Arquivo da categoria: Polícia

Prefeitura de Itaguaí instala grades na Apae para tentar coibir novos furtos

Local foi arrombado diversas vezes em poucos meses

Em 15 de setembro de 2020

Itaguaí – A prefeitura de Itaguaí instalou grades nos acessos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Itaguaí (APAE). O local, já foi vítima de arrombamentos diversas vezes nos últimos meses, tendo além de atos de vandalismo, mercadorias sendo furtadas.

Com a instalação dessas grades, a prefeitura visa coibir essas ações criminosas. Até o momento ninguém foi responsabilizado pelos furtos ao local.

Tarde de horror na Reta de Itaguaí

Tiroteio abalou moradores. Jardim América e Monte Serrat foram os locais atingidos

Em 02 de setembro de 2020

Itaguaí – Moradores do bairros Jardim América e Monte Serrat na Reta de Santa Cruz em Itaguaí, tiveram momentos de horror na tarde desta quarta-feira (02).

Criminosos fortemente armados chegaram ao local por volta das 2 da tarde e entraram em confronto com supostos milicianos. Durante a troca de tiros que durou cerca de meia hora, os meliantes invadiram terrenos e foram vistos até em lajes de casas de alguns moradores. Os habitantes do local relataram o terror que viveram. Muitos se esconderam dentro de seus banheiros e também ficaram deitados no chão de suas casas para tentar fugir dos disparos. A polícia ainda não se pronunciou sobre o ocorrido em Itaguaí.

Essa não é a primeira vez que ocorre esse confronto no local. Há oito dias atrás, precisamente no dia 26 de agosto situação semelhante aconteceu no mesmo lugar. Por volta das 11 da noite criminosos tentaram invadir o local e também trocaram tiros com, segundo relatos dos moradores milicianos que atuam no local. Neste também, a Polícia Militar não se pronunciou até o momento.

Preso ex-policial suspeito de estuprar a própria filha dos 10 aos 17 anos

Ele foi preso em Itaguaí e confessou os crimes após ser levado para a delegacia de Jurujuba

Em 01/09/2020

Rio de Janeiro – Um ex-policial militar foi preso, na manhã desta terça-feira, suspeito de estuprar a própria filha, dos 10 aos 17 anos. Rogério Fonseca de Oliveira foi preso por agentes da 79ª DP (Jurujuba) na residência de sua mãe, em Itaguaí, na Baixada Fluminense.

Após a vítima denunciar seu pai para a Polícia Civil, foi instaurado inquérito policial e um mandado de prisão temporária pelo crime de estupro de vulnerável foi expedido pela 4ª Vara Criminal de Niterói. A filha relatou ter sido vítima das violências sexuais praticadas pelo seu pai dos 10 aos 17 anos de idade.

De acordo com a especializada, ele confessou os estupros na delegacia.

O ex-policial militar será encaminhado à SEAP, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Fonte: O Dia.

Presidente do Ipem será exonerado do cargo após prisão de funcionários

Segundo o governo do Estado do Rio, a medida sera publicada na próxima edição do Diário Oficial

Em 08 de agosto de 2020

Rio – Após policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial prenderem uma equipe de servidores do Instituto de Pesos e Medidas(IPEM), acusada de extorquir comerciantes de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o governo do Estado anunciou que irá exonerar o presidente do órgão Luis Machado, por determinação do governador Wilson Witzel em comunicado feito hoje dia 08. A publicação sairá no próximo Diário Oficial a ser divulgado.

Questionado, Luis Machado afirmou que não sabia que seria exonerado e se disse tranquilo sobre a decisão do governador, já que a presidência do IPEM é um cargo político e o governo do Estado tem o poder de nomear e exonerar quando achar pertinente. Luis disse não ter qualquer envolvimento com as prisões de servidores do órgão e que diferente do que disse um dos presos não mandou ninguém recolher dinheiro algum.

A prisão dos funcionários do IPEM aconteceu na tarde da última sexta-feira (7), no Feirão das Malhas, localizado na Rodovia Washington Luis. No momento em que os agentes deram voz de prisão aos servidores, os policiais encontraram cerca de R$ 4 mil com os funcionários.

Segundo investigação da Polícia Civil, os oito servidores do Governo do Estado estavam se passando por agentes da DRCPIM para extorquir comerciantes do centro comercial. Uma denúncia anônima deu início a investigação.

Os servidores identificados como Tancredo Torres de Souza, Leonardo Antunes Xavier, Tiago Lira Gonçalves, Leandro Macedo Peixoto, Marcelo Leite Ribeiro, Mario Jorge Lima de Carvalho, Fabio Mathias Bullos e Jorge Oliveira Duarte Júnior foram presos após extorquirem um empresário.

O dinheiro, R$ 4 mil, estava escondido em um fundo falso de um banco dentro do veículo do Ipem. De acordo com o delegado Maurício Demétrio Afonso Alves, titular da DRCPIM, responsável pela investigação, o grupo vai responder por organização criminosa, quadrilha, extorsão e corrupção.

Policial reformado é assassinado em Itaguaí

Homicídio ocorreu na noite de ontem no Centro da cidade

Em 30 de julho de 2020

Itaguaí – O policial militar reformado Geraldo Marcio Batista Nunes, de 60 anos, foi morto a tiros nesta quarta-feira (29/07), no Centro de Itaguaí. Segundo testemunhas ouvidas, Nunes como era conhecido levou um tiro pelas costas quando tentou entrar correndo num estabelecimento comercial para fugir dos tiros na Rua Deputado Otávio Cabral, no Centro. O autor dos disparos fugiu.

A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense abriu um inquérito para investigar o crime.

Ex-militar fazia a segurança em vários estabelecimentos comerciais na cidade

No ano passado, homens armados haviam invadido a casa do ex-policial no bairro Brisamar e realizaram vários disparos. Junto com seu filho, Nunes reagiu e os bandidos fugiram. A DHBF trabalha com a hipótese de uma ligação do assassinato de ontem com o atentado sofrido em 2019.

Vereador fala em gabinete do ódio, fake news e perseguições de ex-governo a servidores em Itaguaí

Mentiras espalhadas, ódio divulgado e ameaças de demissões e perdas de cargos por parte de membros do ex-governo Charlinho

Em 21 de julho de 2020

O vereador Willian Cézar (PL) relatou em dois vídeos em seu perfil na rede social Facebook, sobre o comportamento de membros ligados ao ex-governo de Charlinho cassado por irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo na cidade.

Em um dos vídeos divulgados na semana passada, Willian que também é professor, relata que servidores contratados e comissionados o procuraram alegando que estavam sendo ameaçados por seus ex-chefes, todos ligados ao governo cassado. Segundo as denúncias, os servidores tinham que se demitir, pois se não o fizessem em caso de volta de Charlinho ao poder todos seriam demitidos. Nosso blog já havia denunciado tal prática e recebeu vários depoimentos e provas dessas ameaças. Alguns servidores relataram ao nosso blog que irão entrar na justiça contra essas pessoas que ameaçaram. Mas, mesmo com toda a divulgação das ameaças, muitos servidores por medo pediram exoneração. Apostando numa volta de um ex – governo que parece que não somente ameaça, como também mente mais uma vez.

Em outro vídeo, o parlamentar Willian Cézar fala sobre boatos que ligam o nome dele à secretaria de educação. Willian também relatou que há um gabinete do ódio em Itaguaí, que propaga mentiras e tenta tumultuar.

Charlinho a um passo da cassação definitiva na Câmara

Irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo pode pôr fim a anêmica gestão dos Busattos em terceiro e mais polêmico mandato “familiar “. Página do Boca no Trombone Itaguaí no Facebook irá transmitir a sessão

Em 09/07/2020

O ainda prefeito de Itaguaí Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB), pode ter nesta quinta seu mandato cassado definitivamente. Após a cassação por nepotismo no mês de março e que graças a um erro jurídico da Câmara Municipal, que permitiu que o atual prefeito voltasse ao poder por decisão do Supremo Tribunal Federal, agora a inevitável queda dele e de seu fiel escudeiro e sombra, o vice-prefeito Abeilardinho Goulart (sem partido), parece apenas questão de horas. Com uma Câmara composta visivelmente de 16 opositores e apenas um aliado, a permanência dos Bussatos no poder parece já ser coisa do passado.

A quinta Comissão Processante, aberta na Casa Legislativa desde que o atual prefeito assumiu este mandato, aponta possíveis irregularidades na contratação da empresa PLURAL SERVIÇOS TÉCNICOS LTDA”, responsável pela coleta hospitalar e domiciliar na cidade. Entre as várias denúncias, uma delas é sobre o endereço dado como sede da empresa que pertence a sogra do vice-prefeito Abeilardinho e sobre a empresa não ter apresentado o menor preço dos serviços prestados, bem como o impedimento por parte do governo da participação da empresa “Líbano Serviços de Limpeza” mesmo ela tendo apresentado os menores valores para a realização dos serviços.

O pedido de abertura da CEP 01/2020, foi protocolado pela servidora municipal Hellen Oliveira Senna, que já havia feito outras denúncias que resultaram em comissões de investigações legislativas, entre elas a de Nepotismo, que alimentava uma rede de cabides de empregos em cargos entre o prefeito e os comissionados mais chegados, entre essas sua esposa, a secretaria de educação Andréia Busatto.

A sessão desta quinta-feira é a mais desfavorável ao ‘reino’ ruído dos Busattos na cidade. Declaradamente, 16 dos 17 vereadores já declaram serem opositores do atual mandatário municipal. A única exceção é o líder do governo na Câmara, o vereador Alexandro de Paula, o Sandro da Hermínio, que parece estar arriscando enterrar sua cabeça na areia como um avestruz, para continuar defendendo a todo custo um governo combalido.

Mesmo em movimentos sombrios de tentativas de convencimento à alguns vereadores de votarem para o fim da comissão processante, conforme flagramos, o desguanercido pelotão de gatunos com carguinhos digno de pessoas frívolas, já não são capazes de evitar o fim melancólico do cisco mandato do prefeito de Itaguaí.

Como se não bastasse a quinta Comissão Processante em menos de dois anos, o prefeito e sua esposa se presentearam no mês de abril com uma quantia que se somada aos salários de ambos, atinge a marca de R$ 150 mil reais. Além disso, a pressa para beneficiar aliados com valores exorbitantes, sangrando os cofres públicos, já era sinal de que os próprios Busattos já dão como certa o fim melancólico e vergonhoso de um mandato repleto de denúncias de irregularidades. Testemunhas nos relataram que na sede da secretaria de educação, onde a primeira dama comanda, ja está ocorrendo desde terça-feira uma ‘limpa’ e uma agitação digna das mudanças mais escusas.

Mas o declínio pode não parar por aí, além das costumeiras denúncias que tramitam na justiça contra Charlinho e algumas novas contra alguns secretários municipais, uma nova Comissão Processante já foi aberta na Casa Legislativa. A denúncia feita por Christianne Gerardo aponta nova irregularidade. Após a reabertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que ficou fechada por quatro anos, Charlinho contratou uma Organização Social (OS) que subcontratou outra empresa, a Doctor Vip, que fornece a equipe profissional que atua na unidade de saúde, a famosa ‘quarterização’, algo que não é ilegal se não fosse a ligação do diretor da Doctor Vip com Leandro Braga de Souza, preso na operação ‘Favorito ‘ da Polícia Federal e ligado a Mário Peixoto, também preso.

Tal operação é uma nova etapa da Lava-Jato no Rio que apura desvios em contratos na área da saúde envolvendo organizações sociais. Deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal ( MPF ). De acordo com o MPF, o grupo do empresário Mário Peixoto buscou usar a pandemia do novo coronavírus para expandir seus negócios. Os procuradores dizem que foram encontrados indícios que indicam para a movimentação da organização criminosa em relação a contratos para a instalação de hospitais de campanha.

Leia abaixo e na íntegra o processo administrativo que se transformou em CEP e que pode hoje cassar o prefeito e o vice-prefeito de Itaguaí

Processo Administrativo nº 109/2020 Download

A sessão será realizada nesta quinta-feira 09/07 de forma online e sem público na Câmara às 18 horas. Nosso blog transmitirá em nossa página no Facebook toda a sessão no link abaixo: Clique abaixo:

Sessão da Câmara na página Boca no Trombone Itaguaí

Leia mais:

Documento mostra que Prefeito de Itaguaí e esposa receberam juntos R$ 150 mil reais no mês de abril

Comissão ouve testemunhas em processo contra irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo em Itaguaí

Por 15 votos a 1, Câmara aprova parecer prévio de Comissão que pode cassar o mandato de prefeito e vice-prefeito de Itaguaí

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz é preso em Atibaia, SP

Ele é investigado por participação em suposto esquema de ‘rachadinha’ na Alerj à época em que Flávio era deputado estadual. Queiroz foi preso na casa do advogado Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Em setembro de 2019, Wassef disse ao programa Em Foco que não sabia o paradeiro de Queiroz, e que não era advogado dele. Um caseiro do imóvel disse à polícia, entretanto, que o ex-assessor estava lá havia um ano. Na última quarta-feira, Wassef estava no Palácio do Planalto, na cerimônia de posse do ministro das Comunicações

Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso em Atibaia, interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (18).

O mandado foi expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do estado (Alerj). No esquema, segundo a investigação, funcionários de Flávio, então deputado estadual, devolviam parte do salário, e o dinheiro era lavado por meio de uma loja de chocolate e através do investimento em imóveis.

Queiroz foi preso quando estava em um imóvel de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Na quarta-feira, Wassef estava no Palácio do Planalto, na cerimônia de posse do ministro das Comunicações (leia sobre a relação de Wassef com o presidente e a família e a matéria completa clicando aqui

Líder de movimento feminista diz que Sara Winter foi expulsa por sumir com dinheiro para protesto e espalhar mentiras

Até 2012, atual ativista fez parte do Femen. Ucraniana afirma que ela pediu dinheiro para realizar ação, mas ‘simplesmente desapareceu’; G1 entrou em contato com defesa da brasileira e aguarda resposta

Em 15/06/2020

G-1 – A ativista Sara Winter, presa nesta segunda-feira (15) em Brasília em uma investigação sobre movimentos antidemocráticos, foi excluída do grupo feminista Femen em 2012 acusada de “desaparecer” após receber dinheiro para fazer protesto que não foi realizado e espalhar mentiras sobre a organização. As afirmações são de Inna Schevchenko, líder do Femen, em entrevista ao G1 por e-mail.

Femen é um grupo feminista fundado na Ucrânia, famoso por protestos em várias partes do mundo de mulheres com seios à mostra e frases escritas no corpo. Na época em que deixou o grupo, Sara negou o uso irregular de dinheiro enviado pela matriz e disse que a organização assumiu uma postura “ditatorial” com as integrantes brasileiras.

Em 2012 Sara simulou cortar o pênis de um boneco que representava o na época deputado Jair Bolsonaro, logo após ele cultuar e minimizar os efeitos de um estupro do qual desrespeitou também uma deputada.

Atualmente, Sara Winter é chefe do grupo “300 do Brasil”, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo a investigação que levou à prisão de Sara nesta segunda, o grupo é suspeito de organizar e captar recursos para atos antidemocráticos e de crimes contra a Lei de Segurança Nacional. Integrantes do grupo 300 participaram de ato no último sábado (13), quando manifestantes lançaram fogos de artifícios contra o prédio do STF.

O grupo também participou de acampamento em Brasília que foi desmontado por policiais militares após o Ministério Público do Distrito Federal classificar o movimento como “milícia armada”.

O engajamento político recente da Sara Winter e as desinformações que ela espalhou sobre o movimento feminista nos últimos anos são uma vergonha”, afirma Inna.

O G1 entrou em contato com a defesa de Sara Winter para questionar sobre as acusações feitas pela líder do Femen, mas não havia obtido resposta até por volta de 10h.

A filiação de Sara ao Femen ocorreu há oito anos, quando ela foi até a Ucrânia. Naquele ano, ela chegou a protestar pela cassação do então deputado federal Jair Bolsonaro, de quem hoje é aliada, segundo o inquérito das fake news.

“Ela se apresentou naquela época como uma dedicada feminista que queria liderar o movimento feminista no Brasil. Quando ela voltou ao Brasil, nós descobrimos por alguns jornalistas locais que Sara Winter não era seu verdadeiro nome e que anteriormente ela estava envolvida em alguma organização estudantil de direita.

Nossa surpresa e indignação foram enormes”, conta a ucraniana de 29 anos.
Sara, na realidade, se chama Sara Fernanda Giromini. Já naquela época, ativistas de esquerda a criticaram por ter adotado um “nome de guerra” igual ao de uma apoiadora nazista britânica morta em 1944: Sara Winter née Domville-Taylor.
Historiadores ouvidos pelo G1 confirmam que há evidências da existência da britânica, embora ressaltem que ela não foi uma figura conhecida historicamente e que não há nenhuma comprovação de relação entre o nome das duas.

“Há evidências, sim, da existência de uma Sara Winter na União Fascista Britânica, mas não é possível afirmar que há uma relação de causalidade entre a Sara Winter original e a adoção (do nome) da Sara Winter brasileira”, afirma Odilon Caldeira Neto, professor de História Contemporânea na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Pesquisador de grupos neonazistas e de extrema-direita, ele diz que o grupo atualmente liderado pela Sara brasileira tem semelhanças com grupos radicais no exterior.
“O grupo adota algumas práticas que podem ser comparadas a grupos de extrema direita internacional, seja na simbologia das tochas, seja no termo ‘ucranizar’. Se enquadra dentro de um panorama de novos tipos de manifestação de grupos de extrema direita”, afirma ele.

‘Erro infantil’, disse Sara sobre movimentos de direita

Em 2012, quando confrontada pela líder do Femen sobre seu já existente envolvimento com movimentos de direita, Sara o teria atribuído a um “erro infantil”.
“Ela chorou e pediu para não ser expulsa do movimento, uma vez que o ativismo feminista era sério para ela e ela também queria corrigir seu erro anterior. Como feministas, que têm que apoiar outras mulheres, nós decidimos confiar na Sara”, relembra Inna Schevchenko.
A segunda chance, no entanto, durou poucos meses. O Femen afirma que enviou dinheiro para Sara viajar de São Paulo ao Rio para realizar um protesto que jamais foi realizado.

“No dia da ação ela simplesmente desapareceu”, diz a ucraniana, que decidiu expulsá-la.

“Depois disso, Sara Winter começou uma campanha de desinformação vergonhosa contra o movimento feminista e contra a minha pessoa. Nós, entretanto, decidimos não abaixar ao nível dela e simplesmente ignoramos suas acusações ridículas, lamentando por ela”.
Atualmente, o Femen diz que Sara tem “ideologias perigosas” e se tornou uma adversária de todas as feministas, negando os direitos e autonomia pessoal das mulheres.

Depois de ter sido alvo de busca e apreensão no inquérito das fake news, que também apura ataques a membros do Supremo Tribunal Federal (STF), Sara disse que iria “infernizar” a vida do ministro Alexandre de Moraes.

Ela é investigada também pela Procuradoria da República do Distrito Federal por suposta incitação à subversão da ordem social.

Leia a notícia completa do G1 aqui

Ativista bolsonarista Sara Winter é presa pela Polícia Federal em Brasília

Ela é investigada por envolvimento em atos antidemocráticos e no inquérito das fake news

Em 15/06/2020

A ativista Sara Winter foi presa nesta segunda-feira (15), em Brasília, no âmbito de um inquérito que apura atos antidemocráticos promovidos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

O mandado de prisão foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Outras cinco pessoas foram detidas. O inquérito apura a organização e o financiamento de protestos pró-ditadura realizados nos últimos meses por apoiadores de Bolsonaro, que pediam intervenção militar, a restauração do AI-5 (Ato Institucional Número 5, principal instrumento de repressão na ditadura militar) e o fechamento do STF.

Sara Fernanda Giromini, a “Sara Winter”, lidera um grupo de extrema direita chamado “300 do Brasil”. A organização oferece treinamento militar para seus integrantes, leva pessoas armadas para manifestações e, recentemente, fez um ato com tochas, máscaras e roupas pretas em frente ao STF, copiando símbolos usados por supremacistas brancos americanos.

Na noite do último sábado (13), o grupo lançou fogos de artifício contra o palácio do Supremo Tribunal Federal.

Winter também é investigada no chamado inquérito das fake news e foi alvo de mandados de busca e apreensão no fim de maio. Entre maio e outubro de 2019, ela exerceu o cargo de coordenadora de atenção à gestante no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves.

Fonte: Infomoney