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Charlinho a um passo da cassação definitiva na Câmara

Irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo pode pôr fim a anêmica gestão dos Busattos em terceiro e mais polêmico mandato “familiar “. Página do Boca no Trombone Itaguaí no Facebook irá transmitir a sessão

Em 09/07/2020

O ainda prefeito de Itaguaí Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB), pode ter nesta quinta seu mandato cassado definitivamente. Após a cassação por nepotismo no mês de março e que graças a um erro jurídico da Câmara Municipal, que permitiu que o atual prefeito voltasse ao poder por decisão do Supremo Tribunal Federal, agora a inevitável queda dele e de seu fiel escudeiro e sombra, o vice-prefeito Abeilardinho Goulart (sem partido), parece apenas questão de horas. Com uma Câmara composta visivelmente de 16 opositores e apenas um aliado, a permanência dos Bussatos no poder parece já ser coisa do passado.

A quinta Comissão Processante, aberta na Casa Legislativa desde que o atual prefeito assumiu este mandato, aponta possíveis irregularidades na contratação da empresa PLURAL SERVIÇOS TÉCNICOS LTDA”, responsável pela coleta hospitalar e domiciliar na cidade. Entre as várias denúncias, uma delas é sobre o endereço dado como sede da empresa que pertence a sogra do vice-prefeito Abeilardinho e sobre a empresa não ter apresentado o menor preço dos serviços prestados, bem como o impedimento por parte do governo da participação da empresa “Líbano Serviços de Limpeza” mesmo ela tendo apresentado os menores valores para a realização dos serviços.

O pedido de abertura da CEP 01/2020, foi protocolado pela servidora municipal Hellen Oliveira Senna, que já havia feito outras denúncias que resultaram em comissões de investigações legislativas, entre elas a de Nepotismo, que alimentava uma rede de cabides de empregos em cargos entre o prefeito e os comissionados mais chegados, entre essas sua esposa, a secretaria de educação Andréia Busatto.

A sessão desta quinta-feira é a mais desfavorável ao ‘reino’ ruído dos Busattos na cidade. Declaradamente, 16 dos 17 vereadores já declaram serem opositores do atual mandatário municipal. A única exceção é o líder do governo na Câmara, o vereador Alexandro de Paula, o Sandro da Hermínio, que parece estar arriscando enterrar sua cabeça na areia como um avestruz, para continuar defendendo a todo custo um governo combalido.

Mesmo em movimentos sombrios de tentativas de convencimento à alguns vereadores de votarem para o fim da comissão processante, conforme flagramos, o desguanercido pelotão de gatunos com carguinhos digno de pessoas frívolas, já não são capazes de evitar o fim melancólico do cisco mandato do prefeito de Itaguaí.

Como se não bastasse a quinta Comissão Processante em menos de dois anos, o prefeito e sua esposa se presentearam no mês de abril com uma quantia que se somada aos salários de ambos, atinge a marca de R$ 150 mil reais. Além disso, a pressa para beneficiar aliados com valores exorbitantes, sangrando os cofres públicos, já era sinal de que os próprios Busattos já dão como certa o fim melancólico e vergonhoso de um mandato repleto de denúncias de irregularidades. Testemunhas nos relataram que na sede da secretaria de educação, onde a primeira dama comanda, ja está ocorrendo desde terça-feira uma ‘limpa’ e uma agitação digna das mudanças mais escusas.

Mas o declínio pode não parar por aí, além das costumeiras denúncias que tramitam na justiça contra Charlinho e algumas novas contra alguns secretários municipais, uma nova Comissão Processante já foi aberta na Casa Legislativa. A denúncia feita por Christianne Gerardo aponta nova irregularidade. Após a reabertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que ficou fechada por quatro anos, Charlinho contratou uma Organização Social (OS) que subcontratou outra empresa, a Doctor Vip, que fornece a equipe profissional que atua na unidade de saúde, a famosa ‘quarterização’, algo que não é ilegal se não fosse a ligação do diretor da Doctor Vip com Leandro Braga de Souza, preso na operação ‘Favorito ‘ da Polícia Federal e ligado a Mário Peixoto, também preso.

Tal operação é uma nova etapa da Lava-Jato no Rio que apura desvios em contratos na área da saúde envolvendo organizações sociais. Deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal ( MPF ). De acordo com o MPF, o grupo do empresário Mário Peixoto buscou usar a pandemia do novo coronavírus para expandir seus negócios. Os procuradores dizem que foram encontrados indícios que indicam para a movimentação da organização criminosa em relação a contratos para a instalação de hospitais de campanha.

Leia abaixo e na íntegra o processo administrativo que se transformou em CEP e que pode hoje cassar o prefeito e o vice-prefeito de Itaguaí

Processo Administrativo nº 109/2020 Download

A sessão será realizada nesta quinta-feira 09/07 de forma online e sem público na Câmara às 18 horas. Nosso blog transmitirá em nossa página no Facebook toda a sessão no link abaixo: Clique abaixo:

Sessão da Câmara na página Boca no Trombone Itaguaí

Leia mais:

Documento mostra que Prefeito de Itaguaí e esposa receberam juntos R$ 150 mil reais no mês de abril

Comissão ouve testemunhas em processo contra irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo em Itaguaí

Por 15 votos a 1, Câmara aprova parecer prévio de Comissão que pode cassar o mandato de prefeito e vice-prefeito de Itaguaí

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz é preso em Atibaia, SP

Ele é investigado por participação em suposto esquema de ‘rachadinha’ na Alerj à época em que Flávio era deputado estadual. Queiroz foi preso na casa do advogado Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Em setembro de 2019, Wassef disse ao programa Em Foco que não sabia o paradeiro de Queiroz, e que não era advogado dele. Um caseiro do imóvel disse à polícia, entretanto, que o ex-assessor estava lá havia um ano. Na última quarta-feira, Wassef estava no Palácio do Planalto, na cerimônia de posse do ministro das Comunicações

Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso em Atibaia, interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (18).

O mandado foi expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do estado (Alerj). No esquema, segundo a investigação, funcionários de Flávio, então deputado estadual, devolviam parte do salário, e o dinheiro era lavado por meio de uma loja de chocolate e através do investimento em imóveis.

Queiroz foi preso quando estava em um imóvel de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Na quarta-feira, Wassef estava no Palácio do Planalto, na cerimônia de posse do ministro das Comunicações (leia sobre a relação de Wassef com o presidente e a família e a matéria completa clicando aqui

Líder de movimento feminista diz que Sara Winter foi expulsa por sumir com dinheiro para protesto e espalhar mentiras

Até 2012, atual ativista fez parte do Femen. Ucraniana afirma que ela pediu dinheiro para realizar ação, mas ‘simplesmente desapareceu’; G1 entrou em contato com defesa da brasileira e aguarda resposta

Em 15/06/2020

G-1 – A ativista Sara Winter, presa nesta segunda-feira (15) em Brasília em uma investigação sobre movimentos antidemocráticos, foi excluída do grupo feminista Femen em 2012 acusada de “desaparecer” após receber dinheiro para fazer protesto que não foi realizado e espalhar mentiras sobre a organização. As afirmações são de Inna Schevchenko, líder do Femen, em entrevista ao G1 por e-mail.

Femen é um grupo feminista fundado na Ucrânia, famoso por protestos em várias partes do mundo de mulheres com seios à mostra e frases escritas no corpo. Na época em que deixou o grupo, Sara negou o uso irregular de dinheiro enviado pela matriz e disse que a organização assumiu uma postura “ditatorial” com as integrantes brasileiras.

Em 2012 Sara simulou cortar o pênis de um boneco que representava o na época deputado Jair Bolsonaro, logo após ele cultuar e minimizar os efeitos de um estupro do qual desrespeitou também uma deputada.

Atualmente, Sara Winter é chefe do grupo “300 do Brasil”, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo a investigação que levou à prisão de Sara nesta segunda, o grupo é suspeito de organizar e captar recursos para atos antidemocráticos e de crimes contra a Lei de Segurança Nacional. Integrantes do grupo 300 participaram de ato no último sábado (13), quando manifestantes lançaram fogos de artifícios contra o prédio do STF.

O grupo também participou de acampamento em Brasília que foi desmontado por policiais militares após o Ministério Público do Distrito Federal classificar o movimento como “milícia armada”.

O engajamento político recente da Sara Winter e as desinformações que ela espalhou sobre o movimento feminista nos últimos anos são uma vergonha”, afirma Inna.

O G1 entrou em contato com a defesa de Sara Winter para questionar sobre as acusações feitas pela líder do Femen, mas não havia obtido resposta até por volta de 10h.

A filiação de Sara ao Femen ocorreu há oito anos, quando ela foi até a Ucrânia. Naquele ano, ela chegou a protestar pela cassação do então deputado federal Jair Bolsonaro, de quem hoje é aliada, segundo o inquérito das fake news.

“Ela se apresentou naquela época como uma dedicada feminista que queria liderar o movimento feminista no Brasil. Quando ela voltou ao Brasil, nós descobrimos por alguns jornalistas locais que Sara Winter não era seu verdadeiro nome e que anteriormente ela estava envolvida em alguma organização estudantil de direita.

Nossa surpresa e indignação foram enormes”, conta a ucraniana de 29 anos.
Sara, na realidade, se chama Sara Fernanda Giromini. Já naquela época, ativistas de esquerda a criticaram por ter adotado um “nome de guerra” igual ao de uma apoiadora nazista britânica morta em 1944: Sara Winter née Domville-Taylor.
Historiadores ouvidos pelo G1 confirmam que há evidências da existência da britânica, embora ressaltem que ela não foi uma figura conhecida historicamente e que não há nenhuma comprovação de relação entre o nome das duas.

“Há evidências, sim, da existência de uma Sara Winter na União Fascista Britânica, mas não é possível afirmar que há uma relação de causalidade entre a Sara Winter original e a adoção (do nome) da Sara Winter brasileira”, afirma Odilon Caldeira Neto, professor de História Contemporânea na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Pesquisador de grupos neonazistas e de extrema-direita, ele diz que o grupo atualmente liderado pela Sara brasileira tem semelhanças com grupos radicais no exterior.
“O grupo adota algumas práticas que podem ser comparadas a grupos de extrema direita internacional, seja na simbologia das tochas, seja no termo ‘ucranizar’. Se enquadra dentro de um panorama de novos tipos de manifestação de grupos de extrema direita”, afirma ele.

‘Erro infantil’, disse Sara sobre movimentos de direita

Em 2012, quando confrontada pela líder do Femen sobre seu já existente envolvimento com movimentos de direita, Sara o teria atribuído a um “erro infantil”.
“Ela chorou e pediu para não ser expulsa do movimento, uma vez que o ativismo feminista era sério para ela e ela também queria corrigir seu erro anterior. Como feministas, que têm que apoiar outras mulheres, nós decidimos confiar na Sara”, relembra Inna Schevchenko.
A segunda chance, no entanto, durou poucos meses. O Femen afirma que enviou dinheiro para Sara viajar de São Paulo ao Rio para realizar um protesto que jamais foi realizado.

“No dia da ação ela simplesmente desapareceu”, diz a ucraniana, que decidiu expulsá-la.

“Depois disso, Sara Winter começou uma campanha de desinformação vergonhosa contra o movimento feminista e contra a minha pessoa. Nós, entretanto, decidimos não abaixar ao nível dela e simplesmente ignoramos suas acusações ridículas, lamentando por ela”.
Atualmente, o Femen diz que Sara tem “ideologias perigosas” e se tornou uma adversária de todas as feministas, negando os direitos e autonomia pessoal das mulheres.

Depois de ter sido alvo de busca e apreensão no inquérito das fake news, que também apura ataques a membros do Supremo Tribunal Federal (STF), Sara disse que iria “infernizar” a vida do ministro Alexandre de Moraes.

Ela é investigada também pela Procuradoria da República do Distrito Federal por suposta incitação à subversão da ordem social.

Leia a notícia completa do G1 aqui

Ativista bolsonarista Sara Winter é presa pela Polícia Federal em Brasília

Ela é investigada por envolvimento em atos antidemocráticos e no inquérito das fake news

Em 15/06/2020

A ativista Sara Winter foi presa nesta segunda-feira (15), em Brasília, no âmbito de um inquérito que apura atos antidemocráticos promovidos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

O mandado de prisão foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Outras cinco pessoas foram detidas. O inquérito apura a organização e o financiamento de protestos pró-ditadura realizados nos últimos meses por apoiadores de Bolsonaro, que pediam intervenção militar, a restauração do AI-5 (Ato Institucional Número 5, principal instrumento de repressão na ditadura militar) e o fechamento do STF.

Sara Fernanda Giromini, a “Sara Winter”, lidera um grupo de extrema direita chamado “300 do Brasil”. A organização oferece treinamento militar para seus integrantes, leva pessoas armadas para manifestações e, recentemente, fez um ato com tochas, máscaras e roupas pretas em frente ao STF, copiando símbolos usados por supremacistas brancos americanos.

Na noite do último sábado (13), o grupo lançou fogos de artifício contra o palácio do Supremo Tribunal Federal.

Winter também é investigada no chamado inquérito das fake news e foi alvo de mandados de busca e apreensão no fim de maio. Entre maio e outubro de 2019, ela exerceu o cargo de coordenadora de atenção à gestante no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves.

Fonte: Infomoney

Governo transfere R$ 83,9 milhões do Bolsa Família para investir em propaganda

Bolsonaro prefere investir em propagandas do governo em troca da miséria de milhões de brasileiros

Em meio a maior crise econômica, social e sanitária do país, o presidente Jair Bolsonaro retirou R$ 83 milhões do programa Bolsa Família para destinar o valor à comunicação institucional do governo federal.

A portaria 13.474 / 2020, autorizando a transferência foi publicada no Diário Oficial da União, na edição desta quinta-feira (4), assinada pelo Secretário Especial da Fazenda, Waldery Rodrigues Junior. A medida acontece em meio à pandemia do novo coronavírus no país.

A medida afeta mais as famílias mais pobres da região Nordeste. Coincidentemente região de menor apoio a Bolsonaro.

Esta não é a primeira vez que o atual governo é acusado de prejudicar a população mais carente da região Nordeste por meio da distribuição de renda. Ou a falta dela.

Em março deste ano foi revelado que Bolsonaro havia distribuído apenas 3% dos recursos providos do programa social para famílias nordestinas. Sul e Sudeste, no entanto, receberam 75% das novas concessões.

Ironicamente, o Nordeste representa 36,8% das famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza que dependem do programa.

Perversidade bolsonarista

Segundo apuração do jornal Estado de S. Paulo, divulgada em março deste ano, o número de benefícios repassados a Santa Catarina, cuja população é oito vezes menor que a do Nordeste, representa o dobro da quantia distribuída para os nove estados da região_ governados por opositores de Bolsonaro.

A denúncia fez com que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinasse a suspensão dos cortes do Bolsa Família ao Nordeste e distribuísse os recursos de forma igualitária para todas as regiões do país.
A decisão do corte de R$ 83 milhões, que seriam destinados à região Nordeste, foi assinada pelo Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior.

Tudo isso ocorre quando o presidente e seus aliados estão na mira da justiça por terem cometidos possivelmente vários crimes. Hoje inclusive um grupo de Hackers os Anonymous divulgou a possível participação da família Bolsonaro no assassinato da vereadora Marielle Franco. Esse grupo de Hackers já havia divulgado detalhes de ações comercias e financeiras de aliados e da família Bolsonaro. Eles prometem provar que Bolsonaro, seus filhos e boa parte de seus aliados são criminosos.

Resposta do governo

O governo alegou que usou essa verba do Bolsa Família porque sobrou recursos do fundo, já que muitos brasileiros optaram por receber o auxílio emergencial. Porém a resposta do governo é no mínimo contraditória, já que há quase 05 MILHÕES de brasileiros que pediram o auxílio do Bolsa Família e até agora não receberam e nem pediram o auxílio emergencial.

Após ser reinaugurada UPA de Itaguaí aponta indícios de irregularidades

Como mostrou o RJ1 nesta sexta-feira (29) a empresa que vai administrar a unidade subcontratou outra que teve diretor preso há duas semanas. MP investiga se houve fraude na licitação.

Por Anita Prado, Guilherme Peixoto e Lucas Von Seehausen, RJ1

A UPA de Itaguaí, na Baixada Fluminense, ficou quatro anos fechada. Agora ela foi reaberta e o edital para administrar a unidade têm indícios de irregularidades, como mostrou o RJ1 desta sexta-feira (29). Empresários presos e investigados aparecem nos contratos firmados com unidade.

A licitação para comprar mobiliário está marcada para esta sexta, quatro dias após a reinauguração. A forma como os profissionais de saúde foram contratados para trabalhar também chama a atenção.
A organização social que venceu o edital para administrar a unidade e vai receber R$ 17 milhões em um ano, resolveu subcontratar outra empresa para fornecer os profissionais: a Doctor Vip.

Como revelou a reportagem da TV Globo, essa empresa é conhecida da Prefeitura do Rio e também do governo do estado já que organizações sociais que administram as unidades de saúde públicas subcontratam a Doctor Vip.

De acordo com denúncias do Ministério Público, a empresa firma um acordo com a unidade e fornece a equipe médica. A OS paga à empresa, que repassa o pagamento para os profissionais.

O sistema foi apelidado de “quarteirização”. Não é ilegal e os profissionais de saúde, no papel, são sócios da empresa. Mas na prática, perdem vários direitos trabalhistas, como auxílios e o Fundo de Garantia.
O nome do diretor da Doctor Vip também chamou a atenção do MP. Segundo levantamento, Clébio Lopes, conhecido como Jacaré, já apareceu em reunião com o prefeito do Rio Marcelo Crivella e diretores de OSs. Em um dos encontros, Crivella indicou a contratação da Doctor Vip, segundo os promotores.

O MP descobriu ainda que Lopes teria ligação com um dos presos na Operação Favorito, Leandro Braga de Souza.
Segundo a denúncia, para desviar dinheiro dos cofres públicos, Braga de Souza usou uma conta bancária da empresa de Clébio Lopes.

A conta da Imagem Transportes foi utilizada em um depósito de R$ 5 mil, como comprovam as mensagens trocadas entre Lopes e Braga de Souza, interceptadas com autorização da Justiça.
As investigações indicam que Braga de Souza, por sua vez, é ligado a Luiz Roberto Martins, apontado por investigadores como operador do empresário Mário Peixoto. Os três foram presos há duas semanas.
Até ser preso, o empresário Mário Peixoto morava num prédio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. E Charlinho Bussato, que é prefeito de Itaguaí, mora no mesmo prédio. Eles são vizinhos.

Ligações e edital suspeito

Fontes ouvidas pelo RJ1 garantem que Mário e Charlinho são amigos. E que o prefeito de Itaguaí foi padrinho de casamento do empresário.
O edital que definiu a empresa que iria administrar a UPA de Itaguaí também levanta suspeitas. No fim do ano passado, a Prefeitura de Itaguaí abriu um chamamento público para escolher uma organização social. Os interessados deveriam apresentar proposta até 20 de dezembro.

Duas empresas se inscreveram. Em uma reunião no dia 23 de dezembro, foi constatado que faltam alguns itens estabelecidos no edital. Então, foi aberto um prazo de oito dias para que as OSs apresentassem a documentação completa.
Nesse meio tempo, mesmo depois do prazo de inscrição, a prefeitura aceitou a proposta de outras duas organizações sociais. E justamente uma delas foi a vencedora do edital: a OS Centro de Excelência em Políticas Públicas (CEPP).
A empresa pertence a Eduardo Casotti Louzada. Ele já foi secretário de saúde de Angra dos Reis, na Costa Verde. Segundo a investigação do Ministério Público, tem ligação com Leandro Braga. E agora, contratou a empresa de Clébio Lopes.
A empresa que perdeu o edital entrou com recurso. Argumentando que o prazo não foi respeitado e que a concorrente não apresentou os documentos que precisava. O recurso foi negado.

O edital causou estranheza também aos vereadores da cidade. Em um requerimento de informações, a comissão de saúde da Câmara questiona se a admissão de duas empresas depois do término do prazo de entrega de documentos se deu de forma legal.
O especialista em administração pública, Manoel Peixinho, analisou a documentação, a pedido do RJ1.
“A conclusão que eu chego é que houve fraude na licitação. A empresa vencedora não foi devidamente habilitada, ela não apresentou a documentação a tempo, e também não autenticou as documentações. Ou seja, houve violação flagrante ao chamado princípio da vinculação ao instrumento convocatório. É quando um licitante desobedece às regras previstas no edital de licitação. O que mais impressiona é que a comissão de licitação direcionou a licitação para a empresa vencedora”, disse o especialista.

O que dizem os envolvidos

A empresa Doctor Vip enviou uma nota dizendo que Clébio Lopes, diretor da empresa, conhece Leandro Braga há 15 anos e que já fizeram inúmeros negócios de compra e venda, e também troca de cheques. A empresa disse que repudia o uso do nome Doctor Vip para fins políticos.
A Prefeitura de Itaguaí disse que desconhece a subcontratação da empresa Doctor Vip e que vai averiguar a informação.

Sobre o edital com indícios de irregularidades, a prefeitura enviou as etapas do processo e apontou que houve abertura de novo credenciamento, e por isso, a Organização Social CEPP pôde participar.

A Prefeitura de Itaguaí disse também que o requerimento da Câmara é uma ação a política.

O prefeito do Rio Marcelo Crivella disse que esteve com Clébio Lopes numa reunião de trabalho com empresas de saúde, mas que não houve interferência na contratação da empresa para a UPA de Itaguaí. Mas não explicou a participação de Clébio na reunião.

A empresa CEPP, que ganhou edital para a gerenciar a UPA de Itaguaí, não respondeu ao contato.

ASSISTA A MATÉRIA DO RJ1 COMPLETA NO LINK ABAIXO:

Assista no Globoplay:
https://globoplay.globo.com/v/8589122

Polícia Federal cumpre mandados em investigação sobre fake news, incluindo Itaguaí

São alvos das investigações pessoas de várias cidades entre elas Itaguaí, além de Luciano Hang das lojas Havan, do deputado Roberto Jefferson, do deputado estadual Douglas Garcia e do blogueiro Allan dos Santos. Um helicóptero e vários carros da PF foram vistos em Itaguaí

A Polícia Federal realizou na manhã desta quarta-feira 27, operação que visa cumprir mandados de busca e apreensão contra notícias mentirosas, as fake news.Dentre vários alvos das investigações, incluindo pessoas em Itaguaí e Campo Grande, estão o presidente do PTB, Roberto Jefferson; o empresário dono da Havan, Luciano Hang; o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-RJ); o blogueiro Allan dos Santos; entre outros aliados e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Empresário Luciano Hang das lojas Havan ao lado do presidente Jair Bolsonaro

Presidente do PTB Roberto Jefferson

Deputado estadual Douglas Garcia do PSL

Hoje foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão. No Rio a operação de combate às fake news foi em Campo Grande e em Itaguaí. Locais de onde partiram notícias falsas e ameaças contra ministros e membros do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação foi ordenada pelo Ministro do STF Alexandre de Moraes.

Em Itaguaí foi possível ver um helicóptero sobrevoando a cidade

Além do Rio, essa operação ocorre em São Paulo, no Distrito Federal, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Além dessa ocorreram hoje outras 3 operações.

A operação Camilo que é uma força tarefa formada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul com o GAECO, com 129 medidas judiciais com investigações que apuram crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção passiva, organização criminosa, ocultação de bens, crime de responsabilidade e desobediência. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 15 milhões dos recursos da saúde.

Também ocorreu a operação Lázaros, que visa desarticular uma organização criminosa que reativava bens previdenciários que haviam sido suspensos, tal, investigação tem foco no INSS.

Por fim outra operação, denominada de “Cara dura”, visa desarticular um grupo criminoso suspeito de cometer furtos contra Instituições financeiras. Essa última cumpre mandados não só no estado do Rio de Janeiro, mais precisamente em Niterói, como também em Tocantins.

Assista no Bom dia Rio link abaixo:

Assista no Globoplay:
https://globoplay.globo.com/v/8582248

Funcionária de Itaguaí denuncia perseguição após fazer denúncias de descaso no hospital da cidade

Após ir na polícia duas vezes , uma delas devido a falta de materiais de Equipamento de Proteção Individual (EPI) para ser usado durante a entubação de pacientes com a Covid-19 por funcionários e outra por falta de respiradores equipamento primordial para atender pacientes em estado grave de Covid-19, Danielle sofreu retaliações e foi transferida. Perseguida por um governo onde prefeito e vice-prefeito sequer aparecem na prefeitura para dar expediente

A técnica de enfermagem Danielle Eloy com quase 10 de anos de atuação em Itaguaí, foi transferida do hospital Municipal São Francisco Xavier, após ir à polícia denunciar graves irregularidades cometidas dentro do hospital. Danielle fez denúncia na Polícia Civil por duas vezes.

Uma delas devido ao não fornecimento de capa impermeável, material obrigatório a ser usado por profissionais durante a entubação de pacientes com a Covid-19 em estado grave. Danielle alega que até procurou pela cidade para poder comprar tal material com recursos próprios, mas não encontrou. Ao fim o hospital ofereceu uma capa de tecido que continha furos para que fosse usada, o que viola todas as determinações do ministério da saúde.

Após a primeira denúncia ela começou a sofrer perseguições. Mesmo assim e no total direito e no louvável respeito a seus colegas e aos pacientes, Danielle foi novamente a polícia fazer outra denúncia. Agora sobre a falta de respiradores no hospital, equipamento vital para pacientes com Covid-19 em estado grave.

E aí ao invés da direção do hospital, da secretaria de saúde e da prefeitura de Itaguaí fornecerem tais equipamentos e um atendimento digno e seguro para profissionais e pacientes, além de valorizar pessoas que demonstram querer o melhor para a saúde do município, eles claramente preferiram transferir a técnica para um posto de saúde no bairro Saco da Prata. Local este que não se chega de transporte público e que somente uma van da prefeitura realiza o trajeto de mais de uma hora em estrada de chão e que atende no máximo 150 pessoas, pois é o número de habitantes no local.

Aliás o posto localizado no Saco da Prata, tem carência até de Dipirona e está prestes a desabar, pois rachaduras enormes, incluindo uma de fora a fora ameaça desabar na cabeça dos profissionais que lá atuam. Isso eu Júlio Andrade do blog Boca no Trombone Itaguaí, vi com meus próprios olhos.

Enquanto a Técnica em Enfermagem é perseguida por denunciar a precariedade do atendimento público na saúde de Itaguaí, prefeito e vice-prefeito sequer aparecem na prefeitura para dar expediente. Deve ser por isso que eles não aparecem, pois se nela estiverem podem precisar de atendimento de emergência no único hospital público da cidade e constatarem o perigo que tem sido a administração de ambos.

ASSISTA A MATÉRIA NO RJ1

Assista no Globoplay:
https://globoplay.globo.com/v/8572623

Bolsonaro defendeu em reunião troca na PF para evitar que familiares e aliados fossem prejudicados

Quem não deve…

Inquéritos no Supremo Tribunal Federal podem envolver Bolsonaro e seus filhos como atos Pró-golpe contra a democracia e a Constituição Federal, criação e divulgação de Fake News e o caso Queiroz onde Flávio Bolsonaro é suspeitos de que as transferências feitas por Queiroz, façam parte de um esquema de “rachadinha”, com parte dos salários dos assessores voltando para Flávio. Vídeo assistido hoje no STF foi na íntegraa.Vale lembrar que o governo não queria entregar todo o conteúdo da reunião, mas STF exigiu que nada fosse ocultado. Sobre Flávio Bolsonaro sua defesa fez de tudo para que ele não fosse investigado.

BRASÍLIA – No vídeo da reunião do conselho de ministros do último dia 22 de abril, exibido nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro defendeu trocas no comando da Polícia Federal do Rio para evitar que familiares e amigos seus fossem “prejudicados” por investigações em curso. Segundo o relato de três fontes que assistiram ao vídeo, Bolsonaro disse que gostaria de substituir o superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro e que demitiria até mesmo o então ministro da Justiça Sergio Moro caso não pudesse fazer isso. Ao deixar o cargo, Moro acusou o presidente de interferir politicamente na PF.Em resposta, Bolsonaro afirmou na tarde de hoje que não disse as palavras “Polícia Federal”, “superintendente” e “investigação” durante o encontro.

Entenda: As investigações no Supremo e no Congresso que preocupam Bolsonaro

Segundo fontes que assistiram ao vídeo, Bolsonaro afirma durante a reunião que precisava “saber das coisas” que estavam ocorrendo na Polícia Federal do Rio e cita que investigações em andamento não poderiam “prejudicar a minha família” nem “meus amigos”. Sob esses argumentos, o presidente afirma que trocaria o superintendente do Rio, o diretor-geral da PF ou até mesmo o ministro da Justiça, para garantir ter acesso a informações e que pessoas próximas não seriam prejudicadas.

Na avaliação de investigadores, o presidente confirmou expressamente que trocaria postos-chave da Polícia Federal em troca de indicar uma pessoa de sua confiança que garantisse acesso a informações sobre investigações contra familiares e pessoas próximas.

Palavrões, briga entre ministros, troca na PF e China: o que aconteceu na reunião citada por Moro.

Ainda no mesmo vídeo, Bolsonaro faz diversas críticas e reclamações direcionadas a Moro, afirmando que ele não defendia o governo nos momentos de derrotas jurídicas e pedindo mais engajamento.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello determinou que a perícia da PF transcreva integralmente as declarações do vídeo, para depois decidir sobre sua divulgação.

Cronologia: Relembre a crise entre Moro e Bolsonaro desde a reunião gravada no Planalto.

Após a exibição do vídeo da reunião ministerial, a defesa do ex-ministro Sergio Moro declarou que o registro audiovisual “confirma integralmente as declarações” do ex-ministro e defendeu que o vídeo seja divulgado integralmente.

O vídeo foi exibido sob forte esquema de segurança em um ato único realizado nesta terça-feira no Instituto Nacional de Criminalística (INC), sede da perícia da Polícia Federal em Brasília. Sergio Moro compareceu pessoalmente para assistir o vídeo, acompanhado de seus advogados. Também estavam presentes policiais federais, procuradores da equipe da Procuradoria-Geral da República e integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU), responsáveis pela defesa de Bolsonaro. Todos tiveram que deixar os telefones celulares do lado de fora da sala.

O INC também montou um esquema de isolamento da área próxima à sala onde o vídeo foi exibido. Próxima ao refeitório, foi recomendado que os peritos evitassem o local porque a área estava sendo usada para assuntos “sensíveis”. A exibição estava programada para ser realizada no início da manhã, mas, devido a atrasos, só começou próximo ao meio-dia. O evento terminou por volta das 14h30.

Inquéritos que estão no Supremo que preocupam presidente e podem envolver a família Bolsonaro

O inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar declarações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) contra o presidente Jair Bolsonaro não é o único que preocupa a família Bolsonaro. Casos como fake news e atos pró-golpe também são apurados por ministros da Suprema Corte. Os inquéritos, no entanto, ainda correm em segredo de justiça e, assim, não é possível afirmar ainda até que ponto os membros da família estão envolvidos nos casos.

CPMI das Fake News

Dois filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, e Eduardo Bolsonaro, deputado federal, são investigados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News por possíveis campanhas na internet para atacar adversários políticos, com uso frequente de notícias falsas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já determinou a abertura de uma investigação sobre ataques a membros da corte e do Congresso. A investigação teve acesso às informações colhidas pela CPMI das Fake News. A tramitação é sigilosa, mas alguns resultados já foram divulgados pela imprensa. Segundo a Folha de S. Paulo, a Polícia Federal identificou Carlos Bolsonaro como um dos articuladores de um esquema criminoso de fake news. E, segundo o Estadão, foram identificados empresários bolsonaristas que estariam financiando ataques contra ministros da Corte nas redes sociais.

Após a saída de Moro com acusações contra Bolsonaro, o ministro do STF Alexandre de Moraes, que é relator do caso, determinou que o comando da Polícia Federal mantenha nos postos os delegados da PF que trabalham nesse caso. A medida foi vista como uma forma de evitar que uma eventual substituição na direção-geral da PF influencie a investigação.

Atos pró-golpe

O ministro o STF Alexandre de Moraes autorizou a abertura de inquérito para investigar a manifestação realizada no dia 19 de abril, que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro. O pedido de investigação foi feito pela PGR para apurar se houve ato contra a democracia por deputados federais, o que justifica a competência do STF no caso. Este inquérito também está sob sigilo.

No protesto, que contava com defensores do fechamento do Congresso, do STF e de um novo AI-5, Bolsonaro fez pronunciamento a manifestantes em frente ao Quartel General do Exército. Ainda assim, o presidente não está no pedido de inquérito.

Caso Queiroz

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e amigo de Jair Bolsonaro desde a década de 1980, passou a ser investigado em 2018 depois que o Coaf (atual Unidade de Inteligência Financeira) identificou diversas transações suspeitas.

Segundo o órgão, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, valor que seria incompatível com seu patrimônio e ocupação, e recebeu transferências em sua conta de sete servidores que passaram pelo gabinete de Flávio.

Há a suspeita de que as transferências façam parte de um esquema de “rachadinha”, com parte dos salários dos assessores voltando para Flávio. O filho do presidente recorreu ao Supremo Tribunal Federal para barrar a apuração, mas as investigações foram retomadas por decisão do ministro Gilmar Mendes.

Promotores investigam ainda se a “rachadinha” teria sido usada para financiar uma milícia que era comandada pelo ex-policial Adriano Nóbrega, morto em fevereiro.

Flávio é investigado sob suspeita de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Não há informações detalhadas sobre os próximos passos nem previsão de conclusão porque os processos correm sob sigilo. O senador já negou ter cometido qualquer ilegalidade no caso.

Sergio Moro

A mais recente investigação envolvendo os Bolsonaro envolve o presidente. Na última semana, o ministro Celso de Mello aceitou pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para abrir inquérito e apurar declarações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro.

Na petição, Aras aponta a possível ocorrência dos crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça, corrupção passiva, denunciação caluniosa e crime contra a honra. O caso foi parar na Suprema Corte depois que Sergio Moro mencionou a demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, como uma das causas de sua saída do governo.

Com a abertura das investigações, o decano do Supremo deu prazo de 60 dias para a PF concluir as diligências.

Fontes: O Globo e JC

Site: Flávio teria lucro com milícias

Segundo Intercept, filho do presidente financiaria construções ilegais com ‘rachadinha’

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Bolsonaro, teria financiado e lucrado com construção de prédios da milícia erguidos com dinheiro público, segundo publicou, ontem, o site The Intercept Brasil, com base em documentos sigilosos do Ministério Público do Rio. A investigação do MP, que preocupa a família Bolsonaro, fez com que os advogados de Flávio pedissem por nove vezes a suspensão do procedimento.
O andamento do processo, inclusive, é apontado pelo Intercept como um dos motivos para a pressão de Bolsonaro ao então ministro Sergio Moro para troca do comando da PF.

Segundo promotores teriam afirmado ao site, sob anonimato, o investimento para construir teria sido feito com dinheiro de ‘rachadinha’ coletado no gabinete de Flávio na Alerj, que teria contado com ajuda de Fabrício Queiroz. O papel de ‘investidor’ que seria exercido por Flávio no esquema explicaria a evolução patrimonial do senador.

Fonte: O Dia