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Taxa de letalidade por Covid-19 em Itaguaí está próxima de ser a mais alta do Estado

Cidade com 13% de mortes entre os doentes por Coronavírus só perde para Duque de Caxias, Belford Roxo e Nilópolis com 14%. A taxa de mortes em Itaguaí supera a do Estado que tem 11% e do Brasil que tem 6%.

A taxa de letalidade que nada mais é que o número de mortes baseado no número de casos de Covid-19, em Itaguaí é uma das mais altas entre os municípios do Estado.

As maiores taxas de mortes baseado nos números de casos de Coronavírus confirmados são na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana do qual a cidade faz parte.

Se comparada com as cidades do estado Itaguaí esta prestes a ser a com maior taxa de letalidade, hoje a taxa de mortes é de 13%. Só perde para Duque de Caxias, Nilópolis e Belford Roxo ambas com 14% de óbitos. Em Itaguaí a cada 100 doentes 13 morrem.

As altas taxas de letalidade mostram que a cidade não consegue recuperar seus doentes da forma que deveria. Mesmo tendo menos casos que muitas cidades do estado, Itaguaí está próxima de só perder para Magé nesse quesito. Isso se deve ao precário atendimento na saúde pública. A prefeitura é uma das que menos investe no combate a doença, além de viver envolvida em escândalos também na área da saúde.

Veja o ranking negativo das cidades e do estado sobre a taxa de letalidade por Covid-19

1- Duque de Caxias 14%. A cada 100 pacientes com a Covid-19, 14 vão a óbitos. Pelo último boletim foram registrados 1.556 casos com 217 mortes

1 – Nilópolis 14%. Pelo último boletim foram registrados 294 casos com 41 mortes.

1 – Belford Roxo 14%. Pelo último boletim foram registrados 512 casos com 73 mortes.

4 – Itaguaí 13%. A cada 100 doentes, 13 morrem. Pelo último boletim foram registrados 341 casos com 45 mortes.

5 – Rio de Janeiro (Capital), 12% de mortes. Foram registrados 27.311 casos com 3.430 óbitos.

5 – São João de Meriti 12%

7 – Nova Iguaçu 11%

8 – Magé 10%

9 – Mesquita 09%

10 – Mangaratiba 06%

10 – Guapimirim 06%

12 – Angra dos Reis 04%

12 – Piraí 04%

14 – Seropédica 03%

15 – Queimados 02%

16 – Japeri 01%

O Estado do Rio de Janeiro passa das 5 mil mortes e tem quase 48 mil casos de Covid-19. Uma taxa de letalidade de quase 11%.

Foram 223 mortes e 3.067 casos confirmados em 24 horas. Há ainda 1.315 óbitos em investigação e 260 foram descartados.

Veja mais abaixo os boletins mais recentes das cidades citadas.

Estado do Rio de Janeiro

O Estado tem 11% de taxa de letalidade pela doença. Até ontem 29 de maio são quase 48 mil casos com mais de 5 mil mortes. Só nas últimas 24 horas foram 223 mortes e mais 3.067 casos confirmados. Há ainda 1.315 óbitos em investigação e 260 que foram descartados.

Brasil

No Brasil até ontem 29 de maio foram registrados 468.338 casos e 27.944 de mortes. Uma taxa de letalidade de 6%.

Capital do Estado

Com a nova metodologia, a cidade do Rio de Janeiro passou a registrar cerca de mil casos a menos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a capital fluminense tem em torno de 2.000 óbitos por covid-19. Já de acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde, o número de mortes da cidade é de 3.430. Em número de casos a Secretaria Estadual de Saúde informa que a Capital tem 27.311 casos da doença na cidade do Rio de Janeiro.

ITAGUAÍ

Em uma semana a cidade de Itaguaí teve um aumento de 60% no número de casos de Covid-19 e um aumento de 50% no número de óbitos.

Todas as informações contidas nessa reportagem são de boletins fornecidos pelos sites e páginas dos governos mencionados.

Sindicato MUSPI já havia denunciado possíveis práticas irregulares na UPA de Itaguaí

Denúncia foi feita no Ministério Púbico Federal, na Defensoria Pública da União e na Câmara Municipal de Itaguaí que tem a obrigação de averiguar esses fatos
Por MUSPI, Anita Prado, Guilherme Peixoto, Lucas Von Seehausen, RJ1

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Itaguaí (MUSPI), já havia denunciado possíveis práticas irregulares no edital de contratação de empresa responsável pela gestão da Unidade de Pronto Atendimento de Itaguaí (UPA). Através da diretora do movimento Christianne Gerardo Neves, o movimento realizou denúncias ao Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Câmara Municipal de Itaguaí. Essa última em 12 de maio.

Com isso o MPF entrou no caso e de acordo com as denúncias, a empresa firma um acordo com a unidade e fornece a equipe médica. A OS paga à empresa, que repassa o pagamento para os profissionais.

O sistema foi apelidado de “quarteirização”. Não é ilegal e os profissionais de saúde, no papel, são sócios da empresa. Mas na prática, perdem vários direitos trabalhistas, como auxílios e o Fundo de Garantia.

O nome do diretor da Doctor Vip também chamou a atenção do MP. Segundo levantamento, Clébio Lopes, conhecido como Jacaré, já apareceu em reunião com o prefeito do Rio Marcelo Crivella e diretores de OSs. Em um dos encontros, Crivella indicou a contratação da Doctor Vip, segundo os promotores.

O MP descobriu ainda que Lopes teria ligação com um dos presos na Operação Favorito, Leandro Braga de Souza.
Segundo a denúncia, para desviar dinheiro dos cofres públicos, Braga de Souza usou uma conta bancária da empresa de Clébio Lopes.

A conta da Imagem Transportes foi utilizada em um depósito de R$ 5 mil, como comprovam as mensagens trocadas entre Lopes e Braga de Souza, interceptadas com autorização da Justiça.

As investigações indicam que Braga de Souza, por sua vez, é ligado a Luiz Roberto Martins, apontado por investigadores como operador do empresário Mário Peixoto. Os três foram presos há duas semanas.
Até ser preso, o empresário Mário Peixoto morava num prédio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. E Charlinho Bussato, que é prefeito de Itaguaí, mora no mesmo prédio. Eles são vizinhos.

Ligações e edital suspeito

Fontes ouvidas pelo RJ1 garantem que Mário e Charlinho são amigos. E que o prefeito de Itaguaí foi padrinho de casamento do empresário.
O edital que definiu a empresa que iria administrar a UPA de Itaguaí também levanta suspeitas. No fim do ano passado, a Prefeitura de Itaguaí abriu um chamamento público para escolher uma organização social. Os interessados deveriam apresentar proposta até 20 de dezembro.

Duas empresas se inscreveram. Em uma reunião no dia 23 de dezembro, foi constatado que faltam alguns itens estabelecidos no edital. Então, foi aberto um prazo de oito dias para que as OSs apresentassem a documentação completa.
Nesse meio tempo, mesmo depois do prazo de inscrição, a prefeitura aceitou a proposta de outras duas organizações sociais. E justamente uma delas foi a vencedora do edital: a OS Centro de Excelência em Políticas Públicas (CEPP).
A empresa pertence a Eduardo Casotti Louzada. Ele já foi secretário de saúde de Angra dos Reis, na Costa Verde. Segundo a investigação do Ministério Público, tem ligação com Leandro Braga. E agora, contratou a empresa de Clébio Lopes.
A empresa que perdeu o edital entrou com recurso. Argumentando que o prazo não foi respeitado e que a concorrente não apresentou os documentos que precisava. O recurso foi negado.

O edital causou estranheza também aos vereadores da cidade. Em um requerimento de informações, a comissão de saúde da Câmara questiona se a admissão de duas empresas depois do término do prazo de entrega de documentos se deu de forma legal.

O especialista em administração pública, Manoel Peixinho, analisou a documentação, a pedido do RJ1.
“A conclusão que eu chego é que houve fraude na licitação. A empresa vencedora não foi devidamente habilitada, ela não apresentou a documentação a tempo, e também não autenticou as documentações. Ou seja, houve violação flagrante ao chamado princípio da vinculação ao instrumento convocatório. É quando um licitante desobedece às regras previstas no edital de licitação. O que mais impressiona é que a comissão de licitação direcionou a licitação para a empresa vencedora”, disse o especialista.

O que dizem os envolvidos

A empresa Doctor Vip enviou uma nota dizendo que Clébio Lopes, diretor da empresa, conhece Leandro Braga há 15 anos e que já fizeram inúmeros negócios de compra e venda, e também troca de cheques. A empresa disse que repudia o uso do nome Doctor Vip para fins políticos.
A Prefeitura de Itaguaí disse que desconhece a subcontratação da empresa Doctor Vip e que vai averiguar a informação.

Sobre o edital com indícios de irregularidades, a prefeitura enviou as etapas do processo e apontou que houve abertura de novo credenciamento, e por isso, a Organização Social CEPP pôde participar.

A Prefeitura de Itaguaí disse também que o requerimento da Câmara é uma ação política.

O prefeito do Rio Marcelo Crivella disse que esteve com Clébio Lopes numa reunião de trabalho com empresas de saúde, mas que não houve interferência na contratação da empresa para a UPA de Itaguaí. Mas não explicou a participação de Clébio na reunião.

A empresa CEPP, que ganhou edital para a gerenciar a UPA de Itaguaí, não respondeu ao contato.

Denúncia no MPF

Veja na íntegra a denúncia junto à Câmara Municipal de Itaguaí

AO EXMO. SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE SAÚDE DA CÂMARA MUNICIPAL DE ITAGUAÍ – RJ

CHRISTIANE GERARDO NEVES, brasileira, solteira, servidora pública federal, portadora da carteira de identidade nº XXXXXXXX-X, e inscrita no CPF/MF sob o nº XXXXXXXX-XX, título de eleitor nº .XXX.XXX.XXX.XXX, residente e domiciliada na Rua XXXXXXXXX, q. X lt. X, Engenho – Itaguaí, CEP: XX.XXX-XXX, vem, mui respeitosamente à presença de Vossas Excelências, apresentar a presente DENÚNCIA face à irregularidade na contratação de empresa para gestão da UPA de Itaguaí, decorrente de ilegalidades no curso do chamamento público, explicitado de acordo com os fatos descritos:

No Edital da Chamada Pública 010/2019, que tinha o objetivo de contratação de empresa para a gestão da UPA de Itaguaí foram estabelecidas duas fases. A primeira foi a de entrega dos documentos e proposta de preços, dentro de um determinado prazo. Já a segunda fase, seria o efetivo julgamento das propostas apresentadas.

No prazo do Edital, apenas duas interessadas entregaram documentos e propostas. No dia do julgamento as duas foram inabilitadas.

Diante disso, a Comissão Permanente de Licitação usou a prerrogativa do art. 48, §3º da Lei nº 8.666/93, possibilitando que ambas apresentassem novos documentos e sendo, para isso, agendada nova data, conforme publicação. Contudo, as propostas de preços ficariam em posse da CPL.

No dia agendado para a apresentação dos documentos, compareceram outras duas interessadas e foram admitidas naquele procedimento já iniciado, mesmo que o prazo da primeira fase já ter encerrado no dia 20/12/2019, conforme item 1.2 do edital.

Qualquer interessado poderia se credenciar mediante a reabertura do prazo para apresentação de documentos, pois esta regra está estabelecida no item 7.1 do Edital. Todavia, não houve reabertura do prazo e sim nova data para a sessão de apresentação dos documentos daquelas empresas que responderam tempestivamente ao chamamento.

O procedimento inicialmente criado para credenciamento de Organização Social Civis (OSC) no âmbito do Município de Itaguaí foi utilizado para a escolha/contratação para o gerenciamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA Itaguaí), sem que houvesse publicação de instrumento próprio (EDITAL) que estabelecesse as regras, projeto de gestão, plano de trabalho, critérios de avalização e julgamento, ou seja, menor preço, técnica e preço, melhor técnica e o fato de escolher a instituição que entrou posteriormente no processo causa estranheza, em flagrante afronta aos arts. 23, 24 e 26, ambos da Lei nº 13.019/14.

A consequência deste procedimento foi a realização da contratação de uma das OS´s que apresentaram seus documentos após o prazo a sessão de recebimento dos documentos, sem que houvesse a abertura de novo prazo, aumentando ainda mais a ilegalidade na contratação, visto que a OS vencedora foi a CEPP (Centro de Excelência em Políticas Públicas), antiga CEP28, de propriedade do Sr. Eduardo Casotti Louzada, que estranhamente possui ligações espúrias com o Sr. Mario Peixoto, preso nesta data por fraude em contratos de prestação de serviços de OS´s com a Secretaria Estadual de Saúde do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

A publicação do dia 10 de janeiro de 2020 cita o prazo para apresentação de planilhas, projeto e plano de gestão, mas baseado em que se o Edital da Chamada Pública 010/2019 trata apenas de credenciamento. Se existisse um novo Edital, onde está sua publicação? A integra desse edital está disponível em que veículo? Resta claro que os princípios da legalidade e publicidade dos atos da Administração Pública não foram respeitados.

Outro ponto a ser observado é o fato do Edital exigir a apresentação de proposta de preços quando sua finalidade é o credenciamento de OSCs. O item 6.2 do edital é claro ao informar que será elaborado procedimento próprio para a contratação.

Diante das informações apresentadas, presume-se a existência de ilegalidade na condução do procedimento de chamamento público, devendo ser devidamente apuradas por esta Comissão Especializada e, posteriormente, encaminhadas ao Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro as conclusões da apuração dos fatos aqui noticiados, que visam a possível prática de crimes contra a saúde e erário público.

Itaguaí, 12 de maio de 2020.

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CHRISTIANE GERARDO NEVES

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Após ser reinaugurada UPA de Itaguaí aponta indícios de irregularidades

Como mostrou o RJ1 nesta sexta-feira (29) a empresa que vai administrar a unidade subcontratou outra que teve diretor preso há duas semanas. MP investiga se houve fraude na licitação.

Por Anita Prado, Guilherme Peixoto e Lucas Von Seehausen, RJ1

A UPA de Itaguaí, na Baixada Fluminense, ficou quatro anos fechada. Agora ela foi reaberta e o edital para administrar a unidade têm indícios de irregularidades, como mostrou o RJ1 desta sexta-feira (29). Empresários presos e investigados aparecem nos contratos firmados com unidade.

A licitação para comprar mobiliário está marcada para esta sexta, quatro dias após a reinauguração. A forma como os profissionais de saúde foram contratados para trabalhar também chama a atenção.
A organização social que venceu o edital para administrar a unidade e vai receber R$ 17 milhões em um ano, resolveu subcontratar outra empresa para fornecer os profissionais: a Doctor Vip.

Como revelou a reportagem da TV Globo, essa empresa é conhecida da Prefeitura do Rio e também do governo do estado já que organizações sociais que administram as unidades de saúde públicas subcontratam a Doctor Vip.

De acordo com denúncias do Ministério Público, a empresa firma um acordo com a unidade e fornece a equipe médica. A OS paga à empresa, que repassa o pagamento para os profissionais.

O sistema foi apelidado de “quarteirização”. Não é ilegal e os profissionais de saúde, no papel, são sócios da empresa. Mas na prática, perdem vários direitos trabalhistas, como auxílios e o Fundo de Garantia.
O nome do diretor da Doctor Vip também chamou a atenção do MP. Segundo levantamento, Clébio Lopes, conhecido como Jacaré, já apareceu em reunião com o prefeito do Rio Marcelo Crivella e diretores de OSs. Em um dos encontros, Crivella indicou a contratação da Doctor Vip, segundo os promotores.

O MP descobriu ainda que Lopes teria ligação com um dos presos na Operação Favorito, Leandro Braga de Souza.
Segundo a denúncia, para desviar dinheiro dos cofres públicos, Braga de Souza usou uma conta bancária da empresa de Clébio Lopes.

A conta da Imagem Transportes foi utilizada em um depósito de R$ 5 mil, como comprovam as mensagens trocadas entre Lopes e Braga de Souza, interceptadas com autorização da Justiça.
As investigações indicam que Braga de Souza, por sua vez, é ligado a Luiz Roberto Martins, apontado por investigadores como operador do empresário Mário Peixoto. Os três foram presos há duas semanas.
Até ser preso, o empresário Mário Peixoto morava num prédio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. E Charlinho Bussato, que é prefeito de Itaguaí, mora no mesmo prédio. Eles são vizinhos.

Ligações e edital suspeito

Fontes ouvidas pelo RJ1 garantem que Mário e Charlinho são amigos. E que o prefeito de Itaguaí foi padrinho de casamento do empresário.
O edital que definiu a empresa que iria administrar a UPA de Itaguaí também levanta suspeitas. No fim do ano passado, a Prefeitura de Itaguaí abriu um chamamento público para escolher uma organização social. Os interessados deveriam apresentar proposta até 20 de dezembro.

Duas empresas se inscreveram. Em uma reunião no dia 23 de dezembro, foi constatado que faltam alguns itens estabelecidos no edital. Então, foi aberto um prazo de oito dias para que as OSs apresentassem a documentação completa.
Nesse meio tempo, mesmo depois do prazo de inscrição, a prefeitura aceitou a proposta de outras duas organizações sociais. E justamente uma delas foi a vencedora do edital: a OS Centro de Excelência em Políticas Públicas (CEPP).
A empresa pertence a Eduardo Casotti Louzada. Ele já foi secretário de saúde de Angra dos Reis, na Costa Verde. Segundo a investigação do Ministério Público, tem ligação com Leandro Braga. E agora, contratou a empresa de Clébio Lopes.
A empresa que perdeu o edital entrou com recurso. Argumentando que o prazo não foi respeitado e que a concorrente não apresentou os documentos que precisava. O recurso foi negado.

O edital causou estranheza também aos vereadores da cidade. Em um requerimento de informações, a comissão de saúde da Câmara questiona se a admissão de duas empresas depois do término do prazo de entrega de documentos se deu de forma legal.
O especialista em administração pública, Manoel Peixinho, analisou a documentação, a pedido do RJ1.
“A conclusão que eu chego é que houve fraude na licitação. A empresa vencedora não foi devidamente habilitada, ela não apresentou a documentação a tempo, e também não autenticou as documentações. Ou seja, houve violação flagrante ao chamado princípio da vinculação ao instrumento convocatório. É quando um licitante desobedece às regras previstas no edital de licitação. O que mais impressiona é que a comissão de licitação direcionou a licitação para a empresa vencedora”, disse o especialista.

O que dizem os envolvidos

A empresa Doctor Vip enviou uma nota dizendo que Clébio Lopes, diretor da empresa, conhece Leandro Braga há 15 anos e que já fizeram inúmeros negócios de compra e venda, e também troca de cheques. A empresa disse que repudia o uso do nome Doctor Vip para fins políticos.
A Prefeitura de Itaguaí disse que desconhece a subcontratação da empresa Doctor Vip e que vai averiguar a informação.

Sobre o edital com indícios de irregularidades, a prefeitura enviou as etapas do processo e apontou que houve abertura de novo credenciamento, e por isso, a Organização Social CEPP pôde participar.

A Prefeitura de Itaguaí disse também que o requerimento da Câmara é uma ação a política.

O prefeito do Rio Marcelo Crivella disse que esteve com Clébio Lopes numa reunião de trabalho com empresas de saúde, mas que não houve interferência na contratação da empresa para a UPA de Itaguaí. Mas não explicou a participação de Clébio na reunião.

A empresa CEPP, que ganhou edital para a gerenciar a UPA de Itaguaí, não respondeu ao contato.

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Auxilio emergencial – Quem receber os R$ 600 pode ter que devolver em 2021 se tiver renda maior

Com o poder de veto, o presidente Bolsonaro manteve o critério que exclui pessoas com direito ao auxílio por causa da renda de 2018. Ao mesmo tempo, sancionou a medida que exige a devolução do dinheiro para quem se recuperar ao longo de 2020

Uma alteração na lei que criou o auxílio emergencial de R$ 600 pode fazer com que o dinheiro seja apenas um empréstimo para os beneficiários que se recuperarem financeiramente ao longo do ano.

Por conta de uma mudança feita pelo Senado e sancionada pelo presidente Bolsonaro (sem partido), quem receber ao longo de 2020 mais que o limite de isenção do Imposto de Renda (IR) terá que devolver integralmente em 2021 o auxílio que recebeu —inclusive o dos dependentes. As parcelas do auxílio não entram no cálculo da renda anual.

Atualmente, não paga IR quem recebeu até R$ 28.559,70 no ano inteiro, com salários, aposentadorias ou aluguéis, por exemplo. Esse valor pode mudar para a declaração do ano que vem, mas ele não é atualizado desde 2015.

Ideia era compensar outra alteração, mas Bolsonaro vetou

A lei que criou o auxílio emergencial, publicada em 2 de abril, exclui qualquer um que tenha recebido mais que R$ 28.559,70 em 2018. Isso deixa de fora pessoas que tinham certa renda há dois anos, mas que precisam da ajuda do governo na crise atual.

Depois que a primeira parcela dos R$ 600 já estava sendo paga, Câmara e Senado aprovaram um projeto que acabava com esse critério. Em compensação, foi adicionada a obrigação de devolver o auxílio se a pessoa terminar 2020 com renda acima do limite de isenção do IR.

Segundo o senador Esperidião Amin (PP-SC), relator do texto final, havia um acordo com o governo para aprovar as duas alterações, que juntas formariam um critério mais justo para analisar quem tem direito às parcelas de R$ 600 (ou R$ 1.200 para mulheres chefe de família).
Mas, de acordo com o senador, o governo descumpriu o combinado e aprovou apenas a parte que lhe interessava. Com o poder de veto, o presidente Bolsonaro manteve o critério que exclui pessoas por causa da renda de 2018. Ao mesmo tempo, sancionou a medida que exige a devolução do dinheiro para quem se recuperar ao longo de 2020.

Especialistas criticam a devolução misturada no IR

Com a mudança na lei já sancionada, a pessoa que terminar o ano de 2020 com renda superior ao limite de isenção (sem contar a ajuda emergencial do governo) terá que pagar o IR mais o valor total do auxílio que recebeu. As parcelas que os dependentes receberam também precisarão ser devolvidas.
A Receita Federal afirmou que “está em estudo como a medida será operacionalizada”.

Especialistas em direito tributário afirmam que o texto legal é ruim. Para o advogado Carlos Navarro, do escritório Galvão Villani Navarro, o governo pode até cobrar Imposto de Renda sobre o auxílio emergencial, mas não pedir a devolução integral junto com a declaração anual de IR.

Gabriel Quintanilha, professor da FGV Direito Rio, também critica a mudança na lei. “Se houvesse a tributação pelo Imposto de Renda, eu entenderia, porque o auxílio entrega às pessoas um poder de compra. Agora, obrigar a devolução desse valor na declaração de IR é uma situação que soa absurda. Transforma o auxílio praticamente num empréstimo.”

De acordo com o senador Esperidião Amin, relator do projeto, foram técnicos da equipe econômica do governo que propuseram a redação do artigo que determina a devolução. O Planalto e o Ministério da Economia não comentaram o caso até a publicação desta reportagem.

Fontes: Uol, IG

Polícia Federal cumpre mandados em investigação sobre fake news, incluindo Itaguaí

São alvos das investigações pessoas de várias cidades entre elas Itaguaí, além de Luciano Hang das lojas Havan, do deputado Roberto Jefferson, do deputado estadual Douglas Garcia e do blogueiro Allan dos Santos. Um helicóptero e vários carros da PF foram vistos em Itaguaí

A Polícia Federal realizou na manhã desta quarta-feira 27, operação que visa cumprir mandados de busca e apreensão contra notícias mentirosas, as fake news.Dentre vários alvos das investigações, incluindo pessoas em Itaguaí e Campo Grande, estão o presidente do PTB, Roberto Jefferson; o empresário dono da Havan, Luciano Hang; o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-RJ); o blogueiro Allan dos Santos; entre outros aliados e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Empresário Luciano Hang das lojas Havan ao lado do presidente Jair Bolsonaro

Presidente do PTB Roberto Jefferson

Deputado estadual Douglas Garcia do PSL

Hoje foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão. No Rio a operação de combate às fake news foi em Campo Grande e em Itaguaí. Locais de onde partiram notícias falsas e ameaças contra ministros e membros do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação foi ordenada pelo Ministro do STF Alexandre de Moraes.

Em Itaguaí foi possível ver um helicóptero sobrevoando a cidade

Além do Rio, essa operação ocorre em São Paulo, no Distrito Federal, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Além dessa ocorreram hoje outras 3 operações.

A operação Camilo que é uma força tarefa formada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul com o GAECO, com 129 medidas judiciais com investigações que apuram crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção passiva, organização criminosa, ocultação de bens, crime de responsabilidade e desobediência. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 15 milhões dos recursos da saúde.

Também ocorreu a operação Lázaros, que visa desarticular uma organização criminosa que reativava bens previdenciários que haviam sido suspensos, tal, investigação tem foco no INSS.

Por fim outra operação, denominada de “Cara dura”, visa desarticular um grupo criminoso suspeito de cometer furtos contra Instituições financeiras. Essa última cumpre mandados não só no estado do Rio de Janeiro, mais precisamente em Niterói, como também em Tocantins.

Assista no Bom dia Rio link abaixo:

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UPA é reinaugurada mas licitação para compra de móveis para a unidade é só na sexta-feira

Prefeito e vice-prefeito não aparecem mais uma vez. Unidade continuava a receber repasses federais mesmo sem funcionar. Ministério da Saúde solicitou a devolução dos R$ 5 milhões repassados mesmo com a UPA fechada. Justiça está investigando o caso

A Prefeitura Municipal de Itaguaí finalmente reinaugurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA Itaguaí). Marcada para a manhã desta segunda-feira, a reinauguração aconteceu, mas o prefeito Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB) e o vice-prefeito Abeilardinho Goulart sem partido, mais uma vez não deram às caras. Ambos não são encontrados pela Câmara Municipal e pela imprensa a pelo menos 6 semanas.

A unidade já poderia estar funcionando antes da pandemia. Em entrevista de 2018, o prefeito Carlos Busatto Junior disse que o governo federal repassava verbas para manter a unidade.
Por conta disso, o Ministério Público Federal (MPF) moveu uma ação contra a Prefeitura. O Ministério da Saúde pediu a devolução de R$ 5 milhões.
Agora, uma Organização Social assumiu a administração da unidade e vai receber mais de R$ 17 milhões por ano. O contrato entrou em vigor no dia 30 de abril, mas a UPA só foi inaugurada quase um mês depois.

A reinauguração da UPA seria após tantos exemplos de descaso um leve consolo na saúde do município. Mas até nisso o atual governo é no mínimo incoerente. A licitação para compra de remédios e móveis só ocorrerá na próxima sexta-feira 29 de maio, quatro dias após a reinauguração.

Veja a matéria completa do RJ1 no link abaixo:

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A Prefeitura informou que os móveis que vão ser comprados são armários para armezanar remédios, entre outros itens. E afirmou também que o Governo Federal segue depositando numa conta poupança.
O MPF e a Defensoria disseram que a investigação estão com o Ministério Público do Rio.

À procura do prefeito

A Câmara de Vereadores de Itaguaí, publicou na página da Casa na internet um edital de notificação de um novo processo de impeachment contra o prefeito, Carlo Busatto Junior (MDB), o Charlinho, e o vice, Abeilard Goulart (sem partido), o Abeilardinho.
A postagem, no dia 13, foi a saída encontrada pelos vereadores porque, após 35 dias, servidores não conseguiram entregar-lhes o aviso em mãos.

O RJ1 também tentou, em vão, localizar Charlinho e Abeilardinho — e em diferentes endereços

Com RJ 1 e G1

Funcionária de Itaguaí denuncia perseguição após fazer denúncias de descaso no hospital da cidade

Após ir na polícia duas vezes , uma delas devido a falta de materiais de Equipamento de Proteção Individual (EPI) para ser usado durante a entubação de pacientes com a Covid-19 por funcionários e outra por falta de respiradores equipamento primordial para atender pacientes em estado grave de Covid-19, Danielle sofreu retaliações e foi transferida. Perseguida por um governo onde prefeito e vice-prefeito sequer aparecem na prefeitura para dar expediente

A técnica de enfermagem Danielle Eloy com quase 10 de anos de atuação em Itaguaí, foi transferida do hospital Municipal São Francisco Xavier, após ir à polícia denunciar graves irregularidades cometidas dentro do hospital. Danielle fez denúncia na Polícia Civil por duas vezes.

Uma delas devido ao não fornecimento de capa impermeável, material obrigatório a ser usado por profissionais durante a entubação de pacientes com a Covid-19 em estado grave. Danielle alega que até procurou pela cidade para poder comprar tal material com recursos próprios, mas não encontrou. Ao fim o hospital ofereceu uma capa de tecido que continha furos para que fosse usada, o que viola todas as determinações do ministério da saúde.

Após a primeira denúncia ela começou a sofrer perseguições. Mesmo assim e no total direito e no louvável respeito a seus colegas e aos pacientes, Danielle foi novamente a polícia fazer outra denúncia. Agora sobre a falta de respiradores no hospital, equipamento vital para pacientes com Covid-19 em estado grave.

E aí ao invés da direção do hospital, da secretaria de saúde e da prefeitura de Itaguaí fornecerem tais equipamentos e um atendimento digno e seguro para profissionais e pacientes, além de valorizar pessoas que demonstram querer o melhor para a saúde do município, eles claramente preferiram transferir a técnica para um posto de saúde no bairro Saco da Prata. Local este que não se chega de transporte público e que somente uma van da prefeitura realiza o trajeto de mais de uma hora em estrada de chão e que atende no máximo 150 pessoas, pois é o número de habitantes no local.

Aliás o posto localizado no Saco da Prata, tem carência até de Dipirona e está prestes a desabar, pois rachaduras enormes, incluindo uma de fora a fora ameaça desabar na cabeça dos profissionais que lá atuam. Isso eu Júlio Andrade do blog Boca no Trombone Itaguaí, vi com meus próprios olhos.

Enquanto a Técnica em Enfermagem é perseguida por denunciar a precariedade do atendimento público na saúde de Itaguaí, prefeito e vice-prefeito sequer aparecem na prefeitura para dar expediente. Deve ser por isso que eles não aparecem, pois se nela estiverem podem precisar de atendimento de emergência no único hospital público da cidade e constatarem o perigo que tem sido a administração de ambos.

ASSISTA A MATÉRIA NO RJ1

Assista no Globoplay:
https://globoplay.globo.com/v/8572623