Empresários querem reduzir horas extras aos domingos e feriados para aceitar condições de aumento de salário de comerciários


Após ameaça de greve, comerciários ouvem como proposta de patrões que para dar o aumento de 10%, que significa ganho real, devido ao percentual acumulado de inflação do último ano, só seria possível se condicionarem esse avanço à renovação do Banco de Horas e do trabalho aos domingos e feriados por dois anos. A proposta pode prejudicar a luta por melhores condições no ano que vem, já que os patrões visam a redução desses ganhos em troca do aumento anual.

“Aceitaríamos se fosse de um ano apenas. No caso do SindiGêneros, representantes dos donos de supermercados, a rejeição foi porque eles propuseram um aumento no piso abaixo do mínimo que exigimos.”Relata o Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro (CTB).

Os empresários então, pediram mais alguns dias para atender as condições dos comerciários. A greve que teria início na madrugada da última quinta-feira (30) foi suspensa, mas o estado de greve continua e as mobilizações e paralisações pontuais serão redobradas. “É mais pressão neles. Avançamos muito e a vitória virá com a participação das trabalhadores e trabalhadores.” Completa o CTB.

Na última semana, os empresários só aceitavam dar um aumento de 8%, menos do que a inflação, o que também não foi aceito. O sindicato, percorreu o comércio e levou a campanha à TV, rádios, ruas e redes sociais, alcançando centenas de milhares de trabalhadores.

Deu certo! Com a pressão, os patrões começaram a tentar uma negociação, algo que sequer era cogitado por eles antes.

Na Assembleia de 2 de junho foi aprovado um indicativo de greve. No mesmo dia, os empresários subiram a proposta de reajuste para 8,5%. Foi exigida uma  outra proposta até dia 20 e aí subiram para 9,83%, igualando a inflação. Com a ameaça de greve e a pressão diária do Sindicato nas lojas e supermercados, decidiram aceitar o reajuste acima da inflação. Agora, a resposta será com mais mobilização. “Os comerciários já perceberam que patrão só abre a mão na base da pressão”, dispara Márcio, representante do sindicato.

Nova Assembleia será realizada na quarta-feira (6/7), às 19h, para avaliar os resultados onde será discutidos os rumos do movimento.

Outros pontos relatados pelo sindicato

“Pisos – Nosso Sindicato priorizou as comerciárias e comerciários mais humildes e, com isso, a proposta dos patrões para a faixas de piso mais baixa chegou a 12,95%.

Comissionistas – Os patrões começaram com mão de vaca, sem reajuste para a garantia do comissionista. Só que sentiram a pressão e cederam aumento de até 12,99%.

Alimentação – Não vão matar a gente de fome! Forçamos os patrões a aumentar em 63% o lanche dos sábados, domingos e feriados, chegando a R$ 18.

Auxílio-creche – O  SindiLojas (Sindicato dos Lojistas)também teve que ceder no auxílio creche, que foi estendido aos pais (antes só as mães recebiam) e chegou a até R$ 200.”

A principal conquista – “Há mais de 50 anos a gente não falava de igual pra igual com os patrões. Agora temos um Sindicato que atua de verdade em defesa dos nossos interesses e pela retomada do orgulho de ser comerciário. Já conseguimos proteger nossas famílias da inflação, mas ainda temos muitas outras lutas pela frente. Para que elas se tornem conquistas, temos que fortalecer nosso Sindicato, com mais sócios e mais participação nas assembleias”, reforça Márcio Ayer.

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