Arquivo da categoria: Servidor Público

Sem emergência e sem merenda de qualidade. Itaguaí e sua realidade

Hospital quase fantasma e merenda de péssima qualidade, mostram a realidade que o governo de Itaguaí tenta disfarçar de forma esdrúxula

O Hospital Municipal São Francisco Xavier, que já enfrenta graves problemas há anos, teve mais uma vez serviços básicos suspensos. Na última quarta – feira 16, a emergência do hospital foi fechada por falta de respiradores e Raio-X. Na noite de ontem quinta 17, a emergência foi reaberta após serem resolvidos os problemas com os respiradores. Mas, com apenas um clinico e sem materiais básicos para atendimento. Pacientes tem que levar água de casa e lençóis, pois o local não tem de forma adequada. Além disso, há muito lixo no interior da unidade e sem previsão de recolhimento, o que pode acarretar em sérios riscos à saúde de pacientes e visitantes. Um tomógrafo adquirido em 2015 continua se estragando dentro do hospital pela simples falta de instalação do equipamento. Pacientes para terem um atendimento mais digno, tem que deslocar para Nova Iguaçu no hospital da Posse, Santa Cruz no Dom Pedro II ou hospital de Mangaratiba.

 

UPA com endereço dentro de hospital. Mais verbas. Mas, por onde anda o atendimento?

Uma decisão da comissão de gestores que reúne os municípios e o Estado, mudou a localização da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaguaí para uma recepção atrás do hospital São Francisco Xavier. De acordo com a decisão, os repasses para o funcionamento dependeriam de uma avaliação técnica, onde deveria haver quantidade suficiente de médicos e quadro de pessoal. A UPA que através de convênio, receberia até 300 mil reais por mês. Caso tenha havido tal vistoria e a prefeitura tenha retirado funcionários do local após começar a receber as verbas, o governo estaria agindo de forma ilegal.

 

O que diz o Conselho Regional de Medicina do Estado

O presidente do Cremerj Nelson Naon , em entrevista ao jornal Bom dia Rio da Rede Globo, relatou que o hospital tem problemas de falta de equipamentos e pessoal, e que em recente fiscalização, constatou que há apenas uma sala cirúrgica funcionando, um hospital sem nenhum tomógrafo em funcionamento, tendo um novo ainda encaixotado, sem Raio –X e que atende urgência e emergência, trauma e maternidade. Nelson completou dizendo que no local faltam médicos e demais profissionais como de enfermagem, faltando como um todo recursos humanos. Ainda se mostrou muito preocupado, já que o hospital atende vitimas de acidentes na Rio-Santos, além de pacientes de municípios vizinhos.

O que diz a prefeitura de Itaguaí?

Em nota, a prefeitura de Itaguaí reconheceu que houve problemas com os respiradores do hospital , mas que agora estão funcionando. Também afirmou que foi adquirido um novo equipamento de Raio-X que deve começar a funcionar ainda nesta sexta 18. No entanto, o governo não explicou o porque da mudança do endereço da UPA para o hospital.

 

 

Falta de merenda escolar de qualidade

Governo diz que tem na cidade

Após dezenas de denúncias e comprovações de falta de diversos alimentos na merenda escolar, como racionamento de feijão e a falta de frango, a notícia após denúncias de pais quando chegou de forma intensa na mídia, fez com que a secretaria de educação de repente divulgasse em suas redes sociais e solicitasse que diretores publicassem em seus perfis pratos coloridos e cheios de alimentos para tentar esconder o que já está escancarado, a falta de merenda de boa qualidade. Vereadores, nosso blog que enviou um email em 25 de abril solicitando informações, servidores e pais de alunos, comprovaram que houve de fato graves problemas na alimentação dos estudantes.

 

O problema já dura há meses, mas, após matéria ao vivo do programa Bom dia Rio e RJTV da Rede Globo de televisão ter ido ao ar, houveram providências rápidas, pelo menos em meia dúzia de unidades de ensino, possivelmente as mesmas que tem diretores que fizeram questão de divulgar em seus perfis o oposto da realidade através de fotos. A prefeitura, ao invés de tentar resolver o problema, parece ter escolhido a dedo as unidades onde haveriam a tal boa qualidade alimentícia para literalmente tentar se sair bem na foto.

 

LEIA AS MATÉRIAS DA MERENDA ESCOLAR E DOS PROBLEMAS NO HOSPITAL DE ITAGUAÍ NAS REPORTAGENS DA REDE GLOBO DE TV

https://globoplay.globo.com/v/6745923/programa/

https://globoplay.globo.com/v/6744387/

https://globoplay.globo.com/v/6739708/

https://globoplay.globo.com/v/6738980/

 

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De novo? Creche Florentino Elias no Chaperó é assaltada

Vagabundo levou celulares dos presentes

Itaguaí tem sido a cidade da vergonha. A população não tem saúde, hospital sem emergência e um caos, educação, alunos sem merenda de qualidade e a total falta de segurança. Esses ingredientes misturados dão o rumo de uma cidade sem nenhum controle de gestão e policiamento adequado, culminam com diversos assaltos. A creche Creche Florentino Elias localizada no bairo Chaperó, foi assaltada pela segunda vez neste ano. Em um áudio divulgado pelo aplicativo Whatsapp, uma servidora solicita as mães que busquem seus filhos, pois a creche novamente foi vitima de bandidos covardes.

Os vagabundos entraram no local pela segunda vez mesmo com portão trancado, segundo as testemunhas é o mesmo desgraçado que havia assaltado a creche da última vez. O capiroto pulou o muro, rendeu e roubou todos, celulares, bolsas entre outros pertences… Ainda ameaçou voltar e disse que não queria mais ver o portão trancado, tamanho abuso e certeza de impunidade.

As crianças estavam todas dentro  da creche e o desgraçado levou todos os funcionários para o interior da creche, onde estavam os alunos.

A secretaria de educação mais uma vez parece optar pelo silêncio e nenhum pronunciamento foi feita até o momento. Neste ano, as escolas Teôtonio Villela, e outras três creches já foram assaltadas.

Ciep Irmã Dulce em Itaguaí sofre com atos de vandalismo

Professor é confundido com miliciano e quase é assassinado em Chaepró

O ciep 498 – Irmã Dulce localizado em Chaperó, foi vitima de vandalismo na última segunda- feira. Vândalos invadiram a unidade e quebraram uma TV que é utilizada para aulas no auditório da escola, além de danificarem impressoras e roubarem latas de tinta que são usadas para grafite num projeto que ocorre no local. Os marginais quebraram cadeiras, quadros e reviraram armários.

Não há informações dos autores do vandalismo.

Leia o texto publicado em uma perfil no Facebook que leva o nome da escola

“E triste pensar que ainda existe em nossa sociedade, pessoas capazes de roubar, depredar e vandalizar o único espaço, capaz de transformar a vida das pessoas. A ESCOLA. Pessoas que tentam tirar a oportunidade de crescimento intelectual e profissional de uma sociedade, um bairro, um município. Inadmissível, quebraram uma TV, utilizada para aulas no auditório, danificaram impressoras, roubaram latas de tinta para grafites da marca COLORGIN ARTE URBANA, que seria utilizada pelos alunos num projeto de grafite. Picharam vários ambientes, quebraram cadeiras e mesas novas de sala de aula, arrebentaram várias portas dos armários e portas de outros áreas. Picharam várias locais com palavrões. O bairro de Chaperó é um local de potencial crescimento e não podemos permitir que o espaço educacional seja desrespeitado.”

Professor é confundido com meliciano e quase é assassinado em Chaepró

No mesmo dia, um professor de outra unidade escolar que prefere não se identificar, foi parado quando atravessava de carro a linha ferrea em Chaperó. Bandidos armados ameaçavam dizendo que iriam matá-lo, alegando que ele era miliciano. Após provar que não era e suplicar por sua vida, o homem foi liberado pelos marginais.

ATENÇÃO! Todo conteúdo do blog Boca no Trombone Itaguaí se o texto for copiado deve conter a autoria da matéria. Caso contrário medidas legais podem ser adotadas.

Assalto à escola Teotônio Vilella mostra inoperância do poder público

Além desta já foram assaltadas duas creches, dois cieps e várias unidades de saúde municipais somente em 2018 em Itaguaí

A Escola Municipal Teotônio Vilella foi vitima de assalto na última sexta – feira 04 de maio. Os bandidos, que pelas imagens da câmera de segurança da escola parecem ser dois menores de idade,que invadiram o local no final da tarde após a divulgação de um suposto áudio onde bandidos ordenavam que escolas fossem fechadas às 14 horas. Eles pularam o muro e entraram no local onde funciona o Cederj. De lá levaram o microondas e uma tv. A responsável pelo setor acionou a polícia por se tratar de bens do governo do Estado. Os meliantes pareciam conhecer bem a escola, pois tentaram usar pontos cegos das câmeras. Cortaram um fio de uma delas e pensando estar cortando de outra, se equivocaram e cortaram o fio da internet da escola, e a câmera flagrou as suas atividades. Eles tentaram arrombar a porta principal da escola que dava acesso ao corredor, porém não tiveram sucesso.

A quadra é usada pela comunidade para prática de atividades esportivas, com a movimentação dos frequentadores que chegavam, eles fugiram e deixaram cair pelo caminho vários objetos furtados. Não há mais guardas municipais na escola, bem como em todas as unidades do município. Com isso, os locais ficam ainda mais vulneráveis.

O blog aguarda posicionamento da secretaria de educação de Itaguaí sobre as providencias adotadas, já que com as imagens ficou mais fácil a detecção dos vagabundos e o acionamento da polícia, já que nada ainda foi divulgado pelo governo municipal em relação a área que abrange as dependências da Teotônio Vilella.

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Prefeitura de Itaguaí não faz desconto de empréstimos de servidores com a Caixa

E o pior é que a prefeitura somente avisou após boa parte do funcionalismo ter recebido e não deu ampla divulgação de mais esse prejuízo aos servidores.

Ser servidor público em Itaguaí no governo atual de Charlinho Busatto (MDB), tem sido um total descontentamento. Como se não bastasse a série de prejuízos que o atual prefeito vem causando ao funcionalismo ele cada dia se supera mais. Parece que o prazer do atual governo é complicar a vida dos trabalhadores. Após cortar direitos, congelar de forma criminal o reajuste anual garantido na Constituição Federal, retirar o auxílio alimentação da maioria e reduzir os valores do auxílio transporte,congelar os pagamentos de férias prêmio e nível de qualificação, Charlinho não cansado de prejudicar, agora não enviou neste mês à Caixa Econômica Federal, o desconto em folha dos empréstimos consignados. A prefeitura que vem atrasando tais repasses desde o começo dessa gestão, bem como ocorreu em 2016, muitos servidores tem recebido cartas cobranças por isso, agora simplesmente não faz o repasse e sequer se dá ao trabalho de divulgar com antecedência. Esperou a maioria dos trabalhadores receber para dias depois dar mais essa péssima notícia em sua sede através de um simples cartaz e sem ampla divulgação. Ou é pura maldade ou a incompetência é tamanha que fazem desse governo ser o mais fraco dos últimos anos da cidade. É um desrespeito atrás do outro que parece não ter limites.

O servidor deve ficar atento e nosso blog recomenda que haja uma consulta a Caixa Econômica Federal, já que não há garantias de que nos meses anteriores houve repasse, mesmo tendo o desconto em folha. Afinal, para o governo Charlinho, males são sempre pouco quando o assunto é o funcionalismo e esse seria mais um direito dos servidores que é simplesmente retirado sem mais nem menos. que se virar e quitar os débitos. Caso o trabalhador não quite o débito ele corre o risco de ter seu nome negativado.

Entramos em contato com a prefeitura solicitando esclarecimentos, visto que um cartaz colado no prédio do governo não atinge a todo funcionalismo e que além de tudo é pouco esclarecedor, mas até o momento não obtivemos retorno.

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Onde está o conselho de alimentação escolar (CAE) de Itaguaí?

Segundo pais de alunos o feijão sumiu dos pratos das crianças até mesmo nas creches e a merenda se baseou no arroz com carne, pois até frango não mais se encontra

Após recebermos várias denúncias e acompanharmos como conselheiro as visitas pelo conselho do Fundeb, pôde se notar que de fato existe a diminuição na oferta da merenda escolar na rede municipal de ensino. Além do desjejum que faz parte do cardápio escolar e que esta sendo quase nulo na grande maioria das escolas e creches, nos deparamos com o fraco cardápio oferecido aos estudantes. Para se ter uma ideia, o feijão é artigo raro hoje nas unidades de ensino e o frango já acabou, incluindo as creches. Mães de alunos nos relataram que seus filhos choram de fome quando chegam em casa. Em algumas unidades as crianças estão sendo dispensadas mais cedo por conta da falta da merenda em alguns dias, nos relatou uma mãe. Entramos em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Itaguaí para falar sobre o problema, mas até agora não houve retorno.

Conselho de Alimentação Escolar, você conhece o de Itaguaí?

A merenda escolar é fiscalizada pelo CAE, Conselho de Alimentação Escolar, que em Itaguaí tem sede própria, localizado ao lado do prédio da secretaria de educação, na sala dos conselhos. Suas reuniões são publicas e nelas se trata de assuntos relacionados a merenda escolar, como por exemplo se ela está sendo adequada aos alunos, se as verbas federais destinadas para este fim estão sendo bem empregadas, se as cozinhas das unidades escolares estão sendo higienizadas adequadamente entre outras atribuições. Tal conselho, também tem obrigação de ir até as escolas para ouvir de pais e estudantes, questionamentos sobre a merenda escolar e agir quando forem encontrados problemas. Além disso, o CAE deve dar transparência aos seus atos, algo que em Itaguaí tem sido nulo, já que este conselho é o único a sequer possuir uma página no Facebook ou similar, para que a população acompanhe seus trabalhos.

Sendo assim, o blog Boca no Trombone Itaguaí verificou as datas das reuniões ordinárias do CAE em que os pais de alunos e estudantes devem acompanhar e fazer denúncias, pois são reuniões públicas conforme a lei federal de criação do Conselho.

LEIA: CHARLINHO EMPOSSA MEMBROS DO CONSELHO MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

Conheça a fundo como é o trabalho do Conselho de Alimentação

Embora pouca gente tenha ouvido falar dele, o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) existe desde 2000 para fiscalizar os recursos federais destinados à merenda escolar e garantir as boas práticas sanitárias e de higiene dos alimentos nas instituições de ensino.

Instituído por medida provisória, posteriormente ele passou a ser previsto pela lei nº 11.947/2009, que regulamenta a Alimentação Escolar. Sua criação está relacionada à descentralização dos repasses do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Ministério de Educação (MEC), que passaram a ser feitos diretamente aos municípios e estados sem a necessidade da realização de convênios e acordos similares, visando dar maior agilidade ao processo.

Composto de representantes da sociedade civil, de trabalhadores da Educação, de pais e de alunos, cabe ao órgão analisar uma série de ações, que incluem desde a produção dos alimentos até a prestação de contas dos gastos relacionados ao assunto. Também é tarefa do CAE emitir um parecer anual sobre o uso desses recursos pela rede de ensino – trabalho que exige precisão, já que é com base nesse relatório que será determinada a continuidade ou a interrupção dos repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a alimentação escolar.

A sua colaboração, gestor, para com o conselho é fundamental para garantir que ele funcione a contento. Se você ainda não teve a oportunidade de conversar com algum integrante do órgão, solicite à Secretaria de Educação o contato do CAE ao qual a sua instituição está vinculada para obter mais informações e divulgá-las na escola. Procure ser receptivo sempre que receber os conselheiros – eles visitam as escolas para observar aspectos como o armazenamento dos gêneros alimentícios e a satisfação dos estudantes em relação aos pratos do cardápio, por exemplo, e podem dar orientações muito úteis para toda a equipe.

Também é importante incentivar a participação da comunidade interna nas reuniões do colegiado. Uma vez incluída, essa população poderá se interessar em fazer parte do órgão – a atuação é voluntária – e, dessa forma, favorecer a maior interação com a escola. Afinal, um conselho efetivo dá à sociedade civil a oportunidade de aprimorar as ações da rede de ensino e garantir uma alimentação escolar saudável. A seguir, saiba mais sobre o seu funcionamento.

Representa a comunidade

O CAE é a instância da área de alimentação escolar mais próxima da sociedade, visto que dos sete membros titulares apenas um é indicado pelo poder legislativo. As outras seis vagas são ocupadas por representantes de pais de alunos, de entidades civis e dos docentes, discentes ou trabalhadores da educação (normalmente, são os professores). Eles são eleitos pelas classes às quais representam, por meio de assembleias específicas, assumindo um mandato de quatro anos, exercido de forma não remunerada. Para a execução do trabalho, a Secretaria de Educação deve disponibilizar toda a infraestrutura necessária, como local adequado para as reuniões (que têm de ocorrer mensalmente) e transporte para deslocamento dos membros.

Visita as escolas

É fundamental que os conselheiros conheçam as cozinhas, as despensas e os refeitórios das escolas para avaliar o gerenciamento de estoque, o cardápio, a higiene na preparação dos ingredientes e o fornecimento dos mesmos. O trabalho in loco permite que eles questionem se os alunos estão satisfeitos com a merenda e observem outras falhas que possam vir a prejudicar o bom andamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar. É importante que o conselho informe à Secretaria de Educação sobre as irregularidades encontradas durante as visitas e, depois, verifique as providências adotadas a respeito.

Fiscaliza os gastos

Analisar as contas relativas ao programa de alimentação escolar de cada município ou estado é, provavelmente, a atribuição do colegiado que exige mais atenção. Isso porque os conselheiros precisam verificar o relatório anual enviado pela Secretaria de Educação que detalha os gastos com a merenda, por meio de extratos bancários, cópias dos editais das licitações realizadas e uma lista com os débitos, as despesas e as notas fiscais. Cabe também ao órgão fazer com que todos cumpram a Lei da Alimentação Escolar no que diz respeito, por exemplo, ao investimento de 30% da verba federal na aquisição de produtos da agricultura familiar, visando estimular a alimentação saudável e promover o crescimento da economia local. Com base no estudo de todos esses aspectos, o CAE elabora um parecer ao FNDE em que informa se os recursos do Pnae estão sendo gastos conforme a lei. Se as contas não forem aprovadas e o FNDE concordar com a opinião do conselho, é aberto um processo para apurar as irregularidades e o repasse é suspenso.

Informa a população

Como a maior parte das pessoas desconhece a existência do colegiado, uma boa estratégia para fortalecê-lo é tornar pública a sua atuação. Para isso, os conselheiros podem preparar informes sobre as transferências e o uso dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar e divulgá-los em locais públicos, como murais de escolas, da Câmara Municipal, de igrejas e de associações e redes sociais. Também é válido sensibilizar comunicadores locais, como radialistas, por exemplo, e promover eventos para debater temas relacionados à merenda. O CAE de Guarulhos, na Grande São Paulo, por exemplo, realiza periodicamente Conferências de Alimentação Escolar e Segurança Alimentar e Nutricional. O evento congrega especialistas e a população da cidade para discutir questões como educação nutricional e agricultura urbana.

Conselheiros do Fundeb são impedidos de fiscalizar frota escolar na Sectran de Itaguaí

Conselheiros tiveram que acionar a polícia para exercerem suas funções

O Conselho do Fundeb Itaguaí, representados pelos conselheiros, Presidente Anna Paula Sales e o que vos escreve Júlio Andrade, estiveram presentes na Secretaria de Transportes (Sectran) Itaguaí, nesta sexta – feira 27/04 para fiscalização pelo Conselho do Fundeb. Tal conselho que é cobrado pelo Ministério Público frequentes visitas a fim de averiguar o correto uso das verbas do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), chegou ao local às dez da manhã. No entanto, os conselheiros após entrarem na sede da secretaria, foram impedidos de realizar as vistorias nos ônibus escolares. Segundo Benito Câmara, que se identificou como diretor, a fiscalização não poderia ser feita sem que houvesse uma comunicação prévia oficiada e com a data da vistoria mencionada. Após explicações sobre as atribuições do conselho terem sido apresentadas ao tal diretor, ele disse que essa era a função dele e que não poderia deixar que fossem feitas as fiscalizações. Indagado sobre de quem partiu a ordem, já que o secretário de transportes Nelson Donato Sobrinho estava ausente, ele preferiu não relatar, assumindo toda a responsabilidade e em seguida solicitou que os conselheiros se retirassem do local. Cabe ressaltar que antes de se retirarem, os conselheiros pediram para falar com a secretária do secretário de transportes, para marcar uma reunião com o mesmo. A secretária identificada com nome Deise, mandou dizer que não receberia os conselheiros.

 

Conselheiros do Fundeb Anna Paula Sales e Júlio Andrade

 

Como o Conselho do Fundeb é um conselho autônomo e segue o que diz o artigo 24 em seu parágrafo 13, da Lei Federal 11.494/07, Lei de criação Nacional do Fundeb, os conselheiros chamaram a policia que chegou cerca de meia hora depois. Com o aparato policial, o secretário apareceu de repente atendendo aos policiais e liberando a fiscalização. Já o tal diretor não foi mais visto pelos conselheiros.

 

Durante a fiscalização, foi notado que há pelo menos 15 ônibus parados por problemas diversos, como vidros quebrados, lanternas quebradas, falta de bateria entre outros vários problemas. Em 2017, o município preferiu não usar quase R$ 210 mil reais de verba do PNATE, dinheiro esse que seria suficiente para realizar os reparos necessários na frota.

 

Ônibus que esta com o estofado todo comprometido e que esta sendo usado na Escola Municipal Fazenda Santa Cândida

Ônibus com os estofados todos comprometidos e que está sendo usado na Escola Municipal Fazenda Santa Cândida

 

O Conselho do Fundeb tomará as providências cabíveis sobre o fato.

 

Opinião do Boca: Seria cômico se não fosse trágico. Algo inédito e inconcebível o que ocorreu na secretaria de transportes em Itaguaí. O Conselho do Fundeb, que, aliás, tem sido o único conselho a mostrar a população os seus trabalhos, ser impedido de fiscalizar a frota de ônibus escolares em pleno século 21, beira ao ridículo. Tal postura ditatorial demonstra medo e incompetência em esfera máxima da secretaria de transportes que já sofreu com denúncias de suborno em 2017, relatadas em rede social por um dos agentes de trânsito e que até agora nada mais foi comentado e muito menos providências adotadas. Ter que avisar quando fiscalizar seria o mesmo que a polícia avisar ao bandido quando irá prendê-lo, claro guardando-se as devidas prpoporções. Fiscalizar é o ato de verificar se (algo) está ocorrendo como fora do previsto; vigiar (CONSULTA AO DICIONÁRIO). Ou seja, ninguém vigia avisando né? Parece que tem gente na Sectran precisando voltar para a escola. Só espero que quando voltar ele tenha um transporte escolar adequado, porque se for para estudar em Itaguaí e necessitar de um transporte escolar ele terá ainda mais dificuldades.

 

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