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Proposta da Defesa para reforma inclui aumento para os militares

Projeto para mudar previdência das Forças Armadas tem regra mais branda em comparação a de civis e mais privilégios. Trabalhador comum será penalizado com 50%, enquanto militares apenas 15%

A Reforma da Previdência dos militares vai tramitar por projeto de lei e não por emenda Constitucional

A exigência dos parlamentares para fazer a Reforma da Previdência tramitar no Congresso já foi cumprida: na última quarta-feira, o Ministério da Defesa encaminhou à pasta da Economia uma proposta que inclui a reestruturação de toda a carreira das Forças Armadas, e prevê aumento de salário para a categoria, elevação de alíquota de contribuição previdenciária, aumento no tempo de serviço. Mas, em contrapartida, a regra de transição dos militares, que tramitará por meio de projeto de lei e não emenda constitucional, será mais branda do que a prevista para a inciativa privada e dos servidores civis, conforme informações da Agência Estadão Conteúdo.

Segundo o texto, os militares terão seu tempo de serviço mínimo de permanência na carreira ampliado de 30 para 35 anos. Mas para que isso ocorra será criado o cargo de sargento-mor, com adicionais de salários, que vão variar de acordo com postos e graduações. Esta seria uma forma de recompensar, segundo o ministério, a exigência, a responsabilidade e o tempo que o militar fica disponível, além de ajustar os valores dos cursos de capacitação dos militares.

Ainda pela proposta enviada pela Defesa, a contribuição previdenciária sobe dos atuais 7,5% para 10,5% e passa a ser cobrada de todos, incluindo alunos de escolas militares, recrutas e pensionistas. O desconto referente à assistência médica e pensões vai a 14%.

A proposta foi criticada por especialistas em Direito Previdenciário. “Em tempos que se discute a retirada de direitos sociais na Reforma da Previdência, o aumento do tempo de permanência na carreira dos militares vem ‘compensada’ com adicionais de salários e contribuição menor que a média dos demais trabalhadores com a mesma faixa salarial. Onde está a retirada dos privilégios?”, questiona Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

Transição vai ser maior para iniciativa privada

Ao contrário dos trabalhadores da iniciativa privada, que terão que pagar um “pedágio” de 50%, os militares terão tempo extra que vai variar de 15% a 20%. O pedágio mais leve deverá ser “pago” por integrantes das Forças Armadas, da Polícia Militar e dos Bombeiros para entrar na reserva.

Ou seja, um militar que já completou 25 anos de serviço, por exemplo, precisa trabalhar, pelas regras atuais, mais cinco anos. Mas se a PEC 6 for aprovada, esse militar terá que trabalhar até 20% a mais do período restante. O cálculo é limitado aos cinco anos de aumento no tempo mínimo de serviço. O pedágio dos militares é, inclusive, menor que o dos parlamentares (30%), pondera Adriane Bramante. “Ou seja, a regra do pedágio dos trabalhadores é de 50% e a dos ‘privilegiados’ é de 15%, 20% ou 30%. Um absurdo”, critica.

No setor privado poderá ter acesso aos 50% quem se aposentar por tempo de contribuição e isso será possível para quem tem apenas mais dois anos para cumprir os requisitos (30 anos para mulheres e 35 anos para homens).

Os trabalhadores que não se encaixarem nessas regras terão que cumprir a idade mínima, que será de 62 anos para mulher e de 65 anos para homens. E essa idade pode ser maior pois PEC 6 prevê um gatilho que aumenta a idade cada vez que o IBGE eleva a expectativa de sobrevida, alerta Guilherme Portanova, advogado da Faaperj.

“Um homem que tenha hoje 40 anos terá que trabalhar mais 25 para ter direito ao benefício, de acordo com a idade mínima. Mas como a cada quatro anos esse período sobe um ponto, quando esse trabalhador atingir os 65 anos, a idade mínima terá ido a 69 anos”, explica.

Fonte: O Dia

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Se reforma da previdência for aprovada servidor municipal do Rio terá desconto ainda maior

Servidor municipal do Rio terá desconto previdenciário de 14% caso reforma do governo Bolsonaro passar. Categorias estão se mobilizando contra a proposta de Reforma da Previdência; segunda-feira, debate na Câmara dos Vereadores abordará o assunto. Mulheres professoras serão as mais atingidas

Categorias do funcionalismo da Prefeitura do Rio de Janeiro já estão se mobilizando para uma reação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 06/19) da Reforma da Previdência, que está no Congresso Nacional. Se o texto passar, diversas medidas serão automaticamente aplicadas nos municípios e estados, como o aumento da alíquota previdenciária para 14% — para os entes que cobram contribuição menor que esse percentual.

O assunto começa a ser discutido por servidores e vereadores cariocas, na próxima segunda-feira, na Câmara Municipal.

A PEC prevê ainda que todos os entes criem previdência complementar — que, na prática, funciona pelo regime de capitalização. Os fundos complementares bancam a parte das aposentadorias e pensões que excede o teto do INSS, atualmente em R$ 5.839,45.

Os servidores federais que ingressaram no setor público a partir de 2013 conta com a Funpresp. E o funcionalismo estadual do Rio de Janeiro com o RJ-Prev. Já o Município do Rio não tem previdência complementar, e com a aprovação dessa medida, o governo Crivella será obrigado a implementá-la.

Debate começa à noite

O debate terá início às 18h, e ocorrerá no auditório do Palácio Pedro Ernesto. O encontro foi organizado pelo vereador Reimont (PT), que preside a Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Pública. Estarão presentes na mesa o técnico do escritório regional do Dieese no Rio, Paulo Jäger; o defensor público federal Thales Treiger; o conselheiro de Administração do Previ-Rio, Ulysses Silva; e a secretária de comunicação da CUT Rio, Maria Eduarda Fernandes.

Regras para mulheres preocupa

“O projeto de ‘nova Previdência’ mais se aproxima de uma proposta de negação da Previdência à medida que impõe regras de elegibilidade inalcançáveis para muitos sem garantias de fixação dos valores de benefícios”, criticou Ulysses, pontuando que, em sua opinião, a PEC afeta sobretudo as mulheres:

“É particularmente cruel com as mulheres cuja idade mínima passa de 55 para 62 anos, subindo 7 anos, contra um aumento de 60 para 65 (5 anos) no caso dos homens. Mais grave ainda para professoras que terão a idade mínima aumentada de 50 para 60 (10 anos)”.

O vereador Reimont destacou a necessidade de esclarecer pontos da PEC. “A proposta afetará a todos os trabalhadores, incluindo pensionistas e pessoas que já estão aposentadas, e também servidores municipais”.

Fonte Jornal O Dia

Presos suspeitos da morte de Marielle e Anderson Gomes

O sargento da PM reformado Ronnie Lessa é apontado como o responsável por efetuar os disparos, enquanto o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz dirigia o carro usado na execução. Mas mandante ainda não foi revelado

Um PM e um ex-PM foram presos no início da manhã desta terça-feira acusados de participação nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. O sargento da PM reformado Ronnie Lessa é apontado como o responsável por efetuar os disparos que mataram a parlamentar e seu motorista, enquanto o militar da corporação expulso dirigia o Cobalt usado na perseguição e ataque à parlamentar. Segundo as investigações, ele era o motorista do Cobalt utilizado para a execução. Elcio foi policial militar,mas acabou expulso da corporação. As prisões ocorrem dois dias antes dos crimes completarem um ano.

Ronnie foi preso em casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, onde o presidente Jair Bolsonaro morava antes de se tornar presidente e mudar para Brasília. O ex-PM Elcio Vieira de Queiroz é outro preso na operação desta terça, também em sua residência, no Engenho de Dentro, na Zona Norte. Nas redes sociais, uma foto mostra Queiroz ao lado do presidente. Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o caso.

A operação desta terça é realizada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), e pela Polícia Civil. Para os promotores do Gaeco, a empreitada criminosa foi meticulosamente planejada durante os três meses que antecederam o atentado. Além das prisões, a operação executa 34 mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados e outros locais para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos.

Na casa de Ronnie foram feitas diversas apreensões, entre elas um carro de luxo, FX35 da Infinnity, modelo de 2011, que o valor pode chegar a R$ 200 mil. Os agentes que participam das buscas na casa do sargento reformado da PM fazem uma busca meticulosa na residência, vasculhando telhados caixa d’água e, inclusive, vão escavar o terreno em busca de provas.

Políciais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do Sargento reformado Ronnie Lessa. Num condomínio de luxo

Após as prisões, o PM e o ex-PM foram levados para Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca. Élcio entrou pela porta lateral para evitar os jornalistas e um advogado que representa um dos presos também está na na especializada, mas não quis falar com a imprensa.

Carro da vereadora com marcas de tiro e vidros estilhaçados foi levado para a DH, após perícia inicial Maíra Coelho / Agência O Dia

Junto com os pedidos de prisão e de busca e apreensão, o Ministério Público pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Também foi requerida a indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor de Anderson até completar 24 anos de idade.

Marielle foi assassinada no dia 14 de março

A Operação Lume foi batizada em referência a uma praça no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. No local, ela também costumava se reunir com outros defensores dos Direitos Humanos e integrantes do Psol. Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão ‘trazer a lume’, que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz.

“É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia”, diz a denúncia acrescentando que a barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito.

PM reformado perdeu perna em atentado a bomba.

Em outubro de 2009, Ronnie Lessa perdeu uma das pernas após uma granada explodir dentro de seu carro, em Bento Ribeiro, na Zona Norte. Ele era lotado no 9º BPM, em Rocha Miranda, e o ataque aconteceu a poucos metros do batalhão. Ele também já atuou na Delegacia Antissequestro (DAS), cedido pela PM.
O atentado contra Lessa estaria associada a uma disputa interna pela segurança do contraventor Rogério de Andrade, que também sofreu um ataque a bomba seis meses antes. Diego de Andrade, filho de Rogério, morreu no atentado contra o pai, ocorrido na Barra da Tijuca.

O autor de ambos os ataques seria o ex-sargento do Exército Volber Roberto da Silva Filho. Ele acabou morto numa ação da Polícia Civil, no ano passado, durante uma troca de tiros num motel em Jacarepaguá.

O tiroteio, segundo o relato dos informantes, teria sido forjado para encobrir o assassinato de Volber.
Em abril do ano passado, ele também foi alvo de uma tentativa de assalto, conforme divulgado na época. Ronnie estava acompanhado de um militar do Corpo de Bombeiros e reagiu a uma abordagem na Praia do Pepê, na Barra. O PM reformado acabou atingido de raspão no pescoço e o bombeiro no braço.

Sargento reformado processou sites, mas Justiça arquivou processo por não achar autor

Em 2012, Ronnie entrou na Justiça contra portais de notícias por “uso indevido de imagem e danos morais”. Na época, informações sobre sua ligação com o contraventor Rogério de Andrade vieram a tona e ganharam repercussão na mídia.
A ação cita cinco veículos de informação, entre sites e programas de TV. Entretanto, a ação judicial acabou arquivada porque o sargento reformado, maior interessado no processo, não era encontrado.
“O feito encontrava-se paralisado há dois anos. Intimado para promover andamento ao feito em 48 horas, o mesmo não foi possível, pois não consta o endereço do autor nos autos. A parte autora deveria fornecer o seu endereço, assim como mantê-lo atualizado. Assim, tornou-se inviável a intimação do autor”, diz a ação.

Assessora sobrevivente de ataque fala pela primeira vez e diz que Marielle ‘incomodava’

No último domingo, a poucos dias das execuções de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes completarem um ano, a assessora da vereadora deu uma entrevista relembrando os assassinatos. Fernanda Chaves estava no carro que foi alvejado com mais de 10 tiros no Estácio, a região central do Rio.
“Lembro que fui depor na delegacia, imediatamente após o crime, abraçada… pedi pro meu advogado sentar atrás do meu carro e fui abraçada e praticamente abaixada. Tinha a sensação de que a qualquer momento ia vir uma rajada de metralhadora pela janela. Dentro da minha casa eu não passava pela janela”, a jornalista relembrou, em entrevista concedida ao Fantástico.

Fonte O Dia

Pressão internacional e homenagens durante o Carnaval deram novamente destaque ao crime bárbaro. Fora do País, toda a imprensa achava um absurdo em quase um ano, responsáveis não estavam presos. Contudo, quem mandou matar? Gente grande e poderosa pode estar por trás do assassinato.

Paulo Guedes enviará junto com a previdência projeto que dará ao Congresso controle do Orçamento

Em troca de votos para a Reforma da Previdência, Paulo Guedes sinaliza para prefeitos e governadores acabarem com a obrigação de investir valor mínimo em Saúde e Educação. É a PEC do Pacto Federativo. Isso representaria o fim de valores mínimos para saúde e educação no País

Prestes a iniciar a tramitação da reforma da Previdência, considerada o projeto prioritário para equilibrar as contas públicas, o governo decidiu apresentar uma segunda proposta de emenda constitucional (PEC), que deixa nas mãos do Congresso o controle total do Orçamento. A medida, chamada informalmente de PEC do pacto federativo, desvincula e desindexa as despesas do Orçamento. A proposta de mudança começaria a tramitar no Senado, como informou o ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista ao “Estado de S. Paulo”.

A decisão dobra as apostas na articulação política, pois significa colocar em tramitação os dois projetos mais relevantes da agenda econômica do governo simultaneamente no Congresso no primeiro semestre. A medida foi antecipada diante do pleito de governadores e prefeitos com finanças em frangalhos.

Atualmente, a imensa maioria dos gastos públicos é engessada, em despesas obrigatórias como pagamento de benefícios previdenciários, gastos com pessoal, abono, além dos limites mínimos constitucionais para saúde e educação. Sem esses limites, ou seja, com o fim das despesas obrigatórias e as vinculações do Orçamento, o Congresso poderia negociar livremente as prioridades de gastos, observando o limite imposto pelo teto, a regra que prevê que as despesas públicas não podem subir mais do que a inflação do ano anterior.

Cenário em hospitais e escolas podem piorar

Ao tomar posse no cargo, Guedes se referiu à desvinculação do Orçamento como um plano B à reforma da Previdência. Desde o mês passado, porém, diante da pressão de governadores e prefeitos, o governo começou a trabalhar numa proposta para desvincular despesas do Orçamento da União, de estados e municípios. Com a mudança, os entes da União em crise fiscal poderiam ter mais fôlego para honrar compromissos.

Socorro aos Estados

De acordo com a legislação, qualquer proposta de emenda à Constituição cuja origem é o Executivo deve começar a tramitar no Congresso pela Câmara dos Deputados. Nos casos em que a PEC é apresentada por um senador, porém, o processo de votação pode ser iniciado no Senado. Perguntado pelo GLOBO, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse não ver problemas na tramitação das duas propostas simultaneamente.

— Precisamos resolver logo isso, pois há muita pressão de governadores e prefeitos, que estão enfrentando séria crise financeira — disse o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE).

Próximos passos

Segundo o senador, o martelo deve ser batido até o início da semana que vem, quando Guedes participará de uma sessão em plenário para explicar a agenda de reformas da equipe econômica. Na ocasião, será definida uma data para que o ministro visite os gabinetes de senadores.

— Depois de iniciado o debate, o governo vai decidir qual o caminho a tomar: apresentar uma PEC ou identificar um senador para apresentar a proposta — disse Bezerra, que é cotado para propor o pacto federativo no Senado.

O governo pretende encaminhar o texto o mais rápido possível. Em paralelo, trabalha nos termos de um programa de socorro aos estados para alívio no curto prazo. Os governadores têm recorrido à União em busca de recursos, mas apesar da deterioração das finanças, não se enquadram nas regras do regime de recuperação fiscal, ao qual o Rio aderiu. A saída encontrada agora é oferecer financiamento com garantia da União em troca de medidas de ajuste fiscal. Nestes casos, a lógica do socorro muda: primeiro o estado precisa aprovar em assembleias medidas de correção para equilibrar as contas. Com base nos ganhos estimados para estas ações, o governo calcula quanto o ente poderá receber em empréstimos.

Análise

Analistas consideram que a estratégia de ataque duplo, com a tramitação simultânea de duas PECs, ajudará na aprovação da reforma da Previdência num momento em que o governo tem dificuldades em formar uma base que garanta maioria no Congresso para votação de projetos prioritários. Ao mesmo tempo, a proposta inclui riscos, pois emendas à Constituição requerem um mínimo de 308 votos para aprovação.

— O governo não tem outra saída. Como não tem maioria sólida estável no Congresso, tem de ser superativo e dominar a agenda legislativa. É uma estratégia lotar o Congresso com uma série de eventos — diz Carlos Pereira, cientista político da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo o cientista político Lucas Aragão, da Arko Advice, como a medida agrada a estados e municípios, poderá criar um ambiente de boa vontade política:

— Tem uma demanda imensa dos parlamentares, que não têm controle algum sobre o Orçamento. Eles conseguem mixaria em cima das emendas. E essa é uma agenda positiva que pode criar um clima de boa vontade para a votação da Previdência.

Negociação no BPC

Somente nos últimos quatro anos, segundo dados do Banco Central referentes ao fim de 2018, a dívida dos estados e dos principais municípios do país cresceu 28% e chegou a R$ 826,9 bilhões, maior valor da História.

Segundo a líder do governo na Câmara, Joice Hasselmann (PSL-PE), a estratégia de propor a nova PEC tem a anuência não só do Executivo, mas das presidências das duas casas.

— A apresentação da PEC [do pacto federativo] foi discutida com os presidentes do Senado e da Câmara. Falamos sobre a possibilidade de o texto ser apresentado por algum senador. São duas pautas importantes, que envolvem a economia do país como um todo. É como se fizéssemos dois gols — afirmou a líder governista.

Outro senador da base, Major Olímpio (PSL-SP), disse estar seguro de que, ao contrário da reforma da Previdência, que envolve pontos polêmicos, não há haverá dificuldade para a aprovação da desvinculação das despesas do Orçamento. Isso porque a matéria interessa a governadores e prefeitos.

A oposição, contudo, indica que haverá obstáculos. O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que a estratégia do governo pode atrasar a votação da reforma da Previdência por não haver tempo hábil para a discussão dos dois temas com a sociedade:

— Não é uma medida simples e muito menos que facilite o debate sobre a Previdência. Se o governo imagina que a PEC funcionará como um toma lá, dá cá, trocando votos para a reforma da Previdência por liberação de recursos orçamentários de estados e municípios, não vai dar certo.

Na entrevista ao “Estado de S. Paulo”, o ministro da Economia reiterou que não abre mão da economia de R$ 1 trilhão com a reforma da Previdência. Mas disse que é possível negociar o valor do BPC, benefício pago a idosos pobres. A proposta prevê que o governo antecipe o pagamento do benefício dos 65 anos para 60 anos, mas com valor de R$ 400. O idoso só passaria a receber o salário mínimo aos 70 anos. Guedes disse que o valor poderia subir para R$ 500 ou R$ 600.

Fonte: O Globo

Opinião sobre Bolsonaro Papo Reto

Por Laura Martins

POIS É….

Tinha vídeo da Ivete comprando o isopor que quebrou da ambulante que não parava de chorar porque ia perder toda a grana que ela tinha investido pra tirar um troco no carnaval.

Tinha vídeo de uns caras que fizeram uma vaquinha pra dar dinheiro pra um catador de latinhas, pelo trabalho de limpeza que ele tava fazendo durante o carnaval.

Tinha vídeo da menininha cantando Alceu Valença, muito emocionada no trio.

Tinha vídeo de um bloco inteiro que abaixou e ficou em silêncio pra que a mãe de uma criança perdida pudesse ser encontrada.

Brasileiros no carnaval. Uma festa linda, de gente calorosa.
Mas Bolsonaro não compartilhou nenhum deles, pra divulgar a maior festa brasileira, e com isso incentivar o turismo e atrair mais recursos para o país.
Não.

Ele preferiu divulgar um vídeo de um cara mijando em outro, como símbolo do carnaval, tentando desmerecer e destruir a imagem da festa.

Um caso isolado, que não representa nem de longe o tamanho e a beleza do carnaval. Não precisa ser um folião assíduo pra saber como é de verdade, basta abrir a janela.

Mas sabe porque ele fez isso?
Porque ele é movido a ódio.
Ele é incapaz de construir algo. Só destruir.

Ele não é patriota coisa nenhuma, como gostar de berrar aos quatro ventos. Um patriota de verdade ama as coisas do seu país.

Ele odeia carnaval. Odeia samba. Odeia funk. Odeia festa. Odeia nordeste. Odeia os artistas populares. Odeia pobre. Odeia gay. Odeia preta. Não gosta de nada que o Brasil tem pra oferecer de verdade.

Ele gosta de ordens, arma, violência, medo, repressão. Gosta de perseguir, ofender, debochar.
Ele gosta de destruir. A história, as festas, os exemplos.

Ele não tem nenhum equilíbrio emocional. Nenhum respeito pelo cargo que ocupa. Não sabe o que deveria estar fazendo lá. Passou a vida como uma ratazana no mundo da política.

Não tem nenhum plano pra construir um Brasil, um futuro. Só destruir. Destruir a educação, perseguir professor. Destruir as festas, perseguir as minorias. Destruir os direitos, acabar com empregos, com aposentadorias.

É o presidente da destruição.
Vocês quiseram isso, vocês votaram nisso, vocês pediram isso. Não tem desculpas, tinham 11 opções. Vocês quiseram isso, o ódio, a destruição, o despreparo, a violência.

Vocês quiseram alguém que mente de forma compulsiva e patológica. Vocês sabiam que o kit gay era mentira. Que a mamadeira de piroca era mentira. Vocês quiseram alguém que mente descaradamente. Mesmo todo mundo avisando, mostrando.

Serão 4 anos só de mentiras, violência, e destruição. Nada construtivo. Nada.

Texto de Laura Martins e aplaudido pelo Boca no Trombone Itaguaí.

Paraíso do Tuiuti: “Ninguém solta a mão de ninguém”

Escola traz enredo vencedor do Estandarte de ouro e faz sátiras com o atual cenário político do País. Em 2018 a escola foi vice – campeã trazendo um “vampiro presidente” em alusão ao ex presidente Michel Temer

Quinta escola a desfilar no segundo dia de carnaval no Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a Paraíso do Tuiuti trouxe mais uma vez a sua crítica política à elite e ao país das desigualdades.

A Paraíso do Tuiuti trouxe para a avenida o enredo “O Salvador da Pátria”, que trata do bode Ioiô, “eleito” vereador no Ceará, no começo do século passado. E seguiu o roteiro do bode em sua peregrinação para fugir do sertão.

Vice-campeã do carnaval do Rio em 2018, a a escola de São Cristovão investiu novamente em um enredo crítico, com bandeiras sociais e com referências a personagens da política nacional. Umas das alas, coreografada, trouxe “a peleja entre o bode da resistência e a coxinha ultraconservadora”, com um adereço que simula uma mão segurando uma arma de fogo.

Para retratar as andanças do bode Ioiô, a Paraíso do Tuiuti reviveu momentos da história do Ceará, retratando a desigualdade social e a insensibilidade da elite. Mostrou os campos de concentração que impediam o acesso de retirantes da seca de 1932 à Fortaleza.

O final do desfile da Paraíso do Tuiuti vai reeditar o tom crítico do carnaval de 2018 da escola. A fórmula da ‘ala dos manifestoches’ seguido do carro alegórico com um vampiro representando Michel Temer vai ser repetida. No entanto, o principal alvo das críticas da escola este ano é o presidente Jair Bolsonaro. O carro traz frases do capitão reformado.

Alguns blocos com frases do último carro alegórico foram retirados antes que entrassem na avenida. O movimento de retirada destes blocos atrasou a entrada do carro, e, consequentemente parte do desfile da Paraíso do Tuiuti. Não se sabe, até então, o motivo pelo qual partes do carro alegórico com frases de Jair Bolsonaro foram arrancadas.

Internautas reclamaram nas redes sociais que a TV Globo, em sua transmissão, não exibiu a letra do enredo da Paraíso do Tuiuti, como faz com todas as escolas.

Confira o samba-enredo da Tuiuti:

O meu bode tem cabelo na venta
O Tuiuti me representa
Meu Paraíso escolheu o Ceará
Vou bodejar lá iá lá iá

Vendeu-se o Brasil num palanque da praça
E ao homem serviu ferro, lodo e mordaça
Vendeu-se o Brasil do sertão até o mangue
E o homem servil verteu lágrimas de sangue

Do nada um bode vindo lá do interior
Destino pobre, nordestino sonhador
Vazou da fome, retirante ao Deus dará
Soprou as chamas do dragão do mar

Passava o dia ruminando poesia
Batendo cascos no calor dos mafuás
Bafo de bode perfumando a boemia
Levou no colo Iracema até o cais
Com luxo não! Chão de capim!
Nasceu muderna Fortaleza pro bichim

Pega na viola, diz um verso pra iô iô
O salvador! O salvador! (da pátria)

Ora meu patrão!
Vida de gado desse povo tão marcado
Não precisa de dotô
Quando clareou o resultado
Tava o bode ali sentado
Aclamado o vencedor

Nem berrar, berrou, sequer assumiu
Isso aqui iô iô é um pouquinho de Brasil

Paraíso do Tuiuti

Fonte Nossa Política

Governo extingue possibilidade de desconto sindical direto da folha

Com mais essa, trabalhadores terão ainda mais dificuldades para em classe reivindicar seus direitos. Medida deixa claro que é vedado o envio da cobrança sem que haja autorização “prévia e expressa” do empregado

O governo do presidente Jair Bolsonaro editou a Medida Provisória 873 para reforçar o caráter facultativo da contribuição sindical. O texto ainda extingue a possibilidade de o valor ser descontado diretamente dos salários dos trabalhadores. O pagamento agora deverá ser feito por boleto, enviado àqueles que tenham previamente autorizado a cobrança.
A MP foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de 1º de março. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, explicou em sua conta no Twitter que a medida é necessária devido ao “ativismo judiciário, que tem contraditado o Legislativo e permitido a cobrança”.

Marinho é ex-deputado federal e, em 2017, foi relator da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados. Foi ele quem incluiu no texto a medida que pôs fim ao imposto sindical, cobrança até então obrigatória a todos os trabalhadores. A contribuição sindical equivale ao valor recebido por um dia de trabalho.
“A MP deixa ainda mais claro que contribuição sindical é fruto de prévia, expressa e individual autorização do trabalhador”, explicou o secretário na rede social.

O texto também deixa claro que nenhuma negociação coletiva (que ganhou força sobre a legislação após a reforma trabalhista) ou assembleia geral das entidades terá poder de devolver ao imposto sindical o status obrigatório.
Pelas novas regras, o boleto bancário (ou equivalente eletrônico) precisará ser previamente solicitado e obrigatoriamente enviado à residência do empregado ou, na impossibilidade de recebimento, à sede da empresa. Quem descumprir essa medida poderá ser multado.

A MP ainda deixa claro que é vedado o envio da cobrança sem que haja autorização “prévia e expressa” do empregado.
O governo prevê que a autorização prévia do empregado deve ser “individual, expressa e por escrito”. Não serão admitidas autorização tácita ou substituição dos requisitos por requerimento de oposição (quando o trabalhador indica ser contrário ao desconto).
O desconto da contribuição assistencial – recolhida quando há celebração de acordo ou convenção coletiva – também deverá ser previamente autorizado.

Opinião do Boca: Com mais essa, fica clara a intenção de fortalecer os empregadores e anular qualquer força da classe trabalhadora. Atual governo segue uma cartilha perigosa para os mais necessitados. Trabalhar no Brasil caminha para o básico do básico e com muitos aplaudindo a própria desgraça.