Estudo prevê Brasil como o novo epicentro do coronavírus no mundo


Estados Unidos atualmente é o País com mais casos, antes era a Itália. Brasil testa menos que esses dois países e já está entre os dez países com mais casos de covid-19. Tanto Itália , quanto Estados Unidos demoraram a tomar medidas restritivas contra a doença e por algum tempo presidente Americano defendia o não isolamento social, bem como alguns prefeitos na Itália como o de Milão. Hoje, ambos afirmam que as medidas restritivas e o isolamento social é a única opção para minimizar o problema

Com os casos subnotificados da covid-19, o total de pessoas infectadas no Brasil, até esta terça-feira, poderia ser de 1.657.752, é o que aponta o estudo publicado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo). Diante desses números, a pesquisa aponta o Brasil como o novo epicentro global da doença.

Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde divulgou que há 114.715 contaminados e 7.921 óbitos por coronavírus no país. O estudo prevê uma variação de casos para aproximadamente, considerando 1.345.034 casos no melhor cenário e 2.021.177 no pior. Os valores vão muito além dos divulgados oficialmente.

Em entrevista ao Wall Street Journal, Domingos Alves, um dos pesquisadores deste estudo, disse que os números apontam o Brasil como “epicentro global do coronavírus”. Atualmente, os Estados Unidos são considerados o epicentro mundial, com 1.171.510 casos oficiais confirmados até a tarde de quarta-feira, de acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. O Reino Unido é o segundo país com mais casos, 195 mil e 29.427 óbitos.

A estimativa brasileira é feita a partir da taxa de letalidade da doença na Coreia do Sul, que está testando a população em massa — diferente do Brasil, que testa apenas os casos graves. “A Coreia do Sul é um dos poucos países que têm conseguido realizar testes em massa, o que sugere que o cálculo da taxa de mortalidade é mais fidedigno em relação a outros locais, portanto sugere-se que essa taxa de letalidade seja utilizada como padrão”, afirma a pesquisa.

Com o uso do índice sul-coreano como base, o estudo adaptou a taxa de letalidade e a redistribuiu pelas faixas etárias brasileiras, chegando a 1,11% da taxa esperada.

“A taxa de letalidade dos casos ajustada representa uma taxa de letalidade mais real ajustando o cálculo da taxa pelo tempo médio entre a confirmação do caso e o óbito, de 10 dias”, diz um trecho da pesquisa.

Fonte: Jornal O Dia

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