Arquivo da categoria: Crime

Policial reformado é assassinado em Itaguaí

Homicídio ocorreu na noite de ontem no Centro da cidade

Em 30 de julho de 2020

Itaguaí – O policial militar reformado Geraldo Marcio Batista Nunes, de 60 anos, foi morto a tiros nesta quarta-feira (29/07), no Centro de Itaguaí. Segundo testemunhas ouvidas, Nunes como era conhecido levou um tiro pelas costas quando tentou entrar correndo num estabelecimento comercial para fugir dos tiros na Rua Deputado Otávio Cabral, no Centro. O autor dos disparos fugiu.

A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense abriu um inquérito para investigar o crime.

Ex-militar fazia a segurança em vários estabelecimentos comerciais na cidade

No ano passado, homens armados haviam invadido a casa do ex-policial no bairro Brisamar e realizaram vários disparos. Junto com seu filho, Nunes reagiu e os bandidos fugiram. A DHBF trabalha com a hipótese de uma ligação do assassinato de ontem com o atentado sofrido em 2019.

Dupla derrota na justiça

Charlinho e Abeilardinho tiveram derrotas significativas em tentativa de retorno aos cargos

Em 27 de julho de 2020

Itaguaí – O ex-prefeito de Itaguaí, Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB), teve nova derrota na justiça. Afastado por irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo da cidade, o ex-prefeito tentou através de uma liminar junto ao Ministério Púbico Estadual retornar ao poder. Na liminar, Charlinho buscava uma decisão do órgão contra a decisão da Câmara Municipal que o cassou pela prática ilegal. A intenção era anular seu Impeachment.

No entanto, o MP opinou em sua decisão ser contrário ao pedido e deixou claro que não compete ao órgão entrar no mérito da decisão dos vereadores e que mesmo tendo poder de anular o processo, não vislumbrou em primeiro momento qualquer ilegalidade praticada no processo administrativo que cassou o mandato de Charlinho. O MP enviou ao juízo a sua opinião contrária e o pedido de indeferimento à liminar da defesa do ex-prefeito.

Na semana passada o ex-vice-prefeito Abeilard Goulart de Sousa, também sofreu nova derrota judicial na busca pelo ex-cargo. Em sua decisão, a Desembargadora Ana Maria Pereira de Oliveira, da Vigésima Sexta Câmara Cível, negou em segunda instância o Agravo de Instrumento impetrado pela defesa do ex-vice-prefeito contra a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que já havia negado o pedido de Abeilardinho de voltar ao poder. A Desembargadora os pedidos já haviam sido analisados pelo TJRJ e na visão dela os argumentos da defesa do ex-vice-prefeito não procedem.

Servidores estariam sendo ameaçados pelo ex-governo Charlinho

Segundo denúncias de vários servidores, o governo cassado estaria coagindo e ameaçando quem atuasse no governo de Rubem Ribeiro

O governo dos Busattos mal saiu e parece continuar aprontando das suas. Segundo relatos de vários servidores e ligações feitas ao blog Boca no Trombone Itaguaí, por vários servidores efetivos que atuam e atuavam também no governo Charlinho no Hospital Municipal de Itaguaí São Francisco Xavier, em postos de saúde da cidade, na Secretaria Municipal de Educação e em vários outros setores, a ordem dos cassados por intermédio de coordenadores, ex-chefes e subchefes de departamentos é de que não é para os trabalhadores irem a seus locais de trabalho na próxima semana. No caso do hospital, todos os contratados desde ontem já haviam abandonado suas funções, pois foram ameaçados segundo denúncias de serem demitidos em caso de volta do ex-prefeito que através de seu clã, estaria ameaçando e prometendo volta na próxima quarta-feira.

A ameaça é tão forte que caso alguém desobedeça estaria fora do local de trabalho ou demitido em caso de regresso dos Busattos ao poder, o que só seria possível através de alguma liminar judicial.

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Itaguaí (Muspi), já havia relatado em sua página sobre esse ato vergonhoso e covarde por parte do ex-governo.

O blog Boca no Trombone Itaguaí orientou a essas pessoas que printem ou tenham áudios dessas ameaças para futuras ações penais. Nosso blog também solicita que se algum servidor quiser nos repassar esses prints ou qualquer outra forma de comprovar esses atos, podem enviar aos nossos canais de comunicação com a certeza do anonimato.

O Boca já tem uma lista de algumas pessoas que fizeram as ameaças, algumas destas são servidoras efetivas.

Os Bussatos como sempre não permitem acesso do nosso blog a eles para questionar essa e qualquer outra denúncia.

Mulher flagrada agredindo verbalmente fiscal em reportagem do Fantástico é demitida

‘Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você’, disse a mulher se referindo a homem que estava ao lado dela. Homem recebeu auxílio emergencial de R$ 600.

Em 06/07/2.020

Matéria G1

A mulher que apareceu em uma reportagem do Fantástico do último domingo (5) ofendendo um fiscal da Prefeitura do Rio durante uma inspeção na região da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, foi demitida da empresa onde trabalhava na manhã desta segunda-feira (6) por causa do episódio.

No fim de semana, Flávio Graça, superintendente de Inovação, Pesquisa e Educação em Vigilância Sanitária, Fiscalização e Controle de Zoonoses da prefeitura, foi ofendido por um casal durante uma fiscalização.
“Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você”, disse a mulher, que estava em um restaurante no momento da fiscalização da Vigilância.
O G1 tentou entrou em contato com a mulher, mas ela não atendeu as ligações.
De acordo com a nota divulgada pela Taesa, empresa privada do setor de energia, onde a mulher trabalhava, o comportamento da funcionária não condiz com as normas da empresa (veja a íntegra da nota no fim da reportagem).

“A TAESA tomou conhecimento do envolvimento de uma de suas empregadas em um caso de desrespeito às leis que visam reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus e compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio, sobretudo em um momento no qual o número de casos da doença segue em alta no Brasil e no mundo”, consta no comunicado.

Homem solicitou auxílio emergencial de R$ 600

O engenheiro civil a quem a mulher no vídeo se refere solicitou e recebeu o auxílio emergencial de R$ 600 pagos pelo governo federal para ajudar pessoas em situação vulnerável durante a pandemia de Covid-19.

A informação sobre o pagamento, antecipada pelo jornal O Globo, foi confirmada pelo G1 no site da Controladoria-Geral da União, que consolida os dados de pagamentos do auxílio.
De acordo com as informações, o homem recebeu a primeira parcela de R$ 600 reais em abril e o nome dele consta no Cadastro Único do governo.

Íntegra da nota da TAESA

NOTA DE POSICIONAMENTO OFICIAL

A TAESA é uma companhia comprometida com a segurança e a saúde não apenas de seus empregados, mas também com o bem-estar de toda a sociedade. Desde o início da pandemia da Covid-19, a Taesa implementou inúmeras iniciativas para proteger a saúde de seus profissionais e seus familiares, como o home-office para 100% do seu quadro administrativo, e a adoção de diversas outras medidas de proteção para as equipes que operam em campo.

A companhia não compactua com qualquer comportamento que coloque em risco a saúde de outras pessoas ou com atitudes que desrespeitem o trabalho e a dignidade de profissionais que atuam na prevenção e no controle da pandemia.

A TAESA tomou conhecimento do envolvimento de uma de suas empregadas em um caso de desrespeito às leis que visam reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus e compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio, sobretudo em um momento no qual o número de casos da doença segue em alta no Brasil e no mundo.

A TAESA ressalta que segue respeitando o isolamento e as mais rigorosas regras de prevenção ao coronavírus e que a empregada em questão desrespeitou a política vigente na empresa. Diante dos fatos expostos, a TAESA decidiu por sua imediata demissão.

Comissão ouve testemunhas em processo contra irregularidades em contratação de empresa de coleta de lixo em Itaguaí

Processo pode cassar o mandato de prefeito e vice-prefeito de Itaguaí

Durante a manhã e a tarde de ontem (17/06) a Comissão Especial Processante (CEP 001/2020) ouviu testemunhas através de videoconferência.

A CEP, que apura irregularidades na contratação de empresa de coleta de lixo pela Prefeitura Municipal de Itaguaí, tem como denunciados o prefeito Carlo Busatto Junior, o Charlinho (MDB), e o vice Abeilard Goulart de Souza Filho, o Abelardinho sem partido.

As oitivas foram realizadas em dois turnos: entre 10h e meio-dia e em 13h30 em diante. Já foram ouvidas duas testemunhas. Três das cinco testemunhas que haviam sido apresentadas pelo advogado de defesa foram dispensadas pelo mesmo.

Por volta das 13h a Comissão recebeu um e-mail do advogado de defesa relatando falta de energia elétrica no condomínio onde reside, impossibilitando seu acesso ao link disponibilizado pela CMI. No e-mail o advogado relatava o acontecido e solicitava que a oitiva fosse novamente adiada para que os indiciados pudessem ser ouvidos pela Comissão. Após pedido do advogado de defesa a comissão se reuniu e decidiu por acatar o pedido.

Os novos depoimentos foram remarcados para a próxima segunda-feira (22), a partir das 13h30. Por livre escolha de data, na terça (23) e quarta-feira (24) os depoimentos esperados são do Prefeito Charlinho e do vice Abelardinho.

Fonte: Câmara Municipal de Itaguaí

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz é preso em Atibaia, SP

Ele é investigado por participação em suposto esquema de ‘rachadinha’ na Alerj à época em que Flávio era deputado estadual. Queiroz foi preso na casa do advogado Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Em setembro de 2019, Wassef disse ao programa Em Foco que não sabia o paradeiro de Queiroz, e que não era advogado dele. Um caseiro do imóvel disse à polícia, entretanto, que o ex-assessor estava lá havia um ano. Na última quarta-feira, Wassef estava no Palácio do Planalto, na cerimônia de posse do ministro das Comunicações

Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso em Atibaia, interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (18).

O mandado foi expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do estado (Alerj). No esquema, segundo a investigação, funcionários de Flávio, então deputado estadual, devolviam parte do salário, e o dinheiro era lavado por meio de uma loja de chocolate e através do investimento em imóveis.

Queiroz foi preso quando estava em um imóvel de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro. Na quarta-feira, Wassef estava no Palácio do Planalto, na cerimônia de posse do ministro das Comunicações (leia sobre a relação de Wassef com o presidente e a família e a matéria completa clicando aqui

Líder de movimento feminista diz que Sara Winter foi expulsa por sumir com dinheiro para protesto e espalhar mentiras

Até 2012, atual ativista fez parte do Femen. Ucraniana afirma que ela pediu dinheiro para realizar ação, mas ‘simplesmente desapareceu’; G1 entrou em contato com defesa da brasileira e aguarda resposta

Em 15/06/2020

G-1 – A ativista Sara Winter, presa nesta segunda-feira (15) em Brasília em uma investigação sobre movimentos antidemocráticos, foi excluída do grupo feminista Femen em 2012 acusada de “desaparecer” após receber dinheiro para fazer protesto que não foi realizado e espalhar mentiras sobre a organização. As afirmações são de Inna Schevchenko, líder do Femen, em entrevista ao G1 por e-mail.

Femen é um grupo feminista fundado na Ucrânia, famoso por protestos em várias partes do mundo de mulheres com seios à mostra e frases escritas no corpo. Na época em que deixou o grupo, Sara negou o uso irregular de dinheiro enviado pela matriz e disse que a organização assumiu uma postura “ditatorial” com as integrantes brasileiras.

Em 2012 Sara simulou cortar o pênis de um boneco que representava o na época deputado Jair Bolsonaro, logo após ele cultuar e minimizar os efeitos de um estupro do qual desrespeitou também uma deputada.

Atualmente, Sara Winter é chefe do grupo “300 do Brasil”, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo a investigação que levou à prisão de Sara nesta segunda, o grupo é suspeito de organizar e captar recursos para atos antidemocráticos e de crimes contra a Lei de Segurança Nacional. Integrantes do grupo 300 participaram de ato no último sábado (13), quando manifestantes lançaram fogos de artifícios contra o prédio do STF.

O grupo também participou de acampamento em Brasília que foi desmontado por policiais militares após o Ministério Público do Distrito Federal classificar o movimento como “milícia armada”.

O engajamento político recente da Sara Winter e as desinformações que ela espalhou sobre o movimento feminista nos últimos anos são uma vergonha”, afirma Inna.

O G1 entrou em contato com a defesa de Sara Winter para questionar sobre as acusações feitas pela líder do Femen, mas não havia obtido resposta até por volta de 10h.

A filiação de Sara ao Femen ocorreu há oito anos, quando ela foi até a Ucrânia. Naquele ano, ela chegou a protestar pela cassação do então deputado federal Jair Bolsonaro, de quem hoje é aliada, segundo o inquérito das fake news.

“Ela se apresentou naquela época como uma dedicada feminista que queria liderar o movimento feminista no Brasil. Quando ela voltou ao Brasil, nós descobrimos por alguns jornalistas locais que Sara Winter não era seu verdadeiro nome e que anteriormente ela estava envolvida em alguma organização estudantil de direita.

Nossa surpresa e indignação foram enormes”, conta a ucraniana de 29 anos.
Sara, na realidade, se chama Sara Fernanda Giromini. Já naquela época, ativistas de esquerda a criticaram por ter adotado um “nome de guerra” igual ao de uma apoiadora nazista britânica morta em 1944: Sara Winter née Domville-Taylor.
Historiadores ouvidos pelo G1 confirmam que há evidências da existência da britânica, embora ressaltem que ela não foi uma figura conhecida historicamente e que não há nenhuma comprovação de relação entre o nome das duas.

“Há evidências, sim, da existência de uma Sara Winter na União Fascista Britânica, mas não é possível afirmar que há uma relação de causalidade entre a Sara Winter original e a adoção (do nome) da Sara Winter brasileira”, afirma Odilon Caldeira Neto, professor de História Contemporânea na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Pesquisador de grupos neonazistas e de extrema-direita, ele diz que o grupo atualmente liderado pela Sara brasileira tem semelhanças com grupos radicais no exterior.
“O grupo adota algumas práticas que podem ser comparadas a grupos de extrema direita internacional, seja na simbologia das tochas, seja no termo ‘ucranizar’. Se enquadra dentro de um panorama de novos tipos de manifestação de grupos de extrema direita”, afirma ele.

‘Erro infantil’, disse Sara sobre movimentos de direita

Em 2012, quando confrontada pela líder do Femen sobre seu já existente envolvimento com movimentos de direita, Sara o teria atribuído a um “erro infantil”.
“Ela chorou e pediu para não ser expulsa do movimento, uma vez que o ativismo feminista era sério para ela e ela também queria corrigir seu erro anterior. Como feministas, que têm que apoiar outras mulheres, nós decidimos confiar na Sara”, relembra Inna Schevchenko.
A segunda chance, no entanto, durou poucos meses. O Femen afirma que enviou dinheiro para Sara viajar de São Paulo ao Rio para realizar um protesto que jamais foi realizado.

“No dia da ação ela simplesmente desapareceu”, diz a ucraniana, que decidiu expulsá-la.

“Depois disso, Sara Winter começou uma campanha de desinformação vergonhosa contra o movimento feminista e contra a minha pessoa. Nós, entretanto, decidimos não abaixar ao nível dela e simplesmente ignoramos suas acusações ridículas, lamentando por ela”.
Atualmente, o Femen diz que Sara tem “ideologias perigosas” e se tornou uma adversária de todas as feministas, negando os direitos e autonomia pessoal das mulheres.

Depois de ter sido alvo de busca e apreensão no inquérito das fake news, que também apura ataques a membros do Supremo Tribunal Federal (STF), Sara disse que iria “infernizar” a vida do ministro Alexandre de Moraes.

Ela é investigada também pela Procuradoria da República do Distrito Federal por suposta incitação à subversão da ordem social.

Leia a notícia completa do G1 aqui

Ativista bolsonarista Sara Winter é presa pela Polícia Federal em Brasília

Ela é investigada por envolvimento em atos antidemocráticos e no inquérito das fake news

Em 15/06/2020

A ativista Sara Winter foi presa nesta segunda-feira (15), em Brasília, no âmbito de um inquérito que apura atos antidemocráticos promovidos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

O mandado de prisão foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República.

Outras cinco pessoas foram detidas. O inquérito apura a organização e o financiamento de protestos pró-ditadura realizados nos últimos meses por apoiadores de Bolsonaro, que pediam intervenção militar, a restauração do AI-5 (Ato Institucional Número 5, principal instrumento de repressão na ditadura militar) e o fechamento do STF.

Sara Fernanda Giromini, a “Sara Winter”, lidera um grupo de extrema direita chamado “300 do Brasil”. A organização oferece treinamento militar para seus integrantes, leva pessoas armadas para manifestações e, recentemente, fez um ato com tochas, máscaras e roupas pretas em frente ao STF, copiando símbolos usados por supremacistas brancos americanos.

Na noite do último sábado (13), o grupo lançou fogos de artifício contra o palácio do Supremo Tribunal Federal.

Winter também é investigada no chamado inquérito das fake news e foi alvo de mandados de busca e apreensão no fim de maio. Entre maio e outubro de 2019, ela exerceu o cargo de coordenadora de atenção à gestante no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves.

Fonte: Infomoney

Por 15 votos a 1, Câmara aprova parecer prévio de Comissão que pode cassar o mandato de prefeito e vice-prefeito de Itaguaí

Apenas o vereador Sandro da Hermínio votou não, não querendo que haja investigação contra prefeito e vice-prefeito por possíveis irregularidades na contratação de empresa de coleta de lixo na cidade. Próxima etapa da Comissão Especial Processante será de oitivas de testemunhas e dos denunciados. Sessão que pode cassar os mandatos de Charlinho e Abeilardinho será realizada somente após o dia 20. Com data ainda indefinida. Leia tudo aqui no Boca

A Câmara Municipal de Itaguaí realizou nesta quinta-feira (04/06) a votação do parecer prévio da Comissão Especial Processante (CEP) que apura denúncias sobre irregularidades na contratação de empresa de coleta de lixo em Itaguaí. Por 15 votos a 1, o parecer prévio da CEP que recomendou a continuidade do processo foi aprovado. Apenas o vereador Alexandro Valença de Paula, o Sandro da Hermínio (AVANTE), foi contrário a continuidade das investigações pela Casa sobre possíveis práticas irregulares dos acusados. Sandro que é líder do governo na Câmara, mais uma vez adotou a postura de se manter fiel ao prefeito de Itaguaí, mesmo diante de tantas acusações de práticas criminosas.

A denúncia que originou a CEP 01/2020 e que pode cassar os mandatos do prefeito Carlo Busatto Júnior, o Charlinho (MDB) e do vice-prefeito de Itaguaí Abeilard Goulart de Sousa sem partido, é sobre irregularidades na contratação da empresa “PLURAL SERVIÇOS TÉCNICOS LTDA”, responsável pela coleta hospitalar e domiciliar na cidade. Entre as várias denúncias, uma delas é sobre o endereço dado como sede da empresa que pertence a sogra do vice-prefeito Abeilardinho e sobre não ter apresentado o menor preço dos serviços prestados, bem como o impedimento por parte do governo da participação da empresa “Líbano Serviços de Limpeza” mesmo ela tendo apresentado os menores preços para a realização dos serviços.

A próxima etapa da CEP são os depoimentos dos acusados e das testemunhas. A comissão que é composta pelos vereadores Haroldo Jesus (presidente), Vinicius Alves (relator) e Roberto Lúcio (membro), fará as oitivas ( depoimentos) de testemunhas de acusação e defesa, bem como as oitivas dos acusados.

As testemunhas a serem ouvidas no dia 12/06 a partir das 10 horas da manhã são:

Jorge Luis Simões Alcântara

Celio de Souza e Silva

Cláudia de Melo Gentil

Jailson Barbosa Coelho

Eider Ribeiro Dantas

Renata Fátima da Cruz

Viviane Monsores Barcelos

Irineu Miranda Barcelos

Benival Ferreira Júnior

Alexandre Oberg

Já a oitiva dos denunciados será dia 18 ou 19, de acordo com a escolha dos acusados, que no dia 18 junho pode ser às 14 ou 16 horas ou 19 de junho às 10 ,14 ou 16 horas.

Com isso, a sessão derradeira que pode cassar os mandatos de ambos será após o dia 20 de junho, ainda sem data definida.

Governo transfere R$ 83,9 milhões do Bolsa Família para investir em propaganda

Bolsonaro prefere investir em propagandas do governo em troca da miséria de milhões de brasileiros

Em meio a maior crise econômica, social e sanitária do país, o presidente Jair Bolsonaro retirou R$ 83 milhões do programa Bolsa Família para destinar o valor à comunicação institucional do governo federal.

A portaria 13.474 / 2020, autorizando a transferência foi publicada no Diário Oficial da União, na edição desta quinta-feira (4), assinada pelo Secretário Especial da Fazenda, Waldery Rodrigues Junior. A medida acontece em meio à pandemia do novo coronavírus no país.

A medida afeta mais as famílias mais pobres da região Nordeste. Coincidentemente região de menor apoio a Bolsonaro.

Esta não é a primeira vez que o atual governo é acusado de prejudicar a população mais carente da região Nordeste por meio da distribuição de renda. Ou a falta dela.

Em março deste ano foi revelado que Bolsonaro havia distribuído apenas 3% dos recursos providos do programa social para famílias nordestinas. Sul e Sudeste, no entanto, receberam 75% das novas concessões.

Ironicamente, o Nordeste representa 36,8% das famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza que dependem do programa.

Perversidade bolsonarista

Segundo apuração do jornal Estado de S. Paulo, divulgada em março deste ano, o número de benefícios repassados a Santa Catarina, cuja população é oito vezes menor que a do Nordeste, representa o dobro da quantia distribuída para os nove estados da região_ governados por opositores de Bolsonaro.

A denúncia fez com que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinasse a suspensão dos cortes do Bolsa Família ao Nordeste e distribuísse os recursos de forma igualitária para todas as regiões do país.
A decisão do corte de R$ 83 milhões, que seriam destinados à região Nordeste, foi assinada pelo Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior.

Tudo isso ocorre quando o presidente e seus aliados estão na mira da justiça por terem cometidos possivelmente vários crimes. Hoje inclusive um grupo de Hackers os Anonymous divulgou a possível participação da família Bolsonaro no assassinato da vereadora Marielle Franco. Esse grupo de Hackers já havia divulgado detalhes de ações comercias e financeiras de aliados e da família Bolsonaro. Eles prometem provar que Bolsonaro, seus filhos e boa parte de seus aliados são criminosos.

Resposta do governo

O governo alegou que usou essa verba do Bolsa Família porque sobrou recursos do fundo, já que muitos brasileiros optaram por receber o auxílio emergencial. Porém a resposta do governo é no mínimo contraditória, já que há quase 05 MILHÕES de brasileiros que pediram o auxílio do Bolsa Família e até agora não receberam e nem pediram o auxílio emergencial.