Um dia com 23 aberturas do Magazine Luiza no Rio


Uma delas será em Itaguaí. As unidades serão abertas em uma data da semana que vem — o dia não tem sido informado para evitar aglomeração, com abastecimento a partir de um novo centro de distribuição, em Duque de Caxias

Em 30 de junho de 2021

Rio de Janeiro – Depois da abertura de 50 lojas em um único dia em São Paulo, treze anos atrás, no seu maior anúncio de expansão orgânica, o Magazine Luiza vai seguir estratégia similar no Rio de Janeiro e abrir, em um único dia, 23 lojas no Estado fluminense.

As unidades serão abertas em uma data da semana que vem — o dia não tem sido informado para evitar aglomeração, com abastecimento a partir de um novo centro de distribuição, em Duque de Caxias (RJ), aberto há cerca de quatro meses.

Até o fim do ano, serão 50 aberturas no Estado, todas em novos pontos — não são aquisições de lojas, mas inaugurações de lojas construídas a partir do zero. Será o primeiro passo para avançar numa área ainda sub explorada pelo grupo, que vê essa limitação e agora quer “destravar” valor na região.

“O ‘share’ [participação’} que temos lá é menor que a média nacional, podemos avançar muito mais na área com as aberturas porque as lojas têm um papel fundamental na nossa estratégia de multicanalidade, e não vínhamos colhendo esse ganho no Rio”, disse vice-presidente de negócios do Magazine Luiza, Eduardo Benjamin Galanternick.

“Nós entendemos que o nosso ‘share’ no Rio vai se aproximar ao que seria a nossa média rapidamente, isso tem ocorrido nas novas praças que entramos”, afirma.

A empresa não detalha valores, mas o mercado estima que uma loja nova custe entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões.
“Faremos uma estratégia de ocupação de espaços, e com muitas lojas ao mesmo tempo porque não vemos outro jeito de entrar no Rio, a segunda maior economia do país. E isso será feito em paralelo a ações de benefícios para a população, como a reforma de 30 ônibus do BRT, que passarão a ter ar condicionado e wi-fi, gradativamente, e também com a reforma de trens da Supervia”.

Em troca desse investimento, os ônibus do BRT devem ser envelopados pelo Magazine por seis meses, num acordo com a o governo local. Outra ação será a disponibilidade de bicicletas, de forma gratuita, com o logo no Magazine Luiza na região de orla e ruas da capital, e a liberação de 40 mil guarda-sóis para barracas em praias do Leme ao Pontal, num acordo fechado com órgãos da prefeitura. A ação com as bicicletas dura um mês.

A entrada da rede no Rio era um ponto frequentemente levantado pelo mercado, e a empresa dizia que ainda não era o momento. Em 2017, Luiza Helena Trajano, atual presidente do conselho de administração do grupo, disse num evento que o elevado volume de cargas roubadas pesava contra a chegada da rede no Estado.

Sobre essa questão, Fabricio Garcia, vice-presidente de operações, diz que não houve um aumento nos gastos com segurança na região por conta da abertura. “São quinze transportadoras de atuação na área, selecionadas pelos critérios que temos como em qualquer outro estado, assim como mantemos nossos serviços de segurança como em outras regiões”, disse ele. “Nós não fomos ao Rio porque decidimos avançar em outras áreas antes. Entramos no Distrito Federal, Goiás, Pará e Maranhão nos últimos anos. E o Rio viria em seguida”, diz ele, após ser perguntado sobre as razões do investimento neste momento.

Estratégias adotadas pelo Magazine Luiza em todos os seus canais serão replicadas no Rio. A empresa começa já após a abertura com o serviço de compra on-line e retire na loja. Atualmente, cerca de 50% da venda do Magazine no país passa necessariamente pela loja, o que reduz custos de transporte. Além disso, as unidades devem passar a fazer parte do projeto de entrega em até uma hora, a partir de agosto. Compras de certos produtos feitas em áreas próximas ao ponto físico podem ter envio nesse prazo.

Outra nova medida envolve o “marketplace” da empresa. Os produtos vendidos pelos lojistas do marketplace da rede deve passar a fazer parte do estoque das novas lojas. Na rede, os pontos servem como área de armazenamento e de envio dessas mercadorias. “Cerca de 500 lojas hoje na empresa no Brasil operam dessa forma, com estoque dos ‘sellers’, e acredito que ao longo do terceiro trimestre, os produtos de lojistas da região já estarão em lojas no Rio também”, disse Galanternick.

Isso deve acelerar a concorrência na região não apenas com o Ponto Frio, da Via, e com a Casa & Vídeo, que atuam no varejo eletrônico, mas com redes de outros segmentos, como Lojas Americanas, Extra, Guanabara, entre outras. Isso porque vendedores do marketplace do Magazine vendem mercadorias em áreas exploradas por essas lojas. Além disso, o Magazine passa a dar a opção de retirada nas unidades de produtos da própria empresa, vendidos on-line, em linhas de produtos vendidas por essas varejistas concorrentes.
Garcia calcula que o prazo de entrega de mercadorias deve cair pela metade com o início da abertura orgânica, passando de dois dias, em média, para até um dia. Pelos cálculos da empresa, o Rio responde por cerca de 10% a 12% do varejo nacional.

(Com conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, o serviço de notícias em tempo real do Valor)

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