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Taxa de letalidade por Covid-19 em Itaguaí está próxima de ser a mais alta do Estado

Cidade com 13% de mortes entre os doentes por Coronavírus só perde para Duque de Caxias, Belford Roxo e Nilópolis com 14%. A taxa de mortes em Itaguaí supera a do Estado que tem 11% e do Brasil que tem 6%.

A taxa de letalidade que nada mais é que o número de mortes baseado no número de casos de Covid-19, em Itaguaí é uma das mais altas entre os municípios do Estado.

As maiores taxas de mortes baseado nos números de casos de Coronavírus confirmados são na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana do qual a cidade faz parte.

Se comparada com as cidades do estado Itaguaí esta prestes a ser a com maior taxa de letalidade, hoje a taxa de mortes é de 13%. Só perde para Duque de Caxias, Nilópolis e Belford Roxo ambas com 14% de óbitos. Em Itaguaí a cada 100 doentes 13 morrem.

As altas taxas de letalidade mostram que a cidade não consegue recuperar seus doentes da forma que deveria. Mesmo tendo menos casos que muitas cidades do estado, Itaguaí está próxima de só perder para Magé nesse quesito. Isso se deve ao precário atendimento na saúde pública. A prefeitura é uma das que menos investe no combate a doença, além de viver envolvida em escândalos também na área da saúde.

Veja o ranking negativo das cidades e do estado sobre a taxa de letalidade por Covid-19

1- Duque de Caxias 14%. A cada 100 pacientes com a Covid-19, 14 vão a óbitos. Pelo último boletim foram registrados 1.556 casos com 217 mortes

1 – Nilópolis 14%. Pelo último boletim foram registrados 294 casos com 41 mortes.

1 – Belford Roxo 14%. Pelo último boletim foram registrados 512 casos com 73 mortes.

4 – Itaguaí 13%. A cada 100 doentes, 13 morrem. Pelo último boletim foram registrados 341 casos com 45 mortes.

5 – Rio de Janeiro (Capital), 12% de mortes. Foram registrados 27.311 casos com 3.430 óbitos.

5 – São João de Meriti 12%

7 – Nova Iguaçu 11%

8 – Magé 10%

9 – Mesquita 09%

10 – Mangaratiba 06%

10 – Guapimirim 06%

12 – Angra dos Reis 04%

12 – Piraí 04%

14 – Seropédica 03%

15 – Queimados 02%

16 – Japeri 01%

O Estado do Rio de Janeiro passa das 5 mil mortes e tem quase 48 mil casos de Covid-19. Uma taxa de letalidade de quase 11%.

Foram 223 mortes e 3.067 casos confirmados em 24 horas. Há ainda 1.315 óbitos em investigação e 260 foram descartados.

Veja mais abaixo os boletins mais recentes das cidades citadas.

Estado do Rio de Janeiro

O Estado tem 11% de taxa de letalidade pela doença. Até ontem 29 de maio são quase 48 mil casos com mais de 5 mil mortes. Só nas últimas 24 horas foram 223 mortes e mais 3.067 casos confirmados. Há ainda 1.315 óbitos em investigação e 260 que foram descartados.

Brasil

No Brasil até ontem 29 de maio foram registrados 468.338 casos e 27.944 de mortes. Uma taxa de letalidade de 6%.

Capital do Estado

Com a nova metodologia, a cidade do Rio de Janeiro passou a registrar cerca de mil casos a menos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a capital fluminense tem em torno de 2.000 óbitos por covid-19. Já de acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde, o número de mortes da cidade é de 3.430. Em número de casos a Secretaria Estadual de Saúde informa que a Capital tem 27.311 casos da doença na cidade do Rio de Janeiro.

ITAGUAÍ

Em uma semana a cidade de Itaguaí teve um aumento de 60% no número de casos de Covid-19 e um aumento de 50% no número de óbitos.

Todas as informações contidas nessa reportagem são de boletins fornecidos pelos sites e páginas dos governos mencionados.

Funcionária de Itaguaí denuncia perseguição após fazer denúncias de descaso no hospital da cidade

Após ir na polícia duas vezes , uma delas devido a falta de materiais de Equipamento de Proteção Individual (EPI) para ser usado durante a entubação de pacientes com a Covid-19 por funcionários e outra por falta de respiradores equipamento primordial para atender pacientes em estado grave de Covid-19, Danielle sofreu retaliações e foi transferida. Perseguida por um governo onde prefeito e vice-prefeito sequer aparecem na prefeitura para dar expediente

A técnica de enfermagem Danielle Eloy com quase 10 de anos de atuação em Itaguaí, foi transferida do hospital Municipal São Francisco Xavier, após ir à polícia denunciar graves irregularidades cometidas dentro do hospital. Danielle fez denúncia na Polícia Civil por duas vezes.

Uma delas devido ao não fornecimento de capa impermeável, material obrigatório a ser usado por profissionais durante a entubação de pacientes com a Covid-19 em estado grave. Danielle alega que até procurou pela cidade para poder comprar tal material com recursos próprios, mas não encontrou. Ao fim o hospital ofereceu uma capa de tecido que continha furos para que fosse usada, o que viola todas as determinações do ministério da saúde.

Após a primeira denúncia ela começou a sofrer perseguições. Mesmo assim e no total direito e no louvável respeito a seus colegas e aos pacientes, Danielle foi novamente a polícia fazer outra denúncia. Agora sobre a falta de respiradores no hospital, equipamento vital para pacientes com Covid-19 em estado grave.

E aí ao invés da direção do hospital, da secretaria de saúde e da prefeitura de Itaguaí fornecerem tais equipamentos e um atendimento digno e seguro para profissionais e pacientes, além de valorizar pessoas que demonstram querer o melhor para a saúde do município, eles claramente preferiram transferir a técnica para um posto de saúde no bairro Saco da Prata. Local este que não se chega de transporte público e que somente uma van da prefeitura realiza o trajeto de mais de uma hora em estrada de chão e que atende no máximo 150 pessoas, pois é o número de habitantes no local.

Aliás o posto localizado no Saco da Prata, tem carência até de Dipirona e está prestes a desabar, pois rachaduras enormes, incluindo uma de fora a fora ameaça desabar na cabeça dos profissionais que lá atuam. Isso eu Júlio Andrade do blog Boca no Trombone Itaguaí, vi com meus próprios olhos.

Enquanto a Técnica em Enfermagem é perseguida por denunciar a precariedade do atendimento público na saúde de Itaguaí, prefeito e vice-prefeito sequer aparecem na prefeitura para dar expediente. Deve ser por isso que eles não aparecem, pois se nela estiverem podem precisar de atendimento de emergência no único hospital público da cidade e constatarem o perigo que tem sido a administração de ambos.

ASSISTA A MATÉRIA NO RJ1

Assista no Globoplay:
https://globoplay.globo.com/v/8572623

Nem vereadores e nem a imprensa consegue achar prefeito e vice-prefeito de Itaguaí

Nem com tantas residências que custam valores milionários, se encontra o prefeito de Itaguaí. O vice só foi visto num vídeo correndo em época de recomendação de isolamento social e correndo numa rua em Itacuruça e sem máscara. Ambos já estão no quinto Processo que pode causar a cassação de mandato de ambos, entre esses processos um deles foi por nepotismo que envolve a primeira dama Andréia do Charlinho atual secretária de educação da cidade

Dessa vez nem a Rede Globo conseguiu achar o prefeito e o vice-prefeito de Itaguaí, Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB) e o vice-prefeito Abeilardinho Goulart sem partido. Como nosso blog já havia dito a Câmara Municipal de Itaguaí tenta sem sucesso desde o dia 17 de abril, encontrar o prefeito e o vice-prefeito, para que sejam notificados sobre a abertura de uma nova Comissão Especial Processante, a quinta desde que assumiram em 2017.

Dessa vez a denúncia é sobre possíveis irregularidades na contratação de uma empresa responsável pela coleta hospitalar e domiciliar na cidade. O endereço dado como sede da empresa pertence a sogra do vice-prefeito Abeilardinho. Os vereadores alegam terem ido a sede do poder Executivo diversas vezes e em todas ambos não foram encontrados.

Para se ter uma idéia os servidores da casa Legislativa compareceram à prefeitura de Itaguaí nos dias 27, 28, 29 e 30 de abril, 04, 05, 06, 07, 08, 11, 12 e 13 de maio e em suas residências nos dias 17, 20, 28, 29 e 30 de abril, 04, 05, 06 e 13 de maio, todos certificados por servidores efetivos, segundo eles.

Ainda, a Câmara alega que enviou para o email da prefeitura divulgado no site do mesmo órgão, via Whatsapp aos celulares pessoais dos denunciados e por sedex via Correios, inclusive com acusação de recebimento com assinaturas de próprio punho as notificações sobre o processo.

Sendo assim, nesta quarta-feira 13 de maio a Câmara protocolou no setor responsável a denúncia e a notificação de abertura da CEP contra os réus.

A pelo menos uma semana a Rede Globo através do Jornal RJ1, também tenta sem sucesso achar os réus. Nessa saga nem nas 5 residências do prefeito e nem na prefeitura se obteve sucesso. Já o vice também sumiu. Somente um vídeo que flagrou ele correndo no município vizinho de Itaguaí, Mangaratiba. No bairro de Itacuruça ele fazia a sua corrida matinal contrariando além de tudo medidas restritivas como o isolamento social adotado durante a pandemia de Coronavirus. Para piorar o vice-prefeito nem máscara usava.

Assista a matéria no link abaixo:

Assista no Globoplay:
https://globoplay.globo.com/v/8569688

Método online de ensino em Itaguaí gera discussões

Resolução publicada pela Secretaria Municipal de Educação não vislumbra atendimentos para alunos especiais e precariedade de materiais pode afetar a distribuição de apostilas impressas para a alunos que não tem acesso à internet. Pelo menos duas escolas teriam convocados profissionais para atuarem nas escolas uma vez por semana para distribuições semanais de apostilas impressas que se não forem devidamente higienizadas podem espalhar o vírus da Covid-19 para alunos e funcionários. As direções das escolas Elmira Figueira e Teotônio Vilella teriam convocados tais servidores sendo que não há transporte público intermunicipal disponível para que eles possam chegar à cidade, bem como atividades laborais em escolas não são serviços essenciais e medida desrespeita decretos federais, estaduais e até municipais. Pais de alunos também nos procuraram para denunciar o não uso de livros escolares o que minimizaria a necessidade de apostilas de programa online que será adotada para quem não tem acesso a internet e de gastos extras com programa online. Estelionatários estariam cobrando por impressões das apostilas que devem ser entregues pelas escolas de forma gratuita. Leia a matéria completa.

A Secretaria Municipal de Itaguaí publicou no Jornal Oficial 817 de 13 de maio de 2020, a Resolução número 06/2020 instituindo o regime especial para desenvolvimento das atividades escolares na Rede Municipal de Ensino. A medida que tem validade enquanto perdurar a situação de emergência causada pelo novo Coronavírus, bem mal começou e já geram polêmicas.

Segundo essa resolução da Secretaria Municipal de Educação, as atividades escolares não presenciais serão desenvolvidas da seguinte forma: por meio da plataforma digital “Itaguaí – Minha Escola” para os alunos que possuem acesso à rede de internet ou atividades impressas pelas unidades escolares, entregues aos pais, responsáveis ou alunos maiores para aqueles que não possuem acesso à internet.

O acesso à plataforma digital será disponibilizado pela equipe pedagógica da unidade escolar em que o aluno estiver matriculado. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação de Itaguaí, as atividades não presenciais com o tempo destinado a cada uma, serão postadas na plataforma pelo respectivo professor de cada turma ou disciplina. Já o conteúdo impresso a ser entregue aos pais, responsáveis ou alunos maiores deverão corresponder às atividades postadas na plataforma.

A resolução, contudo, orienta que o tempo de atividade escolar não presencial do ensino fundamental será computado para fins de integralização da carga horária e da quantidade de dias letivos fixada em conformidade com a Medida Provisória n° 934 de abril de 2020, desde que a unidade escolar, juntamente com os professores, mantenham o acompanhamento das atividades e comprove a participação dos alunos.

Os alunos de ensino fundamental deverão realizar as atividades não presenciais no caderno e registrar a data de sua realização, tendo em vista que, num possível retorno às aulas presenciais, deverão apresentar as atividades ao professor da respectiva disciplina.

Falta de materiais, equipamentos de impressão suficientes e demanda de funcionários para entrega de apostilas

Com o regime adotado pela prefeitura de Itaguaí, muitos problemas parecem não ter sido pensados pela equipe pedagógica da secretaria de educação. Para os estudantes que não tem acesso a internet é ainda pior. A grande maioria das unidades de ensino tem problemas com falta de papéis para impressão, falta de impressoras que possam atender a demanda na rotina das aulas tradicionais e problemas de conexão básica com a internet, imagine como seria nesse método a ser adotado?

Se problemas de falta de materiais básicos, como papel ofício já era escasso nas aulas presenciais, quando o uso desses equipamentos e materiais são menores, que dirá quando essa forma online for adotada na integralidade para impressão dos alunos que não tem internet em casa? Uma realidade de pelo menos metade dos alunos em Itaguaí.

Outro ponto importante é quem irá entregar essas apostilas aos estudantes e/ou responsáveis de alunos sem acesso a computador e logo sem acesso à internet?

Na resolução que foi aprovada pelo combalido Conselho Municipal de Educação de Itaguaí e divulgada pelo governo, essa atribuição é do direror escolar e de sua equipe pedagógica de cada unidade.

Porém essa responsabilidade foi transferida em pelo menos duas escolas para os funcionários de apoio. Duas possíveis Comunicações Internas(C.I,s) das escolas municipais Elmira Figueira e Teotônio Vilella, que estão circulando nas redes sociais, tem em suas redações que os diretores escolares convocaram agentes administrativos, inspetores escolares, auxiliares de serviços escolares, auxiliares de serviços gerais e cozinheiras para estarem à disposição das respectivas escolas todas às quartas-feiras. Tais convocações seriam para que os servidores pudessem ajudar na distribuição das apostilas do programa online, nas escolas para os responsáveis e alunos maiores de 18 anos que não tem acesso à internet.

Acontece que o Decreto Estadual 47.068/20 de 11 de maio de 2.020, interrompeu a circulação de ônibus intermunicipais entre a cidade do Rio de Janeiro e as demais cidades da Região Metropolitana do Rio, entre elas Itaguaí. Ou seja, isso impede que os servidores que em sua grande maioria, quase 90%, não residem em Itaguaí de chegar as escolas.

Para piorar, o próprio governo municipal cortou o auxílio transporte dos funcionários, verba que justamente ajudava no transporte de casa até o trabalho dos servidores, porcausa do isolamento social e da não ida ao trabalho em plena pandemia de Covid-19 na cidade e que atinge todo País.

Além disso, o decreto estadual 47.068 do governo do Estado, o Decreto Federal 10.282 de 20 de março de 2.020, o Decreto Federal 10.329 de 28 de abril de 2.020, o Decreto Federal 10.344 de 11 de maio de 2.020 e os Decretos do próprio município de Itaguaí de número 4.434 de 13 de março de 2.020, de número 4.435 de 24 de março de 2.020 e de número 4. 441 de 06 de abril de 2020 disponível no Jornal Oficial 809, não classificam como essenciais as atividades escolares. Com isso, se o servidores de apoio conseguirem sair de casa, qualquer fiscalização poderia impedí-los de entrar na cidade e mesmo se conseguissem chegar aos locais de trabalho não há garantias de retorno.

Alunos especiais, onde se enquadram nesse método?

A Exclusão dos alunos especiais na Resolução é outro ponto não abordado. A Educação Inclusiva e a Educação Especial? Quem fará a mediação pedagógica entre esse estudante e a tela do computador ou apostila? Tudo isso também ficou de fora dessa atitude da secretaria de educação.

A idéia de dar atividades aos alunos da rede é algo positivo, se para isso problemas maiores e má formulação na questão estrutural não fosse gerada. A atual gestão da cidade de Itaguaí costuma não ouvir sindicatos, profissionais e pais de alunos na busca comum de apoio. E isso nesses quase 4 anos de mandato geraram mais problemas que soluções e parece que eles não aprenderam.

Pais de alunos questionam o não uso dos livros escolares disponíveis

Alguns pais de alunos nos enviaram questionamentos sobre o não uso dos livros didáticos já disponíveis na rede. Ao invés de novo uso de verba pública na contratação de uma empresa que oferece essa plataforma online e da necessidade extra de todo aparato na entrega de apostilas para quem não tem internet. Outros nos relataram que há livros em muitas escolas, mas que não foram entregues. Esses livros ajudariam e muito segundo eles, nesse momento e manteria uma forma já conhecida. Enviamos a secretaria de comunicação esses relatos, mas não obtivemos respostas.

Estelionatários estariam cobrando por impressões das apostilas que devem ser entregues pelas escolas de forma gratuita

Aproveitando o momento, estelionatários estariam cobrando por impressões das apostilas que devem ser entregues pelas escolas de forma gratuita. Nosso blog recebeu e conferiu várias postagens em grupos na rede social Facebook e no aplicativo Whatsapp, pessoas oferecendo o serviço de impressão aos pais de alunos que não tem internet em casa. Eles cobram valores por folha impressa de algo que a prefeitura de Itaguaí dará de forma gratuita. Isso se enquadra perfeitamente no crime de estelionato por parte dessas pessoas.

Sindicato dos profissionais de educação em Itaguaí é contra forma online adotada

O sindicato dos Servidores Públicos do município de Itaguaí, se mostrou contrário a forma adotada pela secretaria de educação do município.

Leia a nota na íntegra

Diante da implementação das atividades online por nossa rede municipal, o Sepe Itaguaí não pode deixar de expressar seu repúdio a mais essa tentativa maquiadora e nada eficaz de fingir promover a educação de qualidade para os cidadãos itaguaienses. Trata-se, na verdade, de uma estratégia planejada para transferir aos pais as responsabilidades formativas da escola, imputar ao professor a função de youtuber e iludir as famílias fazendo-as acreditar na aprendizagem eficiente quando, na verdade, nenhum professor recebeu formação para ministrar aulas através da internet.

A oferta de aulas pela Internet transfere aos professores e às famílias (aos que possuem recursos) a obrigação de arcar com os custos da educação, há muito tempo abandonada pela prefeitura. Isto porque o governo municipal nao garantiu nem aos professores e nem às famílias dos estudantes, o computador e a Internet, ficando essa infraestrutura como um custo extra aos bolsos tanto dos professores quanto das famílias. Quantos alunos ficarão de fora? Quantos poderão pagar pela Internet banda larga? Quais e quantos têm computador e acesso à Internet com qualidade para estudarem?

A adoção de “apostilas” aos que nao têm computador com acesso à Internet, diferente do que parece, aprofunda e afunila ainda mais o abismo da desigualdade social: de um lado, o grupo de alunos que possuem computador com acesso à Internet e receberão aulas com recursos de som, cor, imagem e vídeo; do outro, aqueles estudantes que nao possuem recursos e terão de contar com a estratégia rasa de “apostilas” estáticas, sem cor, som ou movimento. Será a mesma educação?

Onde ficará o equilíbrio e a inclusão?
Por falar em inclusão, onde estão contempladas na Resolução, a Educação Inclusiva e a Educação Especial? Quem fará a mediação pedagógica entre esse estudante e a tela do computador ou apostila? O estudante de escola rural, mesmo que tivesse o computador, com que serviço de internet poderá contar na zona rural? A Internet não chega aos bairros distantes de Itaguaí, sequer há cobertura de celular em algumas regiões!

Para o Sepe Itaguaí, a educação de verdade é feita com a interação entre professores e estudantes, na escola, com prática pedagógica efetiva e presencial. É verdade que enfrentamos no momento uma pandemia e que a continuidade das aulas presenciais não é possível agora. Porém, quando a normalidade da vida cotidiana puder retornar, as horas de aula online farão falta na experiência prática presencial de nossas crianças e, seguramente, terão contribuído para elevação da desigualdade em nosso sistema de ensino.

Por isso, o que o Sepe Itaguaí defende é a modificação no Calendário Escolar, com desvinculação do Calendário Civil, para que no fim da Pandemia da Covid-19 o ano letivo de 2020 possa acontecer, de maneira, prática, eficiente e sem enganação.”

Sepe Itaguaí

Contato do Blog com a Prefeitura Municipal de Itaguaí e com a Secretaria Municipal de Educação

Nosso blog como sempre, quis ouvir a prefeitura de Itaguaí e a Secretaria Municipal de Educação. Enviamos via aplicativo Whatsapp para a Secretária Municipal de Educação, os questionamentos pertinentes ao novo método adotado. Contudo, a gestora da pasta e mulher do prefeito, Andréia Cristina Marcello Busatto, solicitou que mandássemos tais questionamentos a Secretaria Municipal de Comunicação, do Secretário e professor da rede municipal de ensino Fabiano Bastos. Assim, como sempre, o fizemos. Porém, como tem sido de costume do atual Secretário desde que assumiu, ele ignorou e não retornou. Nosso contato com a secretária e o e-mail para secretaria de comunicação foram enviados no dia 15 último.

Email enviado para a secretaria de comunicação / assessoria de imprensa da prefeitura Municipal de Itaguaí

Nosso blog também tentou contato com os dirigentes das escolas citadas na matérias, mas não conseguimos retorno. O Blog Boca no Trombone Itaguaí deixa claro que o espaço está disponível à todos, e depende dos interessados dar satisfações de atitudes públicas aos moradores e trabalhadores do município.

Deputados retiram servidores da educação de regra que congela salários na pandemia

Proposta para retirar professores e servidores da educação da regra de congelamento salarial até o fim de 2.021 foi do Partido dos Trabalhadores PT

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem, em sessão virtual, destaque apresentado pelo PT que retira os servidores da educação pública da regra que prevê o congelamento de salários em contrapartida ao socorro financeiro da União aos estados e municípios em decorrência da pandemia de Covid-19.

O texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/20, oriundo do Senado, já foi aprovado. A proposta prevê ajuda de R$ 125 bilhões para os estados, o Distrito Federal e os municípios e substitui versão aprovada em abril pela Câmara (PLP 149/19).

Devido às alterações feitas pelos deputados nesta terça-feira (5), o texto terá de retornar para o Senado. Durante a sessão virtual, a líder do Psol, deputada Fernanda Melchionna (RS), lamentou declaração do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segundo a qual os senadores retomarão na íntegra o projeto aprovado naquela Casa.
“Passamos a noite discutindo e ele [Alcolumbre] falou que vai recompor. Isso é molecagem”, disse a deputada.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara aprova texto-base de auxílio emergencial a estados e municípios

Servidores públicos municipais, estaduais e federais pagarão a conta. Militares não serão afetados. Projeto prevê recursos de R$ 125 bilhões em razão da pandemia. Estados e municípios não poderão realizar concursos públicos, reajustar salários de servidores e nem criar cargos até o fim de 2.021.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5), em sessão virtual por 437 votos a 34, o texto-base do projeto que prevê auxílio de R$ 125 bilhões para os estados, o Distrito Federal e os municípios em razão da pandemia do novo coronavírus.

De origem do Senado, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/20 substitui versão aprovada em abril pela Câmara (PLP 149/19), na ocasião chamada de Plano Mansueto. No início da sessão, parlamentares aprovaram uma emenda de plenário que ampliou as categorias que ficarão fora do congelamento de salários previsto como contrapartida ao socorro da União aos entes federados até o final de 2021. Além de impedir reajustes, o texto proíbe a realização de concursos e a criação de cargos.

Neste momento, parlamentares analisam destaques, que ainda podem modificar o texto. Como já foi alterado pelos deputados, o projeto retornará ao Senado antes de ser enviado para sanção presidencial.
A emenda aprovada pelos deputados manterá de fora dessas regras as categorias de servidores civis e militares envolvidos diretamente no combate à covid-19. Dessa forma, estarão de fora profissionais da saúde, policiais legislativos, técnicos e peritos criminais, agentes socioeducativos, trabalhadores na limpeza urbana e os que atuam na assistência social.

Congelamento de salários

Parlamentares de partidos da oposição tentaram derrubar o dispositivo que prevê o congelamento de salários. O líder do PSB, deputado Alessando Molon (RJ) argumentou que o trecho era uma tentativa de aplicar o ônus do auxílio emergencial no funcionalismo público.
“[O objetivo é] colocar todo o ônus em cima dos servidores públicos, criando uma falsa ideia de que todos os servidores públicos são privilegiados. A realidade dos servidores públicos de Estados e Municípios do Poder Executivo é muito difícil, é muito delicada. Muitos estão sem reajuste há anos. Portanto, não é razoável tratá-los como o principal foco ou que sejam os culpados pelas dificuldades que o país enfrenta”, disse.
“Naturalmente nenhum governador vai dar qualquer aumento neste momento para servidores. Não é razoável imaginar que alguém cometa essa irresponsabilidade. Mas colocar a vedação em uma lei, para que, durante dois anos, não haja, na prática, qualquer reposição, parece-nos um tratamento injusto com quem está arriscando as suas vidas para atender a população. Quem está fazendo frente ao coronavírus são servidores públicos, médicos, enfermeiros, condutores das ambulâncias, entre outros”, completou Molon.

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o congelamento de salários é um gesto para milhões de brasileiros de que todos os poderes estão dando a contribuição no combate à pandemia. O congressista afirmou ainda que, diferentemente dos trabalhadores da iniciativa privada que terão salários cortados, a medida não será adotada aos servidores públicos.
“Nós estamos olhando a redução do salário do setor formal. É claro, a informalidade deve crescer, atingir mais da metade do mercado de trabalho, até o final do ano, no Brasil. Isso significa que as relações de trabalho ficarão prejudicadas, a renda vai ser reduzida, o lucro das empresas vai diminuir. Acho que é um pequeno gesto”, disse. “Não estamos cortando salário. Todos sabem da minha posição. Em um debate futuro, nós vamos precisar discutir e repactuar o Estado brasileiro, porque a renda do Estado, as receitas dos entes federados vão cair muito, assim como o lucro das empresas. Não há milagre a ser feito”, completou.

Auxílio emergencial

A matéria foi aprovada pelo Senado na noite de sábado (2). De acordo com o substitutivo apresentado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o projeto prevê o repasse de R$ 60 bilhões aos entes federados em quatro parcelas mensais.
Segundo o relator da proposta, deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), o texto do Senado avança ao estabelecer limite global para o auxílio financeiro da União, mas falha na parte das regras de distribuição dos recursos, que não cobrem totalmente as perdas de estados na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“Os critérios inicialmente aprovados na Câmara promoveriam melhor distribuição na alocação orçamentária de cada ente”, disse Pedro Paulo, que ressaltou ainda a disposição dos deputados em aprovar o projeto. “Esta Casa, desde o primeiro momento, entendeu que era fundamental ajudar estados e municípios e que, no princípio, o governo entendia que nenhum valor deveria ser repassados a esses governos, e esta Casa tomou a iniciativa de enfrentar esse debate”, acrescentou.
De acordo com o parecer, a proposta aprovada no Senado cobre apenas 32,5% das médias de perda de arrecadação de ICMS dos estados, enquanto o projeto da Câmara regulamentava uma compensação de 100%. O deputado destacou ainda que caberá ao governo criar medidas para compensar as perdas de alguns estados e municípios, em especial, das regiões Sul e Sudeste.

Pedro Paulo acrescentou que, com tal quadro de urgência, o governo precisará adotar posteriormente medidas compensatórias para estados e municípios que tenham distorções no critério de distribuição aprovado pelo Senado.

Fonte: Agência Brasil

Câmara rebate supostas mentiras de Secretário de Comunicação da prefeitura de Itaguaí

Secretário de comunicação da prefeitura Fabiano Bastos tem sido alvo de críticas por espalhar possíveis fake news para esconder problemas do governo Charlinho. Câmara relata que prefeitura da cidade tem mais de R$ 100 milhões em conta e não usa essa verba para combater a pandemia na cidade

Após se envolver em polêmicas com o ex-deputado federal Alexandre Valle e de ter sido questionado sobre a sua conduta que supostamente faltaria com a verdade pelo vereador André Amorim, o atual secretário de comunicação foi desmentido desta vez pela Câmara Municipal de Itaguaí.

Em nota oficial, a Câmara Municipal da cidade se diz tomada de surpresa com a publicação do Secretário Municipal de Comunicação Fabiano Bastos no blog em que ele administra. A Câmara esclareceu que, nos últimos três anos, devolveu mais de R$ 5 milhões a Prefeitura de Itaguaí, mas não consegue obter nenhuma informação sobre o que foi feito com o dinheiro.

A Casa Legislativa diz achar surpreendente um Secretário Municipal desconhecer que não é possível a devolução de duodécimos vinculados à aquisição de bens ou outras necessidades, ainda que seja de interesse do Município, antes do encerramento do ano fiscal.

Fabiano Bastos é secretário de comunicação da prefeitura de Itaguaí a menos de dois meses

A Câmara ressaltou ainda que a Prefeitura de Itaguaí tem mais de R$ 100 milhões em conta e não mostra nenhuma ação efetiva para atender de forma eficiente os munícipes contaminados com COVID-19.

No mais, o Legislativo relata que vem fazendo sua parte, visto que no período em que esteve à frente da gestão da Prefeitura, o Presidente da Câmara sancionou Lei, aprovada pelos Vereadores, que permite a contratação temporária de funcionários para a Secretaria de Saúde, além da abertura de crédito, a fim de atender de forma eficiente os cidadãos itaguaienses em razão do aumento da demanda em virtude do COVID-19.

Nosso blog tentou contato com o secretário de comunicação via email da prefeitura e redes sociais e até pelo aplicativo Whatsapp. Mas não houve retorno e o secretário bloqueou nas redes e no Whatsapp alguns veículos de comunicação, entre eles o nosso. Um secretário de comunicação que parece não querer se comunicar.

Fabiano Bastos tem sido alvo de críticas desde que assumiu a pasta de secretário de comunicação no final de março, por supostamente divulgar em seu blog, matérias inverídicas para beneficiar o governo municipal. Outras críticas, e até de nosso blog, são sobre questionamentos de ações, em especial, falta de ações por parte da prefeitura de Itaguaí no combate ao Covid-19 que não tem sido respondidas pela secretaria do citado, já que dar esclarecimentos e respostas à imprensa é obrigação da secretaria que ele conduz.

Fonte: Câmara Municipal de Itaguaí