédio gratuito

Especialistas advertem que a PEC6, em tramitação no Congresso, além de interferir no Judiciário quer limitar os direitos dos trabalhadores

Guilherme Portanova, da Faaperj: ‘Com a alteração da lei o governo engessa o Judiciário’ Reginaldo Pimenta

O Dia

A Reforma da Previdência do governo Bolsonaro restringirá a distribuição gratuita de remédios do Sistema Único de Saúde (SUS) determinada por decisões judiciais. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6 que tramita na Câmara modifica o parágrafo 5º do Artigo 195 da Constituição que trata do orçamento da Seguridade Social. Com a nova redação prevista para a lei, o governo inclui na regra que nenhum benefício ou serviço pode ser criado ou estendido “por ato administrativo, lei ou decisão judicial, sem a correspondente fonte de custeio total”. Além disso, impede que aposentados reivindiquem adicionais ou revisões na Justiça.

Segundo o advogado da Federação das Associações de Aposentados do Rio (Faaperj), Guilherme Portanova, a medida engessará o Poder Judiciário, que não poderá mais atender a pedidos de doação de medicamentos em sentenças. “Com a alteração, o governo engessa o Judiciário”, afirma.
De acordo com o advogado, “ao proibir que o Judiciário estenda direitos não previstos expressamente em lei, a PEC 6 acaba com a figura da grande invalidez, que é o acréscimo de 25% no benefícios de aposentados que necessitam de ajuda de terceiros para as tarefas diárias”.

Portanova lembra que o direito foi reconhecido no fim de 2018 em recurso repetitivo na Primeira Sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que o estendeu a todas as modalidades de aposentadoria e não só para a de invalidez, conforme previsto em lei.
Mas como o INSS não repassou o adicional aos demais aposentados que necessitam da ajuda de terceiros, embora precisem de cuidados, muitos têm recorrido à Justiça.

“Com a PEC em vigor, o STJ não poderia ter concedido o direito com base neste artigo. Este tema, inclusive está suspenso por decisão do STF, que julgará o mérito”, acrescenta João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Além desses impedimentos, a reforma cria idade mínima de 62 anos (mulheres) e 65 (homens) pedirem aposentadoria, amplia o tempo de contribuição a 40 anos para o segurado do INSS receba benefício integral. A PEC acaba com acúmulo de pensão por morte e aposentadoria, reduz benefícios e limita o pagamento do abono do PIS/Pasep.

Decisões judiciais serão inviabilizadas
A alteração da redação do Artigo 195 da Constituição por meio da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6, que trata do orçamento da Seguridade Social, vai impactar diretamente a distribuição de medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) determinada pela Justiça. Isso aconteceria justamente pelo fato de o Judiciário ficar impedido de prover ou ampliar um benefício que não tenha fonte de custeio.

“A decisão judicial que manda dar medicação de alto custo fica inviabilizada por não ter fonte de custeio prévia”, adverte João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados. “Na prática, as ações contra a União, estados e municípios que reivindicam medicação do SUS seriam fulminadas”, complementa Guilherme Portanova, da Federação dos Aposentados.

Para Badari, essa decisão fere o direito fundamental à saúde do cidadão. “Como uma pessoa que não tem dinheiro para comprar medicamento vai sobreviver?”, questiona.

“Quem conhece um pouco de Direito Previdenciário, sabe que essa regra é direcionada ao legislador e ao administrador público e jamais poderia ser aplicada ao magistrado que atua no caso concreto”, avalia Portanova.

Ao que Pauline Navarro, do escritório Vargas e Navarro Advogados, complementa: “O novo texto força uma interpretação fria da lei”.

Outros benefícios do INSS podem não ser concedidos

Outros benefícios que têm sido concedidos judicialmente, também podem estar com os dias contados caso a Reforma da Previdência seja aprovada no Congresso. O alerta é de Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).
“A PEC vai influenciar todas as ações que o juiz entenderia ser possível criar, majorar ou estender benefícios previdenciários”, acrescenta.
Como exemplo a especialista cita o auxílio-doença parental. “A mãe que teve uma criança que nasceu doente. Ela precisará ficar no hospital com ela mais tempo do que aquele do salário-maternidade. Existem algumas ações na Justiça (poucas, mas têm), que concedem o auxílio-doença parental. Com a alteração da lei, isso também muda”, diz.
Ela acrescenta que muitas leis foram editadas após casos reais. “O salário-maternidade para adotante, por exemplo, é uma lei relativamente recente. Ela foi publicada após diversas decisões judiciais concedendo. É a necessidade social que nasce do caso concreto”, explica.

Mais de 23 milhões ficarão sem o PIS/Pasep

Um outro ponto criticado por especialistas é a redução do limite para quem recebe o abono do PIS/Pasep. Esse item, que não trata do sistema previdenciário, foi mais um que acabou apresentado como “contrabando” na reforma de Bolsonaro. Atualmente, o abono salarial é pago para quem ganha até dois salários mínimos.
A reforma propõe que o benefício ficará restrito aos trabalhadores da iniciativa privada e aos servidores públicos que ganham até um salário mínimo de remuneração mensal. Com a mudança, 23,4 milhões de trabalhadores, privados e funcionários públicos de baixa renda, devem perder o direito ao benefício, que chega a R$ 998 por ano.
Hoje para receber o abono, o cidadão deve ter trabalhado com registro formal por pelo menos 30 dias no ano-calendário de referência, tendo recebido até dois salários mínimos, em média. Também é preciso estar inscrito no programa PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos. A Caixa Econômica Federal paga o PIS a trabalhadores da iniciativa privada, e o Banco do Brasil libera o Pasep aos servidores.
É bom lembrar que o trabalhador que perde o prazo de saque do abono salarial fica sem o dinheiro, que vai para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Porém, já houve casos de empregados que conseguiram na Justiça o direito de receber o dinheiro após o fim do prazo.

Emenda garante cobertura a servidores que tiverem a licença médica indeferida em Itaguaí

Emenda de autoria do vereador Willian Cézar, garante segurança ao servidor doente

Uma emenda ao Estatuto dos Servidores Públicos de Itaguaí e de autoria do vereador Willian Cézar (PSB), garante em caso de indeferimento da licença médica, que não mais serão considerados como falta os dias descobertos. Isso foi necessário após o governo de Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB) dar ordem aos peritos para evitar conceder licenças médicas aos servidores municipais.

O tema é tão grave, que foi alvo de discussões em reuniões, inclusive com deputados estaduais do Rio de Janeiro. Não bastasse isso, vários vídeos foram divulgados com pessoas passando mal e até desmaiando por não terem seu direito respeitado. Ocorre que desde o começo do atual mandato, os peritos dificilmente concediam os dias necessários para o doente se tratar.

Basicamente, o médico particular do doente, aquele que costuma acompanhar o paciente do início ao fim, concedia por exemplo 30 dias de repouso. Contudo, os peritos davam 10 ou 15 dias. Às vezes nenhum. Já que todo o servidor da cidade, mesmo que haja laudo de médicos, ele é obrigado a passar por médicos (peritos) da prefeitura. Caso o perito não permitisse a licença, o laudo do médico do paciente era simplesmente ignorado e os dias entre a data da concessão dos dias dados pelo médico do paciente e a consulta junto aos peritos do governo eram descontados do salário do servidor, a famosa falta. Ou seja, a pessoa mesmo doente era considerada faltosa ao trabalho. Já que havia muita demora por parte da prefeitura para se marcar a perícia do servidor. Alguns casos a espera chegava a quase duas semanas.

Nosso blog recebeu de alguns médicos da prefeitura, a denúncia de forma anônima, que eles receberiam ordens para evitar tais concessões. E isso passou a ocorrer do segundo semestre de 2017 em diante. Justo no mandato do atual prefeito.

Para conseguir aprovar tal emenda, o vereador Willian Cézar, teve dificuldades. Já que mesmo após a aprovação da Câmara Municipal, o prefeito vetou a emenda. Somente após os vereadores, não todos, claro, derrubarem o veto é que foi possível tal conquista, que na verdade deveria ser algo corriqueiro. Mas se tratando da atual gestão municipal, conhecida por dificultar a vida dos servidores públicos, se fez necessário.

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CAPSI – Audiência com MPF promete tratar de transferência de psicólogos

Sindicato MUSPI intermediou o agendamento

Foi agendada uma audiência com o Ministério Público Federal( MPF) com a Promotora Geral da Republica, Dra. Andreia Bayão, para o dia 13/11 às 15 horas na sede do órgão no Centro da cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o Muspi a gestão autoritária e maldosa vausacausa mais um crime com o desmonte dos equipamentos de atendimento à saúde mental, e tem deixado pacientes desassistidos, sem perpectiva para seus tratamentos e acompanhamentos.

Os pais e responsáveis pelas crianças que necessitam de atendimento no CAPSI-casinha azul (centro de atenção psicossocial infanto-juvenil), se manifestaram na última segunda-feira 05/11 contra a retirada dos psicólogos quem são essenciais no atendimentos dos seus filhos.

De acordo com familiares dos assistidos, a prefeitura retirou cinco profissionais da área de psicologia da unidade, o que ocasionou o cancelamento das consultas. Os profissionais foram encaminhados para o hospital São Francisco Xavier.

O local faz atendimento ao público que necessita de atenção e tratamento aos portadores de transtornos mentais.

Para Josimara Correa Abreu, mãe de um paciente autista, a falta dos profissionais compromete o trabalho desenvolvido pelo Capsi. “É uma crueldade mexer com algo que vem funcionando no município. É um absurdo o que o prefeito está fazendo”, disse.

Ainda segundo os relatos dos familiares, não é a primeira vez que o Capsi (Casinha Azul) sofre com os descasos da prefeitura. No ano passado, o centro ficou fechado por cerca de um ano. De acordo com os acompanhantes, a prefeitura alega falta de recursos. “A prefeitura diz que não tem recursos, mas ela recebe uma verba de R$ 100 mil do Governo Federal, destinada aos Capsi do município”, relatou Alessandra Lopes, mãe de um paciente.

Além de comprometer o tratamento dos pacientes, a falta dos psicólogos afeta também os familiares. “É aqui no Capsi que encontramos tratamento para as nossas crianças e para nós também. Muitos pais são ajudados aqui”, relatou Eliezer Xavier, outra mãe de paciente.

Para protestar contra essa situação, os manifestantes caminharam até a prefeitura com faixas e cartazes pedindo a volta dos profissionais. Um dos pacientes que participou do protesto disse que está aguardando a medicação para continuar o tratamento. “Eu preciso muito dos psicólogos que foram demitidos. Eu me sinto mal, a minha medicação está acabando e não tem quem possa prescrever”, reclamou o paciente Ulisses Eduardo da Silva.

Os pais também aproveitaram o protesto para reclamar da falta de mediadores nas unidades de ensino do município. Segundo eles, a falta desses profissionais em salas de aula regulares, no acompanhamento de crianças com diversos tipos de deficiência, faz com que muitas delas fiquem em casa, enfrentando maior dificuldade de aprendizado.

Além do protesto nas ruas, os pacientes e familiares redigiram um documento formalizando as reivindicações e o encaminharam ao Conselho da Criança e Adolescente. Eles também se mobilizaram em torno de um abaixo-assinado para ser encaminhado ao Ministério Público.

Com jornal Atual de Itaguaí e sindicato MUSPI

Passeata contra Jair Bolsonaro mobilizou centenas de pessoas em Itaguaí

Mais de 200 pessoas se manifestaram contra os posicionamentos do candidato do PSL

Na tarde de ontem sábado, centenas de pessoas se mobilizaram, e em passeata pelo Centro de Itaguaí, manifestaram seu repúdio aos atos e falas do candidato à presidência da República pelo PSL Jair Bolsonaro.

Eles caminharam por ruas do Centro e com cartazes e em coro gritaram o #elenão #elenunca. Slogan propagado por todo o País contra a forma preconceituosa e truculenta do candidato.

Manifesto ressalta luta contra retrocesso e autoritarismo

Entre as principais razões, está o fato de Bolsonaro ter apoiado a reforma trabalhista, defender um modelo de segurança falido que causa o extermínio das juventudes negras, o preconceito contra LGBTs, suas declarações misóginas e o temor com a volta da ditadura militar.

Confira a razão das mulheres realizarem esse manifesto e gritarem juntas: #EleNão! #EleNunca!

“Manifesto das Mulheres Unidas contra Bolsonaro

Por igualdade, liberdade, direito e uma vida sem violência!

Quem somos?

Somos mulheres, milhões e diversas. Somos brasileiras e imigrantes. Jovens e de cabelos brancos. Negras, brancas, indígenas. Trans e travestis. Somos LGBTs, amamos homens, mulheres ou ambos. Casadas e solteiras. Mães, filhas, avós. Somos trabalhadoras, donas de casa, estudantes, artistas, funcionárias públicas, pequenas empresárias, camelôs, sem teto, sem terra. Empregadas e desempregadas. Mulheres de diferentes religiões e sem religião.

Estamos, hoje, juntas e de cabeça erguida nas ruas de todo o Brasil porque um candidato à presidência do país, com um discurso fundado no ódio, na intolerância, no autoritarismo e no atraso, ameaça nossas conquistas e nossa já difícil existência. Estamos na rua porque seu programa político econômico é um retrocesso, uma reprodução piorada das políticas terríveis do Temer.

Quem é Jair Bolsonaro?

Jair Bolsonaro, atualmente do PSL, Deputado Federal há 27 anos, já foi filiado a 9 partidos e teve apenas dois Projetos de Lei aprovados em toda sua vida política. Ele se apresenta como algo “novo” mas, é, na verdade, mais um “político de carreira” que trabalhou para eleger seus filhos e usufrui de privilégios, como o imoral auxílio moradia, enquanto milhares de famílias estão sem teto e lutam por um lugar digno para morar.

Porque somos contra Bolsonaro?

1. Jair Bolsonaro despreza negros, indígenas, homossexuais e todas as que lutam em defesa dos direitos das mulheres. Considera quilombolas “vagabundos”. Faz apologia à cultura do estupro. Diz que o nascimento de sua única filha mulher foi uma “fraquejada”. Insiste que não há nada a fazer quanto à diferença salarial entre homens e mulheres. Para ele, dar “porrada” em meninos impede que eles “se tornem” gays. Seu vice na chapa, o General Mourão, declarou que famílias criadas por mães e avós são fábricas de desajustados;

2. Votou a favor do congelamento dos gastos com saúde, educação e assistência social por 20 anos. Promete aumentar impostos sobre os pobres e reduzi-los para os ricos. Já anunciou uma onda de privatizações, vendendo as estatais e todo patrimônio do povo brasileiro. É um dos autores do Projeto de Lei que defende que o SUS não é obrigado a atender mulheres vítimas de abuso sexual. É apoiador do projeto “Escola sem Partido”, que acaba com a liberdade pedagógica e com o desenvolvimento do pensamento crítico em relação à sociedade caótica que vivemos.

3. Votou a favor da Reforma Trabalhista e da Lei das Terceirizações, responsável por permitir que grávidas realizem trabalhos insalubres, pelo aumento do desemprego e do trabalho informal, em especial entre as mulheres negras. Já disse que “os trabalhadores devem escolher entre ter direitos e ter empregos”. Foi o único deputado a votar contra a PEC das domésticas, que garantiu às empregadas direitos trabalhistas básicos como o pagamento de hora extra e o recolhimento de FGTS. Já se comprometeu a aprovar a Reforma da Previdência, que aumenta a idade para se aposentar e iguala a idade entre mulheres e homens;

4. Defende o aprofundamento de um projeto de segurança pública falido, que trata violência com mais violência e militarização. Projeto que é implementado há muitos anos no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, cidade onde mais morre civis e policiais em confrontos e onde Marielle Franco e Anderson foram executados há mais de 6 meses, crime ainda sem respostas. Defende a liberação do porte de armas, seguindo o modelo dos EUA, país que tem os maiores índices de homicídio e suicídio, em especial entre jovens;

5. Tem como candidato à Vice, um General que defende a tomada do poder pelas Forças Armadas e a elaboração de uma nova Constituição sem participação popular. É uma chapa que coloca, declaradamente, a democracia em risco!

Jair Bolsonaro é defensor da Ditadura Militar, afirmou que o erro dos militares foi torturar em vez de matar e não esconde sua admiração ao mais notório torturador do regime militar de 1964, o General Ustra.

Não queremos ditadura ou fascismo nem a ampliação da matança policial-militar nas ruas responsável pelo genocídio da juventude negra. Queremos liberdade, igualdade, justiça social e direitos! Bolsonaro é tudo que o Brasil não precisa para superar a crise e avançar.

Nós, mulheres diversas e unidas, defendemos o oposto do que ele prega: defendemos o respeito às diferenças; o direito das mulheres de viverem seguras e decidirem sobre o seu próprio corpo; defendemos salários iguais entre homens e mulheres, entre negros e brancos; defendemos cotas para os que foram historicamente injustiçados e prejudicados; defendemos serviços públicos com qualidade para as mulheres pobres e seus filhos.

Defendemos a mais ampla liberdade de ensinar e de aprender, sem lei de mordaça, seja na escola, ou na Universidade.

Defendemos que as pessoas sejam livres para amar e sejam respeitadas por isso. Defendemos o debate de ideias e a democracia.

Ele prega o ódio, nós pregamos o respeito. Ele defende a morte e a tortura, nós defendemos a vida.

Por isso dizemos: Ele Não! Nem os filhos! Bolsonaro Nunca! Fascismo não!”

Com Brasil de fato.

Angra dos Reis começa vacinação contra sarampo e poliomielite

Crianças entre um e cinco anos de idade formam o público-alvo. Todos devem se vacinar, mesmo aqueles que já tomaram uma ou mais doses

Teve início hoje (6) a Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo e a Poliomielite. A ação vai até o dia 31 de agosto, imunizando crianças com idade entre um e cinco anos. A Prefeitura de Angra, por meio da Secretaria de Saúde, promove a vacinação em unidades de saúde em todos os distritos do município, inclusive na Ilha Grande, sempre de 8h30 às 16h. O Ministério da Saúde alerta sobre a importância da vacina considerando a volta do sarampo no Brasil e a ameaça de poliomielite.
Todas as crianças entre um e cinco anos de idade devem ser vacinadas, mesmo aquelas que já tenham tomado uma ou mais doses. Para crianças que já tomaram a vacina contra a poliomielite é aplicada apenas a vacina oral, a famosa “gotinha”. Os pais ou responsáveis devem ficar atentos, pois não podem se vacinar aqueles que tenham tomado alguma outra vacina nos últimos 30 dias.
– Tanto o sarampo quanto a poliomielite são doenças graves e contagiosas, que podem matar e deixar sequelas graves. A vacina, além de ser um direito das crianças e um dever dos pais, é a única maneira de combater e prevenir estas doenças – explicou o diretor de Saúde Coletiva de Angra dos Reis.

Confira abaixo a lista das unidades que realizam a vacinação:

1º Distrito:

CEM Centro;
Carioca;
Morro da Cruz;
Santo Antônio;
Balneário;
Praia do Anil;
Santa Casa;
Sapinhatuba I;
Sapinhatuba II;
Sapinhatuba III;
Perez;
Morro da Caixa D’água ( funciona dentro do Cem Centro).

2º Distrito:

CEM Japuíba;
Nova Angra I;
Areal I;
Areal II;
Belém;
Gamboa;
ESF Japuíba;
Encruzo da Enseada;
Campo Belo 1 e 3;
Banqueta;
Serra D’água;

3º Distrito:

Camorim Pequeno;
Camorim Grande I e II( compartilham a mesma sala de vacina) ;
Jacuecanga (ESF 1,2,3, e SPA);
Monsuaba;
Caputera;
Cantagalo;
Portogalo;
Petrobras.

4º Distrito:

Bracuhy;
Vila Histórica;
Boa Vista;
Hospital Praia Brava;
Frade I e II;
SPA Frade;
Frade Praias;
Frade Morro da Constância;
Frade V;
Módulo I;
Módulo II;
Módulo III;
Módulo IV;
Módulo VI;
SPA Perequê.

5º Distrito:

Abrãao;
Marítima;
Provetá;
Araçatiba;
Enseada das Estrelas.

Fonte: Prefeitura de Angra dos Reis

Sarampo serve de alerta sobre vacinas em adultos

Quatro imunizações são obrigatórias, entre 20 e 59 anos e estão disponíveis em todos os postos de saúde

No momento em que as secretarias de Saúde do Rio analisam mais de 15 casos suspeitos de sarampo, sendo um já confirmado em adulto, a imunização, principalmente após a maioridade, acende um alerta. Portanto, se você nem se lembra qual foi a última vez em que viu o seu Cartão de Vacinação, está na hora de procurar. Na faixa entre 20 a 59 anos, quatro vacinas são obrigatórias e estão disponíveis nos postos de saúde.

A famosa ‘antitetânica’ é uma das mais esquecidas. Essa imunização é feita a partir da infância, mas muitos não se lembram de que ela deve ser reforçada a cada dez anos. “Geralmente a pessoa só lembra quando se machuca. A mulher é lembrada pelo obstetra ao engravidar e o homem faz ao ingressar nas Forças Armadas. Mas é importante ficar atento e fazer os reforços no tempo certo”, explicou a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Cristina Lemos.

Na infância, é dada a tríplice antibacteriana, que protege contra coqueluche, difteria e tétano. Na idade adulta, o reforço dado é a dupla adulto, contra difteria e tétano. Além da dose padrão a cada dez anos, existe a possibilidade de ser dado um reforço em caso de ferimentos (punções e cortes). A necessidade ou não da vacina deve ser avaliada por um médico. O tétano é uma doença infecciosa grave e pode ser fatal.

“Nós já tomamos todas as vacinas. Só estava faltando a tríplice. Agora estamos mais tranquilos e protegidos”, disse Nivia Glória, que foi ao Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, no fim de semana, acompanhada do marido, Diogo Santos, de 37 anos, e do filho de 1 ano. “É uma questão de consciência e cidadania. Se a gente não nos proteger, quem vai? Agora todos os cartões de vacinação da família estão em dia”, destacou Leonardo Correia, 38, ao lado da mulher e dos dois filhos de 7 e 11 anos.

Na lista de vacinas importantes, a Hepatite B também deve ser prioridade na fase adulta. “Isso porque a recomendação é que sejam dadas três doses da vacina, o que nem sempre é feito”, explicou Cristina. A doença é sexualmente transmissível. Caso o esquema de vacinação não tenha sido completado na infância, é importante colocar em dia assim que possível.

A volta do sarampo ao Brasil, que estava erradicada desde 2015, aumentou a procura por informações sobre como se prevenir. Entre os casos em análise no Rio, estão adultos, como os quatro alunos da UFRJ que ficaram doentes no mês passado. A imunização, neste caso, está a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Para quem nunca foi vacinado, são duas doses até 29 anos e uma dose entre 30 a 49. A vacina não é dada para adultos com mais de 49 anos por razões imunológicas. Ainda na conta de prevenção, está a febre amarela, que é distribuída em dose única.

Como o calendário de imunização é mais intenso na infância, é comum que os adultos percam seus cartões de vacinação. Nesse caso, segundo a superintendente, o primeiro passo é recuperá-lo. “É importante resgatar essas informações, tentar lembrar em qual posto de saúde foi atendido”, explicou. “Se a pessoa não tiver comprovação, deve fazer o esquema básico de vacinação todo de novo. E a vacina é um medicamento, causa reações adversas, é melhor não ficar fazendo sem necessidade”, completou.

Fonte: O Dia