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Mulher flagrada agredindo verbalmente fiscal em reportagem do Fantástico é demitida

‘Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você’, disse a mulher se referindo a homem que estava ao lado dela. Homem recebeu auxílio emergencial de R$ 600.

Em 06/07/2.020

Matéria G1

A mulher que apareceu em uma reportagem do Fantástico do último domingo (5) ofendendo um fiscal da Prefeitura do Rio durante uma inspeção na região da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, foi demitida da empresa onde trabalhava na manhã desta segunda-feira (6) por causa do episódio.

No fim de semana, Flávio Graça, superintendente de Inovação, Pesquisa e Educação em Vigilância Sanitária, Fiscalização e Controle de Zoonoses da prefeitura, foi ofendido por um casal durante uma fiscalização.
“Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você”, disse a mulher, que estava em um restaurante no momento da fiscalização da Vigilância.
O G1 tentou entrou em contato com a mulher, mas ela não atendeu as ligações.
De acordo com a nota divulgada pela Taesa, empresa privada do setor de energia, onde a mulher trabalhava, o comportamento da funcionária não condiz com as normas da empresa (veja a íntegra da nota no fim da reportagem).

“A TAESA tomou conhecimento do envolvimento de uma de suas empregadas em um caso de desrespeito às leis que visam reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus e compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio, sobretudo em um momento no qual o número de casos da doença segue em alta no Brasil e no mundo”, consta no comunicado.

Homem solicitou auxílio emergencial de R$ 600

O engenheiro civil a quem a mulher no vídeo se refere solicitou e recebeu o auxílio emergencial de R$ 600 pagos pelo governo federal para ajudar pessoas em situação vulnerável durante a pandemia de Covid-19.

A informação sobre o pagamento, antecipada pelo jornal O Globo, foi confirmada pelo G1 no site da Controladoria-Geral da União, que consolida os dados de pagamentos do auxílio.
De acordo com as informações, o homem recebeu a primeira parcela de R$ 600 reais em abril e o nome dele consta no Cadastro Único do governo.

Íntegra da nota da TAESA

NOTA DE POSICIONAMENTO OFICIAL

A TAESA é uma companhia comprometida com a segurança e a saúde não apenas de seus empregados, mas também com o bem-estar de toda a sociedade. Desde o início da pandemia da Covid-19, a Taesa implementou inúmeras iniciativas para proteger a saúde de seus profissionais e seus familiares, como o home-office para 100% do seu quadro administrativo, e a adoção de diversas outras medidas de proteção para as equipes que operam em campo.

A companhia não compactua com qualquer comportamento que coloque em risco a saúde de outras pessoas ou com atitudes que desrespeitem o trabalho e a dignidade de profissionais que atuam na prevenção e no controle da pandemia.

A TAESA tomou conhecimento do envolvimento de uma de suas empregadas em um caso de desrespeito às leis que visam reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus e compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio, sobretudo em um momento no qual o número de casos da doença segue em alta no Brasil e no mundo.

A TAESA ressalta que segue respeitando o isolamento e as mais rigorosas regras de prevenção ao coronavírus e que a empregada em questão desrespeitou a política vigente na empresa. Diante dos fatos expostos, a TAESA decidiu por sua imediata demissão.

Escolas particulares de Caxias, RJ, devem retomar aulas presenciais na segunda-feira

Sindicato dos professores, no entanto, é contrário à decisão, assim como muitos pais de alunos. MP já se pronunciou contrário a abertura das escolas

As escolas particulares de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, devem retomar as atividades na próxima segunda-feira (6).
De acordo com o Sindicato Estadual dos Professores (Sepe), a decisão foi tomada após uma reunião entre grupo de donos e representantes de escolas particulares e o prefeito Washington Reis na quarta-feira (1).

As escolas da rede pública, no entanto, ainda não têm uma data definida para a volta às aulas. Segundo decreto da prefeitura, a previsão é que as atividades escolares permaneçam paralisadas até o dia 15 de julho.

Apesar da decisão das escolas e do prefeito, os sindicatos dos professores se posicionaram contra a reabertura das escolas particulares neste momento de pandemia.
“O prefeito Washington Reis ignora a Justiça e, assim, também ignora as recomendações da OMS, como as recomendações dos órgãos de Saúde, que dizem que o retorno às aulas precisa passar por uma série de protocolos e que, nesses protocolos, a educação infantil estaria em último estágio da volta às aulas”, diz a diretora do Sindicato Estadual dos Professores, Renata Rosseo.

A Prefeitura de Duque de Caxias informou que vai publicar nesta sexta-feira (3) um decreto municipal autorizando as escolas da rede particular de ensino a retomarem as atividades presenciais e que o documento irá tratar das medidas necessárias para a volta às aulas.
Duque de Caxias ocupava a 5ª posição no ranking de maior número de casos da Covid-19 no estado do RJ, com 3.239 casos registrados, e a 3ª posição em número de mortes, com 448, segundo o último boletim da Secretaria Estadual de Saúde.

Recomendações do MEC

Na quarta-feira (1), o Ministério da Educação (MEC) lançou um protocolo de biossegurança com diretrizes para o retorno das atividades nas instituições federais de ensino.
O documento, que será lançado oficialmente por meio de portaria, já pode ser conferido em formato de cartilha na página especial dedicada ao coronavírus no portal do MEC.

As orientações foram elaboradas por uma equipe multidisciplinar formada por dois médicos, uma biomédica, um biólogo e uma sanitarista. O documento lista as recomendações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Entre as diretrizes, estão medidas coletivas e individuais, como manter portas e janelas abertas para ventilação do ambiente e lavar as mãos com água e sabão, ou higienizá-las com álcool em gel 70%.
A cartilha também tem recomendações às instituições de ensino, como a garantia de aferição da temperatura de servidores, estudantes e colaboradores na entrada das salas de aula ou ambientes fechados.
Segundo o secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas de Souza, o protocolo não é uma regra engessada, mas uma diretriz para nortear as instituições, que podem criar seus próprios protocolos.
Ele destaca, ainda, que as instituições estaduais e municipais podem adotar as recomendações da mesma cartilha.
O secretário de Educação Profissional e Tecnológico do MEC, Ariosto Antunes Culau, lembra que cada instituto e campus têm autonomia para definir o retorno às aulas presenciais, obedecendo ao que for estabelecido pelas autoridades locais.

O Ministério Público entende que essa decisão é ilegal e acredita quem em breve o juízo determine a proibição dessa abertura.

Com G1

Prefeitura de Itaguaí suprime dados em boletim de Covid-19 na cidade

Boletim mais recente divulgado nesta sexta não mostra casos de síndrome gripal. Em 24 horas cidade registra 119 novos casos

A Prefeitura Municipal de Itaguaí em seu boletim sobre a Covid-19 desta sexta-feira 26, deixou de apresentar dados que até ontem dia 25 eram divulgados. Além dos casos em análise, o governo da cidade parou pelo menos por hoje, de fornecer a quantidade de pessoas com Síndrome Gripal. Até ontem eram 6.209 casos com a síndrome e haviam 14 em análise sobre a Covid-19. Hoje nenhum desses dados foram apresentados e surgiu a opção de óbitos em investigação.

Em Itaguaí já são 1.292 casos confirmados com 76 mortes. Nas últimas 24 horas 119 novos casos foram registrados e mais uma morte ocorreu.

Nosso blog tentou contato com a prefeitura de Itaguaí, mas até o momento não tivemos resposta.

Moradora denuncia hospital de campanha de Itaguaí

Imagens mostram que o hospital de campanha inaugurado em 26 de maio, parece estar fechado e leitos expostos e vazios dão ar de estranheza ao local

 

Uma moradora denunciou o estado do hospital de campanha de Itaguaí. Mas dessa vez não é sobre superlotação ou mal atendimento, algo comum atualmente em Itaguaí na área da saúde, mas sim para denunciar que o local parece estar fechado ou subutilizado. Criado para tratar pacientes com a Covid-19, o local deveria estar em pleno funcionamento, ainda mais diante de tantos casos da doença na cidade, que até ontem eram de 1.126 casos com 69 mortes.

As imagens mostram um local vazio. Segundo a moradora ela tentou entrar pela porta principal de acesso ao local num sábado por volta das 19 horas e a porta estava trancada e mesmo chamando nimguém apareceu.

Além disso, as imagens mostram leitos vazios e mesmo se houvesse alguém internado a pessoa seria exposta, já que qualquer um que passar pela rua principal conseguiria visualizar quem estivesse internado, acabando com qualquer privacidade.

A Prefeitura de Itaguaí divulgou em seu site que o hospital foi inaugurado no dia 26 de maio. O local era onde funcionava o precário CEMES, Centro Especializado Municipal de Exames e Serviços que agora passou a ser no posto de saúde do Monte Serrat, que agora não tem mais posto de saúde. Parece que não se constrói nada novo na área da saúde em Itaguaí, apenas se fecha uma unidade de saúde para usar outra no mesmo local e fica num eterno revezamento de profissionais de saúde que vão e voltam para atendimentos pela falta também de trabalhadores.

Nosso blog já havia solicitado desde maio maiores informações à respeito do hospital de campanha. Porém desde que o novo secretário de comunicação, Fabiano Bastos assumiu a assessoria de imprensa prefere o silêncio. Mas nosso blog que tem um compromisso com a cidade já está tomando providências judiciais contra essa omissão de informações públicas.

Pais e professores protestam contra plataforma virtual escolar em Itaguaí

Pais de alunos denunciam que há escolas que não tem tinta e nem papéis para impressão das atividades para todos. Secretaria de educação diz que a plataforma é um sucesso

O DIA – Por Jupy Junior em 19/06/2020.

ITAGUAÍ – Com aulas suspensas desde 16 de março, a rede municipal de ensino de Itaguaí vive três realidades distintas. A primeira, mais cotidiana e dramática, remete à grande dificuldade que mães, pais e alunos têm de acessar e saber exatamente o que fazer em relação à “Minha Escola Itaguaí”, plataforma virtual adotada pela prefeitura para minimizar o impacto pedagógico negativo durante a pandemia. A segunda tem como contexto uma lista considerável de queixas dos professores, que não conseguem conciliar a operação na internet com as necessidades dos seus alunos. E a terceira, do governo municipal, é a menos conflituosa de todas: para a Secretaria de Educação e Cultural (Smec), o “Minha Escola Itaguaí” funciona, é eficaz no aprendizado, prático e ajuda os alunos a não ficarem ociosos.

Acesse a excelente matéria e de forma completa do jornal O Dia clicando aqui

MATÉRIA COMPLETA

Pais e professores protestam contra plataforma virtual escolar em Itaguaí

Comissão ouve testemunhas em processo contra irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo em Itaguaí

Processo pode cassar o mandato de prefeito e vice-prefeito de Itaguaí

Durante a manhã e a tarde de ontem (17/06) a Comissão Especial Processante (CEP 001/2020) ouviu testemunhas através de videoconferência.

A CEP, que apura irregularidades na contratação de empresa de coleta de lixo pela Prefeitura Municipal de Itaguaí, tem como denunciados o prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho (MDB), e o vice Abeilard Goulart de Souza Filho, o Abelardinho sem partido.

As oitivas foram realizadas em dois turnos: entre 10h e meio-dia e em 13h30 em diante. Já foram ouvidas duas testemunhas. Três das cinco testemunhas que haviam sido apresentadas pelo advogado de defesa foram dispensadas pelo mesmo.

Por volta das 13h a Comissão recebeu um e-mail do advogado de defesa relatando falta de energia elétrica no condomínio onde reside, impossibilitando seu acesso ao link disponibilizado pela CMI. No e-mail o advogado relatava o acontecido e solicitava que a oitiva fosse novamente adiada para que os indiciados pudessem ser ouvidos pela Comissão. Após pedido do advogado de defesa a comissão se reuniu e decidiu por acatar o pedido.

Os novos depoimentos foram remarcados para a próxima segunda-feira (22), a partir das 13h30. Por livre escolha de data, na terça (23) e quarta-feira (24) os depoimentos esperados são do Prefeito Charlinho e do vice Abelardinho.

Fonte: Câmara Municipal de Itaguaí

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz é preso em Atibaia, SP

Ele é investigado por participação em suposto esquema de ‘rachadinha’ na Alerj à época em que Flávio era deputado estadual. Queiroz foi preso na casa do advogado Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Em setembro de 2019, Wassef disse ao programa Em Foco que não sabia o paradeiro de Queiroz, e que não era advogado dele. Um caseiro do imóvel disse à polícia, entretanto, que o ex-assessor estava lá havia um ano. Na última quarta-feira, Wassef estava no Palácio do Planalto, na cerimônia de posse do ministro das Comunicações

Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso em Atibaia, interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (18).

O mandado foi expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do estado (Alerj). No esquema, segundo a investigação, funcionários de Flávio, então deputado estadual, devolviam parte do salário, e o dinheiro era lavado por meio de uma loja de chocolate e através do investimento em imóveis.

Queiroz foi preso quando estava em um imóvel de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Na quarta-feira, Wassef estava no Palácio do Planalto, na cerimônia de posse do ministro das Comunicações (leia sobre a relação de Wassef com o presidente e a família e a matéria completa clicando aqui

Líder de movimento feminista diz que Sara Winter foi expulsa por sumir com dinheiro para protesto e espalhar mentiras

Até 2012, atual ativista fez parte do Femen. Ucraniana afirma que ela pediu dinheiro para realizar ação, mas ‘simplesmente desapareceu’; G1 entrou em contato com defesa da brasileira e aguarda resposta

Em 15/06/2020

G-1 – A ativista Sara Winter, presa nesta segunda-feira (15) em Brasília em uma investigação sobre movimentos antidemocráticos, foi excluída do grupo feminista Femen em 2012 acusada de “desaparecer” após receber dinheiro para fazer protesto que não foi realizado e espalhar mentiras sobre a organização. As afirmações são de Inna Schevchenko, líder do Femen, em entrevista ao G1 por e-mail.

Femen é um grupo feminista fundado na Ucrânia, famoso por protestos em várias partes do mundo de mulheres com seios à mostra e frases escritas no corpo. Na época em que deixou o grupo, Sara negou o uso irregular de dinheiro enviado pela matriz e disse que a organização assumiu uma postura “ditatorial” com as integrantes brasileiras.

Em 2012 Sara simulou cortar o pênis de um boneco que representava o na época deputado Jair Bolsonaro, logo após ele cultuar e minimizar os efeitos de um estupro do qual desrespeitou também uma deputada.

Atualmente, Sara Winter é chefe do grupo “300 do Brasil”, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo a investigação que levou à prisão de Sara nesta segunda, o grupo é suspeito de organizar e captar recursos para atos antidemocráticos e de crimes contra a Lei de Segurança Nacional. Integrantes do grupo 300 participaram de ato no último sábado (13), quando manifestantes lançaram fogos de artifícios contra o prédio do STF.

O grupo também participou de acampamento em Brasília que foi desmontado por policiais militares após o Ministério Público do Distrito Federal classificar o movimento como “milícia armada”.

O engajamento político recente da Sara Winter e as desinformações que ela espalhou sobre o movimento feminista nos últimos anos são uma vergonha”, afirma Inna.

O G1 entrou em contato com a defesa de Sara Winter para questionar sobre as acusações feitas pela líder do Femen, mas não havia obtido resposta até por volta de 10h.

A filiação de Sara ao Femen ocorreu há oito anos, quando ela foi até a Ucrânia. Naquele ano, ela chegou a protestar pela cassação do então deputado federal Jair Bolsonaro, de quem hoje é aliada, segundo o inquérito das fake news.

“Ela se apresentou naquela época como uma dedicada feminista que queria liderar o movimento feminista no Brasil. Quando ela voltou ao Brasil, nós descobrimos por alguns jornalistas locais que Sara Winter não era seu verdadeiro nome e que anteriormente ela estava envolvida em alguma organização estudantil de direita.

Nossa surpresa e indignação foram enormes”, conta a ucraniana de 29 anos.
Sara, na realidade, se chama Sara Fernanda Giromini. Já naquela época, ativistas de esquerda a criticaram por ter adotado um “nome de guerra” igual ao de uma apoiadora nazista britânica morta em 1944: Sara Winter née Domville-Taylor.
Historiadores ouvidos pelo G1 confirmam que há evidências da existência da britânica, embora ressaltem que ela não foi uma figura conhecida historicamente e que não há nenhuma comprovação de relação entre o nome das duas.

“Há evidências, sim, da existência de uma Sara Winter na União Fascista Britânica, mas não é possível afirmar que há uma relação de causalidade entre a Sara Winter original e a adoção (do nome) da Sara Winter brasileira”, afirma Odilon Caldeira Neto, professor de História Contemporânea na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Pesquisador de grupos neonazistas e de extrema-direita, ele diz que o grupo atualmente liderado pela Sara brasileira tem semelhanças com grupos radicais no exterior.
“O grupo adota algumas práticas que podem ser comparadas a grupos de extrema direita internacional, seja na simbologia das tochas, seja no termo ‘ucranizar’. Se enquadra dentro de um panorama de novos tipos de manifestação de grupos de extrema direita”, afirma ele.

‘Erro infantil’, disse Sara sobre movimentos de direita

Em 2012, quando confrontada pela líder do Femen sobre seu já existente envolvimento com movimentos de direita, Sara o teria atribuído a um “erro infantil”.
“Ela chorou e pediu para não ser expulsa do movimento, uma vez que o ativismo feminista era sério para ela e ela também queria corrigir seu erro anterior. Como feministas, que têm que apoiar outras mulheres, nós decidimos confiar na Sara”, relembra Inna Schevchenko.
A segunda chance, no entanto, durou poucos meses. O Femen afirma que enviou dinheiro para Sara viajar de São Paulo ao Rio para realizar um protesto que jamais foi realizado.

“No dia da ação ela simplesmente desapareceu”, diz a ucraniana, que decidiu expulsá-la.

“Depois disso, Sara Winter começou uma campanha de desinformação vergonhosa contra o movimento feminista e contra a minha pessoa. Nós, entretanto, decidimos não abaixar ao nível dela e simplesmente ignoramos suas acusações ridículas, lamentando por ela”.
Atualmente, o Femen diz que Sara tem “ideologias perigosas” e se tornou uma adversária de todas as feministas, negando os direitos e autonomia pessoal das mulheres.

Depois de ter sido alvo de busca e apreensão no inquérito das fake news, que também apura ataques a membros do Supremo Tribunal Federal (STF), Sara disse que iria “infernizar” a vida do ministro Alexandre de Moraes.

Ela é investigada também pela Procuradoria da República do Distrito Federal por suposta incitação à subversão da ordem social.

Leia a notícia completa do G1 aqui

Por 15 votos a 1, Câmara aprova parecer prévio de Comissão que pode cassar o mandato de prefeito e vice-prefeito de Itaguaí

Apenas o vereador Sandro da Hermínio votou não, não querendo que haja investigação contra prefeito e vice-prefeito por possíveis irregularidades na contratação de empresa de coleta de lixo na cidade. Próxima etapa da Comissão Especial Processante será de oitivas de testemunhas e dos denunciados. Sessão que pode cassar os mandatos de Charlinho e Abeilardinho será realizada somente após o dia 20. Com data ainda indefinida. Leia tudo aqui no Boca

A Câmara Municipal de Itaguaí realizou nesta quinta-feira (04/06) a votação do parecer prévio da Comissão Especial Processante (CEP) que apura denúncias sobre irregularidades na contratação de empresa de coleta de lixo em Itaguaí. Por 15 votos a 1, o parecer prévio da CEP que recomendou a continuidade do processo foi aprovado. Apenas o vereador Alexandro Valença de Paula, o Sandro da Hermínio (AVANTE), foi contrário a continuidade das investigações pela Casa sobre possíveis práticas irregulares dos acusados. Sandro que é líder do governo na Câmara, mais uma vez adotou a postura de se manter fiel ao prefeito de Itaguaí, mesmo diante de tantas acusações de práticas criminosas.

A denúncia que originou a CEP 01/2020 e que pode cassar os mandatos do prefeito Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB) e do vice-prefeito de Itaguaí Abeilard Goulart de Sousa sem partido, é sobre irregularidades na contratação da empresa “PLURAL SERVIÇOS TÉCNICOS LTDA”, responsável pela coleta hospitalar e domiciliar na cidade. Entre as várias denúncias, uma delas é sobre o endereço dado como sede da empresa que pertence a sogra do vice-prefeito Abeilardinho e sobre não ter apresentado o menor preço dos serviços prestados, bem como o impedimento por parte do governo da participação da empresa “Líbano Serviços de Limpeza” mesmo ela tendo apresentado os menores preços para a realização dos serviços.

A próxima etapa da CEP são os depoimentos dos acusados e das testemunhas. A comissão que é composta pelos vereadores Haroldo Jesus (presidente), Vinicius Alves (relator) e Roberto Lúcio (membro), fará as oitivas ( depoimentos) de testemunhas de acusação e defesa, bem como as oitivas dos acusados.

As testemunhas a serem ouvidas no dia 12/06 a partir das 10 horas da manhã são:

Jorge Luis Simões Alcântara

Celio de Souza e Silva

Cláudia de Melo Gentil

Jailson Barbosa Coelho

Eider Ribeiro Dantas

Renata Fátima da Cruz

Viviane Monsores Barcelos

Irineu Miranda Barcelos

Benival Ferreira Júnior

Alexandre Oberg

Já a oitiva dos denunciados será dia 18 ou 19, de acordo com a escolha dos acusados, que no dia 18 junho pode ser às 14 ou 16 horas ou 19 de junho às 10 ,14 ou 16 horas.

Com isso, a sessão derradeira que pode cassar os mandatos de ambos será após o dia 20 de junho, ainda sem data definida.

Governo transfere R$ 83,9 milhões do Bolsa Família para investir em propaganda

Bolsonaro prefere investir em propagandas do governo em troca da miséria de milhões de brasileiros

Em meio a maior crise econômica, social e sanitária do país, o presidente Jair Bolsonaro retirou R$ 83 milhões do programa Bolsa Família para destinar o valor à comunicação institucional do governo federal.

A portaria 13.474 / 2020, autorizando a transferência foi publicada no Diário Oficial da União, na edição desta quinta-feira (4), assinada pelo Secretário Especial da Fazenda, Waldery Rodrigues Junior. A medida acontece em meio à pandemia do novo coronavírus no país.

A medida afeta mais as famílias mais pobres da região Nordeste. Coincidentemente região de menor apoio a Bolsonaro.

Esta não é a primeira vez que o atual governo é acusado de prejudicar a população mais carente da região Nordeste por meio da distribuição de renda. Ou a falta dela.

Em março deste ano foi revelado que Bolsonaro havia distribuído apenas 3% dos recursos providos do programa social para famílias nordestinas. Sul e Sudeste, no entanto, receberam 75% das novas concessões.

Ironicamente, o Nordeste representa 36,8% das famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza que dependem do programa.

Perversidade bolsonarista

Segundo apuração do jornal Estado de S. Paulo, divulgada em março deste ano, o número de benefícios repassados a Santa Catarina, cuja população é oito vezes menor que a do Nordeste, representa o dobro da quantia distribuída para os nove estados da região_ governados por opositores de Bolsonaro.

A denúncia fez com que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinasse a suspensão dos cortes do Bolsa Família ao Nordeste e distribuísse os recursos de forma igualitária para todas as regiões do país.
A decisão do corte de R$ 83 milhões, que seriam destinados à região Nordeste, foi assinada pelo Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior.

Tudo isso ocorre quando o presidente e seus aliados estão na mira da justiça por terem cometidos possivelmente vários crimes. Hoje inclusive um grupo de Hackers os Anonymous divulgou a possível participação da família Bolsonaro no assassinato da vereadora Marielle Franco. Esse grupo de Hackers já havia divulgado detalhes de ações comercias e financeiras de aliados e da família Bolsonaro. Eles prometem provar que Bolsonaro, seus filhos e boa parte de seus aliados são criminosos.

Resposta do governo

O governo alegou que usou essa verba do Bolsa Família porque sobrou recursos do fundo, já que muitos brasileiros optaram por receber o auxílio emergencial. Porém a resposta do governo é no mínimo contraditória, já que há quase 05 MILHÕES de brasileiros que pediram o auxílio do Bolsa Família e até agora não receberam e nem pediram o auxílio emergencial.