Arquivo da categoria: Mobilidade

Justiça do RJ suspende flexibilização autorizada na capital e no estado

 

A Justiça do estado do Rio de Janeiro suspendeu a eficácia dos decretos emitidos pela prefeitura da capital e pelo governo do estado flexibilizando as regras de isolamento social. Na prática, foi suspensa a autorização emitida pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), para a reabertura de lojas de móveis e decoração e agências de automóveis, na capital, e a autorização concedida pelo governador Wilson Witzel (PSC-RJ) para reabertura de bares, restaurantes e shoppings centers, além de várias outras medidas.

A Justiça considerou que nem o prefeito nem o governador apresentaram estudos técnicos capazes de justificar as medidas de flexibilização, e que todos os números disponíveis relativos ao coronavírus indicam que o número de casos e de mortes seguem ascendentes.

A decisão foi tomada pelo juiz Bruno Bodart, da 7ª Vara dE Fazenda Pública da capital, em ações civis públicas movidas pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ). O magistrado estabeleceu multa pessoal de R$ 50 mil a Crivella e Witzel para o caso de não cumprirem a ordem.

Também foi determinado que na próxima quarta-feira (10) haverá audiência para discutir as regras de flexibilização, da qual devem participar, entre outras autoridades, os secretários municipal e estadual de Saúde. A audiência será virtual.

Argumentos

Na decisão, o juiz afirma que o relatório apresentado pela prefeitura para embasar a flexibilização das regras de isolamento “não apresenta uma justificativa técnica para as medidas de relaxamento previstas no decreto municipal, limitando-se a detalhar como será realizada a progressão por ‘fases'”.
Sobre o decreto do governador, Bodart afirma “que o único elemento ‘técnico’ a embasar a sua edição é ‘o último boletim epidemiológico produzido pela Secretaria Estadual de Saúde […], além da redução na curva de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave confirmados por COVID19′”.

“O singelo boletim”, continua, “anota apenas o seguinte: ‘A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informa que registra, até esta sexta-feira (05/06), 63.066 casos confirmados e 6.473 óbitos por coronavírus no estado. Há ainda 1.185 óbitos em investigação e 268 foram descartados. Até o momento, entre os casos confirmados, 47.091 pacientes se recuperaram da doença.’ Não é preciso muito esforço para demonstrar que a motivação do ato administrativo não cumpriu os mais básicos requisitos, sequer rudimentares, de uma análise de impacto regulatório”.

A reportagem procurou a prefeitura do Rio e o governo do estado, que não haviam se manifestado até a publicação desta reportagem.

Fonte: Estadão

Governo do Estado especifica atividades que poderão passar por bloqueio entre a cidade do Rio e municípios da Região Metropolitana

Veja os trabalhadores que poderão passar pelas barreiras

O governo do RJ especificou as categorias que poderão circular no transporte de passageiros entre a cidade do Rio de Janeiro e a Região Metropolitana após o início dos bloqueios para conter a pandemia de coronavírus, que começam neste sábado (21).

A PM anunciou à tarde que irá fazer barreiras físicas no transporte público da cidade. Haverá uma seleção de quem poderá ir e vir em 14 estações de trem, três estações de metrô e nas barcas.

Para embarcar, o passageiro terá que apresentar crachá, carteira de trabalho ou contracheque provando que trabalha em um dos setores considerados essenciais.

Poderão passar pelas barreiras:

1 – Servidores públicos em serviço, inclusive aqueles relacionados às forças armadas, bombeiro militar, e agentes de segurança pública;

2 – Profissionais do setor de saúde em geral, inclusive individuais que prestem serviços de atendimento domiciliar, excetuando-se os serviços de natureza estética;

3 – Profissionais do setor de comércio relacionados aos gêneros alimentícios, tais quais mercados, supermercados, armazéns, hortifrútis, padarias e congêneres, farmácias drogarias e pet shops, revendedores de água e gás;

4 – Profissionais do setor de serviços tais quais transporte e logística em geral, como transportadoras, portos e aeroportos, motoristas de transporte público, correios, e congêneres, serviços de entregas, distribuidoras, fornecimento de catering, bufê e outros serviços de comida preparada, asseio e conservação, manutenção predial, empregados em edifícios e condomínios, vigilância e segurança privada, lavanderias hospitalares, veterinárias, funerárias, imprensa, serviços de telecomunicação e postos de gasolina;

5 – Profissionais do setor industrial que exerçam atividades nas indústrias de alimentos, farmacêutica, material hospitalar, material médico, produtos de higiene, produtos de limpeza, ração animal, óleo e gás, serviços de apoio às operações offshore, refino, coleta de lixo, limpeza urbana e destinação de resíduos, distribuidoras de gás e energia elétrica e companhias de saneamento.

De acordo com o decreto do governo do estado, a partir deste sábado (21) fica suspensa a circulação do transporte intermunicipal de passageiros que liga a Região Metropolitana à cidade do Rio de Janeiro. As exceções são trens e barcas (sistemas ferroviário e aquaviário), que operarão com restrições definidas pelo Governo do Estado, para atendimento a serviços essenciais.

A partir de sábado, oito estações da SuperVia serão fechadas: Ramal Japeri (Presidente Juscelino e Olinda), Ramal Belford Roxo (Coelho da Rocha, Agostinho Porto e Vila Rosali) e Ramal Saracuruna (Jardim Primavera, Campos Elíseos e Corte 8). No sistema aquaviário, será interrompida a operação nas estações de Charitas (Niterói) e Cocotá (Ilha do Governador).

No Metrô, haverá postos de controle nas estações Pavuna, Engenheiro Rubens Paiva e Acari.

Haverá ainda pontos de bloqueios em rodovias federais, que vão focar em lotadas e transportes ilegais que tentem burlar o decreto.

Ônibus e vans – Lembrando que ônibus e vans não terão acesso entre as cidades.
Aplicativo – Também estarão suspensas, a partir dos primeiros instantes de sábado, dia 21 de março, o transporte de passageiros por aplicativo entre municípios da Região Metropolitana para a cidade do Rio de Janeiro, e vice-versa.

Com G1

Não haverá ônibus de Itaguaí para a capital fluminense à partir deste sábado

Decreto do governo do estado isola a cidade do Rio de Janeiro e ônibus e vans não sairão e nem chegarão à cidade maravilhosa. Itaguaí só terá ônibus para Seropédica, já que desde o começo da semana nenhum ônibus saia da cidade para Mangaratiba e nem Angra dos Reis. A partir de 21 de março, o transporte de passageiros por aplicativo entre municípios da Região Metropolitana para a cidade do Rio de Janeiro, e vice-versa também está proibido

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, determinou, por meio do decreto número 46.980, que, a partir do primeiro minuto do dia 21 de março de 2020, fica suspensa a circulação do transporte intermunicipal de passageiros que liga a Região Metropolitana à cidade do Rio de Janeiro.
A exceção são trens e barcas (sistema ferroviário e aquaviário), que operarão com restrições definidas pelo governo do Estado, em regramento específico, para atendimento a serviços essenciais. A restrição não se aplica aos carros particulares.

Também a partir do primeiro minuto de sábado, dia 21 de março de 2020, fica vedada a circulação de transporte interestadual de passageiros com origem nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Distrito Federal e demais estados em que a circulação do vírus for confirmada ou situação de emergência decretada. A Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT será responsável por ratificar esta determinação até o início da vigência da medida.

Ainda a partir do primeiro minuto de sábado, dia 21 de março de 2020, ficam suspensos os voos internacionais, ou nacionais com origem nos estados São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Distrito Federal e demais estados em que a circulação do vírus for confirmada ou situação de emergência decretada. A presente medida vale para o transporte de passageiros e, portanto, não se aplica às operações de carga aérea. A Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC tem a competência para ratificar esta determinação até o início da vigência da medida.

O Estado do Rio de Janeiro deverá ser comunicado com antecedência nos casos de passageiros repatriados para a adoção de medidas de isolamento e acompanhamento pela Secretaria de Estado de Saúde.

O governador decidiu ainda que, a partir do primeiro minuto do sábado, dia 21 de março de 2020, está suspensa a atracação de navio de cruzeiro com origem em estados e países com circulação confirmada do coronavírus ou situação de emergência decretada. A medida não se aplica a operação de cargas marítimas. Caberá à Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ ratificar a presente determinação até o início da vigência da medida.

O decreto também suspende, a partir dos primeiros instantes de sábado, dia 21 de março, o transporte de passageiros por aplicativo entre municípios da Região Metropolitana para a cidade do Rio de Janeiro, e vice-versa.

Com jornal O Dia

Decreto




Polícia Rodoviária Federal e Detro fazem operação na Rio-Santos em Coroa Grande

Ação visa impedir a entrada de ônibus e vans de turismo em Mangaratiba. Determinação do governo do estado proíbe circulação de ônibus e vans entre a região metropolitana e demais municípios

A Polícia Rodoviária Federal e o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro), estão realizando uma fiscalização rigorosa na rodovia Rio-Santos, na altura de Coroa Grande em Itaguaí. A operação visa proibir a entrada de ônibus e vans tanto de transporte público coletivo ou de transporte com intenção turística.


De acordo com a portaria n° 1518 do próprio Detro publicada no Diário Oficial do estado desta terça-feira, a restrição terá validade de 15 dias consecutivos ou até a revogação do decreto assinado pelo governador Wilson Witzel na última sexta-feira, que previa medidas de combate à propagação da doença

Segundo a portaria, fica proibida a circulação das modalidades regular (linhas intermunicipais de ônibus), fretamento (ônibus executivos ou fretados por particulares) e complementar (vans). A medida foi tomada considerando que a maior parte dos casos da COVID-19 no estado está concentrada na Região Metropolitana. Os passageiros com bilhetes emitidos para os municípios com restrição, com validade posterior à data da portaria, serão ressarcidos pelas respectivas empresas.

São considerados municípios da Região Metropolitana: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Magé, Tanguá, Rio Bonito, Guapimirim, Cachoeira de Macacu, Paracambi, Japeri, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti, Mesquita, Nilópolis, Queimados, Seropédica, Itaguaí e Petrópolis. Entre estas localidades, as linhas de ônibus funcionarão normalmente, mas destes municípios para outras cidades do interior não haverá ônibus.

— É uma medida que o governo do estado determinou para tentar conter o avanço do coronavírus, já que o número de casos cresce dia a dia na Região Metropolitana. É como se fosse um cordão de isolamento para a doença não se espalhar — explica o presidente do Detro, Cleber Ribeiro Afonso.

Transporte público do Rio funcionará com 50% da capacidade por coronavírus

Essa redução é do número de passageiros dentro dos coletivos e não redução da frota. Não mais poderá haver pessoas em pé nos ônibus por exemplo

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), determinou que o transporte público no estado —trens, metrô, barcas e ônibus— funcione com apenas 50% da lotação, como forma de prevenir a transmissão da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), anunciou a proibição da circulação de ônibus e BRTs com passageiros em pé na cidade.
O decreto também suspendeu por 15 dias a chegada de ônibus interestaduais vindos de estados com circulação confirmada do coronavírus ou que tenha decretado situação de emergência em razão da covid-19. A Rodoviária Novo Rio, principal terminal de viagens interestaduais por ônibus no Rio, afirmou que acatará a determinação e informou que as viagens para outros estados estão sendo canceladas.

Retirado do UOL

Litro da gasolina deverá subir R$ 0,05 nos postos

Petrobras anuncia o terceiro reajuste do valor do combustível no mês de agosto

O consumidor final sente logo no bolso quando a Petrobras anuncia alta do preço da gasolina nas refinarias, mas praticamente não vê cair quando a estatal reduz o valor. Por conta disso, os motoristas devem se preparar. A empresa anunciou ontem que elevou em 3,5% o valor do litro do combustível, passando de R$ 1,62 por litro para R$ 1,67 na produção. Isso significa que a gasolina deve ficar R$ 0,05 mais cara nos postos, conforme repasse das distribuidoras. No Estado do Rio, o preço médio está em R$ 4,79, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com a estimativa, o valor médio poderá chegar a R$ 4,84. Pelo levantamento, há lugares em que o valor do combustível atinge os R$ 5.
É o terceiro aumento anunciado este mês pela estatal. O primeiro foi de 4%, no começo de agosto. O último, feito no dia 16, ficou em 6%.
O repasse às bombas, porém, depende de políticas comerciais de cada posto e distribuidora, conforme a Lei 9.478/1997. Dessa forma, não há tabelamento de preços, nem fixação de valores máximos e mínimos ou exigência de autorização oficial para reajuste aos consumidores.

Mas segundo o economista Eduardo Bassin, da Bassin Consultoria, “o que explica o motivo do consumidor não sentir as quedas dos preços, quando elas acontecem, é a falta de concorrência”.
“Dependendo do local em que o posto está, o dono se sente mais a vontade para reajustar quando há aumento e não se vê obrigado a voltar atrás quando cai”, explica.
Para o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindcomb), no entanto, a realidade é diferente. Em nota, a entidade questionou que “a Petrobras aumentou a gasolina mais do que os estabelecimentos, em cerca de 30% contra 3%. Os postos não têm demanda. A crise econômica afeta esse cenário, assim como a concorrência que faz com que não seja aplicada variação. As vendas estão diminuindo e os postos fechando. Eram 900, agora são 680”.

OUTROS SETORES AFETADOS

O consumidor pode ser afetado de outras formas. O Bassin alertou: “A gasolina está presente na estrutura de custos de todas as empresas. Mesmo que não perceba de forma direta, pesa no bolso. Transportadoras e transporte público serão os mais afetados, pois os insumos tendem a vir mais caros, como frete e passagem de ônibus”.
É possível pesquisar onde os preços estão mais em conta no site da ANP (http://www.anp.gov.br/preco). Lá, há tabela com valores em postos pesquisados. As opções de consulta são por estado e municípios.

Fonte: O Dia.

Escolas estaduais e do Município do Rio suspendem aulas nesta terça

Rede municipal e estadual tiveram as aulas suspensas nesta nesta terça devido as fortes chuvas

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou a suspensão das aulas nas escolas da rede pública municipal nesta terça-feira (9). Reunido com secretários e assessores na sala de crise do Centro de Operações Rio (COR) para comandar as ações de reação dos órgãos municipais ao forte temporal que atingiu a cidade na noite desta segunda, Crivella destacou o planejamento e as iniciativas da Prefeitura que evitaram perdas de vidas em meio à chuva atípica e muito acima do volume esperado.

“Tocamos 34 sirenes em 21 comunidades, as pessoas foram alertadas a tempo, e não tivemos vítima nenhuma até agora. Todas as nossas equipes ficaram de alerta, e todos nós estamos também controlando a cidade por cameras, no COR. Tivemos alagamentos e mandamos equipamentos para diversos pontos da cidade: Mergulhão Billy Blanco, Avenida das Américas, Armando Lombardi, Abelardo Bueno, Praça Sibélius, Jardim Botânico. E tivemos bolsões também por toda a Zona Sul. A gente teve uma chuva forte, de 152mm, nas últimas quatro horas, na Rocinha, e 162mm em Copacabana. Isso é uma chuva completamente atípica. A gente sempre tem previsão de chuva forte, mas não assim. A gente teve 152mm em quatro horas, mais do que a média de abril inteiro”.

Crivella destacou também que a Prefeitura mantém contato com o Corpo de Bombeiros para fazer o atendimento em episódios como quedas de árvores e falta de luz, porque é preciso que a rede elétrica seja desligada para os funcionários dos órgãos municipais agirem nesses casos.
É muito difícil, quando a chuva é forte como foi esta noite, que a gente consiga evitar todo esse caos, mas a Prefeitura está atenta, com todas as suas equipes na rua. E espero que durante madrugada a gente consiga voltar à normalidade”, acrescentou o prefeito.

O planejamento para fechar vias que representam risco – e que em outras ocasiões registraram inicidentes graves na chuva – também foi um ponto destacado por Crivella:
“Tivemos o planejamento de fechar o Alto da Boavista, fechar a Avenida Niemeyer. Nós tivemos um desabamento lá (na Niemeyer) e não tivemos vítimas. Isso tudo graças ao planejamento da Prefeitura, essaltou.
Para a terça-feira, dia seguinte ao temporal, Crivella fez recomendações aos moradores da cidade:
“A recomendação é que se evite a Avenida Niemeyer. Vamos trabalhar a madrugada toda lá, mas é bem provável que pela manhã ela ainda não esteja liberada, e sim só na parte da tarde. A Linha Amarela deve estar liberada, a Linha Vermelha também, na Avenida Brasil não tivemos muitos problemas, e esses são os eixos principais da cidade. As pessoas deve evitar sair esta noite, o trânsito está caótico, sobretudo na Zona Sul, com vários alagamentos. Mas amanhã devem funcionar normalmente o metrô, a rede de trens e as linhas de ônibus que trazem a população da Zona Oeste ao Centro da cidade. Na Grajaú-Jacarepaguá não tivemos problemas, de tal maneira que a Zona Sul é que deve ser evitada amanhã, sobretudo aqueles que usam a Niemeyer”.

Crivella reafirmou que os órgãos municipais estão trabalhando firmemente para devolver a normalidade à cidade após o temporal:
“Toda a Prefeitura está mobilizada: Rio-Águas, Rioluz, Conservação, Comlurb, Cet-Rio, Guarda Municipal e Geo-Rio também. Esperamos que durante toda a noite a gente consiga contornar todos os nossos incidentes. Certamente a água vai escoar, vamos rebocar os carros que não puderem ter o motor acionado e amanhã o trânsito estará liberado”, informou o prefeito.

As escolas estaduais também suspenderam as aulas hoje.

Petrobras decide que diesel passará a ficar pelo menos 15 dias sem reajuste

Petroleira vinha reajustando o combustível em intervalos menores, desde o fim do programa de subsídios.

Por Taís Laporta, G1

A diretoria da Petrobras aprovou mudanças na periodicidade de reajuste nos preços do diesel vendido para as refinarias. Os preços passarão a ser reajustados, no mínimo, a cada 15 dias, informou a estatal nesta terça-feira (26) em comunicado ao mercado.
Desde então, a petroleira vinha reajustando o combustível em intervalos menores, desde o fim do programa de subsídios lançado pelo governo após a greve dos caminhoneiros.
Somente em março, foram anunciados 5 reajustes no preço do diesel, sendo 4 aumentos e duas reduções. No ano, o preço médio do diesel nas refinarias acumula alta de 18,48%.

Cartão para caminhoneiros

Junto da medida, a Petrobras também informou que sua subsidiária Petrobras Distribuidora S.A. (BR) está desenvolvendo, para daqui a 90 dias, um cartão de pagamentos que viabilizará a compra por caminhoneiros de litros de diesel a preço fixo nos postos com a bandeira BR (Cartão Caminhoneiro).
“O cartão servirá como uma opção de proteção da volatilidade de preços, garantindo assim a estabilidade durante a realização de viagens”, informou a estatal.

Política de preços

A companhia pontuou que continuará a utilizar mecanismos de proteção financeira, como o hedge com o emprego de derivativos, cujo objetivo é preservar a rentabilidade de suas operações de refino.
“Ficam mantidos os princípios que balizam a prática de preços competitivos, como preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e nível de participação no mercado”, disse a empresa, em comunicado.

“Ficam mantidos os princípios que balizam a prática de preços competitivos, como preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e nível de participação no mercado”, afirmou a empresa.
Os preços do diesel nas refinarias da companhia, que correspondem a cerca de 54% dos preços ao consumidor final.
Segundo a companhia, a paridade internacional será mantida, evitando práticas que poderiam caracterizar monopólio, já que possui 98% da capacidade de refino do Brasil.
Em setembro do ano passado, a Petrobras anunciou a adoção de um mecanismo de proteção financeira para aumentar os intervalos de reajustes nos preços da gasolina nas refinarias em até 15 dias. O objetivo era dar mais flexibilidade à sua política de preços.

Programa de subsídio

O programa de subsídio ao diesel foi estabelecido em junho, após o governo fechar um acordo com caminhoneiros para encerrar os protestos que paralisaram o país.
O preço de comercialização para a Petrobras e outros agentes que participam do programa, incluindo alguns importadores, foi congelado naquele mês a R$ 2,0316 por litro.
Empresas como a Petrobras que aderiram ao plano precisavam praticar preços estipulados pelo governo e eram ressarcidas em até 30 centavos por litro, dependendo do cenário de preços externos.

Caminhoneiros se mobilizam para nova paralisação

O governo acompanha atentamente as primeiras movimentações de caminhoneiros no País, que ameaçavam dar início a nova paralisação. A classe entende que os principais compromissos assumidos pelo governo Michel Temer no ano passado não estão sendo cumpridos.

Os monitoramentos são feitos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que tem por missão se antecipar aos fatos para evitar problemas para o governo. As investigações apontam que teve início uma articulação por meio de mensagens de WhatsApp, que já começam a falar em paralisações para o dia 30 de março. O governo quer evitar, a todo custo, que qualquer tipo de paralisação aconteça. Não quer, nem de longe, imaginar que pode enfrentar o mesmo problema que parou o País no ano passado.

Os primeiros dados são de que, neste momento, o movimento não tem a mesma força percebida no ano passado, mas há temor de que os caminhoneiros possam se fortalecer e cheguem ao potencial explosivo da última greve. Dentro do Palácio, o objetivo é ser mais ágil e efetivo e não deixar a situação sair de controle por ficarem titubeando sobre o assunto, como aconteceu com o ex-presidente Michel Temer, no ano passado.

Na semana passada, Wallace Landim, o Chorão, presidente das associações Abrava e BrasCoop, que representam a classe de caminhoneiros, teve reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Chorão também teve encontro com a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e, ontem, se reuniu com o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio.

Segundo Landim, os ministros disseram que, até a próxima semana, o próprio presidente Jair Bolsonaro deve se manifestar sobre os pedidos dos caminhoneiros. Na pauta de reivindicações da classe estão três pleitos. O primeiro pedido diz respeito ao piso mínimo da tabela de frete. Os caminhoneiros reclamam que as empresas têm descumprido o pagamento do valor mínimo e cobram uma fiscalização mais ostensiva da ANTT. A agência, segundo Landim, prometeu mais ações e declarou que já fez mais de 400 autuações contra empresas.

O segundo item da pauta é o preço do óleo diesel. Os caminhoneiros querem que o governo estabeleça algum mecanismo para que o aumento dos combustíveis, que se baseia em dólar, seja feito só uma vez por mês, e não mais diariamente.

Wallace Landim afirma que não é a favor de uma paralisação no próximo dia 30, porque acredita que o governo tem buscado soluções, mas diz que “o tempo é curto” e as mudanças estão demorando. “Não acredito que deva ocorrer greve no dia 30, mas paralisações não estão descartadas. Estamos conversando.”

Por meio de nota, o Ministério de Infraestrutura declarou que, no Fórum dos Transportadores Rodoviários de Cargas realizado ontem, esteve reunido com lideranças do setor e ouviu as demandas. O governo confirmou que tratou do piso mínimo, pontos de paradas e descanso e o preço do óleo diesel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

DNIT inicia as obras no túnel de Muriqui x Itacuruça

Túnel oferecia riscos pelo péssimo estado do asfalto e diversas infiltrações Obra deve se estender até poucos dias antes do Carnaval.

O Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit) iniciou na última segunda-feira, dia 28, as obras de recuperação do asfalto do túnel da Rodovia Rio-Santos que liga Muriqui x Itacuruçá. A obra foi acompanahda neste primeiro dia pelo prefeito Alan Costa, o Alan Bombeiro recentemente empossado.

“Não medimos esforços para que a obra do túnel começasse. Pedimos ao Dnit essa urgência, tinha a parte burocrática, os vereadores reforçaram e a obra saiu. Agora, todos têm que ter paciência. A cidade está lotada e o trânsito vai ficar ainda mais complicado. Os operários informaram que a iluminação também vai ser recuperada. Acreditamos que o túnel esteja pronto antes do Carnaval. Pedimos também a recuperação do túnel Praia do Saco x Sahy”, disse o prefeito.

Prefeito conversando com técnico do Dnit

Com informações da prefeitura de Mangaratiba