Servidores de Itaguaí entram em greve


Mais do mesmo. Assim como seu antecessor, Weslei Pereira terá de enfrentar uma grande greve

Sem pagamento e sem a primeira parcela do décimo terceiro salário para muitos, os servidores públicos de Itaguaí entraram em greve por tempo indeterminado. Os servidores da saúde e assistência social, já haviam iniciado uma greve e ratificaram hoje em assembleia pela continuidade.Hoje também servidores da educação, a maior secretaria da cidade, decidiram pela greve à partir da próxima quarta, 19. Em paralisação, devido ao não pagamento de seus serviços, os educadores decidiram pela greve nesta quinta. Poucos servidores receberam seus vencimentos, mas a grande maioria ainda não viu a cor do dinheiro em Itaguaí e isto é o motivo pela grande greve na cidade.

Divulgação do sindicato da educação sobre a deliberação dos servidores

“Por maioria dos votos, a assembleia deliberou por GREVE de tempo indeterminado, com início marcado para a quarta-feira (19/10). Dentre as reivindicações da categoria que motivaram a deliberação pela GREVE estão:

*PAGAMENTO DE TODOS OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO (SEM ESCALONAMENTO) ATÉ O 5° DIA ÚTIL, CONFORME DETERMINA A LEI ORGÂNICA;

*PAGAMENTO DA 1° PARCELA DO 13° SALÁRIO (AOS QUE AINDA NÃO RECEBERAM);

*PAGAMENTO DOS VALORES RETROATIVOS DO PLANO DE CARGOS, CARREIRAS E SALÁRIOS DA EDUCAÇÃO;

*CONCESSÃO DE FÉRIAS (GOZO E REMUNERAÇÃO) AOS PROFISSIONAIS QUE ENCONTRAM-SE COM ESTE DIREITO RESTRINGIDO.

Os presentes deliberaram pela realização da próxima assembleia para a quarta-feira (19/10), – mesmo dia de início da GREVE -, às 9 horas, em local a ser divulgado.”

slide3                                                FOTO ELINETE ANTUNES

Quando assumiu, Weslei Pereira teve que dialogar com os servidores para dar fim a uma greve parecida com esta que esta se iniciando. Na ocasião, o motivo era o não cumprimento da execução do Plano de Cargos e Salários dos servidores, péssimo estado das unidades de ensino e falta de materiais básicos tanto na saúde como na educação. Assim que assumiu o governo no lugar de Luciano Mota, que teve seu mandato cassado pela Câmara da cidade, Weslei negociou e pôs fim a greve, com o cumprimento integral do Plano das categorias. No entanto, ao longo dos meses, o atual prefeito começou a dar sinais de fadiga financeira, não conseguindo honrar com os compromissos assumidos. Por diversas vezes cortou direitos dos servidores como a suspensão do pagamento de férias, o pagamento de dobras e horas extras dos servidores entre outros direitos. Em seguida, escalonou o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário, algo que pela Lei Orgânica da cidade, deve ser paga até o final do mês de julho, é que até hoje muitos não receberam. Agora o atraso no pagamento mensal da maioria dos servidores, deixam o final de mandato de Weslei Pereira, como um dos piores da história para o funcionalismo público.

 

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