Funcionária de Itaguaí denuncia perseguição após fazer denúncias de descaso no hospital da cidade


Após ir na polícia duas vezes , uma delas devido a falta de materiais de Equipamento de Proteção Individual (EPI) para ser usado durante a entubação de pacientes com a Covid-19 por funcionários e outra por falta de respiradores equipamento primordial para atender pacientes em estado grave de Covid-19, Danielle sofreu retaliações e foi transferida. Perseguida por um governo onde prefeito e vice-prefeito sequer aparecem na prefeitura para dar expediente

A técnica de enfermagem Danielle Eloy com quase 10 de anos de atuação em Itaguaí, foi transferida do hospital Municipal São Francisco Xavier, após ir à polícia denunciar graves irregularidades cometidas dentro do hospital. Danielle fez denúncia na Polícia Civil por duas vezes.

Uma delas devido ao não fornecimento de capa impermeável, material obrigatório a ser usado por profissionais durante a entubação de pacientes com a Covid-19 em estado grave. Danielle alega que até procurou pela cidade para poder comprar tal material com recursos próprios, mas não encontrou. Ao fim o hospital ofereceu uma capa de tecido que continha furos para que fosse usada, o que viola todas as determinações do ministério da saúde.

Após a primeira denúncia ela começou a sofrer perseguições. Mesmo assim e no total direito e no louvável respeito a seus colegas e aos pacientes, Danielle foi novamente a polícia fazer outra denúncia. Agora sobre a falta de respiradores no hospital, equipamento vital para pacientes com Covid-19 em estado grave.

E aí ao invés da direção do hospital, da secretaria de saúde e da prefeitura de Itaguaí fornecerem tais equipamentos e um atendimento digno e seguro para profissionais e pacientes, além de valorizar pessoas que demonstram querer o melhor para a saúde do município, eles claramente preferiram transferir a técnica para um posto de saúde no bairro Saco da Prata. Local este que não se chega de transporte público e que somente uma van da prefeitura realiza o trajeto de mais de uma hora em estrada de chão e que atende no máximo 150 pessoas, pois é o número de habitantes no local.

Aliás o posto localizado no Saco da Prata, tem carência até de Dipirona e está prestes a desabar, pois rachaduras enormes, incluindo uma de fora a fora ameaça desabar na cabeça dos profissionais que lá atuam. Isso eu Júlio Andrade do blog Boca no Trombone Itaguaí, vi com meus próprios olhos.

Enquanto a Técnica em Enfermagem é perseguida por denunciar a precariedade do atendimento público na saúde de Itaguaí, prefeito e vice-prefeito sequer aparecem na prefeitura para dar expediente. Deve ser por isso que eles não aparecem, pois se nela estiverem podem precisar de atendimento de emergência no único hospital público da cidade e constatarem o perigo que tem sido a administração de ambos.

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