Professores entram em greve em Itaguaí, mas decisão tardia divide educadores


Servidores de apoio estavam atuando desde agosto de 2020 nas escolas e se sentiram segregados pela demora de ações.

Em 16 de fevereiro de 2021
Júlio Andrade

Itaguaí – Os professores da rede municipal de ensino público de Itaguaí, decidiram entrar em greve. Um dos motivos é a volta deles às escolas para aulas presenciais, ao invés do remoto já adotado desde o ano passado. Os professores liderados pelos representantes do sindicato dos educadores, são contrários a volta das atividades antes da vacinação. Além disso, é cobrado a não garantia do uso de equipamentos de proteção individual (Epis), suficientes para todos os profissionais nas escolas.

Também fazem parte da pauta de reivindicações a cobrança de valores em atraso referentes ao congelamento feito através de leis, pelo ex-prefeito da cidade, Carlos Busatto Júnior, o Charlinho, lá no longínquo ano de 2017.

Durante o tempo de criação e manutenção das leis, pouca ou quase nenhuma ação contundente foi adotada e divulgada pelo sindicato dos educadores. Importante ressaltar que ambas as leis criadas para congelar direitos, foram derrubadas. Uma delas pelo Supremo Tribunal Federal numa ação impetrada pelo Partido Socialismo Liberdade (Psol), juntamente com o Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Itaguaí (MUSPI).

Apesar da legalidade da greve, em especial pela falta de vacinação e de materiais básicos de proteção necessários para minimizar os riscos de contágio da Covid-19 nas unidades, muitos educadores do grupo de apoio técnico administrativo, formado por Agentes Administrativos, Inspetores de Alunos, Cozinheiras e Auxiliares de Serviços Escolares, se sentiram desamparados por longos sete meses pelos representantes do sindicato ao qual pertencem. Eles estão atuando desde agosto de 2020, sem esses mesmos materiais cobrados agora, e obviamente também sem a vacina.

Nesse tempo, não ocorreu nenhuma assembléia da categoria e nenhuma ação concreta foi realizada para resolver tal questão. Alguns servidores do grupo de apoio acabaram falecendo de Covid-19. Mesmo sem a certeza de onde ocorreu a infecção que causaram algumas mortes, os educadores se sentiram desamparados durante esse período e o risco à doença foi quase diário até chegarem aos seus locais de atuação.

Nas redes sociais é possível ver claramente a insatisfação desses profissionais, que se sentiram excluídos ao longo desse tempo e somente agora com o possível retorno dos professores, além da pressão pública, inclusive petições online solicitando, medidas como assembleias e a própria greve foram tomadas.

Em 2.020 não ocorreu uma assembleia, nem presencial e nem online, para debater qualquer assunto referente aos educadores.

Cabe lembrar que o sindicato dos educadores é formado basicamente por professores, alguns inclusive morando bem distante de Itaguaí. E o ano de 2021 terá eleição no sindicato.

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