Banda larga da OI é a pior do Brasil


Oi, foi a pior operadora nos quesitos banda larga, telefonia fixa e tv por assinatura. Em Itaguaí, ela detém o monopólio, mesmo prestando péssimos serviços. Revendedores vendem pacotes que não são cobertos na cidade

 

No último dia 03 de maio a Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, divulgou os resultados de uma pesquisa sobre a qualidade da internet de banda larga fixa em todo o Brasil. O levantamento feito, que levou em consideração a opinião de mais de 150 mil pessoas, mostra a avaliação dos usuários em relação aos planos contratados.

 

Para a pesquisa, a agência levou em consideração alguns critérios, como velocidade da conexão, estabilidade da rede, disponibilidade, preço e atendimento feito pela operadora. Diante dos critérios, o site Melhor Plano classificou as melhores provedoras de internet em cada estado brasileiro. Somente o Amapá não recebeu avaliação, já que a Anatel não avaliou as operadoras do local.

 

Confira a lista das melhores em cada estado.

 

Acre – NET

Alagoas – Vivo

Amazonas – NET

Bahia – NET

Ceará – NET

Distrito Federal – NET

Espírito Santo – NET

Goiás – Vivo

Maranhão – NET

Mato Grosso – NET

Mato Grosso do Sul – NET

Minas Gerais – Algar Telecom

Pará – NET

Paraíba – NET

Paraná – Sercomtel

Pernambuco – NET

Piauí – NET

Rio de Janeiro – Tim

Rio Grande do Norte – Cabo Telecom

Rio Grande do Sul – NET

Rondônia – Blue

Roraima – Oi

Santa Catarina – Vivo

São Paulo – Tim

Sergipe – NET

Tocantins – NET

Apesar dos resultados obtidos com os consumidores mostrarem que a NET foi considerada a melhor provedora de banda larga em 19 estados brasileiros, o lugar de melhor operadora ficou para a Cabo Telecom. Sobre velocidade, a Tim mostrou maior desempenho e ocupou a liderança.

A operadora Oi, foi a pior operadora nos quesitos banda larga, telefonia fixa e tv por assinatura do país

A Anatel divulga periodicamente o ranking de reclamações das prestadoras por meio do Índice de Desempenho no Atendimento (IDA).

O IDA pontua as prestadoras utilizando as metas previstas para o setor de telecomunicações. A melhor prestadora é aquela que obtiver melhor nota final, que é inicialmente 100 pontos e são subtraídos fatores de dedução (Fator de Reclamação, Fator de Reabertas, Fator de Respondidas em até 5 dias e Fator de Respondidas no Período).

Quanto maior a nota obtida pela prestadora, melhor sua posição no ranking do IDA.

Taxas
Reclamações por mil acessos (%) Reabertas (%) Respondidas em 5 dias úteis (%) Respondidas no período (%)
IDA
Metas até 0,4 até 8 85 99
Algar Telecom  0,599* 4,983 90,365 100 95,01
Sercomtel  0,220 12,121* 72,973* 100 83,42
NET  0,717* 9,342* 82,643* 99,616 80,44
Vivo 1,661* 6,297 86,704 99,924 68,48
SKY 2,951* 7,343 85,437 100 36,21
Oi 3,008* 12,508* 85,358 99,799 26,98
TIM 4,429* 7,071 87,618 100 0
* Fora da meta estabelecida.

 

 

Taxas
Reclamações por mil acessos (%) Reabertas (%) Respondidas em 5 dias úteis (%) Respondidas no período (%)
IDA
Metas até 0,2 até 8 85 99
Algar Telecom 0,097 6,923 89,231 100 100
Sercomtel 0,098 14,286* 85,714 100 91,07
Vivo 0,456* 7,009 86,477 99,980 87,22
Claro 0,480* 7,440 85,859 99,908 86,02
Oi 0,401* 10,187* 83,753* 99,545 78,18
TIM 0,649* 7,459 85,220 99,999 77,55
Nextel 2,499* 23,244* 57,693* 96,537* 0
* Fora da meta estabelecida.

Taxas
Reclamações por mil acessos (%) Reabertas (%) Respondidas em 5 dias úteis (%) Respondidas no período (%)
IDA
Metas até 0,36 até 8 85 99
Algar Telecom 0,281 4,301 92,115 100 100
Embratel 0,666* 7,132 84,743* 99,848 86,41
Vivo 1,364* 6,339 86,641 99,960 72,12
Sercomtel 0,088 23,810* 56,522* 100 70,63
TIM 1,976* 13,830* 80,870* 99,972 40,08
Oi 2,451* 11,449* 84,533* 99,783 29,60
* Fora da meta estabelecida.

Taxas
Reclamações por mil acessos (%) Reabertas (%) Respondidas em 5 dias úteis (%) Respondidas no período (%)
IDA
Metas até 0,65 até 8 85 99
Algar Telecom 0,671* 12,500* 84,615* 99,462 86,74
NET 1,513* 5,463 87,342 99,765 86,72
Vivo 1,533* 5,657 88,664 99,950 86,41
Claro 1,943* 7,705 85,297 99,995 80,11
SKY 2,326* 7,847 85,921 99,992 74,22
Oi 2,880* 14,192* 79,761* 99,324 50,07
* Fora da meta estabelecida.

Com os resultados divulgados pela Anatel, a operadora Oi, foi a que apresentou a pior qualidade em serviços. Sendo considerada a pior em banda larga, telefonia fixa e tv por assinatura no país. Mesmo onde não foi considerada a pior, que foi na telefonia móvel, a Oi ficou em penúltimo lugar.

A operadora não respondeu sobre a pesquisa, mas já havia declarado estar buscando melhorias em sua rede. Resta saber quando?…

Em Itaguaí, a população só conta com o Oi Velox para utilização de banda larga. Além dos péssimos serviços, a operadora conta com fiações precárias em sua rede na cidade. Em diversos locais é possível ver um emaranhado de fios nos postes e diversos deles em desuso. Também é bem comum ruídos nas linhas telefônicas em fixos da Oi. Através de revendedores, a empresa tenta vender pacotes de altas velocidades em Itaguaí, mesmo não tendo condições técnicas de fornecer velocidades maiores que 2 megas de velocidade (na maioria das vezes não consegue sequer fornecer tal velocidade). O cliente que for lesado por propaganda enganosa, deve entrar na justiça contra a operadora e contra o vendedor que oferece o serviço enganoso.

Banda larga – Direitos do consumidor

Interrupção do serviço

Se o serviço for interrompido ou houver perda de qualidade, a prestadora deve descontar da assinatura o valor proporcional ao tempo de interrupção quando este ultrapassar 30 minutos. Caso a prestadora precise interromper o serviço para manutenção na rede, você tem de ser avisado com antecedência mínima de uma semana, além de ter direito a desconto na assinatura de 1/30 por dia ou fração superior a quatro horas. Você também tem direito à reparação por danos causados pela interrupção.

Alteração nas condições do serviço

As prestadoras devem comunicar-lhe, com antecedência razoável, todas as informações relativas a preços, condições de fruição do serviço, bem como qualquer alteração nas condições de prestação do serviço que o atinja.

Cobrança (Veja em Direitos Gerais)

Inadimplência

Assim que o débito for quitado, a prestadora deve providenciar a imediata exclusão do seu nome dos cadastros de inadimplentes. Fidelidade e Cancelamento Você tem direito ao cancelamento imediato do serviço a qualquer tempo e sem custo. Não pode haver cobranças referentes a serviço prestado após esta data (veja Decreto do SAC). Por isso, o Idec entende que a fidelização não é permitida para a banda larga fixa. Em janeiro de 2010, uma ação civil pública movida pelo Idec contra três operadoras teve decisão liminar favorável à isenção de multa para assinantes que cancelaram o contrato por lentidão no serviço. INTERNET E BANDA LARGA FIXA

Legislação: Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia – Resolução Anatel nº 272/2001 – http://goo.gl/cXnki

 

ENDEREÇOS ÚTEIS

•Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações: http://www.anatel.gov.br Mensagens para a ouvidoria podem ser enviadas para ouvidoria@anatel.gov.br

Atendimento por telefone: 1331 (reclamações, denúncias, sugestões ou pedidos de informações)

Pessoas com deficiência auditiva: 1332, de qualquer telefone adaptado

•DPDC-MJ – Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor – Ministério da Justiça: http://portal.mj.gov.br

• Procons – acesse o portal do DPDC para localizar o Procon mais próximo de sua região: http://portal.mj.gov.br/ControleProcon/frmLogon.aspx

•Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor: http://www.idec.org.br

Conheça os seus direitos:

http://www.idec.org.br/uploads/publicacoes/publicacoes/folheto-banda-larga.pdf

 

Propaganda enganosa é crime
Muitas vezes o consumidor se sente enganado com propagandas em que o divulgado parece muito mais interessante do que é na realidade. Mas em todas as situações isso é considerado propaganda enganosa? Entenda as diferenças das publicidades descritas como enganosas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e saiba o que fazer em cada caso.
Publicidade enganosa
De acordo com o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), uma publicidade é considerada enganosa quando induz o consumidor ao erro. Ou seja, quando traz uma informação falsa capaz de dar uma ideia diferente da realidade do produto ou do serviço ofertado. É o caso, por exemplo, de um serviço anunciado gratuito, mas que na verdade é pago, mesmo que isso só se perceba na hora em que é contratado ou após certo tempo de uso.
Em casos como esse, o consumidor pode tentar contato com o ofertante, preferencialmente por escrito, solicitando providências. O artigo 35 do CDC dá ao consumidor lesado o direito de escolher entre as seguintes alternativas: a obrigação de cumprir exatamente o que foi ofertado; outro produto ou serviço equivalente ao adquirido, ou a rescisão do contrato e a devolução do valor pago, acrescido da devida correção monetária.
Caso o fornecedor não responda à solicitação ou dê um retorno negativo, a reclamação pode ser registrada junto a um órgão de defesa do consumidor, como o Procon da sua cidade. Se ainda assim nada for resolvido, o caso pode ser levado à Justiça por meio do Juizado Especial Cível (JEC). Nos casos que envolvam causas de até 20 salários mínimos, não será necessário um advogado para mover o processo. Acima desse valor, será necessário o auxílio de um advogado de confiança para que as ações e avaliações cabíveis sejam articuladas.
Há, ainda, a possibilidade de o consumidor tentar solucionar seu problema, antes de entrar na Justiça, por meio de uma plataforma digital criada pelo governo federal, chamada consumidor.gov.br. Ou até mesmo reclamar por outros meios, como as redes sociais. Mas nunca deixe de registrar seu problema no Procon.
Publicidade enganosa por omissão
Além da publicidade enganosa, o artigo 37 do CDC prevê a publicidade enganosa por omissão, que é aquela em que o fornecedor deixa de informar um dado essencial sobre o produto ou do serviço anunciado. Por exemplo, quando um canal de TV anuncia diversos produtos, mas não informa sobre a forma de pagamento ou condições – dados que também são essenciais sobre o produto na hora da compra.
Neste caso, o procedimento a ser tomado será o mesmo que o descrito na publicidade enganosa. O consumidor pode tentar o contato com o fornecedor, fazendo as solicitações convenientes. Se não houver resposta, buscar o Procon e, se mesmo assim não funcionar, entrar na Justiça.
Publicidade abusiva
No artigo 37, parágrafo segundo, também é descrita a publicidade abusiva, esta que é considera imprópria por incitar à violência, desrespeitar o meio ambiente e se aproveitar da deficiência de julgamento e experiência de crianças.
A ideia da publicidade abusiva está ligada à valores morais e atuais acontecimentos da sociedade. Em geral, é a publicidade que contém objetiva ou subjetivamente um discurso discriminatório ou preconceituoso, ou que incita prática imorais ou a violação de direitos humanos.
Assim como nas demais hipóteses, a abusividade constatada em uma propaganda pode ser denunciada ao Procon. Na possibilidade da publicidade ser considerada abusiva, o órgão tomará as medidas necessárias para que ela deixe de ser exibida ou veiculada, além da aplicação de sanções pelas infrações cometidas.
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