Clarissa Garotinho é expulsa do PR por ter votado contra PEC 241


Deputada votou contra PEC porque era contra a proposta – disse que o texto pode provocar cortes nos investimentos em saúde – e divulgou nota contra o fechamento de questão do partido em torno da PEC.

 

 

O PR anunciou nesta segunda-feira (21) a expulsão da deputada Clarissa Garotinho (RJ) por ela ter votado, em outubro, quando a Câmara analisou, em primeiro turno, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos.

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O partido havia fechado questão em torno do texto, o que permitiria sanções a parlamentares que votassem contra a PEC.

A PEC do teto estabelece que os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior, pelos próximos 20 anos.

 

De acordo com o Secretário de Comunicação do PR, Vladimir Porfírio, a decisão da legenda é irrevogável, ou seja, não cabe recurso por parte da deputada. A expulsão do partido, contudo, não interfere no exercício do mandato de Clarissa.

 

Além de ter votado contra a PEC, Clarissa Garotinho divulgou vídeo explicando porque era contra a proposta – disse que o texto pode provocar cortes nos investimentos em saúde – e divulgou nota contra o fechamento de questão do partido em torno da PEC.

 

Com a expulsão de Clarissa, o partido passa de 42 para 41 representantes na Câmara.

 

Suspensão

Ao anunciar a expulsão da Clarissa Garotinho,o PR também informou que os deputados Silas Freire e Zenaide Maia serão suspensos.

 

No caso de Zenaide, ela, que também votou contra a PEC do teto, ficará suspensa por 12 meses. Silas Freire (PR-PI), que se absteve de votar, por sua vez, foi punido com suspensão de 9 meses.

 

Com a suspensão anunciada nesta segunda, os parlamentares não poderão, por exemplo, assumir a liderança do partido na Câmara.

 

Diferença de punição

Segundo o porta-voz do PR, a diferença entre as punições aplicadas a Clarissa e aos outros dois deputados acontece porque a parlamentar do Rio já havia protagonizado outros episódios de “indisciplina”, como quando ela, supostamente, negociou com outro partido.

 

A prisão do pai da deputada, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, na semana passada, segundo o porta-voz da legenda, não foi levada em consideração no momento em que a sigla analisou a expulsão da parlamentar.

Fonte: G1

Nota da deputada divulgada em outubro sobre a possível expulsão do partido

slide6Opinião do Boca: Podemos notar que os parlamentares não podem ter opinião própria, todos parecem ser fantoches de um partido que deixa claro ser antidemocrático.

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