Decreto muda e educadores voltam a atuar mesmo sem a completa imunização contra a Covid-19 em Itaguaí


Seguindo outros municípios, Itaguaí voltará às aulas antes da imunização completa de servidores. Cerca de 30 dias já garantiriam total imunização. Sindicato estadual dos educadores recomendou servidores do estado a só voltarem se tiverem tomado as duas doses. Educadores mostram descontentamento com mudança e muitos pais de alunos não mandarão seus filhos às escolas

Em 01 de agosto de 2021 / Júlio Andrade

Itaguaí – A Secretaria Municipal de Educação de Itaguaí decidiu que os educadores terão que voltar a atuar nas unidades de ensino já amanhã. Mesmo que ainda sem alunos na próxima semana, os servidores terão que atuar novamente de segunda a sexta. A previsão é que as aulas com alunos pelo sistema híbrido retorne na semana que vem ou dia 16 de agosto.

O Decreto 4.620 / 21, que fomenta essa volta dos servidores ao trabalho teve uma modificação em complementação ao Decreto anterior número 4.616/21. Antes, no segundo artigo, em sua redação, dizia-se que após 14 dias da segunda dose da vacina contra a Covid-19, é que o servidor deveria voltar a atuar de forma presencial. Ou seja, de forma segura esse trabalhador só retornaria após estar imune contra a Covid-19.

No entanto, na última quarta-feira dia 28, no Jornal Oficial 954, segundo caderno, a redação do artigo segundo, definiu que o servidor que tiver sido vacinado com a primeira dose e após ter passado 14 dias, deverá voltar a atuar de forma presencial.

Basicamente, Itaguaí está seguindo o que muitas cidades e estados estão fazendo. Porém, no caso de Itaguaí, e muitas outras cidades pelo País, a imunização completa dos servidores está batendo à porta. Para quem esperou quase um ano e oito meses, mais 30 dias para que haja total segurança parece pouco, mas, pelo visto para a Secretaria Municipal de Educação de Itaguaí o risco dessa volta desde já, parece valer a pena. Assim como em várias cidades, Itaguaí tem notificado a morte de muitos educadores.

Os educadores de Itaguaí são o reflexo dos educadores de todo País, que por alguns dias irão correr riscos que daqui a um mês seriam evitados. Em contato com muitos pais de alunos de Itaguaí, o Boca constatou que muitos deles ainda temem a volta neste momento.

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação núcleo Central, recomenda que os educadores estaduais que não estejam completamente imunizados, não devam retornar ao trabalho presencial neste momento e permanecer em greve. Em reunião com a Secretaria Estadual de Educação, o Sepe – RJ comunicou que os representantes da SEEDUC compreenderam a ausência dos servidores que ainda não foram imunizados por completo e reafirmaram que as escolas não estão obrigadas a convocar todos os profissionais de educação que estão aptos a retornar e que devem convocar apenas o quantitativo proporcional a necessidade para atender os estudantes, e que não há rigidez quanto ao cumprimento exato do professor na sua grade horária.

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Vários municípios têm educadores em greve do trabalho presencial até que haja imunização completa dos servidores. A ” Greve pela Vida” em Itaguaí foi encerrada recentemente, mas os educadores já falam em nova greve.

A preocupação de muitos é que com a volta dos alunos, e por não se saber se nas residências desses estudantes há um cuidado contra o vírus da Covid-19, eles transmitam o vírus aos profissionais e aos demais discentes, que mesmo que sejam assintomáticos transmitem a doença.

Exemplos de reabertura de escolas pelo mundo sem a completa imunização já ocasionaram novos fechamentos e maior transmissão do vírus.

Uma live promovida pela prefeitura de Itaguaí com a Secretaria Municipal de Educação está programada para amanhã para falar sobre o tema.

Opinião do Blog Boca no Trombone – O blog Boca no Trombone Itaguaí tem uma posição firme de que a prudência será sempre o melhor remédio. Diante de tantas mortes de educadores e servidores em geral, e ainda mais faltando tão pouco para que haja a completa imunização do funcionalismo, essa volta não somente é temerária como é uma certeza de estresse descabido diante de um quadro que por sí só, já abala todos os educadores e seus familiares. Além de um risco enorme de atritos desnecessários, onde deveria ocorrer o bom senso de todas as partes. Júlio Andrade.

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