Milícia de Itaguaí tinha cemitério clandestino para enterrar inimigos


Os restos mortais de pelo menos 10 corpos, segundo as investigações, seriam de traficantes que lutam por localidades da região de Itaguaí contra os milicianos e acabaram mortos. Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense investiga os crimes

A polícia descobriu que a milícia que atua em Itaguaí, Região Metropolitana do Rio, e é um braço da comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, tinha um cemitério clandestino para enterrar “inimigos”. Segundo as investigações da Polícia Civil, pelo menos 10 corpos foram enterrados no local.

Os restos mortais, segundo as investigações, seriam de traficantes que lutam por localidades da região de Itaguaí contra os milicianos e acabaram mortos. “Aqui existem crimes de homicídios e pessoas que foram coagidas. Equipes da (Divisão de) Homicídios da Baixada Fluminense investiga mortes e estamos em busca de elucidar esses crimes”, disse o delegado Moyses Santana Marques, titular da 50ª DP (Itaguaí).

Um dos homens que atuava na segurança armada contra o tráfico era Diego Caldeira de Andrada Chaar, conhecido como Alcaida, em referência ao grupo fundamentalista, a Al-Qaeda. As investigações apontam que ele foi expulso dos EUA ao se filiar à organização terrorista Estado Islâmico.

Alcaida era responsável por cobrar comerciantes de bairros de Itaguaí onde atua a milícia ligada a Ecko e comandada pelo ex-policial militar Carlos Eduardo Benevides Gomes, o Cabo Bené. Ele também fazia a segurança armada nas regiões dominadas pela quadrilha e integrava grupos de ações contra traficantes.

A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira, uma megaoperação, batizada de Freedom, contra o grupo de milicianos que atua na Zona Oeste da capital e em Itaguaí. Os agentes estão em Campo Grande, Cosmos, Santa Cruz e Paciência e no município da Região Metropolitana do estado. O objetivo é cumprir 42 mandados de prisão e 90 de busca e apreensão contra a quadrilha de Wellington da Silva Braga, o Ecko. Até o momento, 22 deles foram cumpridos, entre elas o subtenente do Exército Marco Antonio Cosme Sacramento, conhecido como Sub. Pelo menos outros três foram presos no decorrer das investigações.

O militar do Exército, preso em Campo Grande, é braço-direito do PM Antônio Carlos de Lima, o Sargento Antônio, Toinho, Brow ou Mestre, que é lotado no batalhão de Santa Cruz (27º BPM) e umas da lideranças da milícia de Wellington da Silva Braga, o Ecko. Ambos, além do ex-soldado da Polícia Militar Carlos Eduardo Benevides Gomes, o Cabo Bené, são alvos da operação, denominada Freedom.

Veja matéria completa abaixo:

Assista no Globoplay:

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