Polícia faz operações nas comunidades do “Rola e Antares” em Santa Cruz

Qualquer um pode fazer denúncias anônimas para colaborar com as investigações. Moradores relatam tiroteios na Zona Sul do Rio. Forças de segurança fazem operação nas favelas do Rola e Antares, na Zona Oeste, e PM atua nos morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro, na Zona Norte. Moradores ouviram disparos no Morro Chapéu-Mangueira, no Leme.

Agentes das forças de segurança realizam, na manhã desta terça-feira (14), uma operação nas favelas do Rola e de Antares, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Homens da Polícia Militar também realizam operação nas favelas da Coroa, Fallet e Fogueiteiro, na Zona Norte do Rio,

Na ação realizada na Zona Oeste, os agentes verificam denúncias de práticas criminosas e cumprem mandados judiciais. As ações incluem a retirada de barricadas e revista de pessoas e veículos, assim como a checagem de antecedentes criminais.

No Morro Chapéu-Mangueira, no Leme, na Zona Sul, moradores ouvem disparos desde o fim da madrugada. Por volta das 6h20 desta terça-feira, não havia qualquer movimentação policial na região. As favelas Chapéu-Mangueira e Babilônia recentemente foram alvos de disputas entre quadrilhas rivais do tráfico de drogas.

Também pelas redes sociais, moradores reclamam de intensa troca de tiros nas imediações dos Morro da Coroa, da Mineira, dos Prazeres, do Escondidinho, do Fogueteiro e do Fallet. Mas o tráfego é tranquilo nas principais vias dessas regiões.

Forças de segurança na Zona Oeste

Segundo a Secretaria de Segurança, 1.900 militares das Forças Armadas, 140 policiais militares e 45 policiais civis, com apoio de meios blindados, equipamentos de engenharia e aeronaves atuam nas comunidades da Zona Oeste. Algumas vias e acessos poderão ser interditados e setores do espaço aéreo poderão ser controlados, com restrições dinâmicas para aeronaves civis.

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As tropas efetuam a distribuição de folhetos impressos solicitando a colaboração da população. São oferecidos dois canais: um telefone para denúncias anônimas (2253-1177) e um e-mail para dúvidas, reclamações, comentários e sugestões (ouvidoria.intervencao@cml.eb.mil.br).

Com G1

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Em audiência perícia médica de Itaguaí mostra incoerência

Possíveis fraudes realizadas pela equipe médica foi debatida. Com a presença do presidente da Comissão de Trabalho da Alerj, deputado Paulo Ramos, representantes da prefeitura caíram em contradições sobre a perícia médica dos servidores

Os ânimos se exaltaram durante a audiência pública para apurar as fraudes do setor de perícia médica da Prefeitura de Itaguaí na gestão do prefeito Carlo Busatto Junior (MDB), Charlinho, realizada no auditório do Ministério Público (MP) de Itaguaí, na manhã desta sexta-feira (10).

Organizado pelo Movimento Unificado dos Servidores Público de Itaguaí (MUSPI), a audiência pública contou a presença do presidente da Comissão de Trabalho da Alerj, deputado estadual Paulo Ramos (PDT), dos vereadores André Amorim (PR), Ivan Charles (PSB), Willian Cezar (PSB), do subsecretário municipal de Gestão, Wagner Almeida, do médico responsável pela perícia de Itaguaí, do representante do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), da representante do Sepe Maria da Penha e de representantes da sociedade civil do município.

De acordo com as lideranças do MUSPI, os servidores municipais licenciados não tiveram seu atestado médico respeitado e sofreram cortes de até 80% de seus salários. “Tem servidor adoecido que vai sobreviver este mês com R$ 174,00”, denunciou Cristiane Gerardo.

As justificativas dadas pelo representante do setor de perícia da prefeitura e de Wagner de Almeida, não foram convincentes, o que gerou revolta nos servidores prejudicados que lotaram o auditório para acompanhar a audiência pública. Em uma das falas, os servidores se exaltaram quando Wagner supostamente teria insinuado que alguns atestados apresentados eram falsos. Vale ressaltar que apenas uma perícia criminal poderia comprovar tal fato. Algo não feito. Em outro momento de sua fala, Wagner voltou atrás no que teria dito. Já o médico responsável pela perícia municipal, se mostrava confuso e com várias contradições da postura adotada pela equipe médica. Em uma de suas falas ele relatou que os pacientes deveriam apresentar o CID (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde), mas foi corrigido pelo representante do Cremerj que esclareceu que o paciente não tem a obrigação de apresentar tal informação.

O subsecretário Wagner disse ainda que a prefeitura está disposta a atender as necessidades dos servidores, o que arrancou risadas irônicas da plateia.

No Centro da mesa o subsecretário municipal de gestão Wagner Almeida

DENÚNCIAS

André Amorim (PR) cobrou explicações sobre a estrutura técnica para a realização da perícia. “Qual é a estrutura técnica que os peritos têm para avaliar os pacientes?”, questionou. O vereador cobrou a presença dos outros parlamentares na audiência e reforçou outras denúncias contra o governo Charlinho, como a questão do Cemitério do Sase, descasos na saúde e na educação.

O vereador Ivan Charles ressaltou que a demora na avaliação do BIM (boletim médico) acarreta falta aos servidores, caso seja negado pela perícia médica. “O Período em que se espera a avaliação do BIM não há justificativa pela atual gestão, gerando faltas injustificadas e desconto salarial. Se o servidor público tiver 30 faltas consecutivas, ele entra em inquérito administrativo e pode até perder a matrícula”, contou.

Já o vereador Willian Cezar (PSB), disse que vem denunciando as irregularidades no setor de perícia desde o dia 25 de abri. Ainda segundo o vereador, no dia 19 de junho ele protocolou, junto a Câmara Municipal de Itaguaí (CMI), um requerimento de informação ao Poder Executivo, cobrando maiores explicações sobre o funcionamento da perícia médica. Porém, o documento foi rejeitado pelos vereadores da base governista.

Willian Cezar disse ainda que oficializou uma denúncia crime contra a perícia médica municipal, no Ministério Público (MP). No documento encaminhado ao MP, o vereador relata que as denúncias dão conta que as licenças médicas por doenças psiquiátrica estão sendo negadas. “Os servidores estão sendo periciados por médico perito não especialista, e mesmo com atestado da rede pública municipal de saúde, vem sendo negado a maioria das licenças”, contou Willian Cézar.

IRREGULARIDADES

As denúncias dos servidores de Itaguaí sobre as irregularidades na perícia médica do município vieram à tona no último dia 10 de julho, após reportagem do SBT Rio relatando o caso. Segundo a reportagem, funcionários que estão com laudos médicos com problemas psiquiátricos e sem condições de trabalhar são colocados aptos para voltarem aos postos de trabalho. Ainda de acordo com a reportagem, as denúncias já foram encaminhadas ao Ministério Público (MP).

Futuro

Será montada uma comissão que vai buscar adequar um protocolo na perícia que seja condizente com a legislação vigente e vai avaliar individualmente cada caso de pericia recusada que o servidor entenda que seja injusto.
Os funcionários tem até sexta para encaminharem seus relatos com comprovações, os servidores da educação devem encaminhar ao SEPE e os demais ao MUSPI/Sindseguridade.

Sexta feira haverá nova audiência pública.

Com jornal Atual

Secretário de saúde de Itaguaí é exonerado

Carlos José Guimarães Graça era conhecido por ser ausente nos questionamentos da saúde municipal

O secretário municipal de saúde de Itaguaí, foi exonerado do cargo. A publicação do jornal Oficial do município publicado hoje 09 de agosto, confirma a exoneração. Carlos Graça era muito criticado por sua postura nula quando procurado para dar esclarecimentos sobre a catastrófica saúde de Itaguaí. Carlos estava na pasta desde janeiro de 2017, quando o atual prefeito Charlinho assumiu o governo.

O hospital Municipal São Francisco Xavier, com graves problemas, o fechamento da UPA e o modo de tratamento do secretário com os servidores da saúde, eram alguns dos problemas de sua gestão. Não conseguimos contato com o agora ex secretário.

Light não pode mais cobrar clientes por supostos ‘gatos’

Decisão da Justiça impede que empresa cobre débito na conta de consumidores

O Dia – Os clientes da Light não poderão mais ser cobrados por débitos retroativos na conta de luz por supostos “gatos”. Ou seja, o Termo de Ocorrência de Irregularidade (TOI) usado pela empresa para reaver perdas decorrentes do furto de energia, não será mais incluído nas contas de consumo enviadas mensalmente aos consumidores. É o que determina a juíza Maria da Penha Nobre Mauro, da 5ª Vara Empresarial do Rio, em ação da Defensoria Pública do Rio (DPRJ), após constatar que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso da concessionária contra determinação que já havia proibido a cobrança.

A magistrada impôs multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A empresa ainda pode recorrer.

Mas como é feita essa cobrança? Técnicos da empresa ao constatar redução no consumo de energia nos imóveis, inspecionam e trocam o relógio/medidor. Dias depois, é emitido termo, que pode fazer o débito, em alguns casos, passar de R$ 2 mil. Isso porque a dívida considera a média de consumo feita com base em períodos anteriores.

Só que, em algumas situações, os imóveis estavam fechados e sem moradores no período em que técnicos inspecionaram os medidores, resultando em redução brusca no gasto.

E foi esse susto que Edson Castro, 62, morador de São João de Meriti, tomou, conforme O DIA mostrou em 10 de junho. “O imóvel estava vazio, eu não morava mais lá quando recebi a carta da Light. Eles me cobraram R$2,4 mil e parcelaram em 15 vezes sem que eu pudesse contestar e ter aceitado o acordo”, declarou.

Segundo explicou a defensora Patrícia Cardoso, do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria (Nudecon), que moveu a ação, a cobrança da taxa traz série de prejuízos aos consumidores, que correm o risco de ter o fornecimento de energia suspenso se não quitarem o débito integralmente.

Procurada pelo DIA, a Light informou que não conhece o teor da decisão judicial e tão logo isso ocorra, vai avaliar os recursos cabíveis.

Revisão vai deixar contas de luz bem mais caras

A conta de luz vai ficar bem mais cara para o consumidor em 2019. Além do reajuste tarifário anual, o valor da energia pode subir devido à revisão do orçamento de 2018, a ser proposta em audiência pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A revisão sugere acréscimo de R$1,446 bilhão a ser cobrado das distribuidoras. As que ainda têm ajuste em 2018 já devem repassar a diferença na conta de luz, caso o reajuste seja aprovado. No Rio, clientes da Light e da Enel terão ajuste em 15 de março.

A audiência que vai revisar o orçamento acontece a partir de hoje. A proposta de partiu da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que gere a Conta de Desenvolvimento Energético.

A diferença a ser paga fica a cargo de cada concessionária, que vai decidir como a cobrança será feita de seus clientes. Segundo a Aneel, a revisão do orçamento é feita anualmente, e o fundo é usado no custeio das políticas de energia e promoção da competitividade da energia no mercado.

Fonte: O Dia

Prefeitura de Itaguaí desrespeita Lei Orgânica e atrasa 13° de servidores

Salário de julho também esta atrasado. Governo Charlinho já é o mais severo com o funcionalismo

Atrasar, não pagar, cortar e desrespeitar, esse tem sido o lema do governo de Charlinho frente à prefeitura de Itaguaí quando o assunto é servidor público. Após cortar o auxílio alimentação, reduzir pela metade o valor do auxílio transporte, congelar por dois anos de forma Inconstitucional a revisão anual (aumento), o pagamento de adicional de 10% para quem tem direito ao quinquênio (5 anos), o adicional de nível, a humilhação proposta para servidores que necessitam de perícia médica, pondo para trabalhar pessoas com sérios problemas médicos, deixar em atraso o pagamento de férias de 2017 e 2018, não conceder licença prêmio e licença sem vencimento, agora o atual prefeito resolve não pagar a primeira parcela do 13° salário dos servidores. Essa atitude viola o artigo 41 da Lei Orgânica Municipal, que é clara ao afirmar que a primeira parcela deve ser paga até o mês de julho. Para piorar e não satisfeito, esse mês o salário também esta em atraso, já que hoje dia 07 de agosto é o quinto dia útil prazo limite para pagamento do salário mensal dos servidores e isso ainda não foi feito, o que viola a Lei Orgânica em seu artigo 42, que é claro ao dizer que impreterivelmente, o salário dos ativos e inativos deve ser pago até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido.

 

Mas, enquanto definha o servidor concursado, nomeia mês a mês mais comissionados com altos ganhos. O gráfico de comparação é assustador. Enquanto o número dos verdadeiros servidores cai a cada trinta dias, já que muitos desistem de atuar em Itaguaí devido ao desrespeito e as maldades ocasionadas por um governo com a clara intenção de perseguir, os de comissionados, os tais apadrinhados do governo, aumenta de forma assustadora. Desde que entrou na prefeitura, Charlinho aumentou o número de comissionados em 50%. Mesmo alegando que os cortes no bolso dos servidores concursados foi para obedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as nomeações aumentaram e a porcentagem com a folha de pagamento graças a isso só aumenta, chegando a mais de 80%, ao invés dos 54% permitido pela Lei. Ou seja, os cortes feitos foram apenas para prejudicar os concursados e poder nomear mais e mais.

Itaguaí é o único município dentre seus vizinhos Mangaratiba, Seropédica, Paracambi e Angra dos Reis, a não pagar o 13°. Além dessa vergonha e desse abuso, o império Busatto parece ser alheio a isso e nenhuma comunicação e /ou informação é passada aos funcionários. Servidores esses que tem contas a pagar e conta com seu salário. Afinal não trabalham de graça na cidade que tem sido sinônimo de descaso e do desrespeito as leis, sendo assim conhecida em todo o Estado. Além de inúmeras ações de improbidade administrativa e até criminal contra o prefeito já condenado em segunda instância por superfaturamento em compra de ambulâncias.

Para finalizar, todos os cortes feito no bolso dos servidores violam diversas leis federais e municipais. Baixe e acompanhe o Estatuto dos Servidores Públicos, o Plano de Cargos e salários e a Lei Orgânica Municipal, disponíveis em nosso blog. FISCALIZE VOCÊ TAMBÉM!

 

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Angra dos Reis começa vacinação contra sarampo e poliomielite

Crianças entre um e cinco anos de idade formam o público-alvo. Todos devem se vacinar, mesmo aqueles que já tomaram uma ou mais doses

Teve início hoje (6) a Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo e a Poliomielite. A ação vai até o dia 31 de agosto, imunizando crianças com idade entre um e cinco anos. A Prefeitura de Angra, por meio da Secretaria de Saúde, promove a vacinação em unidades de saúde em todos os distritos do município, inclusive na Ilha Grande, sempre de 8h30 às 16h. O Ministério da Saúde alerta sobre a importância da vacina considerando a volta do sarampo no Brasil e a ameaça de poliomielite.
Todas as crianças entre um e cinco anos de idade devem ser vacinadas, mesmo aquelas que já tenham tomado uma ou mais doses. Para crianças que já tomaram a vacina contra a poliomielite é aplicada apenas a vacina oral, a famosa “gotinha”. Os pais ou responsáveis devem ficar atentos, pois não podem se vacinar aqueles que tenham tomado alguma outra vacina nos últimos 30 dias.
– Tanto o sarampo quanto a poliomielite são doenças graves e contagiosas, que podem matar e deixar sequelas graves. A vacina, além de ser um direito das crianças e um dever dos pais, é a única maneira de combater e prevenir estas doenças – explicou o diretor de Saúde Coletiva de Angra dos Reis.

Confira abaixo a lista das unidades que realizam a vacinação:

1º Distrito:

CEM Centro;
Carioca;
Morro da Cruz;
Santo Antônio;
Balneário;
Praia do Anil;
Santa Casa;
Sapinhatuba I;
Sapinhatuba II;
Sapinhatuba III;
Perez;
Morro da Caixa D’água ( funciona dentro do Cem Centro).

2º Distrito:

CEM Japuíba;
Nova Angra I;
Areal I;
Areal II;
Belém;
Gamboa;
ESF Japuíba;
Encruzo da Enseada;
Campo Belo 1 e 3;
Banqueta;
Serra D’água;

3º Distrito:

Camorim Pequeno;
Camorim Grande I e II( compartilham a mesma sala de vacina) ;
Jacuecanga (ESF 1,2,3, e SPA);
Monsuaba;
Caputera;
Cantagalo;
Portogalo;
Petrobras.

4º Distrito:

Bracuhy;
Vila Histórica;
Boa Vista;
Hospital Praia Brava;
Frade I e II;
SPA Frade;
Frade Praias;
Frade Morro da Constância;
Frade V;
Módulo I;
Módulo II;
Módulo III;
Módulo IV;
Módulo VI;
SPA Perequê.

5º Distrito:

Abrãao;
Marítima;
Provetá;
Araçatiba;
Enseada das Estrelas.

Fonte: Prefeitura de Angra dos Reis

Valor de multa para quem não vota vai para Fundo Partidário

Isso é Brasil

Eleitores que não foram às urnas em 2016 devem R$ 98 milhões à Justiça Eleitoral. Valor se refere à multa de R$ 3,51 que não foi quitada por quem não votou nem justificou a ausência na eleição; no total, 29.082.125 eleitores foram multados nos 1º e 2º turnos de 2016. Montante arrecadado vai para o Fundo Partidário.

G1 – Os eleitores que não votaram nem justificaram a ausência na última eleição devem R$ 98.404.457,58 à Justiça Eleitoral. Dos eleitores multados no pleito passado (29 milhões), apenas 3,6% – cerca de 1 milhão – pagaram a multa de R$ 3,51. Os números são os mais recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram levantados a pedido do G1.

Especialista em direito eleitoral, o advogado Francisco Emerenciano diz que o número de eleitores multados deve ser ainda maior nas eleições de 2018. Ele culpa a descrença na política para o aumento no percentual de abstenção eleitoral.

“Se o interesse é na manutenção do sufrágio universal, da legalidade, em prol da democracia, o ideal é que se ampliem as penalidades [para quem não vota]. O eleitor sabe que não vai gerar nenhum problema, que se resolve com o pagamento de uma multa irrisória”, afirma.

O voto é obrigatório no Brasil. Apenas eleitores que têm menos de 18 anos ou mais de 70 anos não precisam votar. O voto também é facultativo para analfabetos.

Na opinião de Emerenciano, o voto deve continuar a ser obrigatório. “Senão teríamos eleições em que participa apenas uma parcela mais politizada, eleições decididas apenas pelas classes A e B.”

No 1º turno de 2016, 22.811.470 eleitores foram multados por não votarem nem justificarem a ausência. Ou seja, 15,57% dos eleitores aptos naquela eleição deixaram de votar ou justificar.

É o percentual mais alto dos últimos 10 anos, quando analisados os eleitores multados sempre no 1º turno da eleição.

No 2º turno de 2016, 6.270.655 eleitores estavam nessa situação. O 2º turno só ocorre quando nenhum dos candidatos obtém mais de 50% dos votos válidos e, em eleições municipais, apenas em cidades com mais de 200 mil eleitores.

O sócio do escritório Emerenciano, Palomo e Advogados Associados lembra que, quatro anos atrás, em 2014, o nível de abstenção eleitoral foi o maior desde 1998. Cerca de 20% do eleitorado não compareceu às urnas. Nas eleições municipais de 2016, a abstenção foi de 21,6%.

“Se facilitarem a justificativa de ausência, teremos o risco de ter abstenção ainda maior. A abstenção já é muito alta, próxima a 20% do eleitorado. Tenho medo de chegar próximo da metade dos votos. Isso é gravíssimo.”

Justificativa eleitoral

Mesmo após a eleição, sem ter de pagar multa, o eleitor tem 60 dias para apresentar um requerimento de justificativa eleitoral, com a documentação que prova a impossibilidade de comparecimento.

Dependendo do estado, esse procedimento precisa ser feito no cartório eleitoral ou até pela internet. Quem estiver fora do Brasil no dia da eleição deve ir ao cartório eleitoral em até 30 dias contados a partir do dia de retorno.

Cada turno sem comparecimento às urnas ou justificativa de ausência resulta numa multa de R$ 3,51 para o eleitor. No dia da eleição, a justificativa só é possível se o eleitor estiver fora da cidade em que está registrado como eleitor.

O dinheiro arrecadado com as multas é destinado ao Fundo Partidário, que é repartido entre os partidos. Esse fundo é composto ainda de outros recursos, distribuídos às siglas mensalmente. Apenas em 2018, a expectativa é que o montante destinado aos partidos via Fundo Partidário seja de R$ 780 milhões.

Caso o eleitor deixe de votar ou justificar a ausência em três turnos consecutivos das eleições, o título de eleitor é cancelado. Para regularizar a situação, a pessoa deve procurar o Tribunal Regional Eleitoral mais próximo.

Desde 2017, o eleitor pode imprimir o boleto da multa pela internet e, depois, levar o comprovante de pagamento ao TRE. Antes, era preciso ir duas vezes a uma unidade da Justiça Eleitoral.

Neste ano, a biometria será obrigatória em cerca de 2.800 cidades. Nesses locais, o título eleitoral também deve ser cancelado caso o eleitor não tenha cadastrado a biometria. Segundo dados do TSE, 52% dos eleitores fizeram o cadastro biométrico até agora.

O eleitor pode consultar no site do TSE se precisa ou não pagar multa à Justiça Eleitoral. É necessário inserir o nome completo, a data de nascimento e os nomes da mãe e do pai.

Para emitir a certidão de quitação eleitoral, é preciso estar sem pendências com a Justiça Eleitoral. O documento pode ser emitido no site do TSE.

Quem não está em dia com a Justiça Eleitoral fica impedido de:

Obter passaporte ou carteira de identidade;Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades mantidas;Participar de concorrência pública ou administrativa da união;Obter empréstimos em bancos oficiais;Inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;Renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou do imposto de renda;Obter certidão de quitação eleitoral, conforme disciplinam a Res.-TSE nº 21.823/2004 e o art. 11, § 7º, da Lei nº 9.504/1997.

A estudante Rosie Xavier, de 20 anos, faz parte do grupo de eleitores que foram multados nas eleições municipais de 2016. Na época, a jovem tinha 18 anos e votaria pela primeira vez, na disputa pela Prefeitura de São Paulo e pela Câmara Municipal.

“Eu estava doente no dia e acabei não votando no 1º turno. Nunca fui muito interessada nessa parte de política e ia votar nos mesmos candidatos do meu pai”, conta.

A seção eleitoral da jovem fica na Escola Professor Paul Hugon, na Zona Norte de São Paulo, onde ela também completou o supletivo em junho de 2017. Na época da escola, conta Rosie, uma de suas amigas da turma tinha 35 anos e nunca tinha ido às urnas.

“Ela dizia que a política no Brasil é muito ruim, com corruptos, que prefere ficar em dívida com a lei do que precisar votar”, lembra a estudante. Rosie afirma que, a partir de 2018, pretende ir às urnas e diz já ter regularizado a sua situação com a Justiça Eleitoral.

No ano passado, ela imprimiu o boleto da multa em casa e foi ao banco para pagar os R$ 3,51. Ela diz que a documentação em dia pode facilitar na procura por um emprego. “Quero juntar dinheiro para fazer uma faculdade no futuro. Estou em dúvida entre pedagogia ou serviço social.”