Demissões em massa agravam saúde em Itaguaí


Vários servidores contratados foram demitidos do único hospital da cidade

A grave crise na saúde de Itaguaí parece não ter fim. Além da já precária situação, agora vários servidores do hospital São Francisco Xavier foram demitidos. Segundo os ex funcionários, foram demissões sumárias e sem maiores explicações por parte da prefeitura. Muitos Técnicos de enfermagem, alguns com mais de vinte anos de atuação, enfermeiros e auxiliares também não mais fazem parte do quadro do hospital. Essas demissões podem ocasionar o fechamento da emergência do hospital, relata ao blog uma das enfermeiras demitida.

“Venho por meio desta comunicar a minha indignação. Fomos todos contratados exonerados agora sem nenhuma explicação. Correndo o risco de fechar a emergência. Fico triste pois falo por mim. Amo o que faço.  Ajudar a quem precisa e o pior fui na administração e não  tem explicação. E agora o que será da população?  Cadê os vereadores ?cadê  os governantes?Pois na hora da eleição  todos prometem”, disse uma enfermeira demitida do hospital.

No grupo BOCA NO TROMBONE Itaguaí no Facebook, uma moça relatou a demissão de sua mãe que atuou como Técnica de enfermagem durante 26 anos.

 

Tomógrafo

O local também sofre para a realização de exames. Alguns que poderiam ser feitos de forma rápida e na cidade, são feitos em lugares distantes pela não instalação de um tomógrafo comprado ainda em 2015.

O equipamento que foi adquirido através de uma contrapartida social da Marinha do Brasil, está no Hospital São Francisco Xavier (HMSFX), possui 16 canais, permitindo a realização de exames ambulatoriais e emergenciais de alta precisão. Seu uso auxiliaria os médicos no diagnóstico de problemas, como câncer de pulmão, apendicite, cálculo de vesícula, pedra nos rins e rompimento de baço, por exemplo. Com o tomógrafo em operação, o morador de Itaguaí não iria precisar esperar na fila do sistema estadual para a realização de exames. Cerca de 200 pacientes por mês podem ser atendidos com o equipamento. No entanto com ele parado e encaixotado, o sofrimento dos pacientes continua.

Em janeiro, a atual gestão relatou que o tomógrafo comprado há mais de um ano ainda estava encaixotado. As obras para instalação do equipamento foram paralisadas ainda em 2016, na gestão de Weslei Pereira. Cenário esse que ainda permanece nos dias de hoje.

A Câmara da cidade abriu uma CPI em maio deste ano para investigar denúncia de que uma empresa teria recebido pela instalação do tomógrafo em 2016 sem que o serviço fosse feito. Em sessão de 16 de maio,o vereador André Amorim (PR) contou que chegou ao seu conhecimento de que essa obra teria ficado orçada no valor de 600 mil reais. Contudo, a casa legislativa não mais se pronunciou sobre o andamento dessa investigação.

Também em janeiro, a unidade não estava realizando exames laboratoriais por falta de insumos. Houveram cancelamentos de cirurgias sendo atendidos apenas casos de emergência. Na época, o estado de precariedade encontrado no hospital foi o motivo para estas paralisações. Segundo a prefeitura, no começo desta gestão, das quatro salas de cirurgia, três estavam desativadas por conta de infiltrações e equipamentos danificados.

Além das demissões, a crise não se limita ao hospital. Os postos de saúde sofrem com falta de medicamentos e até pela falta de fitas para medir glicose.

 

Guardas municipais também sofreram com demissões

Há um mês atrás, vários guardas municipais foram demitidos também nas mesmas condições. EM uma suposta conversa do vice prefeito Abelard Goulart, via aplicativo Whatsapp, com um ex guarda, onde ele teria dito que era necessário procurar algum vereador para que o ex funcionário voltasse as atividades, foi desmentido pelo vice prefeito. Em contato, Abelard Goulart disse ao blog Boca no Trombone, que desconhece esse diálogo divulgado nas redes sociais.

Entramos em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura na última quarta e ontem. No entanto, não fomos respondidos sobre as demissões no hospital até o fechamento desta matéria.

 

 

Veja mais:

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/01/18/hospital-de-itaguai-cancela-cirurgias-eletivas-e-atende-so-emergencia/

https://bocanotromboneitaguai.com/2017/05/24/camara-abre-cpi-para-investigar-empresa-que-teria-recebido-sem-instalar-o-tomografo-na-cidade/

https://bocanotromboneitaguai.com/2016/08/31/tomografo-parado-em-hospital-de-itaguai/

A marcação de exames é algo também que testa a paciência dos usuários.

https://bocanotromboneitaguai.com/2015/12/03/itaguai-ganha-seu-primeiro-tomografo-computadorizado/

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Uma ideia sobre “Demissões em massa agravam saúde em Itaguaí

  1. Pingback: Prefeitura de Itaguaí extingue valores de auxílio alimentação de centenas de servidores | Boca no Trombone – Itaguai

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